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Diálogos, Perguntas e Respostas
100 Graus para o Casal

Tenho uma pergunta que talvez seja muito específica, mas me parece acertado fazê-la publicamente pois pode ser a dúvida de outros também.

Nos é ensinado que no Arcano AZF a transmutação ocorre quando as águas chegam aos "100 graus".

Como se resolve a situação específica em que um do casal chega a esse limiar muito mais antecipadamente do que o outro, obrigando o término da prática e fazendo com que o outro saia prejudicado devido ao incompleto aquecimento?

O que ocorre nessa situação quando é a MULHER que não consegue acompanhar o homem e faz com que o homem se retire com um aquecimento incompleto?

Sei que são casos e casos e que nossos organismos se adaptam gradualmente aos hábitos do Arcano. Porém me refiro a uma situação duradoura e que se estende por longo período.


Isto dos 100 Graus é especificamente necessário para o Homem. Dizemos o casal ferver a 100 graus para dizer que se deve haver a ebulição das energias (para que se rompa a matéria física e se libere a parte espiritual do esperma e da libido).

Veja a água, ela tem ponto de ebulição em 100 Graus Celsius no nível do mar. Se fosse outra substância ou em outra altitude a temperatura seria diferente para este mesmo fato acontecer. Então quando dizemos ferver aos 100 Graus é simplesmente a referência a ebulição (Evaporação) da energia sexual, que no caso da mulher é outra temperatura bastante inferior já que é outra substância de tipo superior que ela transmuta.
Normalmente nos referimos aos dois tipos de energia como Mercúrio e Enxofre, o Mercúrio evapora em temperatura ambiente, já o enxofre necessita de uma fonte de calor forte para que seja evaporado.

A Energia da mulher é muito mais sutil, é raro que alguma mulher chegue sequer perto desta fervura que o homem tem que chegar para que se transmute o material bruto que a ele cabe evaporar.

Quem tem normalmente o risco de cair durante o Arcano é o Homem, por este motivo que quem deve controlar os movimentos é o homem, porque só ele sabe o limite máximo de tal fervura.
Então sempre é o homem quem chega aos 100 graus (porque a mulher já transmutou antes disto), isto não quer dizer que não haja prazer nem que não vá acontecer a satisfação por parte da mulher, mas se o homem não chega aos 100 graus ele vai continuar a sentir o impulso já a mulher isto não ocorre porque já transmutou sua energia que é muito mais sutil.

Isto vemos na transmutação de solteiro, uma mulher facilmente consegue ficar sem práticas como pranayamas e outras técnicas similares de transmutação. Já o Homem é muito raro ver algum homem que consiga transmutar fazendo uso de suas emoções superiores ou por uma música de tipo superior, uma inspiração ou meditação, etc.
Então que sempre a mulher tem mais facilidade na transmutação por sua energia ser mais sutil, o homem que sofre sobre estes aspectos. Um solteiro, ou um casado que nos momentos que não possa praticar o arcano, que se descuide da transmutação de solteiro vai perder sua energia em uma polução noturna, e muito provavelmente com a mulher isto não vá acontecer.

Para que ambos alcancem uma boa temperatura, isto é, um bom aproveitamento da potência sexual, o ideal é dar mais atenção as preliminares, para casais que não se acertam nas temperaturas (durante o Arcano) no caso do homem chegar ao ponto máximo muito rápido, já prepara melhor a temperatura da mulher antes da conexão sexual. Se a mulher acaba indo muito rápido ao ponto extremo se dá mais atenção ao homem, isto é o ideal para que pelo menos se chegue próximo da dita fervura. Mas como já disse isto é necessário para o homem, se a mulher quer chegar mais próximo do dito ponto máximo, então se intensifica antes da conexão.
Dentro do possível há que todo o processo dure entorno de uma hora, desde os beijos e carícias até os procedimentos finais depois da desconexão.
Claro que se poderia ir muito rapidamente a fervura se alguém assim quisesse, mas isto não é o ideal, é como cozinhar, se necessita de tempo no fogo, se aquecer demais e muito rápido muitas vezes estraga o alimento. Então se eleva a temperatura mantendo a continuidade.
Isto é para se ter uma idéia da importância de cada processo. Claro que as preliminares que me refiro deveriam ser as carícias sãs sem qualquer tipo de deformidade psico-sexual.

É Normal em alguns períodos de transformação de processos da Alquimia aonde o Homem mal possa se mover dentro do Templo, isto é, a temperatura já ferve só da conexão sexual, isto normalmente ocorre quando se está beirando a absoluta castidade, depois disto o organismo se acostuma ao ato da forma correta (centrípeta).
Quando não há mais escape da energia sexual acaba se formando um fogo terrível que se revolve nas gônadas sexuais e é um processo delicado e importante do Homem que está para receber o título de Alquimista.

Abraço,


Certa vez, há muitos anos, eu conversava deliciosamente com um irmão missionário/sacerdote de determinada instituição.

Aquela conversa transcorria de forma harmoniosa e com ambas as partes fazendo um claro esforço no sentido de expressar a sua consciência e não permitir que nossa "má secretária" se interpusesse.

Chegamos no tema dos Três Fatores e eu falei de forma espontânea:

"Os Três Fatores podem ser sintetizados em um só, que é a Morte. E ainda, a Morte, pode ser sintetizada em uma prática, que é a Recordação de Sí.".

Aclaro que nessa frase eu fiz a plena separação da Recordação de Sí com a Autobservação.

Tratei ambas de forma separada e me referi apenas à primeira.

Aquele irmão objetou imediatamente e disse que os Três Fatores nunca poderiam ser sintetizados dessa forma sob o risco de "castrar" o ensinamento Gnóstico.

Guardei silêncio respeitoso e a nossa conversa foi encerrada abruptamente ali.

Atualmente, lendo os textos de conteúdo exclusivo desse site, me deparei com conhecimentos que afirmam com outras palavras o que eu anteriormente havia dito.

Portanto, havendo essa confirmação de outra fonte, que me parece fidedigna, continuo com a postura que afirmei perante aquele irmão.

A razão dessa minha postagem é justamente para publicar esse conceito pessoal:

Os Três Fatores podem-se sintetizar em um só, que é a Morte. E a Morte pode-se sintetizar em uma prática que é a Recordação de Sí.

Seguindo-se essa lógica, podemos extender que: se temos que valorizar uma coisa acima de todas as outras é a Recordação de Sí. Pois como uma fórmula matemática psicológica cósmica a Recordação de Sí permitirá que o indivíduo se localize diante do mundo interno e do mundo externo. E essa localização significa a vivência do momento.

Ampliando, a vivência do momento poderá ser aliada à Autobservação. Ambas permitirão a não-formação de novos eus e a descoberta de eus desconhecidos, bem como o nível de alerta necessário para colher material acerca do modus operandi do eu que iria se manifestar.

A partir daí, tudo isso poderá conduzir-nos a Morte do eu, através das práticas consabidas (meditação, etc).

Havendo a Morte do eu, como afirma o site, os outros Fatores estarão amparados.

Resumindo, no meu conceito tudo parte da Recordação de Sí. O restante é um desdobramento do que já está contido como protótipo na Recordação de Sí.


Interessante o relato, mas isto recorda aquela história do Mestre que uma pessoa vê a pata do elefante e diz que é uma coisa o outro vê o rabo e diz que é outra. Não me pareceram contraditórias as afirmações, pelo contrário a sua afirmação é correta contanto que ao final seja compreendida como o que a outra pessoa disse adicionado ao que foi dito.

Porque a verdade é que a Alquimia não temos como praticar, não temos como nos sacrificar pela humanidade, não há como, e quem não entenda isto não compreende o que são estes dois fatores.
Então que os Três fatores claro se sintetizam (em um primeiro momento) com a Morte porque quem morre vai ter sim condições de realizar os outros dois, mas os Três Fatores são 3 Degraus e não podemos ficar somente no primeiro degrau, temos que seguir andando.

A Morte é a Base e o alicerce principal porque sem a morte dos Eus a Alquimia sempre vai ser prejudicada e a energia nunca vai ser pura, o principio energético para os Corpos necessita de um bom alimento, seja comestível, seja de respiração, de pensamentos puros e de impressões sadias e isto o Eu não se interessa. Então que antes de tudo vem a Morte, mas sem a Alquimia não há a Morte porque se necessita da Energia Sexual para este fim.
Se pode reprimir um Eu, se pode até compreender o Eu mas sem a projeção da Energia por meio da Mãe o Eu desencarna mas continua lá vivo além do mundo físico e se torna uma criatura que no menor descuido toma os sentidos da pessoa.
Com o Sacrifício é idêntico, a pessoa pode resgatar essência mas se não dá este passo, é muito certo que vai ficar travado em seu trabalho, sem o sacrifício não há méritos para se eliminar o Eu e muito menos méritos para que esta essência possa exercer-se como consciência porque isto temos que pagar com nossas obras, os dons não advem apenas de resgatar a essência mas de dotá-la de energia e matéria e isto são os outros dois fatores.

No fundo, vamos ver que uma pessoa pode morrer, e a essência pode ficar lá jogada por assim dizer, sem um estímulo para que atue, sem energia para suas criações e isto realmente pode acontecer, este é o motivo de tantas pessoas no caminho sem um Despertar, tivemos irmãos que chegaram a uma Quinta de Maiores sem saber por onde andavam porque procederam assim. Mataram alguns Eus, tinham a castidade por consequência disto e faziam alguns sacrifícios.
A Questão é que esta pessoa tem o Ser junto a ele em uma Quinta de Maiores e não é capaz de expressar ele, porque não soube canalizar isto no decorrer do seu processo desde a Primeira de Maiores.

Na Prática se vivemos só a morte não qualificamos a iniciação, porque se necessita dos outros dois. Uma pessoa pode estar muito bem centrada, recordada de si mesmo, se auto-observando, vivendo aquele umbral, mas no Umbral estamos não só para matar o Eu, hoje focamos nisto porque é um primeiro passo de algo que no passado muitos fizeram de forma equivocada, mas estamos neste Umbral para que cada pessoa que passe frente a este umbral possamos observar lá dentro as virtudes e chamar elas, permitir com que se expressem cada uma destas partes autônomas em prol destas pessoas que se aproximam deste Umbral que é a pessoa e isto é sacrifício e ao mesmo tempo Alquimia.

Uma pessoa por exemplo pode viver a morte mas seus exemplos não servem para as pessoas porque não ensina com sua consciência, não se conecta as pessoas, não tem uma vida digna que sirva de exemplo porque seus métodos de morte lhe afastam dos demais em vez de permitir com que expresse com sinceridade seu amor, sua gratidão e todas estas coisas que se relacionam a Consciência.

Então que uma pessoa que viva só a Morte e não se dê a tarefa de viver os outros dois fatores irá inevitavelmente ferir a consciência e matar este Cristo que está se gestando, exatamente porque quando resgatamos a essência temos que dar uma destinação a Ela, e isto não é mais morte, são outros processos divinos.

A Morte faz o Homem e sua Mãe, o Despertar já envolve o Pai e cada uma destas partes autônomas que estamos entregando a ele como via expressão DELE.
Sem isto igualmente a pessoa pode matar seus Eus mas continua vulnerável e não é de se admirar que dentro de uma pessoa se vamos observar vamos encontrar depois de muito trabalho os mesmos 3% de consciência livre ou talvez 4%, 5%, exatamente porque Mata dois Defeitos mas criou 1, 3... e aquilo vai aprisionando a essência livre, exatamente porque não se deu a tarefa de viver os demais fatores e fusionar esta essência com o Ser.

A Recordação de si é essencial mas não podemos ser egoístas, recordamos o trecho bíblico que diz: "É Esquecendo de si que se encontra a si mesmo", depois de alcançarmos a individualidade (no sentido que não somos mais afetados pelas circunstâncias), temos que ir a sobre-individualidade que é esta fusão absoluta com os princípios eternos.
Uma pessoa durante o Arcano por exemplo necessita recordar de si mesmo, mas tão logo necessita se fusionar com sua(eu) parceira(o) e já não é um recordar de si porque já não é mais uma pessoa são um Elohim naqueles momentos, se sente como um Elohim e não mais como uma pessoa. Por fim a pessoa necessita ser a Mulher a Divina Mãe o Homem o Espírito Santo e isto é quase um Samadhi porque já não são pessoas, claro que se a pessoa abandona estes princípios pode que caia em algum erro, mas é um recordar de si em outro nível e isto temos que aprender a ir desenvolvendo porque já não é mais a mesma técnica.

Quantas vezes os Mestres infringiram regras para ajudar à Humanidade, muitas vezes pondo em risco sua própria Obra, isto são coisas que muitas vezes não vemos ou não nos chega ao conhecimento mas são criaturas que se sacrificam diversas vezes exatamente para que alguns se salvem, é algo sobre-humano e se a pessoa fosse ter esta recordação de si como é normalmente esta prática e não se fusionasse com o Ser e sentisse o que ele necessita fazer, seria um Bodhisattwa rebelde para com o Ser e não rebelde para com o Eu.

Uma pessoa mesmo com recordação de si pode cometer erros e delitos, uma pessoa pode estar morrendo para o que considera errado e estar sentido prazer com o que considera justo apesar de ser gerado por um Eu e não pelo Ser, então que depois desta primeira etapa de morte que corresponde a morte da parte do que vemos, temos que deixar de ser o que somos e submergir neste novo nível que tem relação com as partes internas. Senão nunca eliminaríamos o Eu nos 49 níveis como o Mestre nos ensina. Esta Recordação de si não é apenas saber que se está em um lugar mas se conectar com todos os corpos com todos os átomos e órgãos do corpo, é SENTIR a si, a todos estes princípios e até mesmo a estes Defeitos dentro de nós, é sentir e se conectar com as demais pessoas.

Veja, isto de viver o momento de sentir-se não é Morte, entregamos esta chave quando falamos de Morte porque se necessita para os Três, e como a Morte é o que se faz primeiro é aonde tem que ficar clara a prática. Se for observar o exercício retrospectivo, fazemos alquimia, fazemos sacrifícios para com as pessoas lhes doando muitas vezes energia e até orações quando fazemos estas revisões e o resultado tem que ser assim porque é do equilíbrio destes três fatores que advém o Despertar e que advém o Ser, o Cristo, etc... fora isto seriamos hanasmussem.

Quando falamos que não há Sacrifício e nem Alquimia sem Morte, fica logicamente explicado que sem Morte e Sacrifício não há Alquimia, que sem Alquimia e sem Sacrifício não há morte.

Porque a Morte necessita dos outros dois, e dizer Recordação de si, isto não é morte é apenas localização, é estar aqui e agora.

Esta prática de localização, o "Recordar de Si", o Eu pode interpretar e fazer isto de forma que a pessoa pense que ainda está "localizada", isto explica como uma pessoa pode conscientemente cometer um delito, a pessoa vê que está fazendo errada e continua fazendo. Até porque neste estudo do Eu, nesta observação que fazemos com o objetivo de conhecer o Eu não afrontamos ele, não é verdade? Então estamos conscientemente cometendo o delito, estamos lá integrados com o eu já que estamos fazendo o erro, mas consciente do que somos e que aquilo não somos nós e sim é uma deturpação de um principio dentro da pessoa.
Isto demonstra que Recordação de si não é morte, mas é a base da morte, é a base da alquimia e é a base do sacrifício. A Questão é que uma pessoa pode não estar sonhando como propriamente dizemos e igualmente não esteja recordando de si, porque o que é recordar de si é saber que temos corpo físico? é saber que estamos no carro, no trabalho, em casa? que recordação é esta? Do que recordamos? Isto é uma mescla de um chamado que fazemos internamente para que todos os princípios estejam aqui e agora servindo para um propósito, é como soar um sino para todos entrarem em uma Igreja e dizer, fiquem em silêncio porque esta é casa de oração e ali todos ficam alertas e atentos para o que vá acontecer.
A Recordação de si tem muitos níveis o que a principio é tão somente este não sonhar, deve ir se perpetuando em outras dimensões para que possamos ir alinhando internamente todas estas regiões para que a consciência por meio da energia obtida e por meio dos méritos obtidos possa se projetar nestas regiões dos demais corpos e que possamos observar aquela fumaça negra que tenta atingir as regiões mais Sublimes do Ser.

Resumindo a história vemos que se uma pessoa se propõe a NASCER, e dá tudo de si pela alquimia, e diz que alquimia é a síntese não posso dizer que esteja errado porque o Trabalho Sexual é 80% da Obra e isto fala o Mestre Lakhsmi.
Quem vive a Alquimia morre de momento a momento esta é a verdade, porque se compreende o valor que tem estes princípios vitais que necessita para a Obra vai morrer porque está protegendo estes princípios, assim como quem preza a morte vai viver a Alquimia porque é dali que extrai a força para a morte.

Vejam quantas pessoas se sacrificaram pela humanidade, me diga se não estão morrendo? Muitos viveram na miséria viveram as vidas dos demais em vez de viver as suas, e não estou falando de fornicários ou anacoretas estou falando de iniciados que viveram estes três princípios mas sintetizaram a Obra no Terceiro fator e com isto lograram desenvolver os outros dois exatamente porque sem a morte não temos como viver uma vida assim e sem a Alquimia não teríamos forças nem muito menos e expressão do Ser para fazer todos aqueles prodígios por meio do Verbo e de falar em línguas, etc...

A Verdade é que isto ocorre porque cada pessoa sai do Absoluto por um dos três raios que conhecemos, Raio do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e muito obviamente quem sai pelo Raio do Pai sabemos tem todas aquelas comodidades na vida e tem mais afinidade com a morte, não é assim?
Então que não esteja errada a vivência ou a compreensão destas outras pessoas, senão que vivem um momento diferente mas continua correto, por isto que o Importante é seguir o Ser, porque ele é o guia, as pessoas que seguem o Ser compreendem o seu caminho e por consequência compreendem que o dos demais não é o mesmo que ele tem que trilhar, e cada um dá seus ensinamentos compartilha o que o Ser ensina mas cada um vive o seu caminho e aproveita o entendimento e a sabedoria dos demais, porque todos tem algo a ensinar.

Aqueles que se auto-realizaram, que fizeram a Obra estas três vezes, são por direito habitantes do Absoluto mas se renunciam ao Absoluto por amor a humanidade se tornam o que chamamos de Mestres de Mestres, exatamente porque sua tarefa é instruir e preparar aos Mestres para que possam realizar suas funções para com a humanidade.

Veja o exemplo que se citou do Esquadro e Compasso, a Morte é humana porque o Ser é perfeito ele não precisa morrer, o Sacrifício é divino porque é o Ser quem tem este anelo e necessidade de trocar estes valores com as demais mônadas e faz isto por meio das pessoas que lhes representam na terra. A Alquimia é algo intermediário e fica entre um e outro, na verdade é a mescla dos dois porque a matéria morre para que se transforme em espírito ou energia.

Se olhamos do ponto de vista humano a morte é a base, se olhamos do ponto de vista divino a base é o sacrifício, se estamos no Umbral vamos ver que a Alquimia é a base.
Temos que atuar por estas três frentes, como humanos começando pela morte, mas sempre observando de todas estas regiões pois a morte como base é o Aprendiz, o Sacrifício como base é do Companheiro, a Alquimia indica a Maestria.

No caso dos Raios isto muda, a Base do Aprendiz é a Morte, do Companheiro é a Alquimia e do Mestre é o Sacrifício, por isto que os Mestres vivem com tanta dor, porque vivem por este sacrifício acima de tudo, fazem a Obra, morrem, nascem (novamente) porque se vêem obrigados por esta angústia de tipo divino a auxiliarem a pobre humanidade.
Os Mestres não Despertam porque querem despertar ou porque tem desejos de fazer coisas por lá, eles despertam e vão lá para buscar informações para buscar auxílio para estas pessoas, é um maravilhoso exemplo que nos dão e claro de acordo com nosso raio não vamos ainda viver desta forma mas isto é um grande estímulo para nossas Consciências.

Então que cada pessoa viva sob o degrau que lhe corresponde mas que compreenda que não é a única possibilidade.
Em algumas épocas a morte não aprendemos como Morte mas como Sacrifício, exatamente porque em vez de buscar a morte do defeito, buscávamos a Virtude em meio ao defeito, o resultado é o mesmo mas a forma é diferente. Em algumas épocas a Morte era a Alquimia e não se falava em morte como morte mas como Alquimia porque na alquimia está sintetizada a morte e é aonde se dá a morte. Hoje se entregam os três porque não temos tempo e nem condições de dar meias práticas e se entrega tudo, hoje até o final da raça se entregarão dizia o Mestre Lakhsmi 50% dos Mistérios e isto nunca se deu e já dizia isto lá no começo da Gnosis e sempre repeti que é que cada pessoa tem partes destes mistérios a entregar, isto não são os Mestres como Mestres que entregarão e sim cada pessoa, por meio de seu Ser. Se não fosse assim não seria possível hoje fazermos a Obra, porque é por esta entrega que a Mônada, nosso Íntimo tem o valor e o "motivo" para realizar o resgate desta pessoa humana.


Diante dessas suas palavras ficou claro a tendência que temos (alguns) em raciocinar a Gnosis colocando-a dentro de uma "caixinha". Mesmo quando pensamos que está certo e até mesmo quando julgamos sentir isso com o coração.

Lendo seu post me veio a mente a imagem de uma massa disforme em constante movimento, onde ora assume determinada forma e em outros momentos assume outra diferente, tudo dependendo da pessoa, do contexto, do raio, do nível, etc, etc, etc...

Parabéns pela profundidade e obrigado pela partilha.

Espero que isso seja útil aos demais no propósito que nos une.


Mas está certo o que se sente, é muito normal a pessoa sentir algo muito verdadeiro, só tem que entender que não pode se tornar um dogma, não pode pensar como algo fixo e imutável, porque não é assim.

Isto é como uma pessoa que medita e consegue obter sua primeira informação pela meditação. Crê que é um grande Mestre da Meditação porque conseguiu fazer uma meditação que deu um primeiro resultado.
Depois a pessoa vê mais fundo, e mais fundo, mais clareza, mais informações, tantas informações que nem consegue gravar intelectualmente, e vai vendo a proporção que isto toma e quantas vidas ou mahavantaras seria necessário para conhecer ou mais difícil, compreender tudo.

Se por ventura chega a um Samadhi suas ilusões de crer-se grande vão ao solo, porque a pessoa conhece a realidade que está submetida por causa dos eus e sabe que mesmo livre e desperto é um grão de areia jogando no espaço infinito.
Depois a pessoa tem outro Samadhi e vê que já não foi na mesma dimensão do anterior, quem sabe não chegue até regiões aonde não se passa e perceba que o que viu é tão só metade de um grande todo, e que mesmo depois de tudo o que já viu e o que não viu ainda tem esta jornada no Absoluto...
Enfim é algo que mesmo os Mestres mais elevados que tivemos aqui na terra, conhecem tão somente partes destas verdades, e nós conhecemos migalhas disto, e o pior é que não conhecemos por nós mesmos.

A Verdade é como você disse, uma grande massa sem forma definida que a cada momento se transforma continuamente e por isto que não há como se dizer fixamente que a verdade é tal ou qual coisa, a cada momento há novas verdades e as antigas verdades se tornam mentiras ou enganos de quem continua pronunciando.

A Verdade está no momento, em cada instante, e claro que cada pessoa neste instante está em um novo nível e observa desde um ponto de vista referente aos seus atributos humanos e Divinos e claro cada pessoa vai dar diferentes soluções para uma mesma verdade, e todas estão corretas ou estiveram em algum momento do passado.

É Como estudarmos a Bíblia, são grandes verdades e terríveis ensinamentos, servem até hoje para os Iniciados, mas não há como entregar uma Bíblia a uma pessoa e pensar que vá se auto-realizar, porque são ensinamentos do passado, podemos compreender se estudamos com a consciência mas para obter a consciência precisamos de ensinamentos adequados ao momento que estamos vivendo, aí sim uma vez com posse desta consciência podemos investigar o futuro e o passado satisfatoriamente.

Muitas pessoas não entendem porque não conseguem resultados permanentes com algumas práticas, mas isto são oásis, o Ser vem entrega algumas coisas e diz, agora viva e pratique, e a pessoa em vez de viver o que já foi ensinado, de compreender praticar e ensinar, fica pedindo mais. Ou o inverso, o Ser dá novos ensinamentos e a pessoa está presa ao que já foi aprendido. Não significa que não seja para fazer mais os antigos, senão que já possa fazer novos, é como os mandamentos, nos entregam DEZ, se cumprimos, nos dão mais.
A Questão é que temos que caminhar, é uma longa jornada, não podemos ficar presos a estes paraísos tentadores, estes relampejos que temos de consciência são naturais, mas ter posse desta consciência e sentir-se grande pela infelicidade de se identificar com algum eu do orgulho colocaria por chão os planos que a Mônada tem e por consequência os planos da Loja Branca.
Então temos que estar caminhando se é que de verdade vamos seguir o caminho direto. E Isto não é nada mais do que não se fixar em nenhum ponto do ensinamento ou práticas ou qualquer coisa, porque a verdade é que temos que sentir o que nos cabe viver no momento.
Primeiro claro a pessoa tem que ter disciplina fazer se possível 1h de mantras por dia, meditar 1h por dia, indiferente se tenha ou não ânimo, posteriormente em posse da consciência e compreendendo os Sinais da Mãe e do Ser, vai vendo o quanto deve fazer e o quanto necessita de cada coisa para o momento que está vivendo.

Então que estas palavras não sejam um corte no sentido de que todos estamos errados, mas pelo contrário, estamos certos em todos estes momentos, mas não podemos impor isto como verdades aos outros, porque cada pessoa tem seu caminho e vai observar isto de pontos diferentes, claro que o Sábio aprende de todos, e por isto temos que aprender a escutar o que cada pessoa tem a dizer, mesmo que não nos pareça correto.

Um Anjo (no Astral) se objetamos de algo que ele diz, e lhe falamos, ele escuta pacientemente tudo que temos a dizer, por mais absurdo que seja, e se pode nos ajudar se vê que temos condições de entender ele dá a sua palavra sobre o assunto, mas muitas vezes apenas se retira em silêncio depois de haver escutado tudo.
Então se um Anjo está disposto a escutar um pobre animal intelectual que jamais por suas limitações poderia ter a Consciência Angélica, que dirá nós que carecemos tanto de compreensão.
Não estamos dizendo que se tem que escutar coisas alheias ao ensinamento ou que temos que ouvir pessoas que de verdade vão causar prejuízo a nossa consciência com suas palavras. Mas muitas vezes ali em nossos grupos vemos que uma pessoa dá uma conferência ou escreve algo muito simples e se somos capazes de estar atentos e escutar suas palavras, somos capazes de aprender ensinamentos muito especiais, que talvez esta pessoa nem tenha pronunciado, mas que sua mônada por meio daquele verbo ainda que ainda decomposto consegue entregar aos demais.

O Objetivo do fórum é exatamente este, que cada pessoa possa expressar o seu sentir, que possa dar sua opinião sincera sobre qualquer ponto do ensinamento ou até sobre questões muito humanas que temos que conviver, e que se possa exercitar sua consciência.
O V.M. Lakhsmi se bem me recordo, comenta sobre isto, que por meio do diálogo se aprende muito mais do que se apenas uma pessoa fala e outra escuta.

Mas por fim não confundamos o raciocínio com a inspiração, porque muito do que percebemos são inspirações da Alma, mas quando vamos estudar submetemos a mente sensual e claro a mente rotula classifica, analisa algo Divino com ferramentas humanas e isto nem sempre termina parecido com o que o Ser entregou a pessoa. Mas é uma questão de conseguir manter estes estados e fazer uso de uma mente inspirada para estas análises, ou durante a prática de meditação, é um treino que temos que fazer.

02/10/11