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Diálogos, Perguntas e Respostas
O Amor, a Paixão e a Morte de nossos defeitos

Olá, estou gostando de uma garota e por este motivo estou me sentindo mais forte e pelo que percebo a luxuria não esta se manifestando. O fato de se apaixonar pode ser uma arma contra os agregados?


Realmente é uma pergunta interessante e válida porque realmente notamos que o organismo não só psicológico, mas físico se altera muito nestes processos de romantismo, paixão e amor.

Há que diferenciar a Paixão de Amor antes de qualquer coisa. O Amor é uma força perene e indiferente às situações. A Mãe que ama seu filho o ama indiferente que ele a ame ou que faça algo por ela. Ama porque emana de si e não por circunstâncias da vida ou qualquer outra questão.
O Filho pode dizer à mãe que a odeia e até nunca mais ver ela e mesmo assim a Mãe, se realmente o ama, continuará amando, de forma inabalável porque não é algo alterável por eventos da vida. Isto claro pode existir igualmente entre um casal, ainda que de forma um pouco distinta.

No caso da Paixão, é um fogo, um desejo ardente aonde realmente pode se tornar nossa meta e todo o restante parece obscurecido. Não é amor e uma vez satisfeita a paixão, já extinto o fogo pela fornicação ou da satisfação daquele desejo, perdemos o interesse e logo percebemos novamente aqueles outros elementos que já não estávamos percebendo.

Entre as cabeças de Legião em nós (Ira, Luxúria, Preguiça, etc..) há uma luta interior por esta supremacia. Uma pessoa que tenha Cobiça pode trabalhar e ter no trabalho uma mesma paixão que outro pode por meio da Luxúria sentir-se apaixonado por alguém. Poderia este jurar solenemente dizendo “Amo meu trabalho!” e no entanto seria simplesmente uma má interpretação desta cobiça por poder, status, dinheiro, etc..
Então claro em nossa vida estas cabeças se alternam e em um momento vencemos a preguiça por uma ira ou calamos uma luxúria por preguiça, mas são questões mecânicas do dia a dia.

No caso deste impulso que se sente, muitas vezes mesmo o que parece amor, não é realmente amor. Quantas pessoas casadas e muito bem casadas com um relacionamento pleno e feliz sentem um interesse, uma chispa muito inocente de um bem querer para com uma pessoa do sexo oposto? Pois ali está a Luxúria se disfarçando com vestes de santidade e amor.

Mas por meio do amor, se é que somos capazes de desenvolver este dom, é sim realmente possível desintegrar nossas debilidades, não apenas ocultá-las durante um galanteio para conseguir o que desejamos.
Por sua família (esposa, filhos), um homem realmente poderia sacrificar seu egoísmo por este bem estar familiar. Poderia eliminar seus vícios, não apenas pelo exemplo e o bem estar, mas até para dar uma vida material mais digna, já que os vícios consomem recursos familiares.

Então claro, é sim possível esta realização por meio do Lar. As mulheres, muitas delas vemos que se realizam no lar. Desenvolvem ao infinito sua paciência e sua doçura mesmo quando o mundo parece cair sobre elas e tem que suportar as mais árduas situações do lar.

Mas o homem igualmente tem sua parte nisto e necessita saber desenvolver-se por meio deste amor; e porque não dizer liberar-se por meio desta paixão? Já que o impulso sexual é a força que temos para eliminar nossos defeitos, se sabiamente utilizada.

03/01/13