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CLXV
A Morte Psicológica

Prólogo

A Morte Psicológica é o primeiro fator da Revolução da Consciência, antes de pensarmos em um Sacrifício pela Humanidade, necessitamos compreender que quem é capaz de se Sacrificar não é outra coisa senão a Consciência, uma pessoa que não passe pela Morte Psicológica pode fazer caridades, pode fazer boas ações, mas o Sacrifício faz esta Divindade Interior, a Alma do Indivíduo, por consequência há que haver antes o resgate destes Princípios.

A Morte Psicológica é o primeiro fator da Revolução da Consciência, exatamente porque antes de querer trabalhar sobre a energia primordial por meio da Alquimia, temos que resgatar esta Força que há de utilizar esta energia para sua expressão e para o resgate das demais frações da consciência aprisionadas.

Dizemos Três Fatores de Revolução da Consciência, mas é o mesmo que dizer Três Fatores do Despertar da Consciência, porque o Despertar, diferente do que supõe estes que não Despertaram, necessita do equilíbrio destes três princípios.

Com a Morte extraímos a Consciência em meio ao Eu Psicológico, com a Alquimia lhe dotamos de Energia para que tenha condições de expressar-se e atuar em prol das demais forças aprisionadas no Eu. Por fim com o Sacrifício pagamos a Lei o devido valor pelo exercício desta virtude e destes poderes que são conferidos a esta fração de Alma que resgatamos. A Consciência necessita o Motivo para expressar-se, e isto obviamente fica demonstrado em fatos com o Sacrifício pela Humanidade.

O Despertar é gradual, é como uma semente que gradualmente vai se transformando em algo distinto, muitas vezes não sabe para aonde vai, porque está muito dentro da escura e negra Terra, mas que por uma força superior sabe seguir em direção a Luz. No principio quando sai da terra não é capaz de assimilar ainda a Luz, desenvolve suas folhas e ainda assim é fraca e débil, qualquer um lhe arranca, qualquer vento lhe fere terrívelmente.
Mas conforme progride e avança, a Planta se faz sólida, e suas raízes profundas, suas ramas se estendem como que para agarrar o céu, e suas folhas absorvem todos aqueles raios luminosos assim como suas raízes se alimentam de toda força que há na terra.
Assim a Árvore dá suas Flores e seus Frutos, da beleza de suas flores vemos sua vitalidade e sua alegria, e destes frutos, da qualidade destes frutos, sabemos do que é feita a árvore, de que Luzes banharam suas folhas e de que minérios assimilaram e de que águas beberam suas raízes.
Todos nós necessitamos ser esta Árvore, e todos necessitamos deixar de sermos sementes, porque a semente não brota pela idéia de um sonhador, ou por desejos débeis e volúveis.

O Despertar depende de um esforço consciente e contínuo. O Despertar da Consciência necessita de uma organização extrema, e de uma Disciplina inquebrantável, de uma Vontade de Aço.
Este Despertar, é o acordar de um sono secular no qual o Eu nos tem submetido, é poder ver a realidade e apalpar todos estes mistérios e delicias que são as realidades das dimensões superiores, da Alma e de Deus.
Hoje não vemos, não ouvimos, não caminhamos, nada fazemos, senão sonhamos; Esta é a triste realidade de nossas vidas sem o Despertar, pois o que vemos são sonhos, o que ouvimos são mentiras e o Caminho se faz impossível porque não temos a real existência para trilhá-lo.

Não estamos aqui dando teorias, estamos aqui para ensinar a prática, para dar a ferramenta àquele que quer trabalhar.

Aqui convidamos uma última vez, aqueles intelectuais, aqueles céticos do gnosticismo, aqueles que nunca apalparam ou vivenciaram a realidade do que é a Gnosis, para que vivam, porque não haverá outro momento.

A Gnosis, como Conhecimento é o Funcionalismo da Consciência e se a Consciência não está ativa, não se encarnou a Gnosis, lhe é uma teoria a Gnosis.

Chega irmãos, chega de tantos Dogmas, de tantas vãs ilusões e enganos, finda aqui tudo isto. E Que se não querem, não o façam, mas não pensem que se salvarão suas Almas, porque continua envolto das Trevas que naturalmente levam ao Abismo.

Vos entregamos desde a Venerável Loja Branca dos Mundos Superiores, em nome do V.M. Samael Aun Weor, Avatara da Era de Aquário, e do V.M. Lakhsmi Daimon, Restaurador das Instituições Gnósticas, este ultimo convite a Morte e ao Despertar. E Se não o fazem, que descansem em paz.

Paz Inverencial!

CLXV


Perguntas e Respostas

- O Que é o Eu?
- O Eu, chamamos nossos Defeitos Psicológicos. São forças que aprisionam frações de nossa Alma, nossas virtudes. Ele (o Eu) é um Trio de Matéria, Energia e Consciência.

- O Que eles (os nossos defeitos) causam em nossas vidas?
- Em nossas vidas são eles que causam todos os dramas, as tragédias, as tristezas e até estas falsas alegrias. São eles que nos impedem de ver a realidade tanto física como interna, são eles que nos fazem ter esta pobreza tanto física como Espiritual que hoje temos. São eles que matam nosso corpo e corroem nossa Alma. São estes elementos que nos tornam marionetes do mundo, aonde cada palavra nos impulsiona ou nos impede o passo, não somos indivíduos autênticos assim desta forma.

- Como é a Hierarquia destes Eus?
- Os Eus tem seus Generais, e se organizam como se organiza um exército. Existem Sete Generais (Cobiça, Preguiça, Luxúria, Orgulho, Ira, Inveja e Gula) que são os que impulsionam e mantém todo o resto desta hierarquia.

- De que é formado o Eu?
- De Matéria, Energia e Consciência. Ele aprisiona nossa Consciência, rouba nossa Energia e se projeta em nossa Matéria (Corpos, Cérebros e Centros).

- Como se elimina um Eu?
- Negando sua expressão na Matéria, lhe tomando nossa Energia por meio da compreensão, e resgatando nossa Consciência.

- Quem faz este trabalho de eliminar o Eu?
- A Pessoa encontra e Compreende o Eu (Algum defeito qualquer que tenha), lhe nega a expressão, se arrepende sinceramente por havê-lo criado e não aceita continuar carregando este Eu, esta antítese da Divindade e da Alma. Por fim a Mãe Divina (Maria, Maia, Isis, Réa, etc.. etc.. etc...) lhe desintegra.

- Quanto tempo leva a eliminação de um Eu?
- Veja, isto depende do Eu. Temos Eus muito fortes e grandes em nós, a simples tarefa de lhe tirar a matéria, isto é, não deixar com que se expresse será uma tarefa titânica, o que dirá lhe tirar a energia. Igualmente a Mãe terá mais trabalho. Há Eus que eliminamos em uma investida, outros podem levar semanas. Isto ocorre porque muitos não criamos nesta existência e sim a mais de centenas de anos e seguimos lhes alimentando.

- Porque há Eus que não conseguimos eliminar?
- Haverão Eus que estarão ligados a Karmas, e isto fica bastante evidente quando vamos eliminar eles, porque não se desintegram porque a Lei e as Divindades não permitem.

- Se a Lei não permite, não poderemos desintegrar nunca estes Eus?
- Depende do tipo de Eus, há eus de Medo por exemplo que são o que mantém algumas pessoas na linha, a Lei não permite que elimine porque este ímpeto poderia ser mal utilizado visto que a pessoa ainda não tem condições de manejar isto. Além disto existem Eus que se não pagamos com boas ações ou se não negociamos com a Lei Divina, não se pode eliminar. E Há Eus que temos que pagar com dor e sofrimento, porque não há outro remédio. Mas falaremos mais adiante neste material.

- Quando eliminamos um Eu, a Consciência que estava presa fica imediatamente Desperta?
- Não, não. Eliminando o Eu resgatamos a Essência. O Exercício desta Essência como Consciência é outra tarefa que igualmente exige esforço, Organização e Disciplina. Não quer dizer que quando haja a Morte não ocorra um Despertar, de verdade que há, mas há o Despertar para o Evento que é a Consciência dando a solução daquele evento, e há outros Despertares.

- Como se Desperta a Consciência?
- Com o Exercício dos outros dois Fatores de Revolução da Consciência. Porque o Despertar da Consciência é a Revolução da Consciência. Para esta essência livre atuar como Consciência, necessitamos pagar a Lei Divina certo Capital Espiritual, em outras palavras termos merecimentos, e isto é o Sacrifício. Igualmente esta manifestação da Consciência em cada nível exige certa quantidade de Energia e isto é algo relacionado à Alquimia. Isto estamos já falando deste segundo despertar, o primeiro é o que recebemos quando se resgata a essência, quando se compreende o Eu. O Primeiro Despertar corresponde a Essência, o Segundo Despertar ao indivíduo como pessoa (Corpo, Alma e Espírito), o Terceiro se relaciona com a sobre-individualidade.

- Então este Despertar é dotar a essência de Matéria, Energia e Consciência?
- É Exatamente isto que fazemos, resgatamos a Consciência com a Morte Psicológica, lhe dotamos de Energia por meio da Alquimia Sexual e lhe damos um motivo para se expressar por meio do Sacrifício pela Humanidade. Porque se não for assim, não se pode, porque é a base deste autêntico Despertar.

- E Sobre a eliminação das Cabeças de Legião (Os Sete Pecados Capitais)?
- As Cabeças, trabalhamos primeiramente eliminando estes Eus menores, isto claro enfraquece e lhe tira seus subordinados. Porque à Cabeça é um trabalho mais para frente, que faz o Cristo e não a pessoa. Mas atacamos a Cabeça para que ela envie seus subordinados e assim igualmente compreendemos as ligações entre as Cabeças.

- Quantos Eus trabalhamos por vez?
- Isto depende do nível da pessoa. A Princípio podemos estar conhecendo, compreendendo e eliminando tudo o que vai se manifestando que reconhecemos como um Defeito, porque são momentos distintos do dia que se manifestam e não precisamos estar parados esperando um Eu específico se manifestar, seria absurdo. Aplicamos a Morte em Marcha, no final do dia submetemos tudo aquilo a Meditação, compreensão e pedimos a Morte. Claro que devemos estar durante o dia já reflexivos e serenos, assim já vamos nos enriquecendo de material para esta Compreensão.

- Então podemos trabalhar sobre todos os nossos defeitos ao mesmo tempo?
- Não, há defeitos que temos que trabalhar só sobre eles, deixamos os outros de lado, exatamente porque vão exigir um grande esforço não só da pessoa como Vontade para lhe desencarnar da matéria (sua expressão física), como igualmente se fará difícil compreender e certamente necessitará mais energia e se não o atacamos com tudo, ele não morre, se oculta, se esconde e isto não serve. E Não devemos ficar ameaçando o Eu, o importunando, o Eu atacamos quando vamos lhe dar a Morte, porque senão ele se prepara e isto só complica nossa situação. Por isto é COMPREENSÃO, não negamos nem afirmamos nada, nem discutimos nada com o Eu, o Observamos e o conhecemos, compreendemos.

- Pedimos a Morte do Eu a Mãe Divina em que momento?
- Se há a manifestação, seja física, emocional, mental, instintiva ou sexual (etc) do Eu já compreendido e analisado, fazemos uma transmutação rápida como um (Ham-Sah), e lhe projetamos esta Energia por meio da Mãe Divina (Isto é a Morte em Marcha). O Segundo momento será ao final do dia quando do exercício retrospectivo em Meditação, ou se é Casado se solicita no Altar vivo a morte do Eu, no caso durante o Arcano A.Z.F. Se a pessoa em questão já é um Adepto faz no Astral o mesmo processo aos Eus que encontra lá, ou pela manhã se analisa os agregados que se manifestaram no Astral (durante o sono), e lhes põe compreensão e por fim pede a morte se realmente se arrepende e não almeja mais a existência destes.

- E Se nos identificamos com o Eu, no caso se cometemos o delito de permitir que se expresse, a Mãe elimina igual?
- Não, porque são processos, ela até o enfraquece porque lhe cutuca, mas não pode eliminar porque não houve o correto arrependimento da Essência e nem o desencarne de sua matéria. Porque desta maneira a Essência e o Eu são um, se negamos o Eu a expressão e a essência lhe nega a Energia, não estamos mais identificados com o Eu e neste momento uma coisa é o Eu e outra coisa é a Pessoa e a Essência, então a Mãe elimina o Eu.

- Mas como vamos saber isto de que se compreendemos o suficiente o Eu para pedir a morte?
- O Eu se expande e se manifesta em muitas regiões que não conseguimos ainda observar. Se negamos a expressão física do Eu, se temos alguma compreensão e já existe este sincero arrependimento, o que a Mãe faz é um furo, tira partes da expressão do Eu, o Desencarna em alguns níveis. A Essência fica como um pinto fica quando lhe abrem um tampo do ovo, põe a cabeça para fora, respira, mas ainda está preso. Por isto que se faz tão importante compreender um Defeito integralmente, desde quando se manifesta, como se manifesta, quais outros Defeitos se aproveitam disto, quais os impulsionam, quais são seus inimigos, porque fazendo assim ao desintegrar se reduz a poeira cósmica.

- Como se processa nos outros níveis, esta morte do Eu?
- O Eu Desencarnado, que já lhe tiramos a matéria física pelo menos, se manifesta em outras regiões seja como pensamentos por exemplo e procedemos da mesma forma. Porque muitas vezes não é o mesmo Eu, se parecem mas não é o mesmo, há que se compreender estas interligações entre os defeitos, porque muitas vezes em uma manifestação nossa de algum delito, como a mentira por exemplo, se manifestam não um mais vários defeitos e há que ir compreendendo toda esta ramificação e em cada um dos centros. Uma pessoa pode instintivamente mentir, não é algo intelectual, a pessoa não pensa "vou mentir porque me safo", ela já nega de imediato, e isto indica que é algo instintivo e não intelectual, o Eu combatido a nível instintivo se vê preso no intelecto, e assim vamos procedendo sua desintegração, mas entendam que ele é plural em sua ação, há vários defeitos envolvidos nesta ação.

- Mas e estes Eus que acordados não nos identificamos mas lá nos sonhos nos pegam?
- Isto é natural do trabalho, eles tentam se alimentar aonde podem, querem viver e lutarão para isto. Realmente há alguns Eus principalmente de tipo Sexual cujos fantasmas assombram os Iniciados. O Ideal é pedir a Mãe esta ajuda e o discernimento para saber que está no Astral, assim quando ocorra esta identificação, pode se Despertar ao físico de imediato e submeter este Eu a compreensão, arrependimento e Morte. Se faz no físico porque ainda não temos condições de fazer isto no Astral, se a pessoa já tem alguma Consciência Desperta, faz no Astral.

- Quando não manifestamos mais no físico o Eu, nos tornamos Mestres?
- Não, se diz que aquele que não comete erros no físico, que não expressa estes eus aqui, é um Santo. A Maestria é a expressão do Mestre Interior, é a projeção de partes do Ser por meio da Consciência e é algo paralelo que temos que ir desenvolvendo. Não estamos dizendo que não se é um Mestre da vida, é, mas a palavra Mestre tem muito peso, mas a verdade é que é o trabalho de dois Mestres, um que sobe (A Pessoa) e outro que desce (O Íntimo).

- Como trabalhamos sobre a Falsa Personalidade?
- Esta Falsa Personalidade não é outra coisa senão uma personalidade voltada aos Eus que comumente se manifestam, quando tiramos a matéria do Eu, estamos trabalhando exatamente sobre a Personalidade, porque a Personalidade é a expressão física e contínua do Eu que está sempre ativo. Não digo que não existam detalhes pequenos, pequenos hábitos e costumes daninhos que nem sequer são Eus, isto a pessoa vence por meio da vontade e claro da compreensão.

- Então porque as vezes atua algum Eu tão Terrível por meio da Personalidade?
- Só pode atuar fisicamente um defeito, se a personalidade permite, claro que há momentos em que tudo falha, digamos assim, e alguns Eus muito terríveis tomam posse da pessoa mesmo no físico. Mas igualmente há momentos de iluminação aonde o que já foi trabalhado da falsa personalidade deixa entrever esta Luz que é a Consciência de uma pessoa.

- Quando se sabe o nome Interno do Ser, e quando se pode utilizar?
- Isto é algo muito sagrado e é lamentável que algumas pessoas que descobriram por alguma experiência interna deram a conhecer tão antes do tempo. Veja que este é o nome do Ser, se o Ser não se expressa pela pessoa, como se pode dizer que aquela pessoa é o Mestre fulano? O Nome do Ser normalmente e por vias normais se sabe quando se elimina a primeira Cabeça de Legião, mas pode que um Mestre dê a conhecer a pessoa o nome do Ser de uma pessoa por merecimento e isto aconteceu já por diversas vezes. Igualmente algumas pessoas descobrem o nome do Ser por experiências internas, ali pela Sétima Iniciação de Mistérios Menores, digo isto porque se recapitula alguns detalhes de existências anteriores e pode que já tenha chego a esta etapa anteriormente. Os Bodhisattwas comumente acabam tendo experiências internas sobre isto, mas há que calar para que não se coloque a perder todo este esforço do Ser. Normalmente se tem autorização de uso do nome interno lá pela 5ª Iniciação de Mistérios maiores e se o Mestre vai desempenhar alguma Missão. "Alá é Alá e Maomé é seu profeta"... então o nome identifica quem é o Deus Íntimo daquela pessoa, mas recordemos que a pessoa humana nada vale, é apenas um cocheiro e que o Senhor sim é tudo.

- Se Trabalhamos com os três fatores e não Despertamos, o que aconteceu?
- Bem, a principio este despertar é gradual, e a Consciência não se dá conta do processo porque ainda não tem auto-consciência, então há que perseverar este período. Mas se com dois ou três anos de prática do ensinamento já não comece a desenvolver nitidamente estas virtudes, se não comece a ter nítidas experiências Astrais, se não logra alcançar o êxtase da Meditação, há que se averiguar o motivo disto. Muitas vezes é que a pessoa põe o intelecto em vez de deixar a Consciência atuar, outras a pessoa se utiliza mal da energia e a consciência não se faz ativa por isto, igualmente não se tem Disciplina, Méritos, Valores do Coração, e tantas outras coisas que podem interferir. Nestes casos se faz uma revisão sincera e se não encontrar os motivos, que converse com algum irmão mais adiantado no trabalho.

- E Há casos de pessoas que nunca tem estas experiências internas, este Despertar?
- Sim, há. E Isto desde porque seu corpo já está muito danificado na atual existência, ou porque está muito ligada ao Intelecto e não se dá a tarefa de sentir com o coração. Mas quando venha a tomar um novo corpo físico já vem mais ou menos pronto pelo trabalho que fez. O Importante é lutar por este Despertar, porque mesmo que não desperte já, vai se adquirindo certas virtudes e atributos importantes no trabalho. O Despertar não são só experiências internas como no Astral, a intuição é algo muito expressivo em nosso caminho.

- Alguns de nós já começamos então este trabalho em outra existência?
- Certamente que sim, inclusive há delitos que muitas pessoas já não cometem na atual existência exatamente porque fizeram um perfeito trabalho em existências anteriores. Igualmente há pessoas que nascem com este anelo, esta constante busca pela Verdade, que não é outra coisa que retomar este trabalho já iniciado.

- É possível solarizar os corpos sem o trabalho de morte psicológica?
- Claro, porque a Morte é uma coisa, o Despertar é outra, e a Alquimia que é aonde formamos estes corpos é ainda outra. O Detalhe é que a pessoa que faz desta forma de solarizar e não trabalha com a morte, além de não poder fazer uso destes corpos já que não tem Consciência para isto, cria um duplo centro de gravidade.

- O que significa ter um duplo centro de gravidade ?
- É quando fazemos um trabalho mal feito na morte psicológica, porque conforme vamos trabalhando com a Alquimia vamos solarizando certas regiões internas nossas, e com isto se ainda há elementos como são os Eus, acabamos os protegendo com estes corpos solares, então fica difícil sua eliminação e a pessoa apesar de alguma consciência e dos veículos solares, acaba tendo que dividir espaço com estes defeitos.

- Como obter um centro de gravidade permanente?
- Sabendo viver o momento, levando uma vida reflexiva e serena, e sempre buscando e eliminando estes Defeitos que vamos encontrando em nós mesmos. Este centro de gravidade permanente é o que permite a expressão da consciência que tenhamos e por consequência de nosso Ser já que ele se expressa primeiramente pela consciência de cada indivíduo.

- Até que nível de morte psicológica um solteiro poderia chegar?
- Dizem os Mestres que se poderia fazer 50% deste trabalho de Morte Mística como solteiro, e hoje em dia é importante que se tenha em conta que não precisamos nos casar porque temos que fazer a Obra, isto ocorre naturalmente, temos sim que estarmos já fazendo a Obra e termos uma maturidade o resto é uma consequência destes processos.

- Quando cometemos falhas dizemos que foi a expressão do EU, e sabemos que determinadas falhas se não todas geram consequências, entre elas Karmas, se essa afirmação estiver correta então eliminando esses Agregados (Ego) estaríamos transcendendo o Karma?
- Depende do caso, porque há casos que temos que pagar o Karma antes de eliminar o Ego, há outros em que eliminando o Ego se suspende o Karma que ele gerou, ainda pode-se ter que pagar o Karma do Eu após sua morte, e por fim há outras ações que não podemos transcender, senão pagar com dor e sofrimento. Quando falamos em Pagar, pode que se pague com boas ações, com o sacrifício pela humanidade, mas muitas vezes não há remédio senão o sofrimento, porque são Karmas que não se pagam de outra forma. Além disto para ativar aquele essência como Consciência sempre há um devido pagamento.

- O Signo Zodiacal influência em nosso estado psicológico?
- Certamente que sim, não só o signo, mas desde a Lua, os dias da semana, temos uma série de influencias que nos impulsionam e nos debilitam nesta existência. O Signo Zodiacal que temos é uma referência para nosso trabalho, isto não é para uma pessoa aceitar as debilidades do signo, senão que observar e transcender isto conscientemente.

- O V.M Samael Aun Weor informa que temos que eliminar o Ego em 49 níveis diferentes, esses níveis estão subdivido entre os 7 corpos existenciais do Ser?
- Claro porque são Sete Corpos e cada um tem Sete níveis, então sendo sete níveis em sete corpos encontramos quarenta e nove níveis. Mas isto se dá como uma explicação não que uma pessoa literalmente vá se dar conta que em um momento está no nível 4 e depois no nível 20, não é assim. Se ela vive o momento e se localiza, se integra com cada um destes corpos, quando ela se auto-observa, ela está observando estes 49 níveis inevitavelmente. Compreendendo o Eu nos 49 níveis, renunciando a ele nos 49 níveis a Mãe os elimina em todos estes níveis.

- Qual a origem do Ego?
- O Ego se originou quando da estabilização física da terra, pois era um descenso do Espírito a Matéria e o Ego foi o resultado de que se passou certos limites desta estabilização. Pois para esta cristalização se utilizava de uma força negativa e o Eu é a sombra desta sombra, algo que não necessitaria existir, por isto hoje nos cabe eliminar.

 

O Eu Psicológico

Antes de sequer pensarmos em eliminar um Eu, necessitamos vivenciar isto de que não somos uma unidade, porque não temos como eliminar um Eu se cremos que somos íntegros e únicos e este Eu somos nós, porque tentaríamos educar, modificar ou corrigir o Eu e o que necessitamos é da morte para que advenha o novo que é a Consciência e o Ser.

Cada ação é originada por uma mente diferente dentro de nós, um instinto, um sentimento, cada um destes defeitos psicológicos tem uma expressão própria e se associa com outros defeitos com a intenção de se fazer mais forte e se expressar por mais tempo.

Uma pessoa diz "Não", logo diz "Sim" e pode até crer que mudou de idéia, mas muitas vezes o que ocorreu é que um Eu disse algo e logo veio outro de maior potencial e afirmou outra coisa, claro que pelo primeiro não retornar naquele momento parece que simplesmente mudamos de idéia mas não é assim que ocorreu.

O Importante para esta observação é que não nos deixemos levar por todos estes sentimentos e pensamentos, senão que os observemos intimamente com o sentido da auto-observação, não vamos emitir conceitos e defender ou acusar o eu, senão que observar, porque antes de mais nada temos que nos dar a tarefa de observar como somos múltiplos e de como interiormente estes eus são.

Nós nos auto-observamos quando colocamos atenção sobre nosso mundo interior, porque mais importante que os fatos externos e o que nos acontece, são nossas reações interiores a estes eventos. Recordem que durante o sono o que vemos e o que fazemos por diversas vezes tem intima relação com os estados que tivemos durante o dia, com o que pensamos, sentimos, e disto depende muito como será nossa vida depois do fim desta vida física como conhecemos.
Nossos sonhos são um reflexo destes nossos sentimentos, pensamentos e claro até de nossos feitos, no entanto se não analisamos e antes de mais nada não observamos, não temos como mudar isto.

Cada manifestação deve ser observada com o objetivo que possamos saber se é algo originado pelo Ego ou pelo Ser.
Obviamente uma pessoa que se crê santa, que se crê perfeita jamais se dará a tarefa de se auto-observar e com isto acabam-se todas as chances de progresso neste sentido, porque não temos como nos estudar se pensamos assim desta maneira.

Estes pensamentos egoístas e narcisistas necessitam ser aniquilados, aquele que em determinado momento reflexiona sobre isto se dá conta de sua Auto-Importância que lhe transborda os sentidos, então sim já tem condições de seguir adiante, e eliminando isto vai conseguindo ver os defeitos cada vez mais profundamente nas regiões interiores.

A Consciência é como uma luz que começa como uma chama de uma vela, e mal ilumina um cômodo, conforme vamos progredindo e avançando esta luz vai tomando proporções maiores e maiores e nosso objetivo é transformar em um Sol capaz de iluminar todos os cantos de nossa psique para que não fique nada que não possamos observar e trabalhar. Claro que isto é gradual e nosso sentido de auto-observação tem que ser desenvolvido e exercido para que vá conseguindo perceber nosso mundo interior.

Tenhamos em conta que Defeito, em um primeiro momento é aquilo que nos faz mal, aquilo que nos causa algum dano. Se brigamos com quem mais amamos, crê que isto tenha relação com a Alma? Pois de verdade que estas expressões de Ira e de Rancor, de ciúmes, de posse, nada tem a ver com a Alma e que de verdade são o que aprisionam nossa Alma. Claro que há muitas coisas que consideramos sábias e justas e igualmente são manifestação de defeitos psicológicos, mas começamos pelo o que nos parece mais lógico e com o tempo de trabalho vamos podendo notar o resto por meio da Consciência.

Uma pessoa igualmente pode crer-se virtuosa por alguma boa ação que possa fazer, mas observe lá no fundo se não faz isto com alguma intenção negativa, quem sabe receber algum reconhecimento, se não faz isto por medo, há que se observar porque o que origina as ações é tão importante quanto as próprias ações.

 

A Formação do Eu

Todo Eu segue uma ordem para sua criação, primeiro ele prende a Consciência, depois a Energia, por fim a Matéria (a forma).

Então o Eu é um trio de Matéria, Energia e Consciência.
Se vamos eliminar o Eu temos que seguir esta ordem inversa de sua criação, pois de outra forma não há como se eliminar o Eu.

O Eu vive porque nós lhe damos razão em sua existência, ele vive porque nós o alimentamos e por fim porque não temos esta firme resolução de o eliminar.

Temos que compreender que o Eu é composto por nossa Consciência, e isto é o que ele maneja para justificar sua existência.

Nossos Defeitos tem uma Psicologia e uma Lógica, porque como já dissemos eles tem nossa Consciência. Vejam que uma pessoa que manifesta Ódio em um instante o Eu aplica uma psicologia aonde diz que se ela não se impõe será um escravo e que está agindo assim violentamente porque este primeiro lhe violou direitos, lhe ofendeu a moral, etc..
O Eu sempre tem justificativas, vejam que um Eu Adultero, facilmente justifica seu adultério com algum problema no lar, na falta de carinho por parte da esposa ou do marido, e assim entende que não faz mal esta violação.
Isto podemos observar desde a Mentira, o Roubo, e certamente qualquer outro agregado psíquico que tenhamos.

É muito fácil criar um Eu, se observamos alguém por quem temos alguma admiração já depositamos Consciência, no momento que a mente emite pensamentos para com esta pessoa, já se formou um Eu.

Então que claro, vamos vendo que temos que ter uma postura muito cuidadosa para com a Mente e os Pensamentos, não se deixar depositar consciência em nada e muito menos sermos Pensadores, porque temos que ser muito serenos e reflexivos para que o Eu não nos tome os sentidos em determinado momento.

O Eu aprisiona toda nossa consciência menos Três Átomos, ou diremos Três por cento de Consciência.
Estes Três Átomos são:
- Átomo do Pai (Centro Intelectual);
- Átomo do Filho (Centro Motor);
- Átomo do Espírito Santo (Centro Emocional);

Estes Três Átomos tem consciência própria, são eles nossa ligação com nosso Real Ser, no entanto quando uma pessoa se bestializa totalmente, se divorcia do Íntimo e estes três átomos se retiram restando o que chamamos de Quaternário.

Os Quaternários são os que possuem os Corpos Físico, Vital, Astral e Mental
Sendo que por esta falta de ligação com o íntimo suas essências mais terríveis são lançadas já ao Abismo e a pessoa costuma se tornar boa gente sem que tenha feito um trabalho psicológico, e claro não sente este Anelo por uma regeneração.

Vejam que não estamos falando destas pessoas que fizeram um trabalho psicológico, não se ponham a apontar dedos aos que lutaram por uma santidade, porque não estamos falando disto.

Praticamente todo iniciante e até alguns mais avançados se questionam se são quaternários, se ainda tem esta ligação com o Íntimo. Bem, a forma mais prática e simples de se observar isto é saber se esta pessoa sente em seu coração o anelo, o desejo de regenerar-se... sendo assim por mais terrível que seja o caminho ou o que tenha que enfrentar, tem as portas abertas para esta Magna Obra.

Quanto aos Quaternários, comumente se tornam boa gente, exatamente porque todos estes Eus Traiçoeiros, Assassinos, Mentirosos, estão em sua grande maioria já involuindo em animais e aos Quaternários o que interessa é ter comida, ter aonde dormir, isto lhes basta.

Quando compreendemos como um eu foi criado, temos que analisar aonde podemos intervir nesta criação para novos Eus, porque seria como de um lado um marinheiro jogando a água de dentro do navio que está afundando para fora e outro puxando a água de fora para dentro, não se sai do lugar.

Então é uma questão acima de tudo de saber manter este equilíbrio lógico, esta serenidade, estar sempre reflexivo e analítico a todas as questões tanto dentro como fora mas sem se identificar com nenhuma senão que compreendendo e estudando todos estes eventos.
Temos igualmente que estar integrados com as Divindades tanto interiores como exteriores, todo dia lhes rogando auxílio pondo sempre em testemunho os fatos que estamos realizando.

 

O Alimento e a Atuação do Eu

Cada vez que o eu atua ele se fortalece, é um alimento que ele tem. Cada vez que lhe damos razão ele igualmente se fortalece.
Se negamos um Eu, ele se fortalece por nossa agressividade, é como um Pai que ao repreender o filho ele se torna mais rebelde.

O Eu sobrevive de sua manifestação em nossa matéria, e claro se alimenta de nossa energia e de nossa consciência.

O Eu atua em nossos Centros da Máquina Humana e igualmente por meio de nossos Corpos.
Sendo os Centros: Intelectual, Motor, Emocional, Instintivo e Sexual.

Claro que quando estudamos os Centros, vamos ver que o Eu é quem desgasta e faz mau uso dos centros, por consequência a tentativa de equilibrar estes centros é a própria luta contra o Eu.

O Problema em observar os Centros é que a velocidade destes centros muitas vezes são imperceptíveis e temos que nos fazer conscientes da ação destes centros.
1 - Reação da mente equivale em tempo a:
30.000 - No Motor;
60.000 - No Emocional;
90.000 - No Instintivo;
120.000 - No Sexual;

Então que se faz muito fácil observar um Eu na mente, mas nos outros centros se torna uma tarefa que exige bastante esforço e compreensão.
Se o Eu está em um centro há que trabalhar no centro, não adianta querer eliminar um agregado que esteja no Instinto e estudar a nível Intelectual.

 

Compreendendo o Eu

Compreender o Eu não é entender intelectualmente.. são "chispassos" ensina o Mestre.
Quando a consciência diz algo, porém a mente interfere, não está aprendendo porque está refutando o que ela diz, então quando vamos compreender o Eu, a mente igualmente não pode interferir, porque de outra forma seria um Eu falando sobre o que a consciência está dizendo.
A mente tem que estar em silêncio e ai a consciência se nutre, assim temos como compreender os Eus, isto dizemos é estar no Umbral, porque não estamos nem fora envolvidos com o evento e nem dentro identificado com o Agregado.
Quando se está ouvindo o expositor e traduzindo de acordo a nossos conceitos, o que o instrutor está dizendo, não se está aprendendo nem intelectualmente, porque refuta a uma verdade que o outro está dizendo, então o Eu quando a consciência analisa e observa, não há conceitos, apenas se observa, não se emite nada ao Eu, se observa e aprende, Compreende.

Temos sempre que fazer uma análise do que é um obstáculo para nossa Obra, o que está açoitando este Cristo Íntimo dentro de nós, isto vamos trabalhar...

Ao Eu temos que estudar, saber: Quem é? Como se chama? O que faz? Com quem anda? Quem são seus amigos? Quem são seus inimigos? (Quais são seus elementos psíquicos afins? com quais elementos se repele?)

Não estamos dizendo que todo eu vamos ter todas estas informações nem que existam, mas que mais ou menos temos que ir observando estas informações que podemos adquirir sobre o Eu. A Compreensão sobre o Eu tem intima relação com esta observação não apenas do Eu mas com quem ele se relaciona (Diga-me com quem anda e te direi quem és).

Esta compreensão do Eu com a finalidade de extrair a consciência, não exige poses, nem censuras, apenas compreensão, serenidade e localização.

Para que se faça COMPREENSÃO sobre um Eu, necessitamos da Observação e esta informação vamos ter a nível intelectual, posteriormente indagamos, inquirimos e analisamos estas informações e isto traz a região emocional do centro intelectual..
Posteriormente se submetemos isto a uma meditação transferimos ao centro emocional propriamente dito.
Uma vez que o Eu se apresente novamente e tenhamos a vivência destes eventos quem terá este conhecimento sobre o Eu não será outra senão a Consciência.

Desta forma levamos a compreensão da Consciência a qualquer evento, fato ou detalhe que carregamos em nossa memória ou que estejamos assimilando, não apenas sobre o Eu, mas qualquer escrito do Mestre, qualquer conferência que possamos ter assistido, etc.

Ao Eu temos que primeiro conhecer, não há como eliminar o que não conhecemos. É como querer demolir um prédio que não sabemos aonde está, necessitamos fazer um mapa interior deste nosso mundo interno, conhecer este Eu. Em que momentos ele atua. Será que atua somente em casa? Só atua frente a uma pessoa específica? No Trabalho? O Quão mal este Eu faz em nossas vidas? Causa aborrecimento aos que amamos? Fere nosso próprio organismo?

Não estamos dizendo que todo Eu vamos proceder de forma tão complexa, mas há que se levar em conta que da compreensão que tenhamos sobre o Eu, será o potencial que teremos de vitória, já que por muitas vezes por desconhecer certos detalhes de um Eu ele continua se manifestando ou ele continua extraindo alguma energia e isto já é um empecilho para que seja eliminado nos quarenta e nove níveis que necessitamos.

Por isto sabemos que em nosso interior existe um País Psicológico, porque ali dentro vivem muitas pessoas, muitos Defeitos.

Alguns defeitos se relacionam com outros, trabalham juntos, se divertem juntos, cada defeito tem amigos, tem inimigos.
Isto tudo temos que procurar conhecer, pois dependendo da força que este eu tenha, ou de quantos Eus se relacione pode que tenhamos que ir eliminando esta cadeia de Eus que o cerca para que possa ser eliminado aquele primeiro que encontramos.

Temos pessoas que sofrem quando conhecem este ensinamento gnóstico com a Masturbação e outros delitos sexuais, se observarmos por exemplo este defeito, e se combatermos a masturbação em si , se torna impossível eliminar isto (dependendo da degeneração da pessoa).
Igualmente vemos por meio da compreensão que a Masturbação em si não necessariamente há o orgasmo, então a Fornicação no sentido literal e físico do orgasmo já é outro aspecto, outro Eu que igualmente deve ser trabalhado. Porque o Eu fornicário necessita o orgasmo e impulsiona a Masturbação, assim como outros eus.
Se observarmos a Masturbação ela necessita de um impulso, precisa que outros elementos incentivem a pessoa a este fato, como pensamentos vulgares, imagens, filmes, etc...
Tudo isto há que conhecer e há que compreender quem quer ir eliminando estes defeitos.

Então que para qualquer elemento vemos que se amontoam muitos eus para aquele fim,obviamente então que uma única ação vamos encontrar uma série de agregados que se relacionam com isto, alguns nem sequer vão ser da mesma cabeça de legião.

A Compreensão não é um julgamento de que o Eu está certo ou está errado, porque o Eu tem consciência, a nossa consciência então claro ele tem justificativas mais que justas para sua existência, ao Eu não damos conversa, o compreendemos sem julgamentos. Isto é como falar com uma pessoa, a pessoa conta tudo, se não a julgamos ela continua falando. Mas diga para ela: "Ui! Você faz isto, que feio..", ela não só se cala como se defende e o Eu é idêntico o processo.

Claro que ao compreender o Eu, esta essência que é a própria que está presa, tem um verdadeiro choque de se ver manipulada e sendo aprisionada por este Defeito. Então que a compreensão e este arrependimento sincero é desta própria essência ali enfrascada neste defeito. É Esta essência que depois desta observação se vê obrigada a lutar contra o Eu, ela que dá este sincero e absoluto arrependimento e por isto que não se faz antes. Então a Consciência LIVRE observa e vai tendo suas compreensões, mas é quando esta lá que está presa tem consciência do papel que está fazendo que vai vendo que isto é a consciência (ela mesma) e aquilo é o eu, ela vai se separando do Eu com a ajuda da consciência livre, mas é ela quem faz.

Isto é igual no mundo, os Mestres não fazem o trabalho por nós eles nos ajudam, nos mostram o que fazer, como fazer, esta consciência livre é o Mestre em nós, e instrui, dá forças e dá ânimo para que esta consciência presa consiga realizar seu trabalho (o que no mundo somos nós). Como é dentro é fora, como é em cima é em baixo.

Este não-julgamento prematuro do Eu se dá porque primeiramente o Eu se vê atacado e se defende, se oculta, se modifica e isto não queremos, igualmente outros Eus contrários a ele o atacam, insultam e um Eu não pode eliminar outro Eu, há que se fazer isto pela Consciência, esta consciência ali presa é a única que pode fazer isto.

Vejam que se não justificamos nem censuramos o Eu ele não encontra resistência e isto nos dá tempo de estudar ele a fundo.
Igualmente não podemos em um determinado momento se afirmar o Eu: "É que tenho o Eu", "É que o Eu me faz ser adormecido", pelo contrário se vamos afirmar algo afirmemos que esta Obra que estamos fazendo é a Obra de Deus e isto sim vai prevalecer.

A Compreensão não é entender o Eu intelectualmente, por isto temos que estar serenos e atuando sem uma premeditação, porque aí o Eu atua de forma equivocada, o Eu é o tempo, são as memórias desta e de outras existências que ele carrega, suas experiências. Se reduzimos o campo de atuação ao momento e nada mais que isto, não existe chance do Eu atuar sem que a consciência o identifique, porque a Consciência é quem consegue viver o momento, livre de planejamentos e de premeditações.

Veja que não estamos dizendo que não possamos fazer planos nem organizar algo, e sim que para a morte do Eu, para que se encontre e se veja nitidamente este eu, precisamos ser espontâneos (viver o momento), assim o Eu se vê obrigado a atuar com o que tem (instinto) e faz bobagens e ai o pegamos. Igualmente a compreensão se faz fecunda.

Se qualquer ação nossa que nos propomos não fazemos premeditações, fazemos o justo e se faz presente a consciência. Mas se por exemplo vamos fazer uma reclamação a outra pessoa sobre algo que consideramos correto e nos pomos a pensar e premeditar o que vai ser dito, adivinhar o que vão nos responder, etc.. isto é uma premeditação do Eu, ele está programando a pessoa e assim se preparando com o que sabe, com suas experiências e já antecipando sua expressão em algum evento.

Sabem quando marcamos um Dentista ou algo assim? É mais ou menos isto, o eu cria o compromisso e se prepara para aquilo, reduzir o eu ao momento é fazer ele atuar sem que tenha tempo de pensar ou se planejar e isto só sabe fazer a Consciência que é algo natural e Divino (muito além do tempo).

Nisto do estudo do Eu, se você o compreende sem dar importância, sem afirmar sem negar ele não se vê ameaçado, não se oculta e tudo isto é essencial. Agora fale com ele, se identifique com ele, negue, afirme e verá que surgem uma série de outros defeitos defendendo, acusando, justificando, etc.. etc...

Com a Observação vemos o físico para não deixar o eu atuar fisicamente e fazer suas "macaquices" como diz o Mestre.. é ter esta harmonia, este equilíbrio dos movimentos das ações em concordância com a Consciência.
A Auto-observação é a observação do que estamos pensando, sentindo, etc.
A Lembrança disto é uma área da observação e ainda há que nos lembrar e nos SENTIR, porque podemos saber e recordar que estamos aqui mas sentir é outra coisa.
É Como no Astral, uma pessoa pode saber que está no Astral e não se SENTIR no Astral e por isto continua adormecida lá, sonhando.

Os Mestres nos proíbem muitas vezes de contar histórias mas vale para ilustrar o caso: Uma vez estava no Astral e sempre estava encontrando um irmão por lá, toda semana acabava que nos encontrávamos no Astral e um dia destes cheguei a ele, apertei a mão, dei um sorriso por estar muito contente de ter esta pessoa próxima e lhe disse: "Sempre nos encontramos por aqui, bem que podíamos nos encontrar lá no físico também."... e eu estava sonhando, então eu lembrava que estava no Astral mas por não estar me SENTINDO eu estava sonhando.

Quantas vezes uma pessoa está sonhando e logo diz, vou acordar (isto por lá no Astral).. então como que estava sonhando se sabia que estava sonhando? Porque não estava se sentindo, isto é uma prática que temos que ir vivenciando para que a consciência vá Despertando física e internamente.

Não podemos condenar o Eu, porque se condenamos o eu, estamos fazendo por base em outro agregado, se afirmamos nos identificamos com ele ou é outro agregado afim se pronunciando, não se afirma nem nega, Compreende!

Algo que os Mestres ensinam é que não precisamos sempre dar NOMES aos Eus, porque uma necessidade fora do lugar, um apetite desordenado, isto já basta para que lhe demos a morte, e não temos que nos por a dizer: "Aqui está fulano, beltrano".. porque pode se disfarçar e já não sabemos o nome do que vamos eliminar. O Segredo da Morte é ver o que temos e o que nos falta e trabalhar sobre tudo que esteja fora do lugar.

 

Generalidades sobre a Morte do Eu

O Eu não tem como se expressar se não lhe emprestamos nossos sentidos, nossos veículos físico e internos. Isto vamos explicar no trabalho de retirar a matéria do Eu.

Quando uma pessoa se dá a tarefa de observar-se fisicamente, ver seus movimentos, ver sua forma de andar, sentir seu corpo, aonde está tenso, aonde está relaxado, vai vendo manifestações do Eu que lhe marcam até mesmo o corpo, quem sabe não tenha um rosto franzido pela irritação, um constante olhar cínico aonde um olho fica mais aberto que o outro.. isto são coisas que marcam as pessoas, são traços que lhe são atribuídos por Eus Psicológicos.
O Eu só se manifesta e só existe porque permitimos.
No Momento que se comprovou este conhecimento de que não somos únicos, podemos negar, e não permitir mais com que um Eu se utilize de nossos olhos, nossos ouvidos, nossa boca, nossas mãos e por fim não esteja mais presente neste mundo físico (Compreendendo e seguindo os passos da Morte).
Isto é uma Disciplina e uma organização que se fazem indispensáveis no trabalho. Encontramos um Eu e a este estudamos, e mediante a auto-observação sabemos quando ele está atuando.
Esta parte de tirar a expressão do Eu corresponde a praticamente metade do trabalho, porque a pessoa fez sua parte, lhe tirou a matéria de expressão.

Pode ser que a pessoa ainda esteja identificada com o Eu emocionalmente e intelectualmente, então igualmente procedemos com isto e vamos analisando estes sentimentos e pensamentos que este Eu origina. Nisto já vão aparecendo outros Eus que justificam a existência do primeiro e esta é a pauta para continuação do trabalho. Estes devem ser os próximos Eus a serem trabalhados, pois de outra forma trariam novamente a existência aquele primeiro.

Algo indispensável no trabalho é este sincero arrependimento, isto o faz a consciência presa, aquela que está envolta ao Eu.
Pode parecer incrível mas quem faz todo o trabalho de verdade é a consciência que está aprisionada, a Consciência Livre o que faz é jogar uma Luz sobre o defeito e serve de espelho para que a consciência presa veja a situação que se encontra, por consequência ela tem condições de se arrepender e lutar contra isto.
Este arrependimento sincero desta essência aprisionada somam mais esforços para esta morte, porque se retira a energia do Eu. Esta consciência apesar de aprisionada já se separa e não se vê como parte integrante do Eu, ela gera um campo magnético ao seu redor e se distancia, apesar de ainda aprisionada, deste Eu.

Neste momento como humanos não temos mais o que fazer, fizemos o que nossa capacidade tem condições de fazer.
Agora, nestes momentos só resta a este indivíduo apelar a força das forças, o principio eterno que nos acompanha desde a criação, a sua íntima Divina Mãe Kundalini.
Esta bendita criatura que sempre nos acompanha realiza mediante nossas súplicas a desintegração daquela casca que aprisiona a essência.
Vejam que sem o trabalho da Mãe, se faria mais que impossível eliminar um Eu, porque ela é quem resgata a essência.

Negando o Eu lhe tiramos a matéria, sua expressão. Pelo arrependimento da essência aprisionada retiramos do Eu sua energia, pois a Essência já não está mais em contato com o Eu, ela já se sente como uma virtude oprimida pelo defeito. Ao final a Mãe lhe projeta a energia criadora com o objetivo de desintegrar o Eu, lhe tirando assim a consciência que ele aprisionava.
O Eu é um Trio de Matéria, Energia e Consciência, e assim o Eu é reduzido a poeira cósmica.

Isto não é o final do trabalho psicológico, esta essência apesar de denominarmos como Consciência ainda não é uma Consciência, porque não foi Desperta, ela apenas foi liberada do que a aprisionava e ainda corre riscos.

 

O Eu observamos conforme temos condições, porque isto de observar o País Psicológico de literalmente VER um defeito, é algo que corresponde as Faculdades Internas do Homem, e a principio não se tem tais faculdades despertas e isto vai gradualmente acontecendo conforme vamos trabalhando e exercendo isto.

Podemos e devemos começar pelo básico, observar nossas ações físicas, nossas reações frente aos Eventos, ver como somos manipulados pelas pessoas, visto que nos dizem algo e nos ativam sentimentos negativos, ou positivos de acordo com as situações.
A Consciência é algo permanente e nada tem a ver com eventos externos, ela claro se manifesta de acordo com as circunstâncias, mas não é vitima delas.

A Uma pessoa que se põe alegre e contente quando lhe elogiam ou se põe triste se lhe ofendem, não demonstra outra coisa senão que é manipulada por defeitos de Auto-consideração, orgulho ou de Inferioridade.

Desde um olhar de desejo para com outra pessoa, até um olhar de irritação, um músculo tencionado ou uma certa posição que assumimos, vemos que há a manifestação de algo interno fisicamente.
Por isto devemos encontrar estes Eus, em cada um dos Centros da Máquina Humana, ver sua atuação em cada um dos Três Cérebros.

Os defeitos podem se manifestar instintivamente, e não veremos pensamentos, ou teremos sentimentos, mas senão uma ação inexplicável intelectualmente gerada pelo instinto.
Igualmente há defeitos que se manifestam no campo sexual, gerando estímulos e químicas, atrações e repulsas e isto deve ser estudado.
Na Mente o Eu se manifesta como um pensamento, uma idéia, uma opinião.
No Sentimento o Eu atua de forma a impor quereres. É este sentimento que temos em relação as coisas, é igualmente um Desejo.

Aqui estamos ensinando o trabalho completo, mas mesmo que não consigamos observar todos estes centros, podemos encontrar a manifestação física o do Eu, podemos ver estes Eus que atuam nos sentimentos, algumas vezes como pensamentos, e isto tudo pode ir sendo eliminado.
Tudo isto são níveis que temos que ir conhecendo e avançando no Trabalho Psicológico.

 

Tirando a Energia do Eu

Se não condenamos os pensamentos que assaltam a mente, nem os justificamos, senão que deixamos irem como chegaram, lhe tiramos energia.

A Pessoa que se dedica a morrer deve fazê-lo unicamente com a finalidade de morrer, não com a finalidade ser diferente de ninguém, para não dar oportunidade de que um ou muitos eus digam: "Eu não sou como aquele", e aponte alguém (assim tomando esta mesma energia).
Não devemos nos deixar enganar por nenhuma pose seja ela física ou mental do eu, simplesmente nos interessa morrer, nada mais. Sem caras, nem bocas nem pensamentos, morrer. Isto é uma naturalidade que temos que ter, ser natural, isto é a consciência.

A Razão do Eu é o que permite com que tire energia da consciência, se tiramos a razão deixa de existir este elo entre o Delito e a Consciência.

Vejam que temos que formar os Corpos Solares, temos que exercer a consciência, tudo isto é a mesma energia, ou o Eu usa para seus fins nefastos, ou a Consciência e o Ser usam para algo Divino.
Então que se vamos matar o Eu temos que seguir esta ordem de lhe Tirar a Energia, a Matéria e a Consciência (a ordem é Matéria, Energia e Consciência, mas já lhe tiramos a matéria com a compreensão, a absoluta energia como processo da morte se dá depois que lhe negamos a matéria mas explicamos assim porque já lhe tiramos a energia com esta compreensão e a compreensão é o primeiro passo antes da Morte).

Tirar esta Energia é fazer esta separação por meio da compreensão do que é o Eu e do que é a Consciência, é isto que já falamos de mostrar a esta essência aprisionada o que ela está fazendo, ou o que ela está permitindo o Eu fazer, já que é a energia e a razão dela que ele está tomando.

O Mestre as vezes fala deste processo como tirar a consciência do Eu, mas a consciência tira a Mãe, aqui o que acontece é que a essência ainda presa se separa do Eu, ela mesma diz, isto sou eu, isto é o Ego. O Eu é como a Lepra, e o que necessitamos é identificar o que é a Lepra e o que é a pessoa, e assim curados desta lepra tirar este excesso de pele que não é nosso.
Claro que isto de tirar a energia é que esta essência cria como que um campo de força, cria um campo gravitacional inverso ao do eu, e o eu fica ainda aprisionando e envolvendo a essência mas com um espaço entre eles, assim sem contato o Eu já não pode roubar esta energia, claro que se nos identificamos eles se misturam novamente e aí está o perigo, porque o Eu se modifica para não morrer, se "corrige" de acordo com algumas especificações da essência.

Então que um fornicário poderia gozar falando de castidade como diz o Mestre, ou um iracundo sentir prazer falando da serenidade, ou um viciado falar contra um vício, etc... e ali está o mesmíssimo Eu atuando em uma polaridade inversa, não ouve resgate de consciência.

 

Temos que aprender o Silêncio na Morte do eu, não dizer "eu estou trabalhando sobre tal agregado", isto fortalece o Eu, e não só o Eu que está sendo trabalhado mas outros de Orgulho, mitomania, auto-suficiência, etc.
Nem o esposo nem a esposa deveria estar dizendo estas coisas, podemos estudar juntos sobre a morte, mas isto é um segredo que cada pessoa tem que ter para com Deus, é sua responsabilidade para com seu Deus, para com a Obra de cada um.

O Silêncio não é só não falar do trabalho é sofrer em silêncio, porque isto é o mais terrível para o Eu, não ter para quem contar suas tragédias, debilitamos o Eu terrívelmente se não falamos sobre isto, ele literalmente morre por inanição, morre por suas próprias emanações negativas, porque é ele que se queixa.
O Mestre Lakhsmi comenta que não é questão de não poder dizer que estejamos com uma dor de dente, ou dor de estômago, e sim o que é relacionado ao Eu, igualmente não podemos estar nos queixando de tudo a todo momento pois de verdade que seria um Eu.

A Alma não encarnamos em meio a alegria, a Alma encarnamos durante aqueles terríveis momentos de sofrimento moral, terríveis estados emocionais se processam para se encarnar a Alma e isto só é possível se uma pessoa é capaz de sofrer em silêncio.

Este estudo do Ego temos que reduzir ao instante, porque a consciência está no instante e o tempo é do Ego. Há práticas aonde em meditação profunda analisamos todas as manifestações de um defeito em uma existência, mas há que se saber fazer isto para que não se identifique com o Eu, pois podemos em vez de levar a consciência para analisar os delitos cometidos pelo Eu, levar o Eu a rever tudo aquilo que já fez de forma a usar estas memórias como um alimento. Por isto que ao Eu olhamos com o escudo da consciência, como da história da medusa, se olhamos direto, nos petrificamos e isto é o adormecimento e a identificação.

 

Tirando a Matéria do Eu

Se não lutamos contra o eu ele se apossa de nosso físico e psicológico e cada dia mais forte impõe suas decisões, este lutar contra o Eu é o que temos que fazer depois de encontrar, compreender (tirar a energia) o eu. Porque não é que estejamos atacando o Eu, como pessoas apenas estamos retomando o que é nosso, estamos nos defendendo desta criatura nefasta que tomou posse de nossos domínios, que aprisionou os nossos (Frações da essência, partes autônomas do Ser, etc..).

Há muitas técnicas de Morte Psicológica para que possamos aplicar aos nossos defeitos, a verdade é que isto que hoje nos entregam e vem nos entregando são pequenas práticas, pequenas frações de possibilidades.
Por isto que enfatizamos tanto o Despertar, porque o próprio Ser tem suas técnicas para que as apliquemos.

Uma vez que encontramos o eu, que o analisamos e o compreendemos, chega o momento em que temos que agir.
Este primeiro momento em que nos voltamos contra um Eu, deve ser feito em uma destas duas oportunidades:
1: Quando da atuação do Eu;
2: Em Meditação profunda;

Como não afrontamos o Eu até este momento, ele não se vê ameaçado e por consequência não está preparado para receber este choque consciente.

Se Vamos nos propor a eliminar Eu, não vamos mais permitir a partir deste momento em que ele se utilize de nossa matéria física nem interna (sentidos e corpos)

Desencarnar o eu é eliminar a expressão física do eu, não comete mais no físico, e como desencarnou se concentra lá no interno. se manifesta mais forte na mente e na psique.

Um Ego que não tenhamos compreendido e tirado a razão de existir não morre, desencarna. Claro que nem todos os eus temos condições de reduzir a poeira cósmica como dizem os Mestres, então que vamos ir desencarnando alguns para ir gerando algum potencial de consciência para que se possa empregar isto de forma mais efetiva na compreensão e por consequência na morte absoluta dos Eus restantes.

Na proporção da compreensão e da energia que deixamos de dar, estamos eliminando a força que teve nas fitas teleognoras e a matéria ideoplastica que usa em nossa mente e nossa psique. Matando o eu fica o corpo que formou em nossa lua psicologica, o que se desintegra mediante rigorosos trabalhos e integrações com a Mãe Divina.

Então que vamos trabalhando sobre o eu conforme compreendemos que é o trabalho e temos condições de fazer, porque é somente pela prática que vamos vendo como se faz de verdade este trabalho.

Para eliminar um Eu necessitamos desligar-nos de uma forma total de todos os elementos nos quais ele se sustenta na parte exterior.
Sei que para algumas pessoas este é um tema delicado, mas a compreensão do Eu fazemos no meio aonde o Eu atua, quem decide morrer deve ser capaz de se relacionar com todas as áreas psicológicas e do mundo exterior, exatamente para que esta multidão exterior, os sistemas e os vícios do mundo acionem esta multidão de nosso país psicológico e desta forma possamos identificar de forma serena e reflexiva estesInimigos internos do Cristo Íntimo.

No entanto para a Morte, para este segundo nível do processo necessitamos desligar-nos destes elementos que ele se sustenta externamente, como já foi dito.

Diz o Mestre Lakhsmi literalmente: "Seria impossível que uma pessoa que exerce um trabalho manejando armas para impor a ordem, pudesse, ao mesmo tempo,e star eliminando o eu mando, o eu poder, o eu violência, o eu mato, o eu imponho". "Seria absurdo pensar que uma pessoa por seu trabalho ou por seu nível social, obrigue-se a estar a toda hora relacionando-se com esferas mais altas da sociedade, pudesse estar eliminando, de uma forma radical, sua falsa personalidade, o eu da presunção, do amor próprio e do falso cientificismo"

Temos que nos conectar com nossa consciência pois desta forma passamos a ver o mundo com os olhos dela e desta forma não nos identificamos com estas "razões do mundo", assim observando tudo que o mundo tem do ponto de vista da consciência extraímos o que nos serve e deixamos de lado o que não nos corresponde.

Para que uma pessoa possa morrer, necessita desta serenidade que já falamos, necessita ver aos aliados do Cristo e aos inimigos do Cristo com esta mesma serenidade, sem se deixar levar por nada, assim diz o Mestre Lakhsmi que teremos um critério próprio do que se deve fazer, aonde fazer e em que momento.

IMPORTANTE: Então que este passo de tirar a Matéria do Eu, se dá imediatamente junto com a segunda etapa de tirar a Energia do Eu (que foi falado antes), porque se não se corta este fluxo ao Eu, dificilmente uma pessoa suportaria as investidas do Eu para sua manifestação no físico novamente (ou internamente, dependendo do nível que esteja trabalhando). Este processo de compreensão se torna ativo porque se julga o Eu e condena a morte, é quando a essência diz: "Me aprisionou por tanto tempo, me fez cometer tantos erros mas aqui terminou a escravidão", e se separa do Eu no sentido de que não lhe entrega mais razão de existir, porque compreende o que é a virtude (ela mesma), e o que é o defeito que utilizava partes da verdade para sua expressão.

Porque todo Eu tem razão, se olharmos com olhos mundanos, e superficialmente veremos que todo Eu que se justifica tem razão, porque é a razão que a consciência tem, então temos que compreender isto a fundo e resgatar esta essência para que não lhe dê mais razão.

Este Eu que já estudamos, que já passou por uma análise e foi devidamente compreendido deve receber este choque consciente da consciência no exato momento que estiver atuando, se possível convencido de que o ignoramos. Isto é exatamente o momento em que já tendo extraído a energia dele por meio da compreensão lhe negamos o uso da matéria, em pleno ato, em plena ação, ali o Eu se contorce e se revolve em sua bestialidade, sofre e morre em meio a suas próprias emanações. Há que haver um silêncio físico e mental nisto da morte, porque recordem que a morte deste Eu depende de que não lhe ponhamos energia nem matéria, então que não pensem "estou morrendo, estou morrendo", apenas morram em silêncio.

Este Eu Cadáver deve ser entregue a Mãe no próximo estágio (próximo capítulo), para que seja totalmente desintegrado, depois disto não se deve mais recordar do Eu Morto, porque ele tem sua assinatura Astral e isto traria ele a vida. Estas Fitas Teleognoras vão sendo apagadas como já foi dito, conforme não fazemos uso delas e com estas integrações com a Mãe.

Lembrando que temos que tomar cuidado no estudo do eu porque poderíamos reprimir o Eu durante o Estudo e isto prejudica esta segunda etapa que é lhe tirar a matéria já que ele se modifica, se o estudamos e negamos a matéria ele não tem chances de se modificar, só resta dar-lhe a morte.
O Eu, quando negamos a matéria para que se expresse ele fica internamente como se explodisse, é exatamente como uma pessoa que foi tomada pela mais terrível ira que se pode imaginar, assim fica o Eu, e a nós cabe unicamente e tão somente ficar observando este eu e evitando que este infeliz expresse-se ou cometa o delito que quer fazer. THELEMA (Vontade)

Porque se não é assim não se poderia fazer a Obra, tantas vezes temos e tivemos que nos impor frente ao Eu em uma situação crucial impedindo que se manifestasse.

Algumas pessoas em momento diferentes já me questionaram sobre estas questões de trabalho (profissional - o pão de cada dia), se deveriam fazer algo ou não, se podiam lutar para ter algo na vida ou se deveriam viver na pobreza, mas isto é algo que só a Consciência de cada pessoa pode dizer, porque para a Loja Branca vale muito mais um Empresário que esteja Matando o Ego e vivendo os Três Fatores do que um Mendigo no Abismo. Claro que conforme vamos nos fazendo conscientes cada vez mais dos eventos temos que ir elegendo o que nos convém ou não (no sentido profissional - Reta maneira de ganhar a vida), então que o Trabalho não impede ninguém de morrer ou de praticar a Alquimia, ou o Sacrificio.
Mas Falando da Morte quem quer morrer em seus defeitos, morre em seu trabalho, morre em sua convivência com as pessoas, em sua casa. Claro que há casos e casos, realmente há alguns empregos que não convém aquele que está realizando este trabalho, igualmente certas convivências ou ambientes, etc..

Porque o Eu atua em todo lugar, é uma questão de termos este impulso e atendermos este chamado do Ser ao resgate destas Divinas Virtudes encravadas em meio a podridão do Eu Psicológico.

Para eliminar nossos Defeitos necessitamos de Vontade, Disciplina e Obediência.
Vontade para que sejamos dignos e capazes de enfrentar esta situação e o Eu, Disciplina para fazermos de forma correta e constantemente, Obediência para que cumpramos com estes desígnios do Pai e com as orientações de nossa Divina Mãe e nosso Santo Guru.

Recordemos que esta energia que temos depende do que sentimos, do que comemos e do que respiramos, muitas das coisas que parecem cotidianas e naturais são expressões nítidas aonde o Eu se alimenta e se manifesta. Vemos a Televisão, a Internet, as Revistas, hoje em dia muito pouco se aproveita disto e na maioria das vezes se nos pomos a ver qualquer coisa que ali conste vamos de certo em encontro com estar alimentando ou dando expressão física ou interna a algum Eu.
De que nos interessa se o Presidente do Brasil aumentou os impostos ou se o dólar despencou ou qualquer coisa emocional que estas noticias tentem nos passar. Se uma pessoa olha o mundo com os olhos humanos (do Eu), claro vai ver muito sentido em tudo isto, mas se uma pessoa se conecta com sua consciência vai ver que isto é algo temporal do mundo e que a Consciência como Consciência é eterna e mesmo que não tenha mais corpo, mesmo que não exista nem sequer este mundo, ela está lá e pode sempre reincorporar em outras regiões. Porque isto de nacionalidade, isto de orgulho patriótico é algo que não tem a Consciência, porque a consciência é UNIVERSAL, hoje ela nasce aqui no Brasil amanhã no Chile depois de amanhã em outro lugar completamente distinto e quem sabe até em outro planeta e ela não tem porque estar presa a questões territoriais, tudo isto são Egoísmos.

Então que se queremos eliminar um Eu, temos que eliminar seu campo de atuação quando vamos brigar com ele, senão lá estará ele se manifestando e se alimentando da energia por não havermos compreendido como atua, quem é, etc.. etc..

E Concluindo sobre a questão do trabalho, não é que não se possa ter uma vida digna, ter dinheiro para ter sua casa, ter um carro quem sabe, mas é ter algo digno, honesto, que possamos agir de forma honrada, cumprindo com os Mandamentos da Mãe (e os demais mandamentos de Deus) que já dissemos: Reta maneira de ganhar a vida.


Para que se processe este Despertar, já devemos ir fazendo esta transformação destes espaços que o Eu ocupava por funções da Consciência e do Ser, estamos falando de um segundo despertar já que o primeiro Despertar é quando a Consciência presa se libera e dá a solução do problema externo a qual o Eu se relacionava.

Se uma pessoa olhava uma hora de televisão e elimina estes Eus que faziam isto, que faça uma hora de meditação, porque nisto se mede a consciência de uma pessoa.
Pergunte para alguém, quantas horas de TV você vê por dia? 3h! Quantas Horas Medita? 5min!
Então que vemos que a expressão da Consciência, ou melhor, a expressão deste Despertar da Consciência na vida de cada indivíduo é medido pelas suas atitudes frente a vida. Porque podemos utilizar uma diversão que adormece a consciência ou de uma diversão que Desperta e exerce a Consciência.

Não estamos dizendo que não se pode ver Televisão, por Deus que não, isto fazem até os Mestres, qualquer um tem o direito de um divertimento sadio, mas temos que ser seletivos e muito analíticos e não nos identificar igualmente com nada. E Muito cuidado com a Internet, não é porque falamos pela internet que estamos a favor de tudo que está aqui, falamos por uma necessidade que a Loja Branca tem de estar em todo lugar e se fazer presente de forma ativa em todos os lugares, por isto estamos aqui. A Loja Branca atua por todas as frentes possíveis, mas não podemos confundir uma coisa com outra.

Nisto da morte do Eu não precisamos criar eventos, isto acontece naturalmente, os eventos vão aparecendo e sendo colocados pelo Daimon individual para que a pessoa tenha condições de ir sabendo qual é a PAUTA de trabalho, porque isto é um acordo entre as partes autônomas, isto a Mônada, o Ser determinam e a pessoa cumpre.. então que a pauta é o que está surgindo por aí na vida e não criem eventos porque não vão aguentar e porque não vão ter apoio destas partes internas. Isto é um Eu procurando alimento (energia, matéria), exatamente isto.

Nós sabemos que não se deveria por exemplo ver TV no quarto, mas se você tem uma TV no quarto, a ordem é para que ela fique ali, deixe ela ali, porque verão quando o Eu morre, porque ali está o que ele quer. Sei que para algumas pessoas é difícil conviver perto do que é motivo de vício, mas se compreendemos e procedemos desta forma, se faz fecundo o trabalho. É Viciada em sorvete, pois deixe sempre um sorvete ali na geladeira no dia que morra o Eu pois dê o sorvete a uma criança ou a alguém que necessite.
Não é que nunca mais se vai fazer algo (ou comer algo), mas esta exigência por algo, esta necessidade absoluta por se ter, se fazer, etc... é exatamente a expressão de um Eu. Quando tenha certeza que não tenha mais o Eu do Sorvete pois que coma se tem a vontade, porque isto vai ser um impulso da mãe determinando que o corpo necessita de algo que tem ali.

Quer ver o que é a expressão da Consciência? Pois diga, "hoje findou a trégua ao Eu!" Aí sim verá a consciência porque o filho que diz ao Pai: "Pai me dê as armas porque hoje vou a guerra", pois o Pai dá, é o que o Pai espera, é o que a Mãe sofre aguardando, exatamente este momento em que este filho ingrato se ponha a corrigir todas estes delitos que comete dia após dia.
Irmãos, não faltará força nem apoio, nem instrução, nada.. absolutamente nada, para quem está disposto. Porque não são simplesmente pessoas que estão fazendo uma Obra, não se está só, quem nos acompanha atualmente são forças tão antigas quanto o próprio universo, são forças que desde o amanhecer do Mahavantara (Dia cósmico) nos acompanham e nos guiam nesta imensa e longa viagem. Façam e verão que se faz fecunda a Obra.

Temos que procurar a NOSSA verdade, sei que hoje em dia há muitas instituições e algumas tentam impor verdades goela a baixo dos iniciados mas isto não é assim. Cada qual que quer aprender a morrer. Quem quer aprender a Despertar, isto o Ser nos entrega por nossas práticas, pela Meditação por exemplo... o Ser está a uma distância mínima apesar de parecer tão longe, é uma distância mínima como diz o Mestre, só a mente nos separa do Ser, e meditando conseguimos nos liberar da Mente mesmo que por alguns poucos instantes. Então que no dia que esta pessoa MEDITE de verdade nunca mais estará só (nunca se está só mas se comprova a proximidade do Ser), porque pode que no mundo seja um pária, mas vai com seu Ser, vai certo de estar fazendo o que tem que fazer, porque não é mais uma pessoa no mundo, é um homem que serve a seu Deus, e isto basta para um Homem.

O Ser não entra nesta carruagem que é o homem exatamente porque este homem é um mau cocheiro, ele não faz o que este Íntimo necessita, não vai aonde precisa, senão que vive como quer e vai aonde sente ganas. No dia que este homem tenha sua carruagem em um estado adequado, no dia que esteja lá em silêncio, bem vestido, respeitoso com este Amo, pois neste dia o Ser entra nesta carruagem e aí sim seremos felizes, pois estaremos cumprindo com os desígnios de Deus.

Então que se nos propomos a eliminar o Eu, não lhe emprestamos mais nossa matéria física nem interna (sentidos), isto tem que ficar claro, que o eu compreendido e que lhe cravamos a faca da consciência não volte a atuar. Isto são as ferramentas que o Eu usa, somos nós quem damos para ele, se não damos ele vai fazer o que? o que pode fazer? MORRER! só resta a Morte ao eu porque não tem saída, não pode se expressar, morreu, vai virar um fantasminha lá nos sonhos quem sabe, e o perseguimos e matamos, a morte é para as vinte e quatro horas do dia, nada mais nada menos que isto.

Estamos hoje na centésima alguma coisa vida, muito provavelmente a maioria já tenha atingido sua centésima oitava ou como este que vos fala já passou disto, e se é que vão morrer fazendo a Obra, ganham um novo corpo até que completem, isto é o êxodo, é ganhar o direito a continuar vivendo porque não está mais vivendo em prol da matéria mas do Espírito e isto os Deuses respeitam porque é uma Alma que quer se emancipar.

Nós já aprendemos muitas técnicas para morte do Eu no decorrer destas existências, e queira Deus que cada uma destas pessoas que vá Despertando vá tendo acesso a estas regiões da consciência e o Ser vá lhe entregando estas coisas, e por fim que esta pessoa tenha força para ir tirando estes véus dos mistérios.

Há muitas técnicas para a morte do Eu, já aprendemos diversas maneiras de eliminar o Eu (no decorrer de nossas existências), e queira Deus que vá Despertando vá tendo acesso a estas regiões da consciência e resgatando estes mistérios para seu trabalho e de seus irmãos.

Tirando a Consciência do Eu

Para esta Morte Mística necessitamos neste momento do trabalho a Integração com a Mãe.

A Compreensão do Eu que fizemos com o intuito de tirar a Energia do Eu, fizemos em base ao estudo nos centros emocional, instintivo, mental, sexual, motor, já a Vontade impregamos em tirar a Razão do Eu, não deixar ele atuar (tirar a energia do eu - 2a parte), e produzir a Morte (física e em parte interna) do Eu.

Esta finalização do Trabalho fazemos com a integração com a Mãe, com base em oração, meditação e súplica pedindo pela eliminação deste Eu.

Há que se dar SEGUIMENTO ao trabalho, dar seguimento a Morte deste Eu que nos propomos eliminar, porque o Eu se esconde, e no momento que acreditamos que ele morreu, Volta! Como ele percebe que estão perseguindo ele, não sai.

Recordem que da compreensão que tenhamos, e do quão forte sejamos neste desencarne (não deixar o eu se manifestar), será o nível do Trabalho que a Mãe pode desempenhar desintegrando o Eu, porque a Mãe não pode atacar o Eu que esteja ligado a Essência, e esta energia que o eu está roubando demonstra que ele está fazendo contato em algum ponto com a essência e ali a mãe não toca. Igualmente se o Eu se manifesta...

Então no trabalho tiramos a Matéria a Energia e por último a Mãe faz o resgate da Consciência.

Se nossa mente estivesse devidamente integrada com a Alma, esta não emitira nenhum pensamento que não viesse do Ser.

Neste trabalho temos que ser muito sérios no que diz respeito a Alquimia, pois particularmente não vejo como seja possível eliminar um Eu sem a Castidade Científica ou sem a Alquimia Sexual (casados).

Sabemos que há eus que morrem por inanição, que morrem por isto ou aquilo, mas estamos falando aqui de Eus que vem conosco a milhares de anos, alimentados e cultivados no decorrer de vidas inteiras e isto se necessita desta força superior para que seja eliminado.

Então que se a pessoa ainda não se pôs sério na Alquimia e na Castidade, que o faça porque é esta energia que a Mãe vai projetar sobre o Eu Psicológico para o resgate da consciência. Igualmente necessitamos do Sacrifício pela Humanidade, pois haverão Eus que somente serão desintegrados (após nós fazermos nossa parte), se a Mãe tiver condições de levar o devido pagamento e oferecer isto em troca da morte deste Eu, porque é algo que transcende já a nossa capacidade e até a da Mãe.

Nosso foco neste momento não é a Alquimia, evidentemente, mas temos que dizer que se vamos ao Arcano temos que aproveitar esta energia para desintegrar o Eu.
A Mãe Kundalini é uma corrente elétrica resultado desta ebulição de nossa energia.
No Arcano, no instante máximo temos que nos integrar com a Mãe no momento preciso e pedir, suplicar e até implorar pela desintegração deste defeito compreendido e desencarnado (já sem Energia nem Matéria).

Se ambos do casal estão trabalhando na Morte do Eu, cada um pede pelo o que está trabalhando e não precisa fazer fisicamente, ou podem de comum acordo um dia pedir pelo Eu do Marido e outro pelo da Esposa, porque ambos tem o Eu e já vão eliminando. E Não se ponham a complicar isto, se o companheiro não quer ou não colabora, se faz sozinho e em silêncio.
A Mãe não necessita de muitas palavras só que estejamos integrados, temos que aprender a SENTIR a Mãe, ai lhe falamos o que brota do coração.
"Bendita Mãe te peço e suplico que neste momento morra o eu da auto-importância...", não há fórmula nisto, não se decora nada, não se planeja só se vai ao Arcano já com o que vamos pedir a morte, e sem se lembrar do delito, só se nomeia mentalmente ou fisicamente como for o caso. Porque se chamamos o Eu, se trazemos ele, ele se aproveita da energia e se modifica, corre este risco se faz mal feito. E Se fez mal feito, continuem fazendo até que acerte, isto é como a Alquimia, temos que ir praticando mesmo que haja a queda até que se consiga o controle e se receba este título de Alquimista, porque alquimista é quem conhece e domina os processos da alquimia.

Se a pessoa já compreendeu o Eu, já o tirou a matéria física e ele assombra os pensamentos, etc.. se faz a morte em marcha como sabemos, porque não há que esperar o final do dia para pedir a morte do que já compreendemos, claro que vamos compreendendo mais e mais e pedindo a morte sempre que surja, ou no final do dia na meditação.

Diz o Mestre Lakhsmi que só de impedir o Eu de atuar e de se recordar da Mãe se pode matar em 100% um Eu, porque o Ego já morre dentro deste próprio veneno, e a Mãe termina o serviço.

Algumas coisas temos que ter cuidado para falar, porque o Eu aprende, se acostuma, então que se alguma técnica não funcione, estude outra, medite, como já dissemos quem quer trabalhar Deus dá as ferramentas.

Então este trabalho de resgate da consciência se dá quando a Mãe faz este resgate final à Consciência e porque matando o Eu fica o corpo que formou em nossa lua psicologica, o que se desintegra mediante rigorosos trabalhos e integrações com a Mãe.

 

As Cabeças de Legião e o Traço Psicológico

Ao Eu atacamos a cabeça, porque batendo na cabeça a cabeça manda os eus afins e assim os encontramos e eliminamos, é como ela se defende.
Necessitamos de toda ajuda possível neste trabalho, então claro nos integramos com a Mãe Divina porque sem ela nada disto seria possível, com o Logos correspondente a cabeça que estamos trabalhando e por fim com os Mestres da Loja Branca, nosso Guru, nosso Cristo Bendito, nosso Ser.

Diz o Mestre Lakhsmi: "Se a pessoa pensa "Para o cumulo este sem vergonha tem um carro novo", ai a pessoa diz "ai não posso ser assim, deus me perdoe...", condenou ao eu, então apareceu um sentimentalismo e ai lhe diz:' olhe irmão me sinto tão feliz de que tenha um carro novo, é o melhor que pode fazer", o mesmo eu sem vergonha, em um momento apareceu como ira, como inveja e como sentimentalismo."
Então que um mesmo Eu pode se manifestar de diferentes formas e acreditamos que não é o mesmo elemento que estamos trabalhando, e é.

Temos que fazer este trabalho de separar as cabeças para trabalhar com uma e para que uma não alimente ou sustente a outra. Se nos da raiva, e é por cobiça, é porque estão ligadas as cabeças.

Já falamos disto e repetimos, se batemos na mão a outra mão nos bate, se atacamos a cabeça o corpo desmaia, assim fazemos ao Eu, vamos a Cabeça.

Quando vamos e atacamos a cabeça, com Compreensão, Disciplina e Consciência, como esta se faz responsável por uma grande quantidade de Eus, esta Cabeça perde a condição de estar estimulando e alimentando, por consequência estes Eus estão morrendo junto com a cabeça.

Falamos dos Eus Causa, que são Eus não negociáveis, que se converteram em Kamaduro, na verdade há alguns Eus Causa que não são Kamaduro e se pode negociar, mas o Kamaduro pagamos com dor e sofrimento, padecimentos voluntários e este tipo de Eus resolve a Divina Mãe, a Mônada e a Lei Divina. Claro que fazemos nossa parte do trabalho e sempre rogamos por este auxílio das Divindades.
Este tipo de coisa vai se resolvendo nestas pessoas que estão verdadeiramente fazendo um trabalho, estas partes internas se dispõe a resolver.
Estes Eus Causa são Eus que tem acompanhado a pessoa no decorrer das 108 existências, eles representam as Cabeças nos diz o Mestre, como a cabeça é aquilo (a representa), acaba sendo um trabalho de Segunda Montanha.

Então que as cabeças nós não somos capazes de ver, elas ficam em regiões que a pessoa não enxerga, e mesmo após tendo eliminado todo o Ego de uma cabeça, a pessoa acredita que não ficou sequer a Cabeça.

As Cabeças de Legião se apóiam e se sustentam, quando uma se vê atacada a outra está lá, elas não são aliadas, mas associam-se para que não sejam derrotadas, o Traço Psicológico costuma se relacionar com todas as Cabeças de Legião.

Nosso trabalho (da Pessoa e da Mãe Divina) com o Eu é que da Mente para baixo não haja manifestação, ali para cima é na Segunda Montanha.

Este é um trabalho de dois Mestres, um que está se levantando e é a pessoa, e o Mestre Interno é quem posteriormente toma posse da Espada Flamígera e desintegra o que o humano já não é capaz.

O Eu nós reduzimos as cinzas, mas resta este gérmen, sua semente, e para que não brote novamente, temos que ter uma Super-Disciplina que temos que ir adquirindo com o tempo de trabalho.

Quando atacamos a Cabeça, algumas vezes manda um defeito de outra cabeça, exatamente ocorre porque se relaciona com ele, por isto que no trabalho das Cabeças quando ferimos uma cabeça e vemos algum Eu temos que trabalhar sobre ele, porque é o que está defendendo e dando sustento a Cabeça que estamos eliminando.

Então que a Cabeça se vê mal, o Ego segue mandando o que tem para que não lhe acertemos e nós vamos matando o que vai surgindo, exatamente porque temos muitos e vamos matando.
Assim que se atacamos a cabeça muitos eus que estão quase morrendo são arrojados à expressão (seja interna ou física) para a defesa da cabeça, se não defendemos matamos o Eu e enfraquecemos a cabeça.

 

O Trabalho com os Logos e as Divindades

OS LOGOS E O EU
ZACHARIEL - INVEJA
ORIFIEL - GULA
RAFAEL - PREGUIÇA
SAMAEL - IRA
URIEL - LUXURIA
GABRIEL - COBIÇA
MICHAEL - ORGULHO

Temos que nos integrarmos com estes Divinos Logos assim como com a Mãe para que eles nos ajudem na eliminação deste elemento que é a antítese dele.
A Oração fazemos o que brota do coração, não há fórmulas, mas se quiser fazer algo deixado pelos Mestres há as Orações aos Logos e se complementa com o pedido de ajuda.

Estes Logos são Arcanjos e tem com toda certeza a potestade para nos ajudar, isto foi bem representado pelas religiões aonde vemos estes Titãs lutando nos céus que são exatamente estes estados de consciência dos Iniciados. Um bom exemplo disto é Miguel e o Dragão.

Então que vamos trabalhar com o Logos correspondente a Cabeça, pedimos que o Logos, este Arcanjo que está na consciência de cada um de nós nos ajude na compreensão e eliminação desta cabeça e seus defeitos.


Continuando sobre Kamaduro diremos que muitas pessoas na atual e em outras existências cometeram delitos como por exemplo do Adultério, sabemos que todos os arrependidos tem perdão no sentido de que podem remediar seu mal mas há que de verdade se estar trabalhando.

Se neste caso do Adultério uma pessoa na atual existência mantem o fogo vivo, esteja trabalhando muito sério, a Mãe desintegra toda esta atadura que tenha, sob a condição que mantenha a mais absoluta castidade.
Claro que estamos nos referindo a casto no sentido mais completo da palavra, não apenas no quesito sexual, mas que não gaste suas energias, porque tem que ter eliminando estes Egos, estes Eus que gastam a energia (emoções, pensamentos, a nível motor, etc).
Diz o Mestre e isto é nitidamente comprovavel que tem muito peso ante a Mãe Divina e ante a Lei para que lhe tirem de qualquer abismo que se encontre metido.

Então que isto vale não apenas para este Karma ou para os Kamaduros mas para o que necessitamos em nossa Obra.

Vejam o peso que tem pedir algo a Mãe e a Lei em nome desta castidade absoluta que se mantém ao longo dos anos, isto é de um peso muito grande. E Se cai, que lute para eliminar o que fez cair que mais cedo ou mais tarde isto há de acabar, é uma questão de Vontade.


Hoje em dia além da Conduta Gregária temos a Lilantropia que atua tão forte na humanidade e até em grupos gnósticos.
Esta Lilantropia é esta falta de vontade própria, é esperar que o outro trabalhe, temos que compreender que nós somos os únicos responsáveis pelo o que somos, então que nós temos que trabalhar por nosso impulso interno e não porque o outro trabalha ou não trabalha.

A Lilantropia se desenvolve e vem a ser esta máxima crueldade que pode desenvolver o ser humano, na verdade toda pessoa que tenha o Eu pode vir a ser perigoso em algum dado momento.

O Mestre Lakhsmi cita que a lilantropia se relaciona com estas pessoas que sentem prazer em ver o sofrimento de outra pessoa ou criatura, estes que em determinado momento se tornam assassinos de uma pobre criatura indefesa. Recordando que assassino é toda aquela pessoa que mata a vida em qualquer uma de suas manifestações.

Nós temos dois caminhos quando em vida, um meramente físico e outro de caráter Espiritual, quando optamos pelo caminho em direção a Deus, nos fica proibida certas coisas.

 

Muitas pessoas não são integras no sentido de que tem sua Essência ou Eus na totalidade de um mesmo corpo físico, ocorre algumas vezes que alguma essência (enfrascada por um Eu), já está metida em algum animal involuindo.
O Que ocorre é que quando a pessoa esteja trabalhando e tem uma ou mais essências em algum animal, a Lei desencarna este animal para que esta essência ficando sem corpo retorne a pessoa para que ela possa trabalhar.

Isto de essências que deixam um corpo é um tema delicado mas precisamos entender para que não corra mais este tipo de coisa e que possamos resgatar todos estes princípios da melhor forma possível.
Algumas vezes ocorre de uma essência nossa vá parar em outra pessoa, por causa de um Eu que uma pessoa assimile, e no momento que um destes dois vá trabalhar sério, desencarnam o outro que possa eliminar o Eu e resgatar a essência. Recordem que mortos não são os que jazem na tumba mas o que já não tem mais esta ligação com o íntimo. Então que estas coisas ocorrem e nem percebemos (este desencarne).

Então a Mônada desencarna a pessoa que não vai trabalhar para que esta essência passe para a que de verdade vai trabalhar.

Esta assimilação destes cascões ocorre quando ficamos dando fé, assinalando a vida de alguma pessoa, observando o ponto fraco a cada momento, aí ocorre que este Eu vai para aonde lhe dão atenção, isto é, a outra pessoa.
E o verdadeiramente lamentável é que um dos dois tem que deixar a Obra para que o outro que esteja fazendo logre realizar o que tem que fazer.
Temos que nos tornar indivíduos autênticos, individualizados no sentido de que não podemos depender de ninguém nem de nada para que se faça a Obra, porque o Cristo ama por igual aos que lhe aplaudem e aos que lhe atiram pedras, ele anda na velocidade que tem que andar, nem mais rápido nem mais depressa.

Há pessoas que tem sua essência fracionada em dois, quatro, quinze animais, e o que existe neste corpo é apenas uma pequena fração de essência e os eus que tenha muitas vezes são fracos e degenerados no sentido de que nem conseguem causar dano a nenhuma pessoa, exatamente porque o mais terrível já está em algum animal satisfazendo estes instintos brutais.

Se nós estamos trabalhando, se de verdade estamos fazendo a Obra, estas Divindades que estão nos auxiliando, por desígnio de uma Lei, obriga esta essência que já estava lá naquele animal em involução, retornar a esta pessoa para que tenha condições de trabalhar sobre o Eu e resgatar esta essência.

Vejam bem o que estamos explicando porque é importante, para que um não se prejudique e não prejudique seus irmãos.

Algumas vezes uma pessoa acredita que já eliminou um defeito e de uma hora para outra percebe que este regressa, pois são estes cascões, ou elementos que regressaram e vão se por a lutar com a pessoa e este é o preciso momento em que devemos trabalhar para eliminar. Isto vai se apresentar para algumas pessoas então que fiquem atentos para não perder esta chance.

Para sabermos se temos agregados em outras pessoas ou se alguém tem algum elemento em nós, basta ter em conta que este Eu se manifesta como um conflito para com a pessoa de onde vieram. Então que se nós assimilamos o Eu de alguém, esta pessoa vai nos causar um mal estar, de nossa parte para com ela.
Então em vez de tentar "matar" a pessoa (porque quer se por a brigar por conflitos), coloque este peso da Consciência sobre este Eu que ele volta correndo de onde veio. Exatamente porque o Eu diz: "Este pois não me quer mais"... e vai...

Se alguém tem conflitos conosco, pois tratemos de sanar este conflito da melhor forma possível, e se vemos um defeito no irmão pois diga, "Lá estou EU fazendo papel de tolo" e não se ponham a julgar esta pessoa, porque isto não fazemos neste Caminho que optamos por seguir.

Quantas pessoas no decorrer destes anos se queixam para o Mestre e este ao ir ver o que se passa com a pessoa observa que a pessoa jáestá no Abismo involuindo, não é ainda um quaternário mas ainda sim já está involuindo no Abismo, estes Mestres nos tiram do Abismo se estamos dispostos a colaborar, exatamente porque sós é muito difícil que saiamos.
Então que sim temos que rogar por ajuda e sempre estar lá lutando para ajudar o Mestre em nos ajudar. E Que tenhamos a vontade e a disciplina, a persistência de que no dia que nos ponham a prova não se volte mais a este Abismo, porque cada vez fica mais difícil de sair, e estes Mestres só o fazem por três vezes.

Outras informações importantes

A Pessoa tem que ficar no Umbral, quem normalmente fica no Umbral? Bem é o Daimon, nós quando tomamos o posto dele, permitimos que ele vá lá fora no mundo e crie os eventos para que o Eu correspondente se manifeste.
Então que liberar o Daimon na quinta de menores é encontrar este Umbral aonde ele fica. Aonde é isto? Exatamente é o ponto aonde temos o limite entre o nosso Mundo Interno e o Externo. Esta Quinta Iniciação de Mistérios Menores se dá no ponto exato aonde já vencemos os elementos do mundo e damos ingresso a este templo que é o homem, por isto que só depois disto que conseguimos de verdade ver nosso mundo interior e exercer esta consciência que tenhamos Desperta. Por isto que antigamente tínhamos as provas dos elementos, depois o Guardião do Umbral, hoje temos o Guardião e todas estas provas, e na quinta ingressamos ao Templo Interno, ali começam as instruções, os ritos, etc.

Então nós ficamos no Umbral não podemos sair porque somos os guardas neste momento, o Daimon vai lá fora no mundo e Põe as tentações, os problemas, a Mãe fica conosco mas ali dentro, aguardando o Eu para que dependendo de nossa postura frente ao Eu e nossa integração com ela, o desintegre.
Recordam Judas? Pois na história ele leva os guardas até Jesus, certo? Pois dentro de nós este desdobramento do Daimon vai lá dentro da Psique, e busca o elemento correspondente ao evento externo gerado pelo Daimon, ele leva até o Portal e diz ao Iniciado: "Este te procura"...

Então que, se nós saímos do Umbral, ou nos identificamos com o Eu lá dentro da Psique o que é terrível, ou nos identificamos com os problemas do mundo o que igualmente não tem sentido para a Obra.
Claro que mesmo no Umbral temos que não baixar a espada para este Eu que quer se manifestar, não deixar que passe para fora, para o campo de manifestação do mundo, igualmente não podemos deixar com que estas impressões e estes problemas do mundo ingressem em nosso interior.

Então o Daimon cria o evento, Judas traz o elemento até o Umbral, a pessoa não permite a expressão do Eu, e com a devida súplica e integração a Mãe o desintegra e aí se reduziu ao pó o Ego.

Dentro não há só o Eu, podemos nos identificar com coisas belas, com forças sublimes, e nos extasiamos e vamos.. e já adormeceu.

Então que há momentos para isto, mas acima de tudo temos que manter esta serenidade, esta tranquilidade, porque isto é estar no Umbral e isto preserva as energias para a Mãe aplicar na Morte, para que tenhamos condições de exercer esta Consciência em um Despertar e muito certamente na formação dos Corpos Solares que necessitam tanta energia. O Próprio Ser nos dá algumas tréguas, temos momentos sublimes de consciência e de experiências místicas, logo ele diz, "Agora vá, continue o trabalho...", exatamente porque se ficamos naqueles estados, não trabalhamos. Isto são oásis que passamos para renovar as forças, para ver o que logramos fazer (com a ajuda de todas estas Divindades, principalmente do Ser, da Mãe, do Daimon e deste nosso Bendito Guru), para receber novas instruções, e baixamos de novo ao Abismo para continuar resgatando esta Consciência, até que não reste nada a se resgatar.

Nós não saímos do Umbral, porque fora tem mil coisas mas dentro temos a resposta para tudo, porque a Consciência está ali, se entramos não podemos resolver o que há fora, então do Umbral exercemos a Consciência que tenhamos.

O Primeiro Despertar que temos é frente a situação, pois nesta luta contra o Eu, recebemos a chave, esta nota chave da situação pela Virtude que estamos encarnando. Não pensem que se porão a ver coisas ou estarão Astralizando instantaneamente, isto é outra coisa. Recordem que antes de mais nada um Mestre é um Mestre da VIDA, isto é, um Mestre no que diz respeito aos eventos práticos e cotidianos da vida. Este é o primeiro Despertar da Consciência.

Quero reforçar que se reagimos frente as situações, nós saímos para fora, nós ali estamos identificados com o mundo, se entramos realmente estamos protegidos do que vem de fora "O Sábio refugiado em seus pensamentos não sente mais suas penas pois encontrou a serenidade", isto é um primeiro momento como ensina a liturgia, mas ao Adepto, a esta pessoa que queira realmente realizar algo e já se sinta preparada há que se manter neste Umbral, nem dentro, nem fora.

Precisamos estar vivenciando estes eventos fora, exatamente para observar e compreender ainda mais esta atuação do Eu, o que o liga com a situação, o que ele quer, porque.. percebem? Se entramos não há evento e por consequência não há compreensão. Tantas pessoas reclamam que sonham, que tem sonhos tão feios, que se vêem cometendo delitos, pois ali tem material para trabalhar, pois o Eu está atuando, triste seria ter o Eu e não conseguir ver sua expressão, isto sim seria muito lamentável.

Então que mais uma vez, ficamos como um Guardião, assim não passa nenhum defeito, não vem dentro o evento, o Eu se apresenta nós lhe tiramos esta roupagem e desintegramos (com a Mãe). Então o Problema não entra, o Eu não sai e assim vamos resgatando a essência e dotando ela deste primeiro Despertar, Despertar frente aos eventos da VIDA.
No dia que uma pessoa destas morre, que desencarne, vêem que compreensão ela tem da vida? Pois isto não é algo que um Eu facilmente aprisione novamente, porque fusiona esta consciência em regiões muito sublimes, e isto vamos perfeccionando em oitavas nos outros níveis do Despertar.

Outra coisa muito importante é reduzir o Eu ao momento, recordem e jamais esqueçam disto, gravem na consciência por favor, o Eu é TEMPO, experiência, se reduzimos o tempo ao momento que estamos, o eu não é capaz, veja bem, o eu não é capaz de exercer sua experiência que tem adquirido no decorrer destes milhares de anos e muito certamente se vê obrigado a se manifestar a cada momento sem qualquer experiência do que já fez ou adquiriu.

Quando pegamos este Eu sem qualquer premeditação, este Eu é totalmente vulnerável, porque ele está atuando por este instinto natural que tem, por esta experiência que ele tem em um pequeno espaço de tempo. Isto é essencial para quem quer de verdade encontrar seus defeitos, e mais, para quem realmente está disposto a eliminar o Eu.

Ao aprender a viver o momento, escapamos do tempo e obrigamos o Eu a atuar sem qualquer planejamento. Se uma pessoa tem a necessidade de reclamar de algo, de lhe falar algo que considere justo e não faz um cronograma, se não faz um planejamento, apenas atua naturalmente naquele momento, o faz por Consciência, e certamente fala o justo! E Se algum Eu atua fica muito facil de identificar, além disto se fazemos este planejamento do que vamos falar, de como vamos fazer, o eu se prepara e se enche de argumentos, cria toda uma situação, forma esta disputa e não somos capazes mais de compreender e muito menos de o Eliminar.

Se esta pessoa é capaz de atuar sem qualquer programa mental, diz o Mestre Lakhsmi que temos cem por cento de que seja este coração que vá atuar, claro que de acordo com a Consciência que tenhamos.

Então que vamos viver o momento para falar e atuar, assim eliminamos este fator Tempo, do Eu.
Vamos fazer nossos planos, sim, muito certo que sim, vamos ter planejamentos vamos ter uma organização, nos preparar para alguns eventos, mas não podemos deixar o Eu fazer estes planos, porque estes planos devem ser feitos após uma revisão muito sincera do estado que nos encontramos, e sem deixar qualquer Eu falar nada.
Isto de se fulano fizer isto, faço aquilo se não faço aquilo outro, isto é egóico, isto é uma programação que o Eu está fazendo, a Consciência age de forma expontãnea e a cada momento, ela é eterna e ja viveu muito mais do que o Eu e sabe muito mais do que o Eu e não estamos nos referindo a memórias, mas ao verdadeiro SABER, isto que provém do Ser.

Então concluindo isto do Umbral, uma pessoa está lá e o Daimon põe o evento, vem o Eu, se esta pessoa não reage senão que esteja muito reflexiva, compreensiva, e se recorda de sua Mãe, ela o Decapita. Esta técnica consiste simplesmente em não colaborar com o Ego, e que se o Eu sai (se manifesta), que não volte, que na volta, isto é quando tenta se proteger na Psique que não possa. O Daimon vai pondo eventos para a eliminação de tudo que obstrui nosso caminho, então que a Pauta de nosso trabalho é eliminar o referente ao evento que apareça.

Quem decide? Pois esta associação de forças, a Mônada, o Daimon, a Mãe, nosso Ser é sábio e temos que deixar na mão dele o domínio destes eventos e nós vamos compreendendo e dando a nota, resgatando a essência referente ao evento. Isto se faz dia e noite, não é um trabalho para quatro horas por dia, dez, doze.. não isto é para vinte e quatro horas por dia.
Isto é para deitar e fazer todo um estudo do dia, acordar e fazer um estudo da noite, porque se sonhamos é porque há um sonhador e ali vamos estar nós compreendendo e desintegrando o Eu. E Se a pessoa não consegue, pois é natural, que vá fazendo até que seja assim.

Não vou me adentrar muito no trabalho destes Eus no Astral, mas temos irmãos que realmente já são o que chamamos de Adeptos no sentido de que já tem mais ou menos um domínio destes sentidos internos, então que repetimos o mesmo trabalho que fizemos no físico sobre estes elementos no Astral, e se não temos condições porque corremos o risco de sonhar, pois vamos acordar compreender, transmutar e pedir a mãe que o elimine, isto é morte em marcha para os Eus astrais, para o Fantasma do Eu..

Então que uma pessoa não tem desculpas de dizer que teve uma polução noturna ou qualquer outra coisa, porque temos que perseguir o Eu que estamos trabalhando as vinte e quatro horas, nada mais porque não é possível, nada a menos, porque igualmente não é possível.

Se cometemos alguma falha, não vamos ocultar isto, omitir, mentir, temos que reconhecer aonde aconteceu a falha e trabalhar para que não ocorra novamente e com toda certeza este sempre será o filho amado da Divina Mãe e de seu Ser. Cometer um erro e tentar ocultar isto é duplamente um delito, então que os que estejam dispostos de Morrer fiquem certos que terão toda ajuda que necessitem mas igualmente serão cobrados de seus resultados, porque assim é a Lei.

Recordem que igualmente nós, não podemos dar nem tirar a razão de ninguém, temos que estar muito reflexivos, vivendo o momento, para que esta mente não se ponha a julgar estas pessoas ou grupos que encontramos em nosso caminho.

Mesmo nos eventos mais estranhos e mais controversos não podemos tirar ou dar razão a ninguém porque estaríamos sendo Juizes e isto é algo totalmente egoico.

O Ser, e esta Consciência que levamos dentro não está em nenhum destes extremos, não se identificam neste caminho nem com o Bem, nem com o Mal, tão somente seguem em sua jornada, em seu caminho.

E Não se ponham a criar eventos, não se ponham provas, porque isto se encarregam estas partes internas que falamos, eles nos dão em doses que podemos manejar, conhecer, compreender e logo eliminar, de outra forma seria este Demônio, este Defeito procurando tentações para cair nelas.

Muitas vezes não sabemos se é um Eu ou é o Ser atuando pela expressão da Consciência, algo que podemos usar é ver se a atitude que estamos fazendo é algo natural ou artificial.
"Hoje me perfumo porque vou ver fulano", "hoje varro o pátio porque vem visita", isto é completamente artificial e condicionado, porque faz SE fulano vem porque vai ver este fulano.

Se estamos dispostos a morrer não podemos assumir poses sejam físicas ou psicológicas, necessitamos ver a realidade como é. Fora que muitas vezes estas ações por elas mesmas já é a própria atuação de um Eu.

Todos os vitupérios, toda esta tristeza, o próprio castigo é para o Eu não para nós.

Os Vícios não são Eus, mas pouco a pouco se convertem em Eus, muitas vezes são costumes nocivos, as vezes são condutas gregárias, e se não se tornaram Eus não se necessita de um trabalho como do Eu Psicológico.

Nisto do disfarce do Eu, algumas vezes trabalhamos sobre o Orgulho e vem aquele impulso, ou pensamento, de sairmos de casa com um sapato velho furado, não arrumar a camisa, não se pentear, e é o mesmo eu de Orgulho sobre outra aparência.
Se uma pessoa que está trabalhando com o orgulho e produz qualquer estado que faça algo para mostrar que esteja trabalhando com o orgulho, pois se fez presente a vaidade e ali está o próprio orgulho pelo trabalho na morte.

Estes detalhes aprecem complicados, mas é simplesmente atuar de forma diretamente oposta ao que nos aplica o Eu no dia a dia.

Conclusão

Uma pessoa que esteja disposta a este trabalho sempre pode se guiar por estes Dez Mandamentos que são o código mais perfeito que hoje há, porque é algo Divino e se relaciona com o caminho Espiritual de cada um de nós.

Conforme vamos conseguindo cumprir com os Dez mandamentos iremos naturalmente adquirindo esta integração com o Ser para poder cumprir a vontade dele, que muito logicamente antes de mais nada são estes próprios mandamentos.

Nós sob nenhuma circunstância temos que comprometer esta Obra de nosso Pai, esta nossa Obra porque somos seus filhos, por gratidões ou qualquer outro sentimentalismo que possa aparecer, temos um caminho a seguir e ninguém pode nos impedir o passo.

Nos ensina de forma muito clara o Mestre Lakhsmi alguns detalhes importantes deste caminho:

"A Obra que está sendo feita é a obra do Cristo, do Pai, não pode ser interferida por nada nem por ninguém, cuida-te disto; percebas que em teu caminho teus amigos e teus inimigos cumprem uma missão."
"É você o que tem que dirigir todos os eventos da sua vida para que, em nenhum momento, vá a atuar impulsionado por uma emoção de triunfo ou de derrota. Quando triunfares, guarda silêncio e fica tranquilo; quanto te sintas derrotado ou vencido pelas torturas da vida, guarda silêncio e observa qual é teu comportamento psicológico, mental ou emocional." "Não é a vida nem os fatos que derrotam a pessoa; é a pessoa que se derrota diante da vida e dos eventos."
"Lembra-te que em teu caminho, por incipiente que acredite que sejas, sempre terá um Caifás que levanta a multidão contra ti"

Nesta vida desde que nascemos já estamos condenados a morte, e depende de cada um de nós que esta Morte seja uma morte para sempre no sentido de que não fizemos em nada nesta vida que pudemos realmente carregar após a morte, ou que esta Morte seja aquela que nos concede a graça da Ressurreição.


Atualmente vivemos aqueles terríveis momentos Bíblicos aonde se dizia que as pessoas iriam buscar a morte e não encontrariam.

"Naqueles dias, os homens vão correr em busca da morte, mas não saberão onde ela está. Vão querer a morte, mas a morte fugirá deles." Apocalipse 9, 6.

Vivemos a véspera de um Êxodo Bíblico, e de nós depende que possamos ter esta continuidade em nosso trabalho. Vejam que os Mestres não sabem obrigatoriamente aonde está cada pessoa, mas conforme esta Luz que tenha conseguido extrair do Eu, esta pessoa se faz visível desde as regiões mais distantes, para que lhe encontrem naqueles momentos precisos em que seja necessário este resgate.

Não estamos dizendo que todos irão com este corpo físico que tem, mas que realizem o resgate desta Alma ao menos, porque é terrível todo este tempo involuindo e perdendo tempo miseravelmente, algumas centenas de milhares de anos e todas estas cento e oito vidas gastas por nada.
Então que possamos estar cumprindo com estes novos mandamentos que são: "Honrar aos Deuses", "Voltar ao Ser", e tudo mais que naturalmente vá sendo exigido deste candidato ao Céu.

Os 33 Mandamentos:

1 - Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
2 - Não jurar seu santo nome em vão.
3 - Santificar as festas.
4 - Honrar Pai e Mãe.
5 - Não matar.
6 - Não fornicar.
7 - Não furtar.
8 - Não levantar falsos testemunhos nem mentir.
9 - Não desejar a Mulher do Próximo
10 - Não cobiçar bens alheios.
11 - Honrar aos Deuses.
12 - Voltar ao Ser (Íntimo).
13 - Compreensão.
14 - Vontade.
15 - Reta maneira de pensar.
16 - Reta maneira de agir.
17 - Reto falar.
18 - Reta maneira de ganhar a vida.
19 - Que haja paz.
20 - Que haja amor.
21 - Gabriel: Ser um bom pai, filho, etc, para se qualificar neste núcleo, família.
22 - Rafael: Não ser instrumento da destruição, não matar, não fornicar, não acabar com a energia pela ira, não desmatar bosques.
23 - Uriel: Que tenhamos amor.
24 - Michael: Acabar com a tristeza, o pessimismo e desconfiança.
25 - Samael: Acabar com os temores, medos e inseguranças.
26 - Zachariel: Não sermos injustos.
27 - Orifiel: Aplicar a morte sabiamente (Saber morrer psicologicamente, eliminar os defeitos).
28 - Perdoar nossos piores inimigos.
29 - Fazer super-esforços para encarnar a Luz e a Verdade.
30 - Sacrificar a dor.
31 - Sacrificar-nos pela humanidade.
32 - Morrer para o mundo que andamos e nascer no mundo que vivemos.
33 - Receber a Transubstanciação todos os dias.

Paz Inverencial!