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Livros e Documentos Esotéricos
Samael Aun Weor
Antropologia Gnóstica

1ª cátedra

A origem da vida


Muito investigou-se sobre a origem do homem e na realidade, os antropólogos
materialistas desta idade decadente e tenebrosa só elaboraram hipóteses. Se
perguntássemos aos senhores da antropologia oficial qual foi a data e o modo
exato como surgiu o primeiro homem, seguramente não saberiam dar uma resposta
exata.
Desde os dias de DARWIN até HAECKEL e depois, desde HAECKEL até hoje, têm
surgido inúmeras teorias sobre a origem do homem, porém temos de esclarecer de
forma enfática que nenhuma delas pode ser demonstrada. O próprio HAECKEL
assegurou com grande ênfase que nem a geologia nem tampouco a ciência chamada
filogenia teriam jamais essa exatidão no terreno da ciência oficial. Se
afirmação deste tipo faz um HAECKEL, que poderíamos nós acrescentar à questão ?
Na verdade, isto da origem da vida e da origem do homem, humanidade que não
estudasse a fundo a antropologia gnóstica não poderia conhecer.
Que dizem os protistas materialistas ? Que afirmam com tanta arrogância ? Que
supõem sobre a origem da vida e da psique humana ? Lembramos claramente da
famosa MONERA ATÔMICA de HAECKEL no seu abismo aquoso. Esse complexo átomo não
poderia de modo algum surgir ao acaso, como supõe aquele bom senhor, ignorante
de base, que, louvado por muitos ingleses, causou um grande mal ao mundo com as
suas famosas teorias. Só poderia repetir, parodiando a JÓ: " Que sua lembrança
se apague da humanidade e que seu nome não figure nas ruas ". Crêem vocês, por
acaso, que um átomo do abismo aquoso, a monera atômica, poderia surgir ao azar
? Se para construir uma bomba atômica precisa-se da inteligência dos cientistas,
quanto maior talento não seria requerido para a elaboração de um átomo ?
Se negássemos os PRINCÍPIOS INTELIGENTES à natureza, a mecânica deixaria de
existir. Assim, que não é possível a existência da mecânica sem mecânicos. Se
alguém considerasse possível a existência de uma máquina sem construtor,
gostaria que me o demonstrasse. Que pusesse os elementos químicos sobre a mesa
do laboratório a fim de que deles surgisse um rádio, um automóvel, ou
simplesmente uma célula orgânica ! Sabemos que Dom Alfonso Herrera, o autor da
plasmogenia, conseguiu fabricar a célula artificial, mas esta sempre foi uma
célula morta, jamais viveu.
Que dizem os protistas ? Que a CONSCIÊNCIA, o SER, a ALMA, o ESPÍRITO ou
simplesmente os princípios psíquicos nada mais são do que evoluções moleculares
do protoplasma através dos séculos ! Obviamente, as almas moleculares dos
fanáticos protistas não resistiriam jamais a uma análise de base. Aquela
célula-alma, o BATHYBIUS gelatinoso do famoso HAECKEL, da qual surgiria toda a
espécie orgânica, está muito boa para um MOLIERE e suas caricaturas.
No fundo de todo este assunto e por trás de tanta teoria mecanicista e
evolutista, o que se tem é o afã de se combater o clero. Busca-se sempre um
sistema que satisfaça a mente e o coração a fim de se demolir a gênese hebraica.
Trata-se de uma reação contra o ADÃO bíblico e sua famosa EVA extraída de uma
costela. Esta é a vibrante origem dos DARWIN, dos HAECKEL e demais sequazes. Não
está certo que por reações mecânicas se dê origem a tantas hipóteses
desprovidas de qualquer embasamento sério.
Que diz DARWIN sobre a questão dos macacos catarríneos ? Que possivelmente o
homem proveio dele ! No entanto, não o afirma com a ênfase que supõem os
materialistas alemães e ingleses. CHARLES ROBERT DARWIN, na verdade, dentro do
seu sistema, pôs certos fundamentos que vêm desvirtuar e até aniquilar a suposta
procedência humana do macaco, ainda que estes sejam catarríneos ou catarrinos.
Em primeiro lugar, como já o demonstrara THOMAS HENRY HUXLEY, o esqueleto do
homem é completamente diferente, em sua construção, do esqueleto do macaco. Não
duvido que haja certa semelhança entre o antropóide e o pobre animal intelectual
equivocadamente chamado homem, mas não é algo definitivo ou definitizante. O
esqueleto do antropóide é de trepador, está moldado para trepar, assim o indica
a elasticidade e a constituição do seu sistema ósseo. Em troca, o esqueleto
humano foi feito para caminhar. Definitivamente, são duas construções ósseas
totalmente diferentes.
Por outro lado, a flexibilidade dos ossos do eixo craniano do antropóide e do
ser humano são completamente diferentes. Isto nos deixa pensando seriamente. Há
também, a afirmação feita pelos antropólogos materialistas, com inteira
claridade meridiana, de que um ser organizado, de modo algum, poderia vir de
outro que seguisse no sentido inverso, isto é, ordenado antiteticamente. Nisto,
é necessário algum exemplo: Vejamos o antropóide e o homem. Ainda que este
último esteja degenerado nos tempos atuais, é um ser organizado. Agora,
estudemos a vida e os costumes do antropóide e veremos que está ordenado de
forma diferente, contrária à técnica. Um ser organizado não poderia vir de
outro ordenado de forma oposta, mas foi o que sempre afirmaram severamente as
escolas materialistas.
Qual seria a idade do antropóide ?
Em que época teriam aparecido os primeiros símios sobre a superfície da
Terra ?
Inquestionavelmente, no MIOCENO. Quem poderia negá-lo ? Teve de aparecer,
obviamente, na terceira parte do MIOCENO , entre 15 e 25 milhões de anos.
Porque apareceram os antropóides sobre a superfície da Terra ?
Porventura, os senhores da antropologia materialista, os brilhantes cientistas
modernos que tanto se presumem de sábios, poderiam dar uma resposta exata ? É
obvio que não ! Ademais o mioceno de modo algum esteve localizado dentro da
famosa PANGAEA, tão acreditada pela geologia do tipo materialista. Resulta
ostensível que o MIOCENO teve o seu cenário próprio na ANTIGA TERRA LEMURIANA,
continente localizado no oceano PACÍFICO. Restos da LEMÚRIA temos ainda, na
OCEANIA, na grande AUSTRÁLIA, na ilha de PÁSCOA, onde são encontrados certos
monólitos talhados, etc. Isto, a doutrina materialista não aceita porque está
engarrafada na PANGAEA... Mas que importa às pessoas, à ciência e a nós ? O
fato é que não vão descobrir a LEMÚRIA com os testes do carbono14, do potássio
argônio ou do pólen. Todos esses sistemas de provas materialistas servem muito
bem para um MOLIERE e suas comédias.
Pelos tempos atuais, depois das infinitas suposições dos HAECKEL, dos DARWIN,
dos HUXLEY e de todos seus sectários, segue-se entronizando a teoria da seleção
natural das espécies. Em nome da verdade, temos de dizer que a seleção natural
como poder criador é simplesmente um jogo de retórica para ignorantes, algo que
não tem fundamento. Isso, que mediante a seleção natural se consiga criar novas
espécies, isso que mediante a seleção natural haja surgido o homem, resulta no
fundo espantosamente ridículo e acusa uma ignorância elevada ao extremo.
Não nego a seleção natural. É obvio que ela existe, porém não tem poder para
criar novas espécies. O que existe na verdade é a seleção fisiológica, a seleção
de estruturas e a segregação dos mais aptos; isso é tudo. Agora, levar a seleção
natural até o grau de convertê-la em um poder criador universal é o cúmulo dos
cúmulos. A nenhum verdadeiro sábio ocorreria semelhante tolice. Nunca vi,
através da seleção natural, surgir alguma espécie nova. Em que época ? Quando ?
As estruturas sim, se selecionam; não o negamos. Os mais fortes triunfam nosso
da luta pelo pão de cada dia, na batalha incessante de cada momento, em que se
briga para comer e para não ser comido. Obviamente, triunfa o mais forte que
transmite suas características aos seus descendentes: particularidades
fisiológicas, propriedades estruturais e outras... Segregam e transmitem tais
aptidões aos seus descendentes. Eis como se deve entender a lei da seleção
natural. Eis como deve ser compreendida.
Uma espécie qualquer nas profundas selvas da natureza tem de lutar para devorar
e para não ser devorada. Logicamente, a luta sabe ser espantosa. Como resultado,
triunfam, como é próprio e natural, os mais potentes. No mais forte, há
estruturas maravilhosas, características importantes, que são transmitidas à sua
descendência, mas isso não implica em mudança de configuração nem significa o
nascimento de uma nova espécie. Nunca um cientista materialista viu surgir uma
espécie de outra por lei de seleção natural. Não lhes consta que hajam tocado
nela de algum modo. Então, em que se baseiam ? É fácil lançar uma hipótese e
depois afirmar dogmaticamente que esta é a verdade e nada mais do que a verdade.
No entanto, não são eles, por acaso, os senhores da antropologia materialista,
os que dizem que não crêem senão naquilo que vêem, que não aceitam nada que não
hajam visto ? Que contradição horrível ! Crêem em suas figurações e nunca as
viram. Afirmam que o ser humano vem do ratão, porém isso não lhes consta, nunca
o perceberam diretamente.
Também enfatizam a idéia de que o ser humano vem do mandril ( quadrúmano
cinocéfalo da África ocidental ) .
São inumeráveis os sofismas desses cientistas tontos; afirmações absurdas de
fatos que nunca viram. Nós gnósticos não aceitamos superstições e isso é
fetichismo. Nós somos matemáticos na investigação e exigentes na expressão. Não
gostamos dessas fantasias. Queremos atos e fatos concretos e definitivos.
Assim que, investigando este tema relacionado com os nossos possíveis
antecessores, podemos evidenciar claramente o estado caótico em que se encontra
a doutrina materialista. Há desordem total em suas mentes degeneradas e falta de
capacidade para a investigação. Esta é a crua realidade dos fatos.
Esse assunto de que certas formas homínidas surjam de outras, assim, porque sim,
fundamentando-se em provas ridículas como as do carbono 14, do pólen ou do
potássio, demonstra palpavelmente a vergonha deste século XX.
Nós, antropólogos gnósticos, temos sistemas de investigação diferentes,
possuímos disciplinas especiais que nos permitem por em atividade certas
faculdades latentes no cérebro humano, certos sentidos de percepção
completamente desconhecidos pela antropologia materialista. Que a natureza tenha
memória é uma conclusão lógica e um dia poderá ser demonstrado ! Os ensaios
científicos já começaram e breve as ondas sonoras poderão ser decompostas em
imagens, as quais serão perceptíveis através de telas especiais. Há certas
tentativas técnicas nesse sentido. Então, os televidentes do mundo inteiro
poderão ver a origem do homem, a história da Terra e de suas raças. Quando
chegar este dia, que não está longe, o anticristo da falsa ciência ficará
despido diante do veredicto solene da consciência pública.
O problema da seleção natural, do clima, do ambiente, etc., tem fascinado a
muita gente que termina se esquecendo dos tipos originais, dos quais surgiram as
espécies. Crêem os néscios cientistas que a seleção natural poderia se processar
de maneira completamente mecânica, sem PRINCÍPIOS DIRETORES INTELIGENTES. Isso
seria tão absurdo como pensar que uma máquina poderia ser construída sem um
princípio inteligente, sem uma mente que a arquitetasse ou sem um engenheiro que
lhe desse forma. Fora de dúvida, esses PRINCÍPIOS INTELIGENTES da natureza
somente poderiam ser repelidos pelos néscios, por aqueles que pretendem que uma
máquina orgânica surja do acaso. Jamais esses princípios seriam recusados por
homens verdadeiramente sábios no sentido mais completo da palavra.
À medida que o tempo passa e que nos aprofundamos nisso tudo, vemos,
encontramos, todas as falhas da antropologia materialista. É necessário se
refletir profundamente em todas estas coisas. Se, ao invés de assumir essa
posição de ataque contra qualquer clericanismo, eles tivessem passado por um
prévio período de análise reflexiva, em tempo algum se atreveriam a lançar
hipóteses anticientíficas.
Bem sabemos que o ADÃO e a EVA, que tanto molestam aos senhores da antropologia
materialista, não passam de símbolos. Seria bom que os senhores da antropologia
materialista, que como profanos querem refutar a gênese bíblica, entendessem e
que entendessem todos, que o GÊNESIS é tão somente um TRATADO DE ALQUIMIA para
alquimistas e que deveria ser estudado como tal e jamais de forma literal. Assim
é que os senhores da antropologia se esforçam em refutar algo que nem sequer
conhecem. Por isso, atrevo-me a dizer que suas hipóteses simplesmente não têm
bases sólidas.
O próprio DARWIN jamais pensou em ir tão longe com suas doutrinas. Recordemos
que ele fala de caracterizações. Depois que uma espécie orgânica passou por um
processo seletivo, estrutural e fisiológico, inquestionavelmente caracteriza-se
de maneira constante e definitiva. Vemos, pois, que o famoso antropóide teve de
passar por processos seletivos, tendo posteriormente assumido características
totais, porém não voltou a passar por mudança alguma. Isto é óbvio.
Aquela questão do Noé pitecóide com seus famosos três filhos: o cinocéfalo com
rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo do paleolítico, nunca, na verdade,
teve comprovação exata. São tão somente teorias sem embasamento algum e por
certo, espantosamente ridículas.
Vê-se que aqueles que se afanam tanto pelos mamíferos prossímios , entre os
quais estão os famosos lêmures, nem remotamente suspeitam o que é o homem em si
mesmo e qual a sua origem. Alguns cientistas atuais consideram os insignes
lêmures como um de nossos antepassados devido a sua suposta placenta discoidal.
Ora, isso nada tem que ver com a gênese humana. No fundo, isso nada mais é do
que fantasias desprovidas de realidade.
Os renomados cientistas materialistas entram em ação para estudar a evolução
mecânica da espécie humana ou de qualquer uma das outras espécies na metade do
caminho, depois que se cristalizaram em formas sensíveis. Desconhecem que antes
passaram por terríveis processos evolutivos e involutivos dentro do espaço
psicológico, no hipersensível, nas dimensões superiores da natureza e do cosmos.
Claro que ao falarmos assim, os antropólogos oficiais sentem-se tão nervosos e
incomodados como chineses que escutam um concerto de música ocidental. Riem,
possivelmente riem sem saber que quem ri do que desconhece, está a caminho de
tornar-se idiota.
Buscam semelhanças sim ! querem fazer crer que o formato da cabeça e da boca do
tubarão prova ser ele origem de outros mamíferos; entre eles está o irmão ratão
que agora passou a ser um grande senhor. Supõe-se que seja nada menos do que o
predecessor dos HAECKEL, dos DARWIN, possivelmente dos HUXLEY e dos famosos
faraós do velho Egito, de EINSTEIN ... sei lá !
Modernamente considera-se o ratão como um mamífero prossímio. Passou para o
primeiro posto nas salas de conferência. Até onde chegou a ignorância do ser
humano ! Não nego que o ratão tenha existido na Atlântida, quando certamente
tinha o tamanho de um porco. Sobre isso, o insigne escritor espanhol Dom MÁRIO
ROSO DE LUNA fala claramente. No dicionário Pequeno Larousse Ilustrado
encontra-se um comentário de que o ratão na antigüidade era denominado com a
palavra ALTO.
Sim, ele existiu na Atlântida e tampouco nega-se a sua presença na Lemúria. Mas,
que seja um dos mais importantes antecessores do homem, resulta totalmente
falso. Na verdade, quando se desconhece a antropologia gnóstica, cai-se nos mais
espantosos absurdos. Em plena época espacial, os sequazes do anticristo
inclinam-se diante do ratão, diante do tubarão, a quem também se considera um
velho antecessor, ou diante dos lêmures, um animalzinho por certo muito
interessante.
Quando se conhece bem a antropologia gnóstica, é lógico que não se cai nessas
situações ridículas. Analisando cuidadosamente os princípios da antropologia
materialista, descobrimos que as suas fantasias são devidas ao absoluto
desconhecimento do gnosticismo universal. Isso de que a feição de um rosto ser
parecida a de outro rosto, servir para se estabelecer as bases de uma possível
descendência, resulta tão empírico quanto aquilo de supor que o homem foi feito
de barro, sem dar-se conta de que se trata apenas de um símbolo.
Os germes originais da grande natureza, homens ou animais, desenvolvem-se sempre
no espaço psicológico, nas dimensões superiores, antes de se cristalizarem na
forma física. Não há dúvida de que são similares em sua constituição, o que de
maneira alguma poderia servir de base, de pedestal para se colocar uma teoria ou
simplesmente para se lançar um conceito básico. Os germes diferenciam-se à
medida que se cristalizam lentamente e isso é apenas normal.
A origem do homem é algo mais profundo. Ele desenvolveu-se do caos nas dimensões
superiores da natureza até se cristalizar de forma sensível nos tempos antigos.
Inquestionavelmente, em futuros capítulos, iremos avançando mais e mais em toda
esta exegese. Quero dizer que a ORIGEM DA HUMANIDADE ficará à descoberto nestas
CÁTEDRAS. Exploremos também as causas primárias e secundárias que deram origem à
espécie humana e outros temas de transcendental repercussão.
Por acaso, alguém conhece as respostas das interrogações anteriores ? Os
antropólogos materialistas ? Se os próprios cientistas seguidores de HAECKEL
sabem muito bem que todo o passado geológico e a filogenia materialista não
chegaram a ser ciências exatas ! Assim o afirmaram, assim o disseram, então o
que ?
Vivemos um momento de grandes inquietações e o mistério da origem do homem deve
ser esclarecido. O terreno das conjeturas é detestável. Assemelha-se a um muro
sem cimentação. Basta que se lhe dê um ligeiro empurrão para convertê-lo em um
monte de escombros. O mais grave da antropologia materialista é o fato de negar
os PRINCÍPIOS INTELIGENTES da maquinaria universal. Obviamente, tal atitude
deixa a maquinaria sem cimentação. Não é possível que a maquinaria ande ou se
construa ao azar. Os PRINCÍPIOS INTELIGENTES da natureza estão ativos em todo
processo seletivo e se manifestam sabiamente.
Também é absurdo nos engarrafarmos no dogma da mecânica evolutiva. Se na
natureza existem os princípios construtivos, sem dúvida também existem os
destrutivos. Se há evolução nas espécies vivas, nelas também há involução. Por
exemplo: Há evolução no germe que morre para que o talo nasça; há evolução na
planta que cresce, que lança folhas e flores e por fim dá frutos. Mas há
involução na planta que murcha, que fenece e que por fim se converte em um lenho
seco. Há evolução na criatura que está sendo gerada no ventre materno, no menino
que brinca e no jovem. Mas, há involução no ancião que envelhece e por fim
morre. Os mundos evoluem quando surgem do caos da vida e depois involuem quando
se convertem em cadáveres lunares.
Se consideramos a antropologia exclusivamente dentro da mecânica evolutiva,
estamos falando de forma parcial e caindo no erro . Mas, se estudamos a
antropologia também à luz da involução, estamos caminhando equilibradamente
porque evolução e involução constituem o eixo mecânico de toda a natureza.
Estimar que a evolução é a única base de todo este grande mecanismo natural
resulta totalmente absurdo. Temos de considerar a vida e a morte, os tempos de
desenvolvimento e os tempos de caducidade; somente assim caminharemos
corretamente dentro da dialética gnóstica em sua estrutura integral.
De modo algum estamos dispostos a ficar engarrafados no dogma materialista
evolutivo. Temos de estudar também os processos involutivos da antropologia ou
caminharemos pela senda do erro.
Quais são os tipos originais desta raça humana ? Quem os conhece ? Nós temos
métodos científicos mediante os quais podemos ver, ouvir e tocar nos tipos
originais da raça humana. Sabemos muito bem que antes de o animal intelectual
aparecer na ATLÂNTIDA de PLATÃO, a qual não é uma simples fantasia como
pretendem os fanáticos ignorantes da famosa PANGAEA materialista, o homem
existiu na LEMÚRIA, assim como na época hiperbórea e polar. Porém estes pontos
iremos desenvolver nas CÁTEDRAS seguintes.
Realmente a ATLÂNTIDA existiu. Restos dela são o arquipélago das ANTILHAS, as
ilhas CANÁRIAS e também a própria ESPANHA, que é um pedaço da antiga ATLÂNTIDA.
Isto, os apaixonados da antropologia materialista desconhecem, como também o
desconhecem os geólogos, no fundo tão atrasados quanto incapazes de se
projetarem no TEMPO. E como poderiam eles saber algo sobre o que ocorreu há
tantos milhões de anos, na era do mioceno ? Que sabem eles a respeito ? Por
acaso viram alguma coisa ? Tocaram ?
Nós falamos do mioceno porque podemos vê-lo, o que é exeqüível para aquele que
seja capaz de desenvolver as faculdades latentes do cérebro humano. Contudo, a
atitude de negação dos materialistas é incongruente. Dizem que não crêem senão
naquilo que vêem e terminam acreditando em todas suas figurações absurdas.
Suposições que ninguém viu e que a ninguém consta. Com toda a certeza,
declaramos que cientista algum viu surgir o primeiro homem, no entanto falam
dele com suma auto-suficiência, como se tivessem estado no mioceno, como se
tivessem visto os antropóides surgindo, lá na antiga LEMÚRIA.
Os antropólogos materialistas entronizam seus maravilhosos deuses, tais como os
lêmures e os mandris, e colocam-nos como sublimes prossímios dos quais
descendemos. Consta-lhes isso ? Viram-no alguma vez ? Nunca ! Em que se
baseiam ? Em casos que não viram e, por ventura, não são eles os que dizem que
não crêem senão no que vêem ? Como que então estão crendo no que nunca viram ?
Não é uma contradição isso ? No fundo, não resulta incongruente, tudo isso ?


samael aun weor



2ª cátedra

A origem do homem

O tema da origem do homem é realmente muito discutível, muito espinhoso. CHARLES
ROBERT DARWIN assentou certos princípios em sua obra que devem ser lembrados
pelos antropólogos materialistas. DARWIN diz que:
" uma espécie que evolui positivamente, de modo algum poderia descender de
outra que evolui negativamente ".
DARWIN afirma também que:
" duas espécies similares, porém diferentes, podem fazer referência a um
antecessor comum, mas nenhuma proviria da outra ".
Assim que, conforme vamos avançando nestas análises da antropologia profana,
vamos encontrando certas contradições no materialismo.
Como é possível que os princípios darwinistas sejam ignorados ?
Como é possível que ainda hoje em dia exista quem pense que o homem provém
do macaco ?
Inquestionavelmente, os fatos estão falando por si sós e até agora não se
encontrou o famoso elo perdido. Onde está ?
Muito falou-se contra a existência do pai de MANU, o DHYANCHOHAN, mas, na
realidade, somam-se a milhões as pessoas no mundo oriental e ocidental que o
aceitam. Ademais, é bem mais lógica tal crença do que a daquele homem-macaco de
HAECKEL, o qual não passou de mais uma fantasia do seu autor. Os tempos vão
passando e ainda não se descobriu em lugar algum da Terra o famoso homem-símio.
Onde está o mono que raciocina, que pensa e que tem uma linguagem própria a
de todo mundo ?
Mas, qual é ?
Esta classe de fantasias literárias não serve, no fundo, para nada. Observe-se,
por exemplo, o tamanho dos cérebros: a massa encefálica de um gorila não alcança
sequer a terça parte do cérebro de qualquer selvagem do nosso globo terrestre.
Faltaria um elo que ligasse o gorila mais adiantado com o selvagem mais atrasado
da Austrália.
Onde está esta junção ?
Que foi feito dela ?
Existe ?
Fora de dúvida, no continente lemuriano, na era mesozóica, surgiram os primeiros
símios.
Qual seria a sua origem ?
A gnose afirma de forma enfática que determinados grupos lemurianos humanos
misturaram-se com animais dando origem às espécies simiescas. HAECKEL jamais se
opôs ao conceito de que os macacos tenham tido seu nascedouro na Austrália, na
Lemúria; ele sempre aceitou a realidade do continente lemuriano.
Agora, reflitamos um pouco...
Onde se localizava a Lemúria ?
No oceano Pacífico, obviamente. Ela cobria uma extensa zona desse oceano.
Através de dez mil anos de terremotos, foi afundando pouco a pouco nas
embravecidas ondas , porém, restaram alguns vestígios: a OCEANIA, a AUSTRÁLIA, a
ilha de PÁSCOA, etc. A LEMÙRIA teve realidade. Ocupou seu lugar num tempo
longínquo. Isto poderá molestar os antropólogos materialistas partidários da
PANGAEA. Esses senhores agarraram-se no dogma da PANGAEA e nem remotamente
aceitam a possibilidade da LEMÚRIA.
Que os símios tenham surgido na era cenozóica, no próprio mioceno, terceira
parte a contar do eoceno, não tem absolutamente nada de raro ! Mas nossas
afirmações não terminam aqui. Outras espécies de macaco surgiram também na
ATLÂNTIDA de PLATÃO, continente que também não passa de um mito para os
fanáticos materialistas da PANGAEA. No entanto a ATLÂNTIDA existiu, ainda que
eles o neguem. Já foi descoberta, ainda que eles se oponham. Qualquer um que
tenha estudado o solo marinho sabe muito bem que entre a AMÉRICA e a EUROPA
existe uma grande plataforma submarina. Ainda há pouco, alguns cientistas
descobriram a ATLÂNTIDA e se propuseram a explorá-la desde a ESPANHA. No
entanto, era época do regime de FRANCO e não lhes foi permitido realizar as suas
investigações.
A ATLÂNTIDA, portanto, não é , como se crê, uma lenda fantástica, mas uma
tremenda realidade. O mapa do mundo em outro tempo era completamente distinto.
Tudo vai mudando, até a própria PANGAEA dos seguidores de ALFRED WEGENER teria
de sofrer grandes mudanças. Bem sabemos que os continentes flutuam e tendem a
realizar deslocamentos. Dom MARIO ROSO DE LUNA o explicou claramente e isso não
deve surpreender mais a ninguém. Nisso, os fanáticos materialistas da PANGAEA
estão de acordo, não o negam, porém lhes falta muito ainda para conhecerem as
causas de tais flutuações continentais. Considero que se estudassem Dom MARIO
ROSO DE LUNA completariam melhor as suas informações.
Se pensássemos em nossa Terra como um ovo, a gema seria os continentes que se
sustentam sobre a clara. Entre a gema e a clara não faltariam substâncias,
líquidos e elementos que a ciência materialista ainda hoje desconhece
plenamente.
Há quem acredite que certos tipos de macacos superiores, como:
o gorila - gênero de macaco antropomorfo da ÁFRICA EQUATORIAL; com uma
estatura de uns 2m e um peso máximo de 250 kg -
o orangotango - do malaio: homem dos bosques; grande macaco antropomorfo da
SUMATRA e BORNEO, altura entre 1,20m e 1,50m, arborícola, facilmente
domesticavel -
o chimpanzé - macaco antropomorfo da ÁFRICA -
Vêm da LEMÚRIA. Também há quem afirme categoricamente que as classes inferiores
como catarríneos, platirrínos, etc. vêm da ATLÂNTIDA. Nisso, não podemos fazer
objeções, porém, temos de refletir com profundidade.
Atualmente estão sendo feitos certos comentários muito simpáticos. A ciência
materialista inventa todos os dias novas hipóteses. Estabeleceu-se uma cadeia
curiosa e ridícula por excelência com relação aos nossos possíveis antepassados.
Como rei dessa cadeia aparece o tubarão, do qual descendem, segundo dizem os
antropólogos, os lagartos. Teoria ridícula, somente concebível por mentes de
lagartos. Depois, prosseguem com o famoso opossum, criatura similar ao
crocodilo, um pouquinho mais evoluída, segundo enfatizam. Daí, passam, seguindo
o curso da grande cadeia de maravilhas, para certo animalzinho ao qual se tem
dado modernamente muita importância. Refiro-me de forma enfática aos lêmures.
Atribuem-lhe uma placenta discoidal, questão que é refutada pelos zoólogos .
Contradições gigantescas são encontradas nos recôncavos da falsa ciência, que
prossegue dizendo que os lêmures podem ter existido há uns 150 milhões de anos,
de quem descende por sua vez o macaco e por fim o gorila. Nessa fantástica
cadeia, o gorila é o nosso antecessor imediato, o predecessor do homem.
Alguns antropólogos, como dizia em minha primeira cátedra, não deixam de
encaixar nestes tempos ao pobre ratão e até querem incluí-lo nesta cadeia.
Como ?
De que maneira ?
Eles e suas teorias ! Afirmam com um tom de extraordinária sapiência que o
homem era diminuto, microscópico, isto é, tão pequeno que nos assombraríamos
hoje ao vê-lo.
Em que se baseiam ?
Em que o ratão é pequeno ?
Segundo eles, nós também somos filhos do ratão. Não sei em que parte o incluem,
se antes dos lêmures ou depois deles.
Divulgam que fomos crescendo até chegar à altura de uma grande civilização,
perfeita e extraordinária, como a que hoje temos. Nos dias atuais, desta grande
civilização, o ratão passa a ocupar os primeiros postos nas conferências
públicas. Se as coisas continuarem assim, dentro de pouco tempo o governo terá
de proibir a matança de ratões, pois, segundo eles, são nada menos do que nossos
antepassados.
Onde estão os elos ?
Como é possível que do esquilo, assim por assim, apareça da noite para o dia
ou através de uns quantos séculos o lagarto ?
Os milhões de anos passaram e os tubarões seguem tranqüilos. Nunca se viu, de
uma espécie de tubarão, seja no Atlântico ou no Pacífico, nascer novos lagartos.
Segundo me consta, os crocodilos ou caimões que conheço, se não estão demasiados
civilizados e andando pelas ruas inventando teorias, na realidade não se
encontram no mar e sim nos rios ou lagos.
Alguém conhece alguma espécie de lagarto que tenha surgido das embravecidas
águas do oceano ?
Bem sabe todo mundo que os lagartos são da água doce. Vimo-lo nos grandes rios;
isso me consta. Visitei os oceanos e nunca vi ou escutei de algum pescador que
se tenha apanhado um lagarto em pleno mar . Pescaram tubarões, porém lagartos...
quando ?
Estamos falando de fatos concretos, claros e definitivos.
Onde estariam os laços que ligariam o lagarto com o opossum ?
Onde estão os elos que ligam o opossum com os lêmures, os quais, desprovidos
de placenta, são assinalados por HAECKEL como uma criatura com placenta
discoidal ?
Prosseguindo, onde estariam os encadeamentos que uniriam os lêmures com o
antropóide ?
Onde estão os elos que relacionam o mono com o gorila e onde estão as
junções do gorila com o homem ?
Quais são ?
Estamos vendo exemplos precisos e observa-se que faltam pontos de conexão.
Falar assim porque sim, resulta demasiado absurdo. Comentou-se muito sobre a
monera, o átomo do abismo aquoso, primeira gota de sal em um oceano silúrico,
cheio de lodo no fundo e onde ainda não havia sido depositada a primeira camada
de rochas.
Mas, qual é a origem da monera ?
Porventura, poderia se conceber que algo tão extraordinário como o primeiro
ponto atômico do protoplasma, tão devidamente organizado e com uma
construção tão complexa, pudesse ser o resultado da sorte, do acaso ?
Entendo que ao se negar os PRINCÍPIOS INTELIGENTES da natureza, o protoplasma
perde todo o sentido de organização ! O tempo vai passando e com ele a
antropologia materialista irá sendo destruída pouco a pouco. Os antropólogos
materialistas até agora ainda não puderam dizer em que data e como surgiu o
homem. Hipóteses e nada mais, hipóteses ridículas, conjeturas que não têm
fundamentos sérios.
Muito se apela na antropologia materialista à AUSTRÁLIA. Resulta mui socorrida a
posição da antropologia oficial ao dizer que as tribos selvagens que vivem na
AUSTRÁLIA descendem do macaco. Cientificamente, isto cai por si só. Medidos os
cérebros e feitas as confrontações, vê-se que o cérebro do mais avançado gorila
não alcança a metade do volume do cérebro de um selvagem australiano. Faltaria
pois um ponto de união entre ambos.
Onde está esse elo ? Que o apresentem aqui para que possamos vê-lo.
Em minha primeira cátedra , dizia que eles, os senhores do materialismo
antropológico, afirmam de uma maneira eloqüente que não crêem senão no que vêem,
mas os fatos estão demonstrando sua falsidade. Estão crendo com firmeza em
hipóteses absurdas que jamais viram. Isso de atribuir, de dizer, que nós viemos
do tubarão, isso de estabelecer uma cadeia de caprichos, simplesmente por
parecências morfológicas, demonstra no fundo a superficialidade levada ao
extremo. Se escrevem isso, estão abusando demais da inteligência dos leitores.
Se falam e ensinam isso, tornam-se terrivelmente cômicos e até absurdos.
Que na LEMÚRIA os homens tenham se misturado com os animais, não o pomos em
dúvida. Daí resultaram não somente os símios, porém múltiplas formas monstruosas
que ainda hoje têm documentação, tanto no leste como no oeste do mundo.
Citaremos como exemplo certos símios lemurianos estranhos que poderiam servir de
mofa aos materialistas superficiais desta época, porém alguém tem de confirmar
com coragem o que é verdade. Quero me referir a uma espécie que existiu e que
tão rápido se punha em suas mãos e pés, como qualquer símio, como se erguia
sobre seus dois pés. Havia os de cara azul e os de cara vermelha. Foram o
produto do cruzamento de certos seres humanos com animais sub humanos do
mioceno, especialmente na era mesozóica. Encontramos referências a seu respeito,
sobretudo em papiros, códices, tijolos, em antigos monumentos e em manuscritos
arcaicos. Assim que foram múltiplas as formas simiescas que surgiram no velho
continente MU.
Porém, como teria surgido o homem ? De que maneira ? Até agora, todas estas
interrogações têm sido um verdadeiro enigma, um quebra-cabeças, para os
materialistas seguidores de DARWIN, HAECKEL; mesmo para os modernos
antropólogos.
Onde poderíamos achar a origem do homem ? Inquestionavelmente no próprio
homem.
Em que outro lugar ?
Agora, temos a AUSTRÁLIA concretamente.
O que dizem os antropólogos materialistas ?
Afirmam que as tribos australianas têm como ascendentes aos antropóides. Claro
que não podem provar isso, porém o afirmam, acreditam nisso. Vejam todos quão
paradoxais resultam esses senhores ! Os clãs australianos são os mais primitivos
que existem atualmente no mundo.
Qual seria a origem de tais famílias ?
Primeiro teríamos de saber qual a origem da AUSTRÁLIA. Ora, a AUSTRÁLIA é um
pedaço da LEMÚRIA, situada no oceano PACÍFICO, uma terra velha.
Onde estarão os antepassados dessas tribos ?
Falemos de seus corpos físicos. Obviamente, acharemos suas ossadas no fundo do
próprio PACÍFICO. São esqueletos de animais porque os clãs australianos são
misturas de homens e animais que passaram por muitas transformações e que
atualmente ainda existem. Teria de se observar tais famílias para se dar conta
de que se trata do cruzamento de habitantes da antiga LEMÚRIA com certos animais
da natureza. Na AUSTRÁLIA há lugares em que o corpo das pessoas têm cabelo tão
abundante que mais parece o pelo de animais. Isto dá uma base aparente para que
os senhores materialistas digam: Eis aí... são os filhos dos antropóides...
nossa teoria está demonstrada... Os antropólogos materialistas são terrivelmente
superficiais, não possuem maturidade no entendimento; trata-se de mentes em
estado de decrepitude, degeneradas, o que é muito lamentável.
Se queremos buscar a origem do homem, temos de conhecer a fundo a antogenia.
Observem os processos de recapitulação do ser humano no ventre materno. A
natureza sempre recapitula. Olhem uma semente, o germe de uma árvore, aí está
uma árvore em potencial. Só falta que se desenvolva. Para que progrida precisa
de água, terra, ar e sol. A natureza recapitula todos os processos da árvore que
serviu de pai nesse germe que se há de desenvolver. Em outros termos, diríamos
que a natureza recapitula nesse germe o que há de se desenvolver: os processos
pelos quais passou toda a família dessa árvore, toda essa espécie de árvores, as
quais vão se desenvolvendo lentamente e crescendo da mesma maneira que as outras
árvores ou que a árvore da qual se desprendeu o germe. Há um processo de
recapitulação folha por folha até que a árvore dá finalmente o seu fruto e a
semente para que outras árvores nasçam e continuem fazendo sempre as mesmas
recapitulações.
Observemos, que a natureza recapitula no cosmos todas as suas maravilhas. A cada
ano voltam a primavera, o verão, o outono e o inverno. É uma perfeita
recapitulação. Assim também, no ventre materno há recapitulação correta de toda
a espécie humana. Ali estão, no ventre humano, todas as fases pelas quais passou
o ser humano desde as suas mais antigas origens. Portanto, ninguém poderia negar
que o feto, no ventre, passa pelos 4 REINOS da natureza. Ele primeiro é pedra
(mineral), depois planta, por terceiro é animal e no final homem.
Como germe o corpúsculo é inorgânico. É o óvulo que se desprende do ovário e
vai se unir com a matéria orgânica. A circulação conduz o óvulo até o
próprio fundo da matéria para seu desenvolvimento.
No segundo aspecto, vemos o estado vegetal: uma espécie de cenoura, redonda
em sua base e pontuda na parte superior. Quando se a estuda clinicamente,
mais parece uma cebola com diversas capas entre as quais há um líquido
maravilhoso. Do umbigo dessa aparente cebola pende a possibilidade do feto
como o fruto de uma planta. Eis aí o estado vegetal.
Mais tarde aparece a forma animal. O feto assume o aspecto de um filhote de
rã e isto está completamente demonstrado.
Por fim, assume a figura humana.
As 4 fases, mineral, vegetal, animal e humana, foram recapituladas.
Conhecendo-se e analisando o exposto, concluiremos dizendo que a nenhum médico
consta ter visto nessas 4 fases do feto a forma do antropóide. Qual foi o
cientista que viu, durante o processo de recapitulação fetal, o feto tomar
alguma vez o aspecto de um gorila, de um orangotango, dos macacos catarríneos ou
dos platirrinos ? Portanto, o que a ciência materialista afirma é absurdo !
A origem do homem tem de ser procurada no próprio ventre da mulher. Nesses
processos de recapitulação está a origem do homem e as fases pelas quais passou.
Tampouco apareceu um tubarão no ventre de uma mãe !
Que houve com os lêmures antes mencionados e pelos quais HAECKEL se
apaixonou ?
Onde estão ?
Em que fase da gravidez aparecem ?
Porque esses senhores querem sair do correto ?
Porque não buscam a origem do ser humano no próprio ser humano ?
Porque buscam fora ?
Todas as leis da natureza existem dentro de cada um. Se não as encontramos em
nosso interior, muito menos no exterior.
Chegamos a um ponto delicado e bastante difícil: Que fomos PEDRA, PLANTA, ANIMAL
e HOMEM ! Isto está bem aceito, mas...
Quando ?
Como ?
Que causas primárias e secundárias governaram todos esses processos ?
Enigmas. Se os senhores materialistas não estivessem tão fanatizados com o dogma
da geometria tridimensional de EUCLIDES, isto poderia ser esclarecido. Tudo
seria diferente. Infelizmente, estão empenhados em querer que todos aceitem esse
artigo de crença. Querem nos manter engarrafados dentro desse fundamento. Isso é
tão absurdo como querer engarrafar a vida universal ou querer encerrar o oceano
dentro de um copo de vidro.
Que existe uma quarta vertical, uma quarta coordenada, isso é inegável, porém
incomoda aos materialistas. No entanto, EINSTEIN, que cooperou na fabricação da
bomba atômica, aceitou a quarta dimensão. Na matemática, ninguém pode negar a
quarta dimensão, porém, às pessoas materialistas desta época, nem sequer assim,
lhes entra este conhecimento de que pode existir outras dimensões superiores na
natureza. à força, querem que nos encerremos no mundo tridimensional de
EUCLIDES. Devido a essa falsa e absurda posição, a FÍSICA encontra-se totalmente
detida em seu avanço. Nesta época, já deveriam existir naves cósmicas capazes de
viajar através do infinito, mas isso não será possível enquanto a FÍSICA
permaneça embutida no dogma tridimensional de EUCLIDES.
Se esses senhores que até agora não foram capazes de responder às perguntas: de
onde surgiu o homem, em que data, como e quando, aceitassem a possibilidade de
uma quarta, quinta, sexta e sétima dimensões, tudo seria diferente. No entanto
estamos seguros que não a aceitarão jamais. Por que ? Porque suas mentes estão
em processo de franca degeneração devido ao abuso sexual. Nessas condições, não
é possível compreender as teses que nós expomos. Para entendê-las, teriam que
começar a regenerar o cérebro. Depois sim, aceitariam nossos postulados
gnósticos.
Pedra, planta, animal e homem; eis aqui a base de uma antropologia séria.
Pensemos agora na forma anterior ao estado humano, em nossos legítimos
antecessores. Inquestionavelmente, nos encontraríamos com a vida animal na
natureza, porém situada na quarta dimensão. Isto é chocante para o materialismo.
No entanto, eram os próprios materialistas que riam de LOUIS PASTEUR e suas
teorias, que mofavam dele, quando desinfetava os instrumentos cirúrgicos. Não
acreditavam nos microorganismos porque não os viam, mas hoje os aceitam.
Pode haver vida animal numa quarta coordenada ? Mas, claro que sim ! Haverá
algum método de comprovação ? É obvio que sim, porém são métodos bem diferentes
dos da falsa ciência, já que esta se encontra num estado retardatário.
Quem tem estes processos e sistemas ? Nós os temos e com muito prazer os
ensinamos àqueles que querem de verdade investigar no terreno da ciência
pura.
Houve vida animal na quarta coordenada ? É lógico que houve.
Houve vida vegetal na quinta coordenada ? Naturalmente houve !
Houve vida mineral na sexta coordenada ? Sim... mas, esclareço: a vida
mineral na sexta, a vida vegetal na quinta e a vida animal na quarta, de
modo algum se pareciam à vida animal, vegetal ou mineral deste mundo
meramente físico.
Que mais tarde essa vida mineral, vegetal e animal se condensou neste globo
terrestre de matéria tridimensional, não o negamos; isso se fez através de
milhões de anos.
Como poderíamos definir de alguma maneira os processos evolutivos
preliminares da natureza ?
Esta questão foi devidamente traçada por GOTTFRIED WILHELM LEIBNITZ. Refiro-me
às MÔNADAS, PRINCÍPIOS INTELIGENTES da natureza ou jibas. Por certo que entre a
monera atômica de HAECKEL e o zaristripa de MANU, o jiba dos hindus ou a mônada
de LEIBNITZ há um enorme abismo. A monera atômica de HAECKEL está muito longe do
que é a verdadeira MÔNADA ou PRINCÍPIO DE VIDA.
É certo e de toda verdade que as chispas virginais ou simplesmente as mônadas de
LEIBNITZ evoluíram no reino mineral durante a época das grandes atividades da
sexta dimensão. As mônadas evoluíram também no reino vegetal na quinta dimensão
e depois avançaram para o estado animal na quarta dimensão. Isto é
inquestionável. Essas dimensões da natureza poderão ser vistas no futuro com
aparelhos de alta precisão ótica, Porém, enquanto não chega este dia, podemos
estar seguros que nós, os antropólogos gnósticos, teremos de suportar a mesma
zombaria que PASTEUR teve de agüentar quando falava dos micróbios. Mas, chegará
o momento em que essas dimensões serão perceptíveis através da televisão e então
estas sátiras terminarão.
Por agora, como já lhes disse, tenta-se transformar as ondas sonoras em imagens
e quando isto se verificar, todos poderão ver os processos evolutivos e
involutivos da natureza. Então, o anticristo da falsa ciência ficará despido
diante do veredicto solene da consciência pública.
Quanto ao organismo humano, vemos que um princípio é invisível; que a simples
vista não se vê nem o óvulo nem o zoosperma, quando começam o processo da
concepção, quando a célula primitiva começa a ser germinada.
Quem poderia supor que de um zoosperma e de uma célula fertilizada pudesse
sair uma criatura ?
Por acaso, se vê a simples vista ?
Sabe-se que existem pelo microscópio , é claro. Assim que, tornando em fatos
concretos, as mônadas que passaram pelo reino mineral na sexta dimensão são as
mesmas que passaram pelo reino vegetal na quinta e pelo animal na quarta. Foi
precisamente no final da quarta dimensão que apareceu certa criatura semelhante
ao antropóide. Não era um gorila, um chimpanzé ou algo similar. Ao se aproximar
a época de atividade para o mundo tridimensional, tal forma sofreu algumas
mudanças e várias metamorfoses, iguais às que sofreu o planeta Terra, tendo
finalmente se cristalizado na figura humana.
Tenha-se em conta que a morfologia das criaturas humanas e da natureza muda
conforme passam os séculos. Inquestionavelmente, a morfologia humana surgiu de
acordo com a idade protoplasmática da nossa Terra para vir ter realmente
existência. Assim passou pelos períodos hiperbóreo, lemuriano e atlante,
alterando-se um pouco até os dias atuais.
As criaturas que nos precederam, a antiga raça humana, como o testemunham as
tradições do antigo MÉXICO e de diferentes países, foram gigantes e com o tempo
perderam estatura até serem o que atualmente são.
A seguir continuaremos explicando as quatro etapas, mineral, vegeta, animal e
humana, exclusivamente dentro da zona tridimensional de EUCLIDES neste mundo
chamado Terra. Estou seguro, completamente seguro, que tudo isso ficaria
convertido em novos enigmas, sem solução alguma, se, à medida que nos
aprofundássemos nestes temas, depois do fracasso da antropologia materialista,
não pudéssemos dar a data, o como, o quando e o porque surgiu o ser humano. Hoje
em dia, não há outra saída para os cientistas além da de aceitar a crua
realidade das dimensões superiores da natureza e do cosmos. Que o neguem ! Têm
todo o direito de negar. Que riam ! Já se disse: quem ri do que desconhece está
a caminho de se tornar idiota.
À medida que o tempo vá transcorrendo, a ciência materialista irá ficando
despida diante das novas descobertas. Cada dia se afundará mais e mais dentro do
poço de sua própria ignorância. Isso do NOÉ pitecóide com seus três filhos
bastardos: o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo, serve
muito bem para um MOLIERE e suas caricaturas. Na verdade, não temos nada de
pitecóide em nosso sangue e até agora os fatos têm falado por nós.

samael aun weor


3ª cátedra

A origem do animal intelectual

Chegou a hora de se fazer certas análises com relação ao homem. Em nome da
verdade, tornamos a afirmar que a antropologia meramente materialista nada sabe
sobre a origem do homem. Em CÁTEDRAS passadas, fizemos alguns estudos sumários;
agora vamos nos aprofundar um pouco mais nesta questão.
Pensemos por um momento nos tempos mesozóicos do nosso mundo, na era dos
répteis. Na verdade o homem já existia antes. Claro que a antropologia
materialista o nega. Mas, na verdade, a antropologia meramente profana
desconhece a origem real do ser humano. A antropologia materialista não quer que
o homem exista antes da era quaternária; nega-lhe a possibilidade de ter
existido durante o período cenozóico, o que resulta manifestamente absurdo. No
entanto, há coisas que deixam alguém pensando:
Por que certas espécies como o plesiossauro e o pterodáctilo puderam
sobreviver durante tanto tempo e no fim morreram, deles sobrando nada mais
do que restos em alguns dos principais museus ?
Apesar de essas espécies terem falecido, terem se extinguido da superfície
da Terra, como o homem seguiu existindo ?
Por que se extinguiram todas as espécies da era mesozóica ?
Como é que os seres humanos não se extinguiram ?
Tantas espécies desapareceram e os seres humanos continuam vivos, como é
isto ?
Que explicação poderia dar a ciência materialista ? É lógico que não dá
nenhuma.
Obviamente, a espécie humana deveria ter desaparecido. Se os seus contemporâneos
da era quaternária, bem como os da terciária desapareceram, também os seres
humanos deveriam ter sido eclipsados da face ta Terra, porém continuam.
Isto nos permite inferir a existência do ser humano bem antes da era quaternária
e ainda bem antes da época dos répteis ou da idade carbonífera. Temos o direito
de discutir a existência dos seres humanos em tempos que estão além do período
mesozóico. Tal direito confere-nos precisamente o fato concreto de que todas as
espécies da era terciária e quaternária hajam desaparecido e, no entanto, seu
contemporâneo, o homem, prossiga sua existência.
Se as outras espécies se esfumaram, por indução devemos dizer que o animal
intelectual chamado homem, por não ter desaparecido deve ter existido além da
era mesozóica e da idade carbonífera. Os fatos o estão demonstrando; fatos são
fatos e diante deles temos de nos render.
Uma coisa é terrivelmente certa; a BÍBLIA fala-nos, por exemplo, de serpentes
voadoras e JÓ cita ao LEVIATÃ. O ZOHAR afirma de forma enfática que a serpente
tentadora do EDEN era um camelo voador. Não será demais recordar que na ALEMANHA
se encontrou uma espécie de camelo voador. Refiro-me aos restos fósseis que
puderam ser perfeitamente organizados pelos antropólogos. Tem 78 pés de altura,
é gigantesco, possui um pescoço comprido semelhante ao dos camelos e está
provido de asas membranosas. Quando se observa o corpo daqueles restos fósseis,
pode-se evidenciar que, na verdade, se trata de uma serpente voadora, semelhante
ao camelo quanto ao seu longo pescoço.
Seria, talvez, o LEVIATÃ ?
Que diriam a respeito os antropólogos ?
Obviamente, esse sáurio ou, melhor diríamos, mosassauro é no fundo unicamente o
que sobrou daquilo que foram as serpentes voadoras dos tempos arcaicos da nossa
TERRA. Concluiremos dizendo que o mosassauro tem mais relação com os ofídios do
que com os lacertílios.
Aprofundemo-nos na questão. Há muitos aspectos nesse campo da antropologia. Na
BIBLIOTECA IMPERIAL DE PEQUIM havia umas pinturas nas quais se observava alguns
plesiossauro e alguns pterodáctilos. Perguntamos:
Como é possível que os antigos, que nada sabiam de paleontologia ou de
paleontografia conhecessem espécies já extintas da época dos répteis ?
O antes exposto seria algo sem explicação se não fosse a possibilidade de o
cérebro humano poder desenvolver certas capacidades e faculdades do tipo
transcendental. Faculdades que permitem o estudo da história da natureza e do
homem, no fundo mesmo das memórias que jazem ocultas em tudo que é, foi e será.

Na realidade, na verdade, meus estimados amigos, temos de saber que o homem
atual de modo algum é o homem real. Na única coisa que poderíamos estar de
acordo com os antropólogos profanos, é na questão do animal intelectual. Que
este venha desde a era quaternária ou dos finais da era terciária é algo que
de modo algum negaríamos.
Antes de tudo, convém se fazer uma plena diferenciação entre o HOMEM e o ANIMAL
INTELECTUAL. O homem verdadeiro existiu antes da idade carbonífera e dos tempos
mesozóicos. Esse homem verdadeiro viveu na época dos répteis, também.
Infelizmente, alguns desses seres humanos autênticos degeneraram terrivelmente
no final da era terciária, durante o mioceno. Misturaram-se absurdamente, como
já foi por mim dito, com alguns animais selvagens e desse cruzamento resultaram
certos símios gigantescos. Por sua vez, esses espécimes misturaram-se com outras
bestas subhumanas e disso tudo resultaram os macacos que conhecemos e certas
evoluções de alguns tipos de humanóides.
Tais humanóides seguiram se reproduzindo incessantemente durante a era
quaternária. E também, depois, nesta época em que nos encontramos. Esses
humanóides são, pois, a humanidade atual, mistura de homens autênticos com
animais da natureza. Agora sim, se poderá ver a diferença que há entre os homens
reais da primeira, segunda e terceira raças e os animais intelectuais da quarta
e quinta raças, sendo esta última a em que nos encontramos. Mas, não devemos
desanimar por causa disso. Os germes para o retorno ao homem estão nas glândulas
sexuais; não há quem não os carregue, posto que são o resultado do homem com o
animal.
Se o homem contém tais germes, existe a possibilidade de que se eleve ao
verdadeiro estado humano. Isso sim... Há que se trabalhar com esses germes. Há
que se conhecer os mistérios do sexo para se poder criar o homem autêntico
dentro de cada um.
Infelizmente os antropólogos materialistas crêem que são homens. Desconhecem
completamente os mistérios do sexo e inventam múltiplas teorias sobre a origem
da humanidade. Nenhuma dessas teorias pode dar resultados úteis. Penso que todas
as especulações dos antropólogos estão causando um dano gravíssimo aos povos. É
lamentável que a antropologia materialista esteja corrompendo a raça humana, que
já está bastante degenerada e com essas fantasias, a cada dia se degenera mais.
Nós, como gnósticos antropólogos, temos de julgar severamente aos antropólogos
materialistas, esses que dizem só acreditar no que vêem e no entanto estão a
crer no que não viram, em utopias tão absurdas quanto aquela de que somos filhos
do ratão ou a de que nosso antepassado mandril foi um elegante cavalheiro. Temos
de procurar a origem desta 5ª RAÇA humana a qual pertencemos pela CACHEMIRA,
pelo PLANALTO CENTRAL DO TIBETE, pelo EUXÍMIO, etc.
Não quero afirmar que as regiões citadas tenham sido o único berço da raça
atual, porém, em nome da verdade, há que se dizer que tais lugares da Terra
foram muito importantes para a origem da raça humana. Refiro-me especificamente
às pessoas da 5ª RAÇA.
Existiram 5 raças no mundo que correspondem a 5 épocas diferentes. Em Primeiro
lugar vem a raça protoplasmática, depois os hiperbóreos, segue-se os lemurianos,
os atlantes e por fim vem a nossa raça ariana. Nós iremos desenvolvendo através
destas CÁTEDRAS a história de cada raça, ainda que de forma rápida, juntando uma
descrição dos cenários dos quais se desenvolveram. Agora, limito-me a dizer que
os homens da 1ª RAÇA moravam na calota polar norte, na ILHA SAGRADA. Naqueles
tempos, a calota polar norte ocupava a zona equatorial.
Inquestionavelmente, a forma de vida daquela raça era bem diferente da atual e
sobretudo, a antropologia materialista nada conhece dela. Ainda mais, estas
afirmações em nada concordam com a famosa PANGAEA ou GRANDE CONTINENTE
PRIMITIVO. Portanto, ao fazermos tais declarações, nos expomos à zombaria dos
antropólogos profanos. Eles desconhecem totalmente a mecânica celeste. Não sabem
que existe um processo de revolução dos eixos terrestres. Pensam que a TERRA
manteve sempre a mesma posição com relação ao SOL. É óbvio que por tal motivo
inventaram a sua PANGAEA, posto que lhes resulta mais cômodo do que estudar
astronomia.
Os hiperbóreos viveram nessa ferradura que rodeia o polo norte. A INGLATERRA e
até a IRLANDA pertenceram às terras dos hiperbóreos. Também fazia parte, o
ALASCA, pois que todas essas regiões formam uma ferradura em torno da calota
polar norte.
A LEMÚRIA existiu mais tarde, no oceano PACÍFICO; era um enorme continente que
cobria toda a área do PACÍFICO.
Quanto à ATLÂNTIDA, esta existiu depois no local onde está o oceano que leva
seu nome.
Portanto, a fisionomia do globo terrestre mudou muitas vezes. Cinco aspectos ou
cenários teve o mundo, nos quais se desenvolveram cinco raças. Não podemos
aspirar a que os senhores da antropologia materialista aceitem tudo isto.
Inquestionavelmente é algo impossível porque eles pensam que sabem tudo, quando
não somente ignoram, como ainda, isto é o pior, ignoram que ignoram.
Os sequazes do absurdo propõem-se a atacar a gênese bíblica. Em seu afã
anticlerical, inventaram essas especulações que abundam por aqui e acolá. Não
querem sequer entender o que significa a palavra EDEN. Em sua etimologia,
embasada numa raiz grega que a explica, EDEN significa VOLUPTUOSIDADE. Assim,
pois, EDEN quer dizer VOLUPTUOSIDADE.
O EDEN é o próprio SEXO. Toda a GÊNESE da BÍBLIA é uma obra de alquimia que nada
tem a ver com relatos históricos.
Aquele EDEN que outrora se situou na MESOPOTÂMIA, entre o TIGRE e o EUFRATES,
converteu-se mais tarde, na escola dos magos da CALDÉIA, os ALEIM. Esse EDEN tem
alguma relação com o famoso ADI-VARSHA dos antigos lemurianos e até com o JARDIM
DAS HESPÉRIDES do continente atlante.
O EDEN é o SEXO, mas isto os antropólogos do materialismo jamais aceitariam e
muito menos os grandes MISTÉRIOS SEXUAIS DA CALDÉIA, da ÍNDIA, da BABILÔNIA, do
MÉXICO e do EGITO.
Na LEMÚRIA a reprodução efetuava-se pelo sistema de KRIYASHAKTI. Isto ocorreu
durante o mesozóico, muito antes de a raça humana cair na geração animal. Bem
sabemos nós que esta raça caiu no período terciário, ou seja, na época do
mioceno. Os verdadeiros homens da era mesozóica reproduziam-se por KRIYASHAKTI,
o poder da vontade e da inteligência. Eles eram homens legítimos e seu sistema
de reprodução não seria aceito modernamente pelos animais intelectuais. O
KRIYASHAKTI, o sistema de reprodução dos homens verdadeiros, é um sistema
sagrado que causaria riso e repulsa entre os antropólogos materialistas;
sentir-se iam como que ofendidos.
Nessa época, o sexo era considerado sagrado e jamais se ejaculava o esperma
santo. O esperma era considerado como matéria venerável. Um único esperma que
escapasse tornava a matriz fecunda. A raça humana possuía ingentes poderes e
faculdades extra-sensoriais que lhes permitiam conhecer as maravilhas do
universo e do cosmos. Por isso, diz-se que viviam em estado paradisíaco. Porém,
quando o homem caiu na geração animal, isto é quando começou a ejacular a
entidade do sêmen, precipitou-se na involução. Isso aconteceu na terceira parte
do eoceno. Foi nessa época que o homem caído chegou a se misturar com animais.
Daí nasceu o animal intelectual.
Definitivamente o animal intelectual não poderia jamais aceitar o sistema de
reprodução por KRIYASHAKTI precisamente por sua condição animal. O sistema
KRIYASHAKTI não é para animais intelectuais e sim para homens. Trata-se de dois
reinos bem diferentes. Assim, que, na realidade, não surpreende a nós que os
animais intelectuais da antropologia materialista repilam este sistema de
reprodução.
Como quer que, apesar de tudo, os germes do homem estão em nossas glândulas
endócrinas, é óbvio que, se trabalharmos com o sistema de KRIYASHAKTI, poderemos
regenerar o cérebro e desenvolver dentro da natureza fisiológica e
psicossomática ao homem real, ao homem verdadeiro. Porém, repito, isto não
agrada aos animais intelectuais.
A GNOSE difundiu por todas as partes os MISTÉRIOS DO SEXO. Se bem que o
gnosticismo universal tenha aceitado o sistema de reprodução por KRIYASHAKTI,
também não é menos certo que milhões de animais intelectuais o rechaçaram e não
podemos criticá-los, posto que são isso: animais intelectuais, produto da
relação sexual de certos homens que degeneraram na época terciária com animais
da natureza.
Como poderia esse produto de homens e animais aceitar um sistema sexual que não
lhes pertence. Impossível ! Assim que, vale a pena refletirmos um pouco.
Vamos agora entrar num tema bastante importante a fim de que reflitam sobre ele.
Afinal de contas...
de onde surgiram as espécies vivas ?
De onde surgiu esta natureza ?
Porque teríamos de aceitar as utopias materialistas ?
Porque teríamos de aceitar o dogma da evolução ?
Porque temos de viver num mundo de hipóteses ?
Chegou o momento de nos aprofundarmos um pouco nesta questão.
Em minha 2ª CÁTEDRA, disse que a espécie humana havia se desenvolvido em outras
dimensões. Afirmei também que os senhores materialistas não aceitavam as
dimensões superiores. Eles querem manter-nos à força no dogma tridimensional de
EUCLIDES; são como o porco que a todas as horas quer estar na pocilga e não quer
saber de nada que não se pareça com ela. Porém, nós não aceitamos dogmas. A eles
não lhes consta todas as crenças que afirmaram, como a de que o homem venha do
macaco. DARWIN nunca disse que o homem vinha do macaco. Ele apenas afirmou que o
homem e o macaco tinham um antecessor comum, logo DARWIN abriu uma porta, nada
mais.
CHARLES ROBERT DARWIN nunca se conformou com o relato bíblico da criação, pois
DEUS aparecia como um castigador dos não crentes. No entanto, não quis que MARX
lhe dedicasse a edição inglesa de O CAPITAL porque não desejava que seu nome
ficasse vinculado aos ataques à religião. Não obstante, ele sempre conservou uma
fé vaga na divindade. Nos estados de dúvida extrema, nunca foi ateu, isto é: "
Nunca neguei a existência de um DEUS", declara em sua auto biografia. Sentia
horror por tudo que fizesse sofrer a outrem. Não admitia o sofrimento que o
patrão infligia ao escravo ou um homem a um animal. Dito horror foi uma das
causas que o levaram a abandonar a religião. DARWIN não era materialista;
investigava. Ele apenas abriu uma saída. Isso é tudo.
A nós cabe aproveitar essa porta e mergulhar no mistério. Se tudo o que há até
agora são hipóteses, como diz HAECKEL: " Quem na verdade assegura de forma
enfática que a geologia ou a filogenia sejam ciências exatas ? "
Se as teorias de um dia desaparecem no outro, se os senhores estão afirmando o
que nunca viram, se estão mentindo dessa forma, então não podemos nem devemos
dar-lhes crédito. Portanto, temos que apelar à sabedoria dos antigos ensinada
pelo GNOSTICISMO. Que a raça humana tenha se desenvolvido em outras dimensões,
isso é um impossível para a ciência materialista, porém uma realidade para os
GNÓSTICOS.
Se os antigos sábios podiam falar do plesiossauro, se podiam mencionar a
diferentes feras da época dos répteis primitivos e ainda mais do período
carbonífero sem saber de paleontologia e de paleontografia, sem ter esse jargão
na cabeça, é porque possuíam faculdades extraordinárias, que podem ser
desenvolvidas e que residem no cérebro humano.
Os antropólogos materialistas poderiam afirmar que já conhecem o cérebro humano
? É óbvio que não ! Ademais, afirmo que nem a ciência médica conhece o corpo
humano. Acreditam que conhecem, porém não o conhecem.
Mas enfim:
Qual é a origem da humanidade, da terra, das raças e da natureza ?
De tudo o que foi, é e será ?
Isto é o que temos para refletir agora.
Que nos dizem os NAHOAS sobre o OMEYOCAN ?
O que é o OMEYOCAN ?
Diz-se que no OMEYOCAN só há vento e trevas. Assim afirmam os NAHOAS. Chama-se o
OMEYOCAN, devido ao vento e às trevas, também de YOALLI EHECATL e isto nos deve
convidar a refletir.
Que nos diria o mundo oriental sobre o OMEYOCAN, os eruditos do nosso país e
os ocidentais ?
Uma vez estive falando sobre o que é a matéria em si mesma. Disse que sua forma
podia ser destruída, mas que como substância a matéria continuava em outras
dimensões e que, por fim, a Terra, a substância ou o germe da Terra era
depositado no espaço profundo do universo, na dimensão ZERO desconhecida. Também
afirmei que essa substância era o ILIASTER. A semente ficaria depositada nas
profundezas do espaço infinito esperando a hora de uma nova manifestação
cósmica. Assim como quando morre uma árvore, fica sua semente e nela estão todas
as suas possibilidades para um novo desenvolvimento, para uma nova árvore.
Quando um mundo morre, resta uma semente ou matéria homogênea, insípida,
incolor, inodora e insubstancial depositada no seio da eterna MÃE do espaço.
Essa semente, com relação ao UNO é DUAS. Não devemos esquecer que para se ser "
1 " se precisa ser " 2 " e que o UNO se sente DOIS. Essa Terra caótica,
primitiva é o germe do mundo; depositado na MÃE ESPAÇO é o OMEYOCAN, um
verdadeiro paraíso que durante o tempo de inatividade vibra felicíssimo.
Chama-se também de YOALLI EHECATL ao OMEYOCAN, devido ao vento e às trevas e
também porque EHECATL é o Deus do Movimento Cósmico, o Deus do Vento. YOALLI
EHECATL, o grande movimento cósmico do OMEYOCAN, é o lugar onde reina a
autêntica felicidade do mundo, felicidade profunda e inesgotável.
Há dias e noites cósmicas. Quando a Terra está em estado germinal, quando um
mundo qualquer se encontra em estado de germe, depositado no seio do espaço
profundo, dorme e sendo " 2 ", é " 1 ". Depois de um certo período de
inatividade, o impulso elétrico, o furacão elétrico, faz com que os aspectos
positivos e negativos entrem em atividade. Por isso, se diz que, no OMEYOCAN,
há ventos e trevas . Não queremos dizer trevas no sentido corrente da palavra.
Usamos uma forma alegórica de falar. Recordemos que nos Mistérios Egípcios, os
sacerdotes aproximavam-se do neófito e diziam-lhe no ouvido: " OSIRIS é um DEUS
NEGRO ". Não que fosse negro; acontece que a luz do espírito puro, a luz da
grande realidade, é trevas para o intelecto. Por isso, se diz que, no OMEYOCAN,
só há trevas e vento, isto é, movimento cósmico, de onde emana a luz incriada e
de onde desabrocha o movimento universal representado por EHECATL.
No OMEYOCAN, amontoa-se a quietude infinita antes da manifestação do LOGOS
SOLAR, a unidade múltipla perfeita. O LOGOS SOLAR, na sagrada terra de ANAHUAC,
sempre foi chamado de QUETZALCOATL. QUETZALCOATL como LOGOS existe,
indubitavelmente muito antes de qualquer manifestação cósmica. O OMEYOCAN é o
umbigo do universo, onde o infinitamente grande rebenta no infinitamente pequeno
através de recíprocos remoinhos que vibram e palpitam intensamente. Lá o grande
e o pequeno se encontram, o MACROCOSMOS e o MICROCOSMOS se encontram.
Com a aurora do universo, o furacão elétrico faz com que os átomos palpitem na
forma de remoinho dentro do OMEYOCAN, dentro do umbigo do universo, dentro da
matriz cósmica que é o 2. No OMEYOCAN, o TLOQUE NAHUAQUE é tempestade noturna de
todas as possibilidades. Quando o movimento elétrico, o furacão elétrico, o
torvelinho elétrico faz girar todos esses átomos dentro da matéria caótica,
persiste todas as possibilidades da vida universal. Assim o escreveram sempre os
melhores autores de COSMOGÊNESE .
O OMEYOCAN, o SENHOR DA NOITE, o negro TEZCATLIPOCA, nega-se, rebenta-se em luz
e nasce o fecundo universo que QUETZALCOATL, o LOGOS SOLAR, maneja. TEZCATLIPOCA
representa a LUA e ao DEUS-MÃE em seu aspecto feminino. O OMEYOCAN é
precisamente isso, o DEUS-MÃE, a matriz do mundo. Por isso, se diz que
TEZCATLIPOCA explode em luz e a mãe incha como flor de lótus. Finalmente, nasce
o universo que de fato o LOGOS fecunda. Em NAHUATL diz-se que QUETZALCOATL então
dirige e maneja esse universo que surge para a existência.
O LOGOS, a UNIDADE MÚLTIPLA PERFEITA, é radical, mas mesmo assim, desdobra-se em
49 fogos para trabalhar com o nascente universo. Inquestionavelmente, o LOGOS
QUETZALCOATL quem dirige este universo, a consciência cósmica governando,
dirigindo, o que é, foi e será...
Estou perfeitamente seguro que a antropologia oficial não aceitaria esta
concepção de QUETZALCOATL. Não temos dúvida de que a antropologia materialista
repele ao LOGOS, o qual se encontra na tradição mexicana. Eles não querem nada
com a sabedoria do MÉXICO. A antropologia materialista ao rechaçar a
QUETZALCOATL como verdadeiro governante do universo coloca-se de fato contra o
próprio MÉXICO.
Assim que, meus queridos amigos, vale a pena que reflitamos um pouco. Tampouco
convém que formemos do senhor QUETZALCOATL uma concepção antropomórfica, não !
Repito: QUETZALCOATL é uma unidade múltipla perfeita; ele é o DEMIÚRGO dos
gregos ou LOGOS de PLATÃO. o PRINCÍPIO INGENTE DA NATUREZA fazendo vibrar a cada
átomo, fazendo estremecer a cada átomo. Ele é o fogo criador do primeiro
instante.
Os sequazes do materialismo antropológico jamais poderiam assegurar que conhecem
o fogo. Não o conhecem e muito menos a eletricidade. A nós nos interessa o fogo
do fogo e o conhecimento profundo da eletricidade.
Eles julgam e consideram o fogo como sendo um produto da combustão, mas se
enganam. Na verdade, se esfregamos um palito de fósforo, vemos que surge o fogo.
Dirão eles que isso é produto da combustão. Não senhor ! A combustão é que é um
produto do fogo. A mão que risca o fósforo tem fogo para se movimentar e mesmo o
fogo está latente dentro do próprio fósforo. Basta que se elimine o envoltório
de matérias químicas do palito, mediante a fricção, para que surja o fogo. O
fogo existe antes de o palito de fósforo ser aceso e isto é algo desconhecido
para a química. O fogo em si mesmo é o LOGOS, O PRINCÍPIO INTELIGENTE
FUNDAMENTAL da natureza.
Que conste que nós jamais defenderíamos a um deus antropomórfico, o qual tanto
desagrada aos materialistas ! Não ! Nós estamos unicamente dando ênfase ao que
dizemos: que a natureza tem PRINCÍPIOS INTELIGENTES e que a soma deles é
QUETZALCOATL, o DEMIURGO dos gregos, o LOGOS dos platônicos, a unidade múltipla
perfeita latente em todo átomo, em todo corpúsculo que vem à vida e em toda a
criatura que existe sob o SOL.
Não resta a menor dúvida, queridos amigos, que o monoteísmo causou um grande mal
à humanidade, porque em conseqüência dele apareceu i materialismo e o ateísmo.
Digo também que o politeísmo, levado ao extremo, causou por sua vez um grande
mal, porque dele surgiu o monoteísmo e do monoteísmo apareceu o ateísmo
materialista. O politeísmo, tendo degenerado, deu origem ao monoteísmo
antropomórfico e deste, devido aos abusos dos vários cleros religiosos,
frutificou o materialismo.
Se nós aceitamos PRINCÍPIOS INTELIGENTES na natureza e no cosmos, como
fundamento de toda a maquinaria da relatividade, não desconhecemos que, no
fundo, A VARIEDADE É UNIDADE.
Conceituo que num futuro próximo a humanidade terá que voltar ao politeísmo, mas
de uma forma monística transcendental. Deverá se equilibrar, do ponto de vista
espiritual, entre o monoteísmo e o politeísmo. Somente assim poderá ser iniciada
uma renovação de princípios e uma revolução completa da consciência.

samael aun weor



4ª cátedra

mAis absurdos da antropologia materialista

Antes de tudo, convém saber que os antropólogos não falam de três épocas
importantes :
O período PALEOZÓICO
O Período MESOZÓICO
O período CENOZÓICO
Afirmam eles de forma enfática que durante o período paleozóico existiram apenas
sobre as águas da vida os primeiros seres unicelulares, os microorganismos, os
moluscóides, os moluscos, peixes e os primeiros répteis. Os antropólogos
materialistas afirmam isso com uma segurança incrível, como se eles tivessem
estado presentes nas épocas arcaicas, como se tivessem podido ver, cheirar,
tocar e até ouvir ao que aconteceu naquelas idades.
No entanto, como já foi dito em passadas CÁTEDRAS, os antropólogos do
materialismo afirmam sempre que não crêem senão no que vêem, que jamais
aceitariam o que não viram com seus olhos ou não tocaram com suas mãos. Ainda
que tenha de reiterar várias vezes, declaro que tal afirmação é absurda e
completamente falsa, porquanto eles estão crendo em coisas que nunca viram e
estão divulgando suposições falsas de uma maneira absolutista.
Quando viram a era primária ?
Quando estiveram presentes no período paleozóico ?
Viveram no período mesozóico ?
Por acaso existiram no cenozóico ?
Estão afirmando meras hipóteses que não lhes consta. Afirmam o que nunca viram e
no entanto julgam-se eminentemente práticos.
Nunca viram o período paleozóico ! Que sabem dele, das formas de vida que
existiram nessa primeira idade, dos acontecimentos dessa época arcaica do nosso
mundo ? Falam também do período mesozóico, a época dos grandes répteis
antediluvianos. Nós não negamos que os répteis tenham existido na Terra. É claro
que houve a época dos répteis; foi um fato. Que nossa Terra esteve povoada por
enormes répteis é inegável ! Recordemos o estegossauro, o palesiossauro, o
pterodáctilo, etc.
Todos esses sáurios foram realmente gigantescos, enormes, monstros que tinham
uma e até duas quadras de tamanho. Porém consta aos senhores da falsa ciência
ter visto todos os répteis do período mesozóico ? Como se reproduziam ? Como
viviam ? Foram testemunhas disso ?
Depois vem o período cenozóico. Diz-se que muitos répteis evoluíram até o estado
de mamíferos. Assegura-se que dos primatas vieram os hominídeos, antecessores do
animal intelectual equivocadamente chamado homem. Não há dúvida, dizem eles, que
dos primatas nasceram os hominídeos que deram origem ao homem e, por outro lado,
àquele ramo dos grandes gorilas, chimpanzés, etc. Ao falarem assim, praticamente
colocam-se ao lado de DARWIN.
Bem sabemos que DARWIN de modo algum declara que o homem descenda do macaco.
Apenas esclarece que o homem e o macaco têm um antecessor comum. Os antropólogos
do materialismo dizem que esse antecessor comum são os primatas. Que dos
primatas nasceram os primeiros homonídeos e também os grandes símios do período
que poderíamos chamar de cenozóico. Assim, pois, é como arranjam suas teorias
para que de alguma maneira coincidam com os planejamentos de DARWIN. Mas...
Será que esses primatas existiram ?
Os antropólogos viram alguma vez aos primeiros hominídeos ?
Poderiam jurar que desses hominídeos nasceram, por um lado símios
gigantescos e por outro homens ?
Poderiam provar que dos primatas tivessem nascido os hominídeos que são os
antecessores do homem ?
Será que se atreveriam a dizer que desses primatas nasceram todas as
espécies de gorilas e chimpanzés gigantes que povoaram a superfície da Terra
em épocas arcaicas ?
Que sabem disso os senhores do materialismo ?
Por outro lado HAECKEL, como sempre com suas teorias atribui ao humanóide atual
umas 17 ou 18 genealogias. Que estas provém de marsupiais, de didelfos
mamíferos... e fala com tanta segurança como se de fato o tivesse visto. Estão
acreditando em utopismos fantasmagóricos da mente que não têm demonstração
alguma. Os mamíferos, os marsupiais e todas essas genealogias de HAECKEL
resultam tremendamente absurdas. Entre as genealogias, os antropólogos não
descartam os famosos lêmures com placenta discoidal. Mas...
Onde está a placenta dos lêmures ?
Nos tempos atuais afirma-se que viemos dos lêmures e não faltam por aí certos
pseudo-sapientes que apregoam que nosso antecessor é o ratão.
Sabemos muito bem, por tradições antigas, que a raça humana esteve formada pelos
gigantes da ATLÂNTIDA, da LEMÚRIA, da raça HIPERBÓREA e da raça POLAR. Para
fazer essas aceverações de que somos descendentes do ratão tem de haver uma
excessiva ignorância. Nem mesmo o ratão era tão peque no ana ATLÂNTIDA como o é
agora ! Dizer que o ser humano era pequenino e que foi crescendo, afirmar que é
de baixa estatura porque é filho do ratão, resulta no fundo espantosamente
ridículo.
Estamos vendo como esses cínicos do materialismo se movimentam. Tão logo dizem
que somos oriundos dos primatas como já dizem outra coisa. Quando se cansam do
irmão ratão, apelam para o irmão mandril devido a que o pobre animal tem as
nádegas vermelhas. Que ignorantes são esses pseudo-antropólogos !
" Foram eles que precipitaram o mundo pelo caminho da involução e da
degeneração. São eles os que estão degenerando a humanidade, os que estão
tirando delas os princípios e valores espirituais eternos ".
Quando se tira do ser humano os valores espirituais eternos, ele degenera
espantosamente. São eles que mandam seus sequazes, os velhacos do materialismo,
ensinar à gente do campo todas essas tolices. Eles converteram-se nos
instrutores dos pobres seres que vivem nas cidades. Poderíamos considerá-los
como corruptores de menores porque corrompem à gente humilde do campo com seu
grande desenvolvimento de falácias. São eles que danificam a mente dos homens.
São eles que estruturam os planos educacionais e que deles excluem tudo o que
tenha sabor de espiritualidade. Eles não têm base suficiente para se
pronunciarem contra os ensinamentos místicos da humanidade!
Asseverar que viemos do mandril, do ratão ou dos primeiros primatas da época
cenozóica é por demais ridículo !
Os senhores materialistas riem-se do Pai de MANU, de quem se originou toda a
raça humana, tanto no norte, como no sul, como em diferentes regiões da Terra.
Riem-se do DHYANCHOHAM, o qual lhes parece um personagem utópico. No entanto não
vêem inconveniente algum em acreditar na insipidez de HAECKEL, uma espécie de
pitecóide estúpido, com uma capacidade falante, mil vezes mais fantástica do que
a afirmativa do MANU ou DHYANCHOHAM. Contudo, a humanidade ainda crê no
DHYANCHOHAM, ainda que isso aborreça os insignes materialistas. Há milhões de
pessoas que aceitam o Pai de MANU; acreditam nele na ÁSIA. Ainda se acredita no
homem-espírito, no homem-protótipo, colocado em um nível de SER muito superior.
Se fizéssemos investigações retrospectivas com procedimentos diferentes dos do
carbono14 ou do potássio argônio, descobriríamos que os protótipos desta
humanidade vêm das dimensões superiores da natureza e do cosmos.
Temos de analisar judiciosamente o que é essa cultura materialista, que está
servindo de base aos povos e às nações. Devemos buscar a origem de tanta
corrupção e tanta perversidade. Não é possível que a humanidade siga sendo
vítima de tanta ignorância; isto é cem por cento absurdo. Dizer que aqueles
lêmures, pequenos animais de olhos muito vivos, tivessem placenta e que
contassem entre os nossos antecessores é absurdo porque os lêmures nunca tiveram
placenta. Este é um erro zoológico imperdoável. De fato, HAECKEL causou um
grande dano à sociedade. Por isso, certa vez dissemos, parodiando o profeta JÓ:
" Que se esqueçam suas memórias e que jamais se ponha seu nome nas ruas ".
Na época de HAECKEL, ainda não se conhecia a embriogenia. Como se atreveu ele a
falar de lêmures com placenta, sendo isso incongruente ?
Quando alguém investiga este tema, não pode deixar de sentir repugnância por
essa escola materialista, a qual está corrompendo a cultura atual e tirando-lhe
os valores eternos; está precipitando-a no caminho da perdição.
Qual é na realidade o antecessor do homem na época cenozóica ?
Quais são os antecessores do homem paleolítico e quais são seus descendentes
?
Os conheceu alguma vez, DARWIN ?
Os conheceu HAECKEL ou HUXLEY ?
Em que se baseia a antropologia materialista para falar com tanta autoridade
sobre o HOMO SAPIENS, o homem primordial ?
A que época pertenceu o HOMO SAPIENS ?
HUXLEY tentará, em vão, buscar entre as camadas subterrâneas da época
quaternária os restos fósseis do homem primordial. Não os achará nunca !
Acontece que o homem é bem mais antigo do que o supõem os porcos do
materialismo. O homem do período cenozóico existiu, como existiu o do mesozóico
e o do paleozóico. Os materialistas não aceitam isto. Eles querem que o homem
venha exclusivamente da era quaternária e de modo algum admitem que tenha
existido durante o período cenozóico.
Chegou o instante das grandes reflexões e das análises máximas...
Que sabem os pseudo-antropólogos da vida ?
De como foi se processando durante as eras primária, secundária, terciária e
quaternária ?
Dote-se a todos seres humanos de sua MÔNADA e veremos todo o teatrinho de
HAECKEL, DARWIN, HUXLEY, MARX e demais sequazes cair feito poeira. A
antropologia oficial é um edifício levantado sem cimento.
Na 3ª CÁTEDRA falei sobre o umbigo do universo...
Seria que a nossa TERRA teria também um umbigo ?
Porque não ?
... se nós quando nascemos, quando viemos ao mundo também tínhamos. Assim como é
no MACROCOSMOS, é no MICROCOSMOS. Assim como é em cima, é em baixo.
Comentei na CÁTEDRA passada sobre o OMEYOCAN. Porém, o que é o OMEYOCAN ? Nada
menos do que o umbigo do universo. Uma vez a TERRA-LUA teve mares e montanhas
cheias de vida e vegetação. Ademais teve seus períodos paleozóico, mesozóico e
cenozóico. Todos os mundos que são, foram e serão, nascem, crescem, envelhecem e
morrem. A matéria meramente física da LUA morreu. Hoje ela é um cadáver como
ficou demonstrado pelos astronautas que desceram em seu solo. Agora, a vida em
si mesma, a substância viva da matéria, não morreu. Ela continuou processando-se
em uma 4ª coordenada, em uma 4ª vertical, junto com as sementes de todo o
existente.
Essa substância processou-se mais tarde em uma 5ª coordenada, depois em uma 6ª e
finalmente em uma 7ª Quando caiu nesta última, submergiu no seio do ESPAÇO
ABSTRATO ABSOLUTO. Essa substância homogênea, esse MULAPRAKRITI dos orientais,
essa Terra primitiva, continua existindo. Era uma semente que não poderia se
perder, que estava depositada no espaço profundo. Nessa semente, a vida
continuou latente. Sete eternidades dormiu tal semente no caos, no espaço
profundo, para ser mais claro. Muito mais tarde, o torvelinho elétrico, o
furacão elétrico, as trevas e o vento, como diz o povo de ANAHUAC, habitaram
aquele mundo primitivo também chamado de ILIASTER. Foi então que o 2 funcionou
com seus opostos positivo e negativo, masculino e feminino. Do ILIASTER surgiu o
caos, por isso se diz que no OMEYOCAN prevalece o furacão, a tempestade e as
trevas.
YOALLI EHECATL é o Deus do vento, dos furacões, do movimento elétrico, do
MACROCOSMOS transformado no MICROCOSMOS; tudo em incessante atividade. Assim é o
caos. Existiu no OMEYOCAN e foi o próprio OMEYOCAN. No entanto ali estarão todas
as possibilidades a espera de que o TODO possa torna o caos fecundo. Quando o
fez fecundo, apareceu o LIMBUS. Esse LIMBUS extraordinário deu origem a tudo o
que É, FOI e SERÁ. Desde então, o umbigo do universo teve sucessivos
desdobramentos através de várias dimensões e o homem meramente germinal passou
ao protoplasma e a vida, evolutiva e involutiva, através de várias dimensões,
veio a se cristalizar por fim na Terra protoplasmática.
Existiu uma primeira manifestação no mundo da mente, na região da mente cósmica
ou da inteligência universal. Uma segunda manifestação de tudo o que foi é e
será num segundo período. Como resultado, apareceu uma terceira manifestação
numa dimensão posterior. A vida desenvolveu-se e involuiu em 3 dimensões
extraordinárias antes de aparecer neste mundo físico.
É óbvio que antes de a vida humana aparecer em nosso mundo protoplasmático,
havia surgido dentre as espécies de animais existentes uma criatura bastante
semelhante a qualquer mamífero ou a qualquer símio, porém, na realidade, muito
diferente dos símios. O homem original ou primitivo, quando conseguiu se
cristalizar na forma densa, passou por uma transformação morfológica e apareceu
sobre a calota polar do norte, a qual outrora estivera localizada na zona
equatorial.
Em minha próxima CÁTEDRA, falarei sobre o movimento dos continentes. Então,
diremos realmente ao mundo o que é a PANGAEA. Agora, nos limitaremos a explanar
que a vida se desenvolveu em outras dimensões, antes de se cristalizar no mundo
físico. Quero por certa ênfase ao declarar que, antes de o animal intelectual
equivocadamente chamado homem existir, já existia o HOMEM real da primeira,
segunda e terceira raças. O animal intelectual, esse que surgiu na era
quaternária, não é HOMEM e sim um animal intelectual. Na CÁTEDRA anterior disse
que os HOMENS reais viveram esplendidamente na LEMÚRIA, mas alguns degeneraram
no final daquela era e se misturaram com animais, de cuja mescla veio a resultar
a humanidade atual, o ANIMAL INTELECTUAL.
Este é o momento de se entender estas questões tão delicadas. O HOMEM é anterior
aos períodos quaternário, terciário, secundário e primário. Prova disso é que
apesar de todas as espécies vivas dos tempos arcaicos terem desaparecido, o
homem continua existindo.
Se o animal intelectual equivocadamente chamado homem foi capaz de subsistir a
tantas tormentas, à revolução dos eixos da Terra, aos acontecimentos da PANGAEA;
se os animais, os répteis, etc., de outras eras, não foram capazes de
sobreviver, isto está demonstrando que o homem é anterior a todos os períodos
assinalados pelos antropólogos materialistas.
Reflitamos profundamente nestes estudos. Dote-se o pobre animal intelectual de
MÔNADA, a qual se lhe tenta tirar, e todo esse circo de DARWIN, HAECKEL e HUXLEY
cairá definitivamente. Estes são tempos de se desmascarar a antropologia
materialista. Este é o instante de se devolver à humanidade os seus valores
eternos.

samael aun weor


5ª cátedra

acontecimentos cósmicos

Há fatos, acontecimentos cósmicos e geológicos, que bem vale a pena estudar
neste tratado de antropologia. Não há dúvida que a antropologia
científico-gnóstica retira todos os véus que cobrem a origem do homem e do
universo. Obviamente resulta portentosa essa mecânica da natureza, porém jamais
aceitaríamos a possibilidade de uma matemática sem matemáticos ou de uma
mecânica sem mecânicos.
Não quero defender um Deus antropomórfico ao estilo do Jeová judaico, aquele da
doutrina do olho por olho, dente por dente. Sabemos que este tipo de dogmatismo
traz como conseqüência ou corolário a reação do tipo ateísta e materialista.
Torna-se necessário entender que qualquer abuso é prejudicial à humanidade. Nos
tempos antigos, rendeu-se culto aos Deuses, isto é, aos PRINCÍPIOS INTELIGENTES
da natureza e do cosmos, ao DEMIURGO, arquiteto do universo, o qual não é um
sujeito humano nem divino, mas antes, UNIDADE MÚLTIPLA PERFEITA, o LOGOS dos
platônicos.
Infelizmente, na augusta Roma dos césares e até na Grécia do passado houve um
processo de degeneração religiosa. Quando se abusou do culto aos Deuses surgiu
por reação o monoteísmo com o seu Deus antropomorfo. Mais tarde, esse monoteísmo
com o seu Deus antropomorfo produziu por reação o materialismo atual. De maneira
que o abuso do politeísmo traz por fim o antropomorfismo monoteísta, a crença em
um Deus antropomórfico. Por sua vez, o monoteísmo dá origem ao ateísmo
materialista. Estas são as fases religiosas pelas quais passam os povos.
Francamente, em nome da verdade, considero que chegou o momento de se eliminar
esse antropomorfismo monoteísta, o qual deu origem a tão más conseqüências. O
ateísmo materialista não existiria hoje se os cleros religiosos não tivessem
abusado do culto monoteísta. Portanto, o ateísmo surgiu por reação.
Infelizmente, o ateísmo materialista nasceu em reação ao antropomorfismo
monoteísta, o qual já surgira como oposição ao abuso politeísta. Sempre que se
abusa dos cultos aos Deuses do universo surge, por simples reação, o monoteísmo.
Precisamos reconhecer os PRINCÍPIOS INTELIGENTES da natureza e do cosmos.
Repito: Não estamos defendendo um Deus antropomórfico. Reconhecer PRINCÍPIOS
INTELIGENTES parece que resiste a qualquer análise científica.
Observemos, por exemplo, um formigueiro. Aí vemos os PRINCÍPIOS INTELIGENTES em
plena atividade. Vejam como essas formigas trabalham, como fazem seus palácios,
como governam, etc. A mesma coisa acontece numa colmeia de abelhas; a sua ordem
é assombrosa. Dotemos cada uma das formigas ou cada uma das abelhas de uma
MÔNADA pitagórica ou de um JIBA hindú e todo o formigueiro, toda a colmeia toma
sentido, porque todas as criaturas vivem de um princípio monádico. O
materialismo de HAECKEL, de DARWIN e de HUXLEY cai completamente destroçado
diante disto.
Não estamos rendendo culto a nenhum Deus antropomórfico. Queremos unicamente que
se reconheça uma inteligência da natureza. Parece-nos absurdo que a natureza
esteja desprovida de inteligência. A ordem que existe na construção da molécula
e do átomo está nos demonstrando com inteira claridade meridiana os PRINCÍPIOS
INTELIGENTES.
Estamos na época exata de se revisar princípios. Se não estamos de acordo com o
materialismo é porque ele não resiste a uma análise de base. É puro lixo; isto é
óbvio. Aquela criação do homem através de processos mecânicos é mais
incongruente que a do Adão surgido instantaneamente do barro da terra. Tão
absurda uma como a outra.
Reconheçamos que há inteligência em toda essa mecânica da natureza: no movimento
dos átomos ao redor do seu centro de gravitação, no movimento dos mundos ao
redor dos sóis, etc.
É certo e de toda verdade que o nosso sol, este que nos ilumina e dá vida, é um
dos sóis dessa grande constelação que gira ao redor de ALCIONE, a qual se chamou
nos tempos antigos de as PLÊIADES. Que existem 7 sóis girando ao redor de
ALCIONE não é estranho. Vivemos em um rincão das PLÊIADES, em um pequeno planeta
que gira ao redor do Sol, o qual está povoado de animais intelectuais. Esse
mundo chama-se TERRA.
Cada um dos sóis das PLÊIADES, cada um dos 7 sóis dá vida aos seus mundos
correspondentes os quais giram ao redor deles. É certo e não o negamos que o
nosso planeta TERRA é um pequeno mundo que gira em torno do 7º sol das PLÊIADES.
Não é menos certo que as PLÊIADES precisam de um princípio diretor inteligente.
Naturalmente, os porcos do materialismo não crêem senão na ração e na gordura.
Estão empenhados em reduzir o pobre bípede tricentrado ou tricerebrado a uma
simples máquina de produção e consumo tridimensional.
Os materialistas querem tirar os PRINCÍPIOS INTELIGENTES da humanidade. Querem à
força despojar a mentalidade humana de seus valores eternos, os VALORES DO SER.
Compreendemos perfeitamente que ao tirar os valores do SER da humanidade, esta
degenera espantosamente. Isto é o que está acontecendo nestes momentos de crise
mundial e de bancarrota de todos os princípios. Os sabichões da antropologia
materialista obstinam-se em precipitar a pobre gente do século XX no caminho da
mais franca perdição.
As PLÊIADES precisam de um PRINCÍPIO DIRETOR, ou melhor, de PRINCÍPIOS
DIRETORES; só assim não se cairá outra vez no antropomorfismo que foi tão fatal,
produzindo o ateísmo materialista. O PRINCÍPIO DIRETOR é plural, mas tem uma
representação que os porcos do materialismo de modo algum aceitariam. Quero me
referir ao SOL ASTRAL EQUATORIAL DAS PLÊIADES, invisível para as lentes dos
telescópios, mas visível para quem desenvolveu um tipo de visão extraordinária:
a visão da intuição, PRAJNAPARAMITA em seu grau mais elevado. Este termo, de
pronúncia bastante difícil por ser sânscrito, não é aceito pela antropologia
ateísta, porém é real em sua transcendência para os homens verdadeiros.
O SOL EQUATORIAL DAS PLÊIADES coordena inteligentemente todos os labores e
atividades cósmicas, humanas, minerais, vegetais e animais; e ainda esse grupo
de corpos celestes conhecido como as PLÊIADES. O SOL EQUATORIAL é na realidade
uma soma de PRINCÍPIOS INTELIGENTES. Tudo isto é aborrecível para os sequazes do
materialismo, porém o mundo é mundo e sempre será... O materialismo sempre
produz a degeneração do cérebro e da mente, involução dos valores humanos,
decadência total, incapacidade de desenvolvimento da RAZÃO OBJETIVA DO SER, etc.
As PLÊIADES com seu SOL constituem um belo panorama do universo. O SOL das
PLÊIADES não é um sol visível, é um SOL ASTRAL situado na 5ª coordenada. Se
aceitássemos apenas as 3 coordenadas, se estivéssemos engarrafados na geometria
tridimensional de EUCLIDES, seríamos como os ateus materialistas, inimigos do
eterno, que somente crêem, como os burros, no pasto que vêem. Que os PRINCÍPIOS
INTELIGENTES desse SOL ASTRAL mantêm as PLÊIADES em perfeita harmonia mantêm as
PLÊIADES em perfeita harmonia é algo que não ignoramos. Temos métodos e
procedimentos para o desabrochar de certas faculdades transcendentais do SER que
permitem ver além dos simples telescópios e se aprofundar além dos microscópios.
Já não nos devemos ater agora simplesmente às PLÊIADES e sim ter em conta toda a
galáxia em que existimos: a grande VIA LÁCTEA com os seus cem mil sóis , milhões
de mundos, de luas e de pedras soltas. Galáxia extraordinária que gira ao redor
do sol SÍRIO. Esse sol é gigantesco e perto dele há uma lua cinco mil vezes mais
densa que o chumbo. Essa lua gira ao redor do sol SÍRIO. Desse sol vêm radiações
extraordinárias para a matéria cósmica. Não devemos negar que daquela lua, cinco
mil vezes mais densa que o chumbo vêm também terríveis radiações infra-humanas.
Poder-se-ia dizer que as radiações do sol SÍRIO afetam todos os supra-céus de
qualquer corpo e que as infra-radiações tenebrosas do satélite que o rodeia
afetam os infra-infernos, os quais produzem estados caóticos na mente das
criaturas humanas, engendram ateísmo materialista, etc.
A galáxia em si , com toda essa ordem extraordinária, com sua forma expiralóide
a girar ao redor do sol SÍRIO, sem dúvida alguma, precisa de PRINCÍPIOS
INTELIGENTES que a governem. Vem-nos à memória nestes momentos o SOL POLAR. è
obvio que nele estão os PRINCÍPIOS INTELIGENTES que controlam, governam e
coordenam sabiamente esta galáxia na qual vivemos, nos movemos e temos o nosso
SER. Trata-se de um SOL ESPIRITUAL maravilhoso que dirige completamente a VIA
LÁCTEA. É óbvio que esta galáxia sem PRINCÍPIOS INTELIGENTES, ainda que
gravitasse toda ao redor do sol SÍRIO, ainda que fosse governada
inteligentemente, algo lhe ficaria faltando. Faltar-lhe-ia o sol espiritual, o
sol POLAR, o fundamento mesmo de todos esses PRINCÍPIOS INTELIGENTES. Mas, a
questão não termina aqui. Temos de ir mais longe. EINSTEIN disse: " O infinito
tende a um limite ". Ele ainda afirmou que o infinito era curvo.
Não há dúvida que existem muitos infinitos. Além deste infinito há outro
infinito e, mais além, entre infinito e infinito há espaços vazios. Não há um
limite para os incontáveis infinitos. Nosso infinito, o infinito de EINSTEIN,
tem cerca de cem mil galáxias com ima média de cem mil sóis cada uma mais os
seus milhões de mundos correspondentes. Isto é o que alcança a percepção com
telescópios. Mas, na verdade, este infinito em que vivemos precisa de PRINCÍPIOS
INTELIGENTES soberanos para tudo coordenar e evitar, no possível, as colisões e
fracassos de todo tipo.
Felizmente existe o SOL CENTRAL, o SAGRADO SOL ABSOLUTO. nesse SAGRADO SOL
ABSOLUTO estão as INTELIGÊNCIAS DIRETORAS de todo este infinito, no qual,
repito, vivemos, nos movemos e temos nosso SER. A inteligência governa todo o
cosmos, no infinitamente pequeno e no infinitamente grande : no macrocosmos, no
microcosmos, num sistema de mundos, em um formigueiro, numa colmeia, etc. A
inteligência cósmica reside justamente em cada partícula desta grande criação.
Vivemos aqui, como já dissemos, num pequeno planeta do infinito universo, num
diminuto mundo que gira ao redor do sétimo sol das PLÊIADES e que tem uma
mecânica governada por PRINCÍPIOS INTELIGENTES. Inquestionavelmente, os
geólogos, que tanto têm estudado, não conhecem a mecânica viva deste planeta
TERRA.
Sempre se acreditou que os continentes, nos quais vivemos, fossem fixos, firmes,
imóveis, porém, tal conceito não está certo. Bem sabem os cientistas gnósticos
que a TERRA em sua constituição mais se parece a um ovo do que a uma massa
firme. Se observamos um ovo de galinha, vemos que tem uma gema que se movimenta
e que se sustenta sobre uma clara . A mesma coisa acontece com a TERRA. Os
continentes são como a gema sustentando-se sobre uma substância como a clara,
pastosa, fluídica e gelatinosa. A gema não está quieta. Mexe-se e gira sobre um
eixo, periodicamente. Um dia toda a América e a Europa estavam juntas e agora
estão separadas, isto é o que dizem os antropólogos materialistas sobre a
PANGAEA. Eles desconhecem os ritmos, os movimentos periódicos e a verdadeira
história geológica.
Há provas mais do que suficientes para demonstrar o movimento das massas
continentais. Um dia existiu a ATLÂNTIDA no continente que levou seu nome.
Continente que foi considerado fantasia pelos seguidores do materialismo. A
ATLÂNTIDA já foi devidamente demonstrada e de forma concludente pelos
verdadeiros sábios que apareceram de quando em quando na TERRA. Que aquele
continente tivesse afundado como a nata do leite é uma afirmação absurda e tola
dos ignorantes ilustrados. Se a ATLÂNTIDA afundou, foi devido à revolução dos
eixos da TERRA, mas isto, os dedicados materialistas desconhecem.
A catástrofe atlante deixou os nossos continentes em má situação. Observem as
AMÉRICAS e verão que do lado do PACÍFICO, se inclinam, como que querendo afundar
no oceano, enquanto que o lado oriental se levanta. Assemelha-se ao que sucede
num barco; nunca afunda verticalmente, e sim sempre de lado. A própria
cordilheira dos ANDES se carrega para o oceano PACÍFICO. Olhemos a EUROPA. Não
há dúvida que quer afundar pelo MEDITERRÂNEO; está mais submersa para este lado.
A mesma coisa acontece com a ALEMANHA E A RÚSSIA. O continente asiático está
inclinado como que querendo afundar no mar das ÍNDIAS.
Os continentes foram avariados pela grande catástrofe da ATLÂNTIDA que
desequilibrou a formação geológica do nosso mundo.
Falamos muito de sóis, de catástrofes e de muita coisa por extensão. Os sóis de
ANAHUAC convidam-nos à reflexão. Eles são interessantíssimos pois são de fogo,
ar, água e terra. Eles marcam terríveis catástrofes cósmicas.
Diz-se que os filhos do primeiro sol, os protoplasmáticos, pereceram
devorados pelos tigres. Está claro que se trata dos tigres da sabedoria !
Diz-se que os filhos do segundo sol, os hiperbóreos, pereceram arrasados por
fortes furacões. Isto se refere à humanidade que viveu na ferradura que
circunda o polo norte.
Afirma-se que os filhos do terceiro sol, os lemurianos, pereceram por um sol
de chuva de fogo e grandes terremotos.
Os filhos do quarto sol, os atlantes, foram mortos pelas águas.
Quanto aos filhos do quinto sol, os arianos, as pessoas desta época,
perecerão pelo fogo e por terremotos. Assim será, assim se cumprirá dentro
de pouco tempo.
Os filhos do sexto sol, os coradis, da futura Terra de amanhã, também
morrerão.
Depois de lhes falar sobre os sóis de ANAHUAC, passaremos a um ciclo menor.
Naturalmente que sempre houve idades primária, secundária, terciária e
quaternária. Só que não embasaremos essas idades nas cinco raças que
existiram.Desta vez nos fundamentaremos em algo diferente, precisamente nos
movimentos da gema terrestre, nesses movimentos geológicos que se processam
periodicamente sobre o seu próprio eixo, nos movimentos dos continentes sobre
essa substância pastosa e gelatinosa.
Deste ponto de vista, podemos falar de idades primárias, secundárias, terciárias
e quaternárias; de um oceano, de um período primário desconhecido por quase
todos. Podemos falar de oligoceno, mioceno e plioceno sim, bem como dos tipos de
catástrofes que também existem, como glaciações terríveis, as quais não negamos.
A ATLÂNTIDA marca o final da era terciária com o seu desaparecimento. Essa era
terciária foi belíssima, devido aos seus edênicos jardins e deliciosa por seus
vastos paraísos.
Houve várias glaciações. Não há dúvida de que nos aproximamos de outra
glaciação. Há catástrofes produzidas pela revolução dos eixos da TERRA, pela
verticalização dos polos do mundo, porém, também há catástrofes causadas pelo
movimento dos continentes, e quando surgem os terremotos e sobrevém as
glaciações. Fala-se de cinco glaciações que se processaram de acordo com os
movimentos continentais, mas saibam que também houve glaciações produzidas pela
verticalização dos polos da TERRA. As catástrofes e glaciações são múltiplas,
isso é óbvio.
Se disséssemos que o homem não existiu nas épocas do mioceno, plioceno e eoceno,
estaríamos a afirmar algo falso. Resulta curioso que à medida que as espécies
arcáicas de animais foram se extinguindo, o homem tenha continuado existindo.
Estou falando de homens no sentido meramente convencional, pois já sabemos que o
animal intelectual não é o verdadeiro homem, mas de alguma forma temos de falar.
Que houve mudanças terríveis, houve!
Pensemos naquela raça humana que surgira do oceano com seu clima tropical,
naquela raça que desabrochou e se desenvolveu durante o oligoceno com sua
temperatura média e, por fim, naquela outra que viveu no frio mioceno, das
baixas temperaturas que se aproximaram com a última glaciação. O interessante é
que apesar de tantas glaciações e catástrofes os seres humnanos continuam
existindo.
O homem paleolítico ainda existe ! Incrível, porém verdadeiro ! Todas as
espécies de animais arcaicos desapareceram, os enormes répteis do mesozóico
morreram e, no entanto, os seres humanos continuam existindo.
Como isso é possível ?
Como é que todas as criaturas arcaicas tenham morrido e os seres humanos
ainda vivam ?
Passaram-se as épocas primária, secundária e terciária do nosso mundo e ainda
vemos os seres humanos caminhando pelas ruas. Isso nos dá autoridade mais que
suficiente para dizer aos DARWIN, aos HUXLEY e aos HAECKEL, que tanto mal
causaram à humanidade com suas teorias materialistas, que o ser humano existiu
muito antes da era paleolítica.
Na CÁTEDRA passada comentei algo sobre o umbigo do universo, sobre o OMEYOCAN e
comparei ao germe do qual nasceu este planeta. É claro que o OMEYOCAN
desenvolveu-se em várias dimensões antes de que a terra pudesse existir
fisicamente. Quero dizer que no OMEYOCAN, no umbigo do mundo, verificou-se a
gestação de todo o planeta que passou por vários períodos de atividade em
diversas dimensões antes de se cristalizar na forma física atual.
O ser humano, como semente, desenvolveu-se do OMEYOCAN e foi cristalizando-se
pouco a pouco, através de diversas dimensões, até tomar a forma física da época
polar.
Estamos tocando em assuntos que incomodam aos materialistas. Eles dizem que não
crêem senão no que vêem e no entanto acreditam em todas as suas utopias. Andam
buscando o homem primordial entre as camadas subterrâneas da época quaternária e
a cada dia inventam mais e mais teorias nas quais crêem sem havê-las visto.
Andam dizendo mentiras. Estão acreditando no que não vêem. São uns falsários.
Nós podemos comprovar o que afirmamos, já que temos sistemas de investigação.
Com a técnica da meditação, podemos desenvolver certas faculdades, como a do
tipo INTUIÇÃO PRAJNAPARAMITA, a qual nos permite estudar os registros akashicos
da natureza. Nesses registros, está toda a história da TERRA e de suas raças. Se
os porcos do materialismo deixassem sua posição fanática e se resolvessem a
entrar nas disciplinas gnósticas, poderiam desenvolver certas faculdades
mediante as quais a história da TERRA e suas raças se lhes tornaria acessível.
Chegou a hora de cada um refletir sobre si mesmo e sobre o universo. O homem
existe sobre a TERRA muito antes da era primária, muito antes da era
paleolítica. O fato concreto de que sigamos existindo apesar de os animais dos
tempos idos já terem desaparecido em sua maioria nos dá o direito de fazer tal
afirmação. Se isso é assim, temos o direito de dizer que somos tão antigos
quanto a TERRA e quanto a natureza. Fatos são fatos e diante deles temos de nos
render. Se não perecemos, se não desaparecemos do cenário do mundo, apesar de
tantas catástrofes, apesar de todas as criaturas do mesozóico terem se acabado,
isso nos dá autoridade para declarar que somos seres especiais, que existimos na
TERRA antes de as criaturas do paleoceno ou do mesozóico terem aparecido sobre a
superfície da TERRA. Este direito nos dá o fato de ainda existirmos, o fato
concreto de que se passaram eternidades e continuamos vivendo. Morreram
criaturas contemporâneas e no entanto estamos vivos. Todos pereceram porém,
seguimos existindo. Portanto, temos bases para rirmos nos narizes de HUXLEY,
DARWIN e HAECKEL, personagens que foram letais para a humanidade.
Devemos ter em conta os diversos cenários em que se desenvolveu esta humanidade.
Eles merecem ser estudados. Quão maravilhosos e sábios são os sóis NAHOAS ! Não
somente contemplam a raça que foi devorada pelos tigres da sabedoria como
também aos hiperbóreos que foram arrasados por fortes furacões, aos lemurianos
que pereceram pelo sol de chuva de fogo e grandes terremotos e aos atlantes que
foram tragados pelas águas.
Esses sóis nahoas vão muito longe. Eles contemplam os movimentos dessa gema
sobre a clara, os movimentos periódicos desses continentes que tão depressa se
separam e se afastam, produzindo grandes glaciações onde toda a vida perece,
como dão origem a novas atividades. Esses sóis de ANAHUAC trabalham através dos
períodos terciário, secundário e primário. Por último, se lhes eleva nas trocas
de fogo de cada 52 anos. Agora. estamos na 5ª dessas mudanças, no 5º SOL. A
DOUTRINA SECRETA DE ANAHUAC contém tesouros preciosos que os inimigos do méxico,
os antropólogos do materialismo ateu, nunca aceitariam.

samael aun weor



6ª cátedra

As galciações

Inquestionavelmente a humanidade terrestre passou por diversas fases de
desenvolvimento e isso é algo que temos de analisar judiciosamente.
Fala-se da evolução mecânica da natureza, do homem e do cosmos. Do ponto de
vista antropológico temos de compreender que há duas classes de evolução.
A 1ª iniciar-se-ia obviamente com a cooperação sexual devidamente
compreendida em todos e em cada um de seus aspectos.
A 2ª é diferente. No princípio, a raça humana multiplicava-se da mesma
maneira que as células.
Bem sabemos que o núcleo divide-se em 2 dentro da célula viva que
especializa uma determinada quantidade de citoplasma e matérias
inerentes para formar células novas.
As duas novas células por sua vez dividem-se em outras duas e assim,
mediante esse processo fissíparo de divisão celular desenvolvem-se os
organismos e multiplicam-se as células.
Se no princípio os andróginos dividiam-se em 2, mais tarde tudo isso mudou.
Houve necessidade de se preparar o organismo para a reprodução mediante a
cooperação sexual. Foi na LEMÚRIA, continente outrora situado no oceano
PACÍFICO, onde se realizaram os principais eventos relacionados com a
reprodução.
No início, os órgãos criadores, o LINGAM-YONI, não estavam completamente
desenvolvidos. Era necessário que esses órgãos se cristalizassem e se
desenvolvessem totalmente a fim de que mais tarde, no tempo, a reprodução da
espécie humana mediante a cooperação sexual, pudesse ser realizada
concretamente. Assim que, conforme os órgãos masculino e feminino foram se
desenvolvendo, o ser humano já não era mais um andrógino e sim um ser
hermafrodita. Então aconteceram fatos bastante interessantes dos pontos de vista
biológico e psicossomático.
A célula-átomo desprendia-se do organismo pai-mãe para desabrochar e
desenvolver. Em conseqüência, através de processos delicados, surgia uma
nova criatura.
O 2º aspecto dessa questão foi muito peculiar.
Se bem que é verdade que no início germes vivos desprendiam-se como
radiação atômica para se desenvolverem externamente e se converterem em
novas criaturas, nesse segundo aspecto houve certa mudança favorável.
Poder-se ia dizer que o ovo fecundado, o óvulo que o sexo feminino
elimina normalmente de seus ovários a cada mês , tinha certa
consistência extraordinária. Em si mesmo, em sua construção intrínseca
era um ovo, um ovo fecundado dentro do organismo pai-mãe, no interior do
hermafrodita, mas um ovo que ao sair para o mundo exterior, podia se
desenvolver ou ser guardado; até que no fim se abria para que uma
criatura emergisse dali, uma criatura que se alimentava nos seios do
pai-mãe. Isso por si só é muito importante.
Muito mais tarde, no tempo, foi-se notando que certas criaturas vinham à
existência com um órgão mais desenvolvido que o outro. Por fim, chegou o momento
em que a humanidade se dividiu em sexos opostos. Quando isso ocorreu, a
cooperação sexual tornou-se necessária para criar e voltar novamente a criar.
As genealogias de HAECKEL, com respeito à possível origem do homem e das três
raças primordiais, não encaixam com a antropologia materialista que hoje invade
o mundo. Eles zombam igualmente tanto da genealogia de HAECKEL como das
genealogias em geral.
Eles criticam as linhagens de HOMERO, como a de AQUILES, o ilustre guerreiro
filho de MARTE, ou a de AGAMENON, filho de JÚPITER, o que de longe manda, etc.
Estas são frases ou palavras poéticas daquele homem que em outros tempos cantou
a velha TRÓIA e a cólera do guerreiro AQUILES.
Temos de falar claro nestes rigorosos exames antropológicos. Os cientistas da
época atual terão de se definir por PARACELSO, o pai da QUÍMICA ou pelo sosura
mitológico de HAECKEL. Em todo caso, é muito o que temos para inquirir neste
terreno exclusivamente antropológico.
Se se negasse a divisão da célula viva ou o processo reprodutor primitivo ou
primordial, teria de se negar, também, a reprodução da monera ou átomo do abismo
aquoso de HAECKEL, o qual se dividiu a si mesmo para se multiplicar. Na
realidade, a ciência de modo algum poderia se pronunciar contra esse sistema
primitivo de reprodução através da divisão celular, mediante o ato fissíparo.
No entanto, damo-nos conta de que estas duas teorias expostas, sobre a maneira
como começou a reprodução, seja por meio da cooperação sexual ou aquela outra em
que os órgãos criadores deviam se desenvolver antes da possível cooperação
começar, são discutíveis e espinhosas.
Todas as teogonias religiosas desde a órfica, que é bastante antiga, até a da
BÍBLIA cristã falam-nos de um começo através da cooperação sexual, porém de uma
forma puramente simbólica. Poderiam estar fazendo referência à alquimia mas
jamais a um fato científico-antropológico. Não se poderia começar um processo
evolutivo com cooperação sexual, quando os órgãos criadores ainda não tinham
sido criados. É óbvio que deve ter havido um período de preparação para a
reprodução através da cooperação, um período através do qual os órgãos criadores
tiveram oportunidade de desabrochar e se desenvolver na fisiologia orgânica do
ser humano.
As escrituras religiosas, tanto do oriente como do ocidente, têm sido muito
adulteradas, com exceção das do VISHNU PURANA. Por exemplo:
Diz-se que DATA, depois de ter dado aos seres humanos a capacidade de se
reproduzirem através da cooperação, declarou:
" Muito antes de que o ser humano pudesse ter essa capacidade, muito
antes de que a cooperação sexual entre homens e mulheres existisse, já
haviam outros modos de reprodução ".
Está se referindo às etapas anteriores à formação dos órgãos criadores no
ser humano.
Ele não chegou ao ponto de afirmar que os sistemas anteriores à cooperação não
tivessem relação alguma com a energia criadora. Penso que a energia sexual
propriamente dita tem outras formas de manifestação e antes de que os órgãos
criadores tivessem se desenvolvido na espécie humana, tal energia teve outros
modos de expressão para criar.
É uma lástima que as sagradas escrituras de todas as religiões tenham sido
adulteradas. É de nosso conhecimento que até o próprio EDDA não deixou de
alterar um pouco o PENTATEUCO da BÍBLIA hebraica. A todas estas, torna-se
indispensável que sigamos analisando e meditando:
De onde se desenvolveram as diversas raças ?
Já dissemos várias vezes que isso do NOÉ pitecóide resulta bastante absurdo,
tanto quanto o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo. São
questões utópicas que não têm qualquer embasamento. Já rimos bastante do sosura
de HAECKEL, aquela espécie de macaco com capacidade de falar, algo assim como o
elo perdido entre o macaco e o homem. Mas, faz-se necessário saber de onde
saíram as raças.
Em que cenários ocorreram essas evoluções e involuções da humanidade ?
É isso o que precisamos realmente conhecer.
Seria possível desligar as raças humanas do seu meio ambiente, de seus
diversos continentes, de suas ilhas, de suas montanhas e de seus cenários
naturais ?
Chama-nos muito a atenção o fato de que a humanidade ainda viva, enquanto que os
animais do mesozóico tenham se extinguido apesar da sua grande variedade.
Como é possível que todos os monstros antediluvianos tenham desaparecido e
que a humanidade siga vivendo ?
Temos posto muita ênfase neste aspecto e torna-se indispensável pensar um pouco
nele.
Que o ser humano esteja relacionado com o seu ambiente não se pode negar !
Que tenha havido outras formas de reprodução diferentes da cooperação sexual
também é inegável !
Mas, convém conhecer algo sobre o ambiente onde se desenvolveram as diversas
raças. Urge que pouco a pouco estudemos os vários cenários da natureza.
De modo algum negamos que há fenômenos que os astrólogos verdadeiramente
desconhecem.
Que sabem sobre as mudanças ou modificações do eixo da TERRA em relação com
a obliqüidade da elíptica?
LAPLACE, aquele que inventou uma famosa teoria que até hoje existe, afirma que
todos os mundos saem de suas correspondentes nebulosas, feito que nunca foi
comprovado. Chega até a dizer fanaticamente que o declínio do eixo da TERRA em
relação com a obliqüidade da elíptica é quase nulo e que sempre foi assim de
forma secular.
Inquestionavelmente, a geologia está contra esses conceitos astronômicos até
certo ponto. Claro que o desvio do eixo terrestre dentro da obliqüidade da
elíptica, inclinação para ser mais exato, indica períodos glaciais que se
verificam através das idades.
Se negássemos os períodos glaciais, estaríamos afirmando coisas incoerentes
porque as glaciações estão completamente demonstradas e têm sua base justamente
no desvio do eixo da TERRA, em sua inclinação dentro da obliqüidade da elíptica.
Os estudos geológicos demonstram categoricamente o desvio anterior negado pelos
astrônomos. Há provas de tremendas glaciações. Já MAGALHÃES anotara determinadas
épocas de calor ou trópico no ÁRTICO acompanhadas de glaciações e frio intenso.
Concluiremos dizendo que a geologia e a astronomia ocupam posições opostas nesta
investigação.
Chegamos a um ponto especial: o das glaciações. Parece incrível que no sul da
EUROPA e no norte da ÁFRICA tenha ocorrido em outros tempos as mais terríveis
glaciações. Na ESPANHA, por exemplo, pode se conhecer a época silúrica, na qual
ocorreram glaciações gigantescas e isso está demonstrado pelos estudos de
paleontologia. Ninguém poderia negar que foram descobertos cadáveres mumificados
de animais antediluvianos na desembocadura de certos rios da sibéria como o OBI
ou OB e outros. Isso significa que a SIBÉRIA, que é tão fria, em outros tempos
foi região tropical de muito calor, da mesma forma que a GROENLÂNDIA, a
península escandinávia, ISLÂNDIA, NORUEGA e SUÉCIA, e toda essa ferradura que
rodeia totalmente o polo norte.
Que houve calor nessas regiões; impossível, diria alguém, mas a paleontologia
confirmou. Foram descobertas criaturas muito interessantes justamente na
embocadura do rio OBI. Isso nos convida a refletir.
Durante a época da ATLÂNTIDA, os polos sul e norte não se achavam onde estão
agora. Naqueles dias, o polo norte e o ÁRTICO estavam situados sobre a linha
equatorial no ponto mais extremo oriental da ÁFRICA e da ANTÁRTIDA. O polo sul
estava situado exatamente sobre a mesma linha equatorial no lado oposto, em um
lugar específico do PACÍFICO.
Houve pois grandes mudanças na fisionomia do globo terrestre. Autênticos mapas
daqueles tempos são do conhecimento dos sábios desta época. Nas criptas secretas
dos lamas, nos montes HIMALAIAS, existem mapas das antigas terras; há cartas
geográficas que demonstram ter tido o nosso mundo, fisionomia diversa na
passado. Pensemos na LEMÚRIA, nesse gigantesco continente situado no PACÍFICO e
no ÍNDICO. Estava unido à AUSTRÁLIA, posto que a AUSTRÁLIA era parte da LEMÚRIA,
do mesmo modo que a OCEANIA.
O ÁRTICO estava localizado no ponto mais oriental, sobre a linha equatorial da
ÁFRICA; tudo era diferente, distinto. Por aquela época, aconteceu uma era
glacial gigantesca. Essa glaciação projetou-se precisamente desde o polo ÁRTICO,
situado na ÁFRICA, até a ARÁBIA e sudoeste da ÁSIA, cobrindo também a LEMÚRIA
quase completamente. Toda essa zona se encheu de gelo, mas este não conseguiu
passar o mar MEDITERRÂNEO.
Resulta inquietante saber que há épocas em que o nosso mundo passa por
glaciações, em que o gelo invade determinadas zonas onde morrem milhões de
criaturas. Tudo isso se deve realmente à inclinação do eixo da TERRA em relação
com a obliqüidade da elíptica.
O ser humano teve de se desenvolver em diversos cenários e nós devemos conhecer
a fundo quais são esses cenários.
Como surgiu a AMÉRICA ?
Como apareceu a EUROPA ?
Como afundou a LEMÚRIA ?
Como foi que desapareceu a ATLÂNTIDA ?
A LEMÚRIA foi aceita por DARWIN e ainda existe no fundo do oceano ÍNDICO.
Obviamente, os organismos passaram por um inumeráveis mudanças morfológicas em
tais ou quais ambientes. Se disséssemos que o animal intelectual equivocadamente
chamado homem tem por antepassado o famoso ratão, do qual tanto falam os
antropólogos, ou melhor diríamos, o runcho citado pelos sul-americanos,
estaríamos falsiando a verdade.
Esse enorme ratão ou runcho da AMÉRICA DO SUL vem, como já sabemos, da ATLÂNTIDA
de PLATÃO. Sabemos também que o homem já existia muito antes da ATLÂNTIDA, logo
o homem é anterior ao famoso runcho atlante.
Se afirmássemos que o homem vem de certos primatas e, mais tarde, de certos
hominídeos da antiga terra lemuriana, tão aceita por DARWIN, também estaríamos
torcendo a realidade, porque antes de os símios existirem, muito antes de os tão
cacarejados primatas e hominídeos aparecerem, o homem já existia. O homem é
ainda muito anterior à própria LEMÚRIA aceita por DARWIN.
Temos de reconhecer que esta raça humana tem sido estudada de forma superficial
pelos antropólogos materialistas. Esta raça que passou desde os tempos
monolíticos pelas etapas do eoceno, mioceno e paleoceno é mais antiga que os
continentes atlante e lemuriano. Porém, precisamos seguir estudando os diversos
cenários do nosso mundo para compreender melhor os vários processos de evolução
e involução das diferentes raças humanas. Por agora quero dizer que os gnósticos
são firmes nos conceitos. Se se lhes põem escolher entre um PARACELSO, como pai
da química moderna, e um HAECKEL, como famoso criador do mítico sosura,
francamente se resolveriam pelo primeiro, pelo grande sábio PARACELSO.

samael aun weor


7ª cátedra

enigmas


Realmente, o planetaTERRA merece ser estudado profundamente. Os seus habitantes
querem viajar a outros mundos quando ainda não conhecem o mundo em que vivem.
Por todo o planeta se encontram inúmeros fatos, eventos, fenômenos,
completamente ignorados pela ciência oficial. Não será demais recordar alguns
acontecimentos que se verificam nos mares. Comecemos trazendo à lembrança certos
fenômenos que ocorrem a algumas criaturas dos oceanos. Em agosto de 1917, foi
vista em CAPE ANN ( Massachussets, Estados unidos ) uma serpente marinha que
media 27 metros de comprimento. A Sociedade de Naturistas de Boston a esteve
observando detidamente. Lamentavelmente nunca mais se voltou a vê-la por aquelas
regiões, é óbvio.
O oceanógrafo dinamarquês ANTON BRUNN viu em um barco de arrastão a captura de
um filhote de rã em estado de larva que media uns 2 metros de tamanho. Se o
tivessem deixado se desenvolver, de acordo com os estudos naturalistas, teria
alcançado uns 22 metros. São geralmente criaturas desconhecidas, mas...
Como vivem ?
Como atuam ?
De onde se desenvolvem ?
Por que existem ?
Pensemos, agora, no famoso peixe azul que se considerava desaparecido. Se lhe
chamou sempre de forma poética com um nome que nos lembra o canto, a poesia.
Reforo-me ao coleocanto; animal algo estranho que tem extremidades parecidas com
as dos seres humanos. Vive especialmente no fundo do oceano ÍNDICO e viveu na
LEMÚRIA. Isso indica que ainda pelos dias atuais aquele peixe segue habitando a
LEMÚRIA. Vive nas profundezas oceânicas e rara vez sobe para a superfície.
Inquestionavelmente as profundezas do oceâno ÍNDICO são extraordinárias.
Deixa-nos muito para pensar a existência de um animal antediluviano em pleno
século XX.
Por que nestes tempos ?
A que se deve ?
Certa vez, encontrou-se os restos fossilizados de um coleocanto e
calculou-se-lhe 18 milhões de anos de existência. O coleocanto era muito
conhecido a 60 milhões de anos. É assombrosa a aparência do coleocanto. Chama a
atenção que tenha as extremidades residuais desenvolvidas, isto é, membros
parecidos com braços, mãos ou pés do ser humano. Ainda existe e está bem vivo.
Criatura antediluviana nas décadas finais deste século ?
Que poderiam dizer os antropólogos materialistas sobre um animal assim ?
Qual seria seu conceito ?
Tudo isso nos convida para uma grande reflexão.
Que diremos nós, em verdade sobre o mosassauro ou sobre o ictiossauro ou
sobre o ictiossauro dos tempos arcaicos, os quais anda seguem vivendo nas
profundezas terríveis do pacífico ?
Que sabem sobre isso os homens da ciência profana ?
Absolutamente nada !
Assim que, convém que sigamos explorando essas questões a fim de formarmos um
conceito claro.
O caso das enguias resulta por certo muito especial. Algumas enguias procedentes
da EUROPA e da AMÉRICA vão se encontrar no mar dos SARGAÇOS com o propósito de
se reproduzirem. Porém, o interessante é que nunca voltam ao ponto de partida.
Quem na verdade retorna são os filhos .
Por que isso acontece ?
Por que os pais não voltam e sim os filhos ?
Como os antropólogos da falsa ciência poderiam explicar esses fenômenos ?
O que sabem sobre este particular ?
Estou seguro que eles ignoram completamente esses assuntos.
Estudemos o caso do atum, o qual em verdade merece muita reflexão. Os atuns saem
do BRASIL e se dirigem para a ESCÓCIA, depois aproximam-se da EUROPA e passam
perto do MEDITERRÂNEO, porém é raro o atum que viaja pelo MEDITERRÂNEO.
Que poderiam dizer sobre isso os homens da ciência ?
Porque as correntes migratórias do atum não entram no MEDITERRÂNEO ?
Quem as dirige ?
Por que o fazem ?
Em que época os senhores da antropologia definiram esses eventos ?
Se eles pretendem ter a sabedoria do universo, por que não falam sobre isso
em particular ?
Essa gente não somente ignora, como ainda ignora que ignora. Isso é gravíssimo.
Há enormes calamares, monstros gigantescos dotados de grandes tentáculos, sobre
os quais a ciência retardatária nunca falou nada. Pode-se calcular o tamanho
desses calamares através dos esqueletos achados ocasionalmente. Marca de
tentáculos enormes foram encontradas no lombo das baleias. Sem qualquer dúvida,
os tentáculos dos calamares succionam o pigmento da pele e deixam a marca que
sugere titânicas lutas nas profundezas oceânicas.
Há peixes-lagartos ou ichthysaurus de origem desconhecida sobre os quais a
pseudo-antropologia nunca fez comentários.
Continuando para frente, falaremos também de outros fenômenos que são
desconhecidos pelos ditos senhores. Sabemos que há rios no mar a centenas de
metros de profundidade e que se deslocam em direções opostas.
Por que o fazem ?
Porque um rio vizinho do outro tem seu curso em direção oposta e no mesmo
oceano ?
Esses rios giram; os do norte, da esquerda para a direita, como os ponteiros de
um relógio visto de frente e os do sul, ao inverso. Porém...
Porque a corrente de BENGALA não gira ?
Que se passa ?
Qual a explicação dada pela pseudo ciência ?
Porque ficam calados ?
Que podem nos dizer a respeito ?
Frente à costa do PERU, a 1.500 metros de profundidade, pôde-se observar colunas
talhadas entre edifícios. Foram obtidas magníficas fotografias. Fica assim
demonstrada a existência da LEMÚRIA, porém, os tontos cientístas continuarão
como sempre negando, negando e negando.
Há civilizações desaparecidas como a da ilha de PÁSCOA, onde ainda hoje existem
monumentais estátuas, enormes cabeças humanas talhadas por mãos de Titãs. A
ciência materialista nunca disse nada; somente cala, cala, cala...
Que diremos da ANTÁRTIDA ?
Não há dúvida que antes da revolução dos eixos da TERRA existiram poderosas
civilizações nos polos sul e norte. Sem dúvida alguma, nos gelos da ANTÁRTIDA
estão os restos dessas antiqüíssimas culturas. Chegará o dia em que a pá dos
arqueólogos poderá desenterrá-los. Enquanto isso, a ciência não dá explicações.
Há ondas gigantescas em mares tranqüilos e serenos, ondas isoladas que não têm
razão de ser. Refiro-me precisamente às ondas seishe.
Qual a sua origem ?
Algum terremoto submarino ?
Como os senhores cientístas materialistas poderiam explicá-las ?
Que dizem os inimigos do eterno a respeito ?
Que hajam ondas em mares furiosos, se aceita, mas que em um mar tranqüilo
surja uma onda isolada, solitária, gigantesca, monstruosa, sem se saber o
motivo, por que ?
Isso nunca teve explicação científica !
No entanto, esses fatos ocorrem no oceano e os cientístas materialistas não
podem explicar.
Na cordilheira submarina central do ATLÂNTICO, onde antes estivera o grande
continente atlante, ocorrem ao redor de cem mil terremotos anuais... Recordem
que terríveis terremotos e grandes maremotos acabaram com o continente atlante.
Porém, ainda nos dias atuais, a submersa ATLÂNTIDA segue tremendo.
Convém que reflitamos sobre todos estes temas, pois no fundo criam muita
inquietação. A TERRA é desconhecida pelos antropólogos materialistas. Na
verdade, este mundo continua sendo um verdadeiro enigma para eles.
Há uma certa espécie de lagosta que se reúne em quantidades suficientes para
constituirem uma migração. Elas descem pela plataforma continental, seguindo
para a planície abissal com rumo desconhecido.
Que dizem sobre isso os supostos sábios ?
Que explicação dão ?
Para onde se dirigem ?
Qual é a meta exatamente ?
Porque realizam semelhantes migrações ?
Enigmas que os ignorantes ilustrados não entendem !
A TERRA não foi sempre como é agora. Sua fisionomia geológica mudou várias
vêzes. Se nós examionarmos os quatro mapas de ELLIOT SCOTT veremos que a TERRA
há um milhão de anos era completamente diferente. Esses 4 mapas geográficos
merecem ser tidos em consideração. Eles se assemelham a quatro mapas que existem
em algumas criptas subterrâneas da ÁSIA CENTRAL. Os sabichões da ciência
materialista desconhecem tais mapas, pois são guardados secretamente com o
propósito de conservá-los intactos, já que os senhores da antropologia estão
sempre dispostos a alterar tudo com a finalidade de justificar suas tão
cacarejadas teorias.
O primeiro mapa de ELLIOT SCOTT chama muito a atenção, resulta
interessantíssimo. Nele se vê como era o mundo há uns oitocentos mil anos A.C.
Naquela época, a região dos braquicéfalos da preclara antropologia ultramoderna
não existia. Desde o estreito de BERING, passando pela SIBÉRIA e EUROPA, até a
FRANÇA e ALEMANHA, a única coisa que havia era água. Nem a SIBÉRIA, nem a EUROPA
tinham ainda aparecido do fundo do oceano. Da ÁFRICA, não havia senão a parte
oriental, porque o oeste e o sul permaneciam submersos nas embravecidas ondas do
oceano. O pequeno continente que então existia na ÁFRICA oriental era conhecido
com o nome de GRABONZI. A AMÉRICA DO SUL estava no fundo das águas do oceano.
ESTADOS UNIDOS, CANADÁ e ALASCA estavam submersos no oceano e, no entanto, o
MÉXICO existia.
Parece incrível que há 800 mil anos A.C. o MÉXICO já existisse. Quando a EUROPA
ainda não tinha aparecido, o MÉXICO já existia. Quando a AMÉRICA DO SUL ainda
não tinha saído do fundo dos mares, o MÉXICO já existia. Isso nos convida a
compreender que nas entranhas da sagrada terra mexicana , tão antiga quanto o
mundo, há tesouros arqueológicos e esottéricos que ainda não foram descobertos.
A LEMÚRIA foi naquele tempo um gigantesco continente que se estendia pelo
PACÍFICO e o cobria todo. Sua área que abrangia a AUSTRÁLIA, a OCEANIA e o
ÍNDICO projetava-se por todo o PACÍFICO até esses lugares onde mais tarde
brotaria a AMÉRICA DO SUL. Quão monumental era a LEMÚRIA ! Que enorme !
A fisionomia do globo terrestre era completamente diferente há uns 800 mil anos
A.C. A capital da ATLÂNTIDA era TOYAN, a cidade das sete portas de ouro maciço.
Dirão os antropólogos materialistas, que não vêem além de seus narizes: em que
nos baseamos para poder falar sobre a grande capital ? Quero dizer aos
senhores, que tanto trabalharam para tirar os valores eternos da humanidade e
para precipitá-la no caminho da involução, que temos dados exatos. Podemos falar
sobre a ATLÂNTIDA com segurança. Há mapas que são conservados secretamente em
criptas subterrâneas e que indicam onde estava TOYAN, a capital atlante. Assim,
pois, se falamos, o fazemos com conhecimento de causa. Se situamos a LEMÚRIA e a
ATLÂNTIDA é porque foram continentes reais.
TOYAN estava situada em um ângulo, no sudeste daquele grande país, frente à
costa sudeste de uma franja de terra que se estendia claramente até o LOIRE, no
MEDITERRÂNEO, e leste da ÁFRICA e que por fim chegava até o sul da ÁSIA a qual
já existia. A ATLÂNTIDA em si se projetava desde o BRASIL até os AÇORES e desde
a NOVA ESCÓCIA diretamente por todo o oceano ATLÂNTICO.
A ATLÂNTIDA cobria em sua totaalidade ao oceano que leva seu nome. Era um grande
país. Imaginem por um momento a ATLÂNTIDA projetando-se até os AÇORES e NOVA
ESCÓCIA e descendo até onde hoje é o BRASIL. Que enorme continente era !
Estendia-se de norte a sul ! Era grandioso ! Afundou devido a grandes
terremotos. Várias catástrofes foram necessárias para que a ATLÂNTIDA
desaparecesse definitivamente.
O cenário do mundo tem mudado. A fisionomia do globo terrestre não foi sempre a
mesma e nele se desenvolveram as diferentes raças humanas. Precisamos estudar
cuidadosamente a fisionomia do mundo dos antigos tempos e as diferentes
alterações geológicas pelas quais passou. Apenas assim conseguiremos formar um
conceito preciso sobre a origem do homem, de suas diversas culturas e de seus
diversos processos evolutivos e involutivos. Mas, se ficarmos engarrafados nos
preconceitos contemporâneos, não conseguiremos conhecer nada sobre a geologia e
muito menos sobre o desenvolvimento da raça humana.
É necessário inquirir, investigar e analisar... Há muitos enigmas sobre a
superfície da TERRA e muitos deles a ci~encia oficial nem os conhece.
Como é possível que o ictiossauro ou monossauro, que pertenceu às épocas do
plioceno, siga existindo em pleno século XX nas profundezas do PACÍFICO ?
São enigmas que os insignes materialistas até agora nem puderam compreender,
quanto mais decifrar.
Temoa de conhecer os diferentes cenários do mundo. Temos de lançar luz às
trevas. Uma vez que tenhamos posto os fundamentos científicos da antropologia
gnóstica, revisaremos as antigas culturas. É indispensável saber como surgiram
os pelasgos na EUROPA. É preciso conhecer as culturas arcaicas. É urgente saber
algo sobre a civilização dos hiperbóreos, etc. Porém, antes de tudo, há que se
revisar as diferentes mudanças geológicas pelas quais passou a TERRA.
Compreendemos que cada raça teve um cenário. Precisamos conhecer o ambiente, o
clima, as condições que teve para viver, etc. Isto é indispensável !... Quando
se diz que as culturas da AMÉRICA vieram do continente asiático através do
estreito de BERING, está se afirmando uma espantosa falsidade porque os mapas
antigos demonstram que o estreito de BERING, a SIBÉRIA, o CANADÁ e os ESTADOS
UNIDOS NÃO EXISTIAM.
Há 800 mil anos o MÉXICO tinha uma população solene, maravilhosa, separada do
estreito de BERING pelos grandes oceanos. Assim que a ciência materialista está
falando do que não viu, do que não lhe consta. Enquanto que nós falamos tomando
como base mapas como os de ELLIOT SCOTT e outros similares que se encontram nas
criptas subterrâneas das cordilheiras do HIMALAIA na ÁSIA central.
Os que afirmam que a raça humana chegou à AMÉRICA pelo estreito de BERING estão
demonstrando uma grande ignorância, um desconhecimento total das entigas cartas
geográficas. Com esse tipo de afirmações, os antropólogos materialistas estão
enganando a opinião pública e abusando da inteligência dos leitores.
Nós, repito, somos amantes da investigação científica e da análise exata. Não
nos permitimos ao luxo de aceitar teorias materialistas. Não somos tão tontos a
ponto de deixar que nos enganem com suposições fundamentadas em falsos
utopismos. Temos cartas geográficas e estamos seguros que os leitores desta obra
compreenderão bem a nossa posição e compreenderão ainda melhor depois que as
entregarmos ao mundo.

samael aun weor


glossário

Antropologia gnóstica

ABISSAL - Relativo ao abismo; que vive nas profundezas.
BRAQUICÉFALO - Brakhys = curto + kephale = cabeça. Diz-se do
indivíduo, cujo crânio, observado de cima, apresenta a forma de um ovo,
largo e achatado.
CATARRÍNEOS - kata = para baixo + rhinos = nariz + eos. Família de
macacos do antigo continente caracterizados principalmente por terem as
ventas abertas na base do nariz e muito próximas e o sistema dentário como o
do homem.
CINOCÉFALO - kyon ou kynos = cão + kephale = cabeça. Que tem cabeça
de cão. Espécie de macaco grande da África.
HOMINÍDEOS - Homo, hominis = homem + eidos = forma. Família de
primatas que tem por tipo o homem.
ICTIOSSAURO - Ichthys = peixe + sauros = lagarto. Réptil da época
jurássica.
ILIASTER - Matéria homogênea, substancial e puríssima que se
cristaliza nas formas sensíveis que conhecemos.
LACERTÍLIOS - Subordem dos répteis que tem os ramos da mandíbula
soldados e o corpo revestido de pequenas escamas, como os lagartos,
camaleões e espécies vizinhas.
LÊMURES - Família de quadrúmanos que tem os focinho como o da raposa e
o feitio geral do corpo análogo ao dos macacos.
MONERA - Do grego: moneres = solitário. Animálculo de uma classe
hipotética de protozoários constituídos por células sem núcleo e sem
movimento que segundo HAECKEL representariam a forma primitiva de vida. Tais
organismos são hoje considerados como entidades hipotéticas oriundas de uma
observação incompleta das fases de maturação ovular, especialmente no que
respeita às monérulas.
OPOSSUM - Pequeno marsupial da América do Norte, cuja pele é muito
apreciada como abrigo.
PANGAEA - Teoria dos movimentos continentais proposta pelo geofísico
alemão ALFRED WEGENER em 1912.
PELASGO - Natural ou habitante da Pelásgia, antigo nome do Peloponeso.
Raça raiz da Grécia e proveniente da Atlântida.
PLASMOGENIA - Teoria segundo a qual a matéria viva se originou num
líquido que dela já continha a essência.
PLATAFORMA CONTINENTAL - Parte do continente submersa no mar, de suave
declive que se estende até uma profundidade de 200 metros e que representa o
prolongamento submarino do próprio continente.
PLATIRRINOS - Platys = chato + rhin, rhinos = nariz. Subordem de
símios americanos que compreende os hapálidas e os cebídeos.
PLESIOSSAURO - Plesion = próximo + sauros = lagarto. Enorme réptil do
mesozóico.
PROSSÍMIOS - Família de quadrúmanos; o mesmo que lêmures.
PROTISTAS - Do grego: protistos = o primeiro de todos. Termo de
HAECKEL para as formas primitivas e inferiores dos reinos animal e vegetal:
protozoários, protófitos.