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Textos Diversos
Metafísica
Os
Poderes da Alma
1. Como bem sabemos, de acordo com o
desenvolvimento das virtudes, elas conferem ao homem a capacidade de
certas ações supra-naturais, cuja natureza permanece velada
para muitos.
2. Conforme estes dons da Alma vão aflorando no índividuo,
uma série de eventos de carater não convencional se apresentam
na vida do mesmo, com o objetivo de por a prova suas virtudes e também
de desenvolver ainda mais os dons que acaba de despertar.
3. Cada dom uma vez desperto deve ser perfeccionado. Porém este
dom ou poder vem também com uma série de regras e limites
bem estabelecidos, sendo que seu desuso, mal uso ou abuso podem causar
a perda dos mesmos.
4. É este o real motivo que as pessoas normalmente não
possuem tais atributos, seria catastrófico para si mesmo e para
os que lhe rodeiam. O Complicado de tais poderes é saber como
e quando usalos, pois muitas vezes se conhece o futuro e não
se pode mudar, outras vezes se conhece a origem de certas desditas da
vida e mesmo assim não pode eliminar. Conhece a face de seu inimigo
e mesmo assim deve lhe beijar.
5. Por tal motivo afirmamos que tais poderes trazem responsábilidades
iguais ao tamanho do nível ou capacidade que eles estejam atuantes
em nós. Tais pérolas forjadas pelas amarguras da vida
não são nada menos que preciosos frutos de nossos esforços,
uma merecida recompensa a qual nunca deve ser exigida.
6. Não negamos que seja belo poder ver o que muitos não
vêem, mas quem é capaz de dormir a noite, vendo o que os
outros não veem? Há que ser muito forte para suportar
o conhecimento, pois por mais doce que pareça na boca, é
muito amargo enquanto é digerido. Devemos aprender a valorizar
e a fazer bom uso de cada um deles, para o bem próprio e dos
demais.
7. Tais poderes só florecem em quem está devidamente preparado,
mediante muitos padecimentos voluntários e trabalhos efetuados
de forma consciênte e valorosa. Infelizmente muitos acham que
vão bem e vão muito mal, e muitos que supõe estarem
mal, caminham muito bem. A verdade é que ninguém sabe
ao certo, pois a Grande Obra é o Mistério dos Mistérios.
8. Há pessoas que durante décadas buscaram efetuar tudo
o que fosse possível para desenvolver tais virtudes, porém
ignoravam que seus padecimentos não eram voluntários e
seus trabalhos não eram consciêntes. Vejam que padecimentos
voluntários são aqueles aos quais nós mesmos nos
colocamos, os quais voluntáriamente nos propomos a sofrer, não
nos é algo imposto. Embora algumas vezes possa parecer que alguém
tenha nos impsoto, mas podemos ter sido nós mesmos que criamos
tal condição de forma consciênte.
9. Quanto aos trabalhos consciêntes, vejam que muitos oram, mas
oram com suas mentes, não com seus corações, desejam
coisas belas para seus semelhantes, mas não vêem que no
fundo o mel que lhe parece é o pior veneno que poderiam receber.
Supostamente dizem Amar, porém o que sentem e expressão
é apenas uma possessão e medo de acabar sozinhos. Anelam
ser justos mas ficam ao lado dos fortes temendo represárias.
10. Não queremos enganar ninguém, não queremos
desestimular ninguém, mas queremos dizer a verdade, custe o que
custe. As multidões sempre estão erradas, vejam que grandes
gênios, poetas, escritores, mártires, são uma pequena
parcela e são muito poucos os que os compreendem. Queremos dizer
que poucos são aqueles que estão dispostos a ser envenenados
por Sicuta como Sócrates, ou acabar pregado a uma Cruz, como
Jesus. Não pensem que eles não sabiam, eles sabiam e não
só estavam dispostos como foram eles mesmos quem criaram as circunstâncias
para que tudo isto ocorresse.
11. Há aqueles que agradem as multidões, também
há aqueles que desagradam a todos os homens e acabam por encantar
criaturas maiores do que a mente humana é capaz de compreender.
De que vale cair nas graças do homens e seguir vivendo uma mentira,
uma farsa? Vos digo que é melhor viver um dia como um Homem Autêntico,
que milhares de anos como um pobre miserável que vaga sobre esta
imunda terra. Se um Homem não é dono de sí mesmo,
ele não é dono de nada, pois por mais que tenha ele não
tem.
12. Os poderes são flores que desabrocham na primavera da majestade
humana, perfumando e encantando a tudo e a todos que delas se aproximem.
Porém a primavera não é a única estação
pela qual passamos, quanto mais rigoroso for o inverno, mais belo nos
parecerá a primavera.
13. A Mudança se faz inevitavel antes que floreçam tais
capacidades, pois o conhecimento e o poder facilmente corrompem o homem,
e muitas tramas e ações se põem em frente ao homem
que anela sua liberdade. A Liberdade, assim como a Paz, bem como o Amor,
não são forjados por palavras ou ideais, senão
que pela naturalidade da vida em sua expressão superior, conforme
nossos erros e imperfeições vão inexistindo.
14. Não confundamos os Dons da alma com muitas aberrações
que nos dias atuais aparecem por todos os cantos. Não confundamos
a Luz do Sol com uma luz artificial, ambos são luzes, porém
uma é natural e ilumina planetas, a outra é forjada e
mal ilumina uma sala.
15. Enquanto uma pessoa não faça uso da Eliminação
de Seus defeitos, do Sacríficio pela Humanidade e da Alquimia.
Tais poderes de forma alguma serão de tipo divino, senão
que serão a sombra ou reflexão falsa de uma luz cujo brilho
real jamais poderá ser igualada.
16/07/06
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