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Meditação

Alguns poderiam me ajudar com respeito à meditação, qual seria a melhor forma de realizá-la? pois estive lendo alguns escritos sobre o assunto e tenho uma certa noção, como aquietar a mente, não se identificar com os pensamentos que vêm à mente, dizem que devem ser como pássaros passageiros assim como vieram devemos deixar-los ir, sem ficar rastro algum na mente. Mas tem alguns casos em que precisamos meditar sobre um defeito, então, como seria nesse caso? a meditação seria um tipo de reflexão sobre todas as possibilidades que podemos obter informações sobre o eu? ou devemos tentar ver o eu e deixar a mente quieta e aí viriam as respostas?
Ainda estou principiando neste aspecto do ensinamento e gostaria de ter algumas "dicas" sobre a forma correta de realizar uma meditação.

Paz Inverencial

Bem, há diversos tipos de meditação e isto depende o momento que a pessoa vá meditar e o objetivo.

Meditar é na verdade um estado, não se necessitaria estar de olhos fechados ou parado para meditar, mas para nós é o mais adequado e igualmente se faz uma meditação mais profunda.

Esta Meditação que você citou, normalmente se faz com o corpo bastante relaxado, pode ser deitado ou sentado, é recomendado ficar de barriga para cima, pode ser por exemplo na posição de homem morto (calcanhares unidos e mãos ao lado do corpo), mas nisto não há complicação, pode até se fazer deitado de lado ou outra posição o importante é sentir-se cômodo e não dormir ou ficar sonhando (pensando), porque não seria uma meditação, claro.

Então uma vez na posição escolhida, se relaxa o corpo, isto é basicamente observar cada região procurando pontos de tensões e relaxar eles conscientemente, as vezes está com alguma musculatura contraída de forma involuntária então se faz consciente e relaxa, como quem diz aquela parte: "já pode relaxar"...

Relaxado o corpo necessitamos criar um estado adequado a meditação, então necessitamos trazer um pouco de sonolência já que a meditação sem o sono seria prejudicial, então vamos criando este ambiente devocional, fazemos orações ao Ser íntimo, a Mãe, aos Mestres da Loja Branca, é uma integração que se faz com as divindades, é uma conversa sincera, pode se fazer orações convencionais mas melhor é falar o que brote do coração nestes instantes.

Uma vez inspirado, e devidamente integrado, tem-se duas ou três opções, a primeira que no principio não é recomendado é adormecer com a mente em branco, isto é o Sartori, Samadhi ou Êxtase, na verdade se conseguir dormir com a mente em branco ou até meditando em algo o resultado é similar, a diferença é que será levado na presença da força em questão. Há muitos níveis de Samadhi, mas não vou adentrar nisto, basicamente é o Samadhi, é importante tentar de tempos em tempos ou até ao final da prática um Samadhi, porque com isto a pessoa tem muito anelo em realizar a Obra, só não pode querer se ocultar sempre nos mundos internos porque perderia seu tempo miseravelmente.

Outra opção é deixar a mente em branco, Deus preenche o vazio, com a mente em branco, encontramos o Ser, o Ser não é uma criatura humana ou divina, é uma força que se projeta e se expressa como um sentir, nós podemos traduzir aquele sentir com palavras durante a meditação porque estamos inspirados estamos integrados e somos um com ele, assim claro podemos saber e compreender muitas coisas, mesmo que a pessoa ainda não tenha corpos solares para que se fusione com o Ser nestes instantes, recebemos seu "sentir" por seus desdobramentos como é a Mãe Divina, ou o Guru ou tantas partes autônomas que são expressões do Ser em nós. E o Ser mesmo distante só de olhar para a pessoa humana aqui em baixo, ela se estremece.
Se pode usar Koans para convencer a mente de que é inútil pensar, levar a mente a exaustão, algumas vezes se encontra durante a meditação a resposta do koan, isto costuma indicar que se libertou da mente, porque para a lógica da mente os koans não tem respostas, a mente fica da tese a antítese.
Então não é porque conhece a resposta que compreenda com a mente, então toda vez que submeter a mente o koan vai ter o mesmo valor, porque a mente põe em dúvida, quando compreendemos como verdade novamente nos liberamos da mente.

Algo que é muito interessante é submeter toda nossa concentração a um único objeto ou tema, claro que antes temos que silenciar a mente, isto deveria acontecer de forma natural, aquietar a mente serve, mas não é o ideal para os estados mais profundos, a mente tem que se tornar passiva naturalmente, aceitar-nos como seu Mestre.
Então uma vez vendo que vencemos a barreira da mente, submetemos um objeto ao estudo, isto pode ser qualquer coisa, desde um símbolo, uma análise sobre um estudo que estejamos fazendo, assim que se obtém o conhecimento Divino, principalmente porque estas práticas ajudam muito na intuição, e nos põe a prova toda Lógica Superior que possamos desenvolver.
Se pode perseguir a forma dos objetos para ver eles em outras dimensões ou ficar apenas no que estamos estudando, só não podemos perder o foco porque há ligações entre o que estamos observando e outras coisas e isto pode gerar identificações e por fim sonhos.

A Meditação para a Morte do Eu não é tão diferente, há muitas possibilidades claro, cada um adapta como se sentir melhor.
Na verdade o ideal é meditar todos os dias, dois tipos de meditação, um para morte do Eu, outro de tema livre ou silêncio e por fim encerrar com um Samadhi ou uma Saída Astral.. esta deveria ser a pauta de todo dia.

Antes de pensar na Meditação sobre algum eu, temos que durante o dia nos auto-observarmos, ver pontos marcantes do dia, indagar, inquirir a nós mesmos sobre nossas ações durante o próprio dia, assim no final do dia fazemos um exercício retrospectivo já quando da meditação e revemos tudo aquilo que foi mais marcante.

Assim temos material para estudo durante a Meditação. Na Meditação sobre estes acontecimentos vamos ver coisas que não parecem corretas, e durante a meditação isto fica mais claro, porque não só não estamos identificados como quem está fazendo aquela avaliação são forças superiores a Mente, ali estamos exercendo a Consciência que temos.
Então a Consciência se vê, e vê o Eu, ela a própria consciência ali aprisionada compreende sua situação e vê o mal uso que o Eu faz de sua Energia, de sua vida, e com isto ganha forças para compreender e separar-se do Eu.
A Meditação não trazemos o Eu até nós, apenas revisamos os feitos, buscamos compreender o que atuou, porque agimos daquela forma, porque pensamos ou sentimos tal coisa, o que aconteceu em nosso corpo, que tensões tivemos que impulsos instintivos percebemos...
Não se preocupe em buscar tudo, isto é uma prática que tem que ser vivida e depois indo aperfeiçoando. Veja os fatos primeiro e já está bom, depois tente relacionar o externo com o interno, vamos ver a real raiz de tal ação. Ficamos irritados porque não nos deixaram quietos (Preguiça impulsionando a IRA)?
Isto é um primeiro encontro aonde vemos que há mais por detrás do feito, ficamos irritados mas o que ocasionou isto foi outro agregado, assim vamos separando um Eu do Outro, compreendendo que uma coisa é uma coisa e outra é outra, assim temos forças para eliminar o Eu, porque os Eus todos juntos e agrupados não temos como compreender e delimitar o que é um o que é outro e por consequência não temos como eliminar.

Não é que com a mente quieta venham respostas, é você mesmo, ou partes da consciência que tem estas respostas, quando nos fusionamos com a Consciência estamos em posse das respostas, é só querer fazer a análise.

Imagine que estamos dentro de uma biblioteca, milhares de milhões de livros, teorias e mais teorias, uns afirmam, outros negam.. isto é a nossa mente. Se saímos da Biblioteca e vamos a vida, o que compreendemos é a verdade. Durante a meditação extraímos estes princípios que uma vez devidamente integrados conseguimos na vida viver sem a interferência da mente, porque a verdade é que esta mente que temos não tem respostas e nem deveria ter, porque ela é um instrumento de uma força superior quando devidamente obediente e alinhada.

Mais importante que qualquer coisa é esta integração da pessoa humana com o Ser, a Mãe durante as práticas.

Depois que já compreendemos um Eu ou fração de Eu, podemos pedir a Mãe que desintegre-o, contanto que não se cometa mais o erro no físico.
Então o Eu compreendido pedimos a Morte ou durante a meditação ou durante o momento em que quer atuar. Isto é, com a meditação tiramos o APOIO psicológico que temos a este Eu, impedindo sua expressão tiramos o apoio físico ao eu, o restante a Mãe faz o trabalho.
Se o Eu continua forte ou atuando, é porque ainda tem energia acumulada, e temos que continuar este estudo porque é algo profundo e compreender nos 49 níveis depende de um alinhamento que tenhamos, uma localização em determinado momento de nosso corpo físico, nossos sentimentos, pensamentos, vontade.. enfim em todos os sete planos.
Não estou dizendo que exista Eus nestas dimensões mas é o inverso, necessitamos ter "olhos" nestas regiões para perceber o que está errado aqui em baixo.

Para não me entender mais, há meditações que se faz durante o dia, são reflexões mas pela serenidade pela liberdade da consciência e o silêncio da mente dizemos que são meditações, são instantes que a pessoa está em todos os planos alinhada e naquele momento, é algo que devemos buscar vivenciar... isto é o que leva ao estado que se chama Turya.

Se pode meditar durante o Arcano AZF (Magia Sexual), porque o ato sexual é o prelúdio do drama dos Deuses, um casal unido em meio ao êxtase do Amor pode se aproveitar disto para alcançar regiões sublimes de consciência, é algo muito interessante.
Claro que não se vai trazer a memória do Eu durante esta prática, durante o Arcano a Meditação tem outros objetivos. Isto que se fala que se pede a morte durante o Arcano não é uma meditação é uma súplica e normalmente não se nomeia nada só se pede que a mãe desintegre o Eu já devidamente compreendido.

Mas há muitas possibilidades e variações, depende do momento que se esteja vivendo nestas práticas, o importante é fazer todo dia, não precisa determinar um tempo, se fizer antes de dormir, faça o tempo que puder ou que achar conveniente, porque é difícil meditar pensando quanto tempo vai meditar, faça e se cansou tente outro dia.

A Meditação tem muita relação com os Três Fatores de Revolução da Consciência.
Da Morte temos o silêncio, da Alquimia a energia e esta integração com as divindades, é uma corrente elétrica que estimula e aviva a Consciência, e o Sacrifício é o Motivo da meditação.. na meditação podemos pedir por nós ou pelos demais. Os Mestres pedem para ensinar, muitas vezes sacrificando suas próprias experiências em prol desta transmissão de informações, tão necessárias em algum momento para uma pessoa ou grupos de pessoas ou até a humanidade.

Jesus o Cristo, naqueles momentos que pedia para ficar sozinho, muitos achavam que era porque ele queria ir aos mundos superiores ficar descansando para lá da sexta dimensão e ficar longe das coisas humanas, mas o que ele estava fazendo era encontrando palavras, formas de expressar o que tinha que ensinar o que tinha que fazer..

Se precisar mais alguma informação neste sentido ou se não ficou algo claro, pode ser sincero, aqui estamos todos para aprender e dialogar sobre estes assuntos.

Se alguém sentir o anelo de complementar algo, ou perguntar, fique a vontade porque há muita coisa a se falar neste sentido.

Paz Inverencial!

Gostaria de te agradecer com muita sinceridade pois com esta resposta que me destes, entendo também que esta resposta ajudará a todos os irmaos que a lerem, já tenho uma linha, uma diretriz muito bem marcada para seguir e realizar a prática da meditaçao. Eu já estava realizando o exercício de retrospecçao mas com esta "didática" podemos todos ir aperfeiçoando e adentrando-nos mais profundamente e chegar aos resultados que ser quer ou investigar o objeto desejado.
Estive lendo esta tarde alguns trechos do V.M. SAW onde ele insistia muito na prática da meditaçao, dizendo que em todos os lumisiais deveriam ter as salas de meditaçao em grupo, pois isso gera um vórtice de energia muito forte e este vai ajudando muito os que a praticam.
Agora já tenho as ferramentas, somente resta dar-lhe com o malho e o cinzel!
Muito grato Irmao e um forte tríplice abraço fraternal.
Paz Inverencial.


Fico feliz de poder ajudar...

O Que necessitamos é a prática, claro as informações deixadas pelos Mestres ajudam muito porque nos guiam neste sentido, mas com a prática vamos vendo a realidade dos fatos e é algo totalmente diferente do que podemos imaginar ou supor.
E o constante exercício prático é o que nos dá a destreza em realizar, então é sermos sempre persistentes e observadores para encontrar quais são as travas que estão nos atrapalhando para ir ao próximo nível de qualquer prática.

O Mestre Samael, e todos os Mestres nos indicam a meditação exatamente porque é uma ferramenta para o exercício da consciência, muitas vezes durante o dia não estivemos conscientes, e durante a meditação percebemos isto já que estamos em posse da Consciência ou parte dela.
Muitas coisas os Mestres nos ensinaram mas muito nunca foi dito, e não foi dito porque era outro momento, porque viviam outra realidade e nós como gnósticos práticos temos a missão de ir resgatar isto destas regiões e trazer adaptado ao momento da atual humanidade, porque a Gnosis é funcionalismo da consciência e qualquer coisa que possamos aprender ou vivenciar em posse da consciência é em síntese a Gnosis.

Realmente a prática em grupo é importante, principalmente para dar o estímulo para aqueles que não tem tenacidade em realizar, porque este vórtice energético daqueles que estão fazendo corretamente envolve aquela pessoa que ainda não tem tal capacidade e estimula, desenvolve naturalmente, então é muito benéfico.
E Claro que se todos estão aptos, é um estímulo ainda maior para todos.

E Lhe agradeço por fazer a pergunta publicamente, muitas pessoas fazem questionamentos pelo e-mail, o que é válido, mas impede que outras pessoas tenham acesso as respostas.

Abraço,