| O Deus do vinho entre os romanos
e Dionísio entre os Gregos. Era filho de Júpter
e Sêmele. Semêle morreu quando ainda estava grávida.
Então Júpiter fez um corte na coxa alojando Baco
ali até que completasse o tempo em que haveria de nascer.
Por isso, em certas ocasiões, chama-se Baco de Baco Bimater,
ou seja, aquele que tem duas mães.
Juno, irritada com a infidelidade (isto é simbólico)
de Júpiter, mandou contra o fruto de seus amores com
Sêmele, uma serpente bicéfala (o bem e o mal).
Mas Baco, ainda criança, destruiu-a com suas próprias
mãos.
Durante sua infância, foi cuidado pelas ninfas e depois
as musas (as diferentes partes do Ser) instruíram-no
principalmente na música e na dança.
Finalmente, Sileno (o Espírito Divino) ensinou-lhe o
cultivo da videira e da fabricação do vinho (a
transmutação sexual). Baco disputou com Netuno
a mão de Beroe e transformou-se em um cacho de uvas para
seduzir Erígona, filha de Ícaro. Penteu, rei de
tebas, colocou-o na prisão.
As cadeias desfizeram-se e as portas abriram-se para deixar
o Deus sair.
Depois, as três filhas de Cadmo, em um acesso de frenesi,
deixaram Penteu em pedaços. Compadecido com a dor de
Ariadne, que acabava de ser abandonada por Teseu, fê-la
sua esposa e presenteou-a com uma simbólica coroa de
ouro e pedras preciosas feitas por Vulcano (A Nona Esfera).
Quandro Ariadne morreu, a coroa foi levada ao céu como
constelação.
Durante a guerra dos Deuses (a luta entre a Loja Branca e a
Loja Negra), Baco metarfoseado em leão (a lei) fez em
pedaços ao gigante Reco (o Ego). Porém em outra
ocasião, foram os gigantes (os eus) que o fizeram em
pedaços. Então Minerva uma das tantas manifestações
da Mãe Divina, pôs-se a recolher seus pedaços.
Ficou três dias simbólicos no Averno, tal como
fizera Jesus Cristo.
Baco é também o Deus do conhecimento espiritual. |