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Livros e Documentos Esotéricos
Samael Aun Weor
Lúcifer
Peça Teatral Gnóstica

Parte 1:
(Aparecem no cenário um homem e uma mulher vestidos com vestimentas gregas. Há música especial, sons, flautas, timbal, etc.. O casal faz amor,
há intercâmbio de carícias, algumas crianças brincam a seu redor, há flores, etc.)

Osíris (Aparecendo em cena) diz: Não sei porque te amo, mas sinto em meu coração grande dita, nunca me ocorreria pensar que algo pudesse eclipsar nossa felicidade.

Urânia: Esposo meu, bem amado, somos pessoas do jardim das delícias e vivemos no rincão do amor, aonde a felicidade é inesgotável.
Talvez um raio de lua nas trevas ou alguma sombra projetada desde a selva; poderia alguma vez perturbar esta felicidade que nos embriaga. Assim o sinto, amado meu, compreendo que no Universo se combinam a luz e as trevas. Assim o vejo no bosque nas noites profundas, banhadas pelos raios da lua prateada. Então abaixo de cada folha, abaixo de cada flor iluminada, vejo uma sombra...

(Lúcifer, um personagem vestido de forma diabólica aparece na cena, também um casal luxurioso passeia pelo cenário acariciando-se grotescamente.
Logo em seguida aparece um grupo de bêbados. Há música estridente no palco.
Há grupos de gente bebendo, gritando, etc. Isto deve durar 30 minutos.)

> Fim da primeira parte.

Parte 2:
(Há música sombria, misteriosa, no palco, no entanto, Osíris e Urânia pronunciam palavras deliciosas...)

Osíris: O Amor é inefável, nunca pensaria que pudesse ser manchado pelas sombras tenebrosas da noite. Meu coração se embriaga com teu amor e no murmúrio da fonte cristalina descubro o eco de tuas palavras....
Queira Deus que estes fatais pressentimentos que tens, oh Urânia, sejam levados como folhas pelo vento!...

Urânia: O Sol resplandece em ti, Osíris!, eu sei que vive no coração de todo ser vivente; mas sei também que os contrastes entre luz e trevas existem eternamente. Não podem existir a rosa sem os espinhos, nem o frio sem seu contraste, o calor.
Eu sei que meus pressentimentos são verdadeiros e que algo há de perturbar nossa felicidade.

(Neste momento Lúcifer se aproxima do casal e lhes diz:)
Lúcifer: Gozai, criaturas viventes, do vinho da luxúria, bebei incessantemente e sereis felizes!...
(depois entra um grupo de bailarinos desenfreados dançando ao redor do casal. Igualmente aparece uma bruxa horripilante, de vassoura na mão, cacarejando miseravelmente e se dirige a Urânia para falar o seguinte:)

Bruxa: Há que conhecer o bem e o mal, para ser como os Deuses.
(Logo tira de sua bolsa uma maçã e entregando a Urânia, lhe diz:)
Aqui está todo o segredo desta questão! Se teu marido come desta fruta, se converterá em um Deus e tu em uma Deusa, o importante é que a comam!
(A Bruxa rindo, se retira lentamente e deixa o casal envolto entre o grupo de dançarinos que de forma estridente seguem dançando).

Osíris: (Desesperado, angustiado com toda esta sensualidade, bêbados e danças, não sabe o que fazer, vai e vem por todo o palco com gestos de desespero. Ao fim grita horrivelmente dizendo:)
Fora daqui, bêbados!... Fora daqui dançarinos tenebrosos!... Fora, bruxas horríveis!...

Bruxa: (Rindo, diz:) Como você não quer comer? Como que você não gosta do fruto proibido? A outros vi protestarem como tu, e ao fim, caem!
Osíris: (Desesperado, se lança sobre a bruxa dizendo:)
Fora daqui, bruxa maldita! Isto é demais! ... Vá antes que lhe parta a alma.
(Rindo foge a bruxa.)

> Fim da segunda parte.

Parte 3:

Lúcifer: (Vestido como um senhor muito elegante, porém com cornos na testa, aparece em cena. O Casal feliz, embriagada pelos encantos do amor, se surpreende com sinistro personagem). Sois ditosos!, se encontram em um estado paradisíaco, sois felizes, mas no entanto não são Deuses. Eu posso convertê-los em Deuses se souberem me obedecer, todo o segredo está na fruta proibida.
(Dá três palmadas com suas mãos e aparecem três mulheres vestidas como escravas. Uma delas traz em uma bandeja de prata, uma maçã, a do centro; a do lado direito traz um copo de prata cheio de vinho; a da esquerda leva um cesto aonde aparecem alguns pães.)
Aqui tens, ó feliz casal, o segredo dos segredos. (Mostra a maça, ante os olhos do casal, logo se dirige a escrava da esquerda, toma do cesto o pão e diz:) Este é o mercúrio dos sábios!...
(Posteriormente toma o copo de vinho da outra escrava e exclama:)
Aqui está o Enxofre sagrado..
Urânia: O Que posso fazer eu? Ele não quer comer o fruto proibido.
Lúcifer: Isto é o que vamos ver, tenho muitos servidores e os converterei em Deuses, custe o que custe.

(em continuação, Lúcifer e as escravas se retiram).

Osíris: (olhando sua amada ternamente, diz:) É a luz do dia que me ilumina, ou a memória de tua presença? Porque aonde quer que eu dirija minha vista, o mundo me parece cheio de tua imagem; no raio de sol que hesita na água e que brinca sobre as folhas, não vejo mais que a semelhança de teus olhos... Em que consiste esta mudança? O que se alterou em meu SER? O que mudou a presença do Universo?...

Urânia: (com a Maçã em sua destra, convida seu marido dizendo:) Melhor é que comamos disto, amor meu, para que sejamos como Deuses, conhecendo o Bem e o Mal...

Osíris: (Colhe a maçã e come dela também).

> Fim da terceira parte

Parte 4:
(Voltam a escutar no palco a música estrondosa, as danças afrodisíacas, etc. Osíris e Urânia se revolvem no solo do cenário, gritando cheios de horror).

Osíris e Urânia: Esta maçã nos envenenou! Ai!, Ai! Ai!.

Urânia: Não sabia que era para tanto! Sim, estava deliciosa! Agora somos demônios, porém nos amamos!...
(em seguida o feliz casal sai do palco gritando, entre o baile e a música grotesca. Posteriormente segue no palco a música, as danças e os casais durante alguns minutos logo todos saem do cenário).

>Fim da quarta parte

Parte 5:
(No cenário aparecem Osíris e Urânia, vestidos como diabos, dançam grotescamente, se embebedam, gritam palavras incoerentes, etc. Logo aparece um homem vestido de Ermitão, semi-desnudo, portando uma grande cruz e se colocando ao centro do palco, dirigindo-se ao casal, diz:)

Ermitão: Basta de tantas sandices! Aqui trago o instrumento de liberação para que se cumpram as palavras de Lúcifer. O Lingam vertical dentro do útero formal, faz a cruz, o importante é não derramar jamais na vida o vinho sagrado do Templo...

Escravas: (Voltam a aparecer).

Ermitão: (Chama com voz solene o casal, dizendo-lhe:) De joelhos!...
(Logo toma o pão e dá um pedaço a cada um do casal, logo toma o vinho e dá a beber os dois do mesmo cálice).

Ermitão: (Arranca os cornos de Osíris e Urânia extraindo de cada um as vestes gregas que usavam o casal, e volta a lhe colocar dizendo-lhes:)
Haveis ressuscitado, sois Deuses. As palavras de Lúcifer se cumpriram!...

Final: (Se ouvem as notas da Nona sinfonia de Bethoven, o Aleluia.
Cai a cortina.)

 

 

Peça Teatral Gnóstica ditada pelo V.M. Samael Aun Weor em 1976.
Extraído do Livro de Oscar Uscartegui, O Homem Absoluto.

Extrato do Livro que conta como foi entregue dita Peça Teatral:

Havendo chego em casa o Mestre, logo depois de haver se ausentado nas horas da manhã, em um de tantos dias, entrou na sala de sua mansão e tomando assento em um dos tantos sofás, se relaxou; e passando aproximadamente uns vinte e cinco minutos, inusitadamente, o Mestre fechou seus olhos levando os dedos polegar, índice e médio de sua mão destra até o entrecelho e concentrando-se profundamente falou dizendo-me em tom enfático:
- Busca papel e lápis, rapidamente!...
- O Que está acontecendo, Mestre? (perguntei).
- É que meu REAL SER está me ditando uma obra de teatro!...
Compreende?... Busque papel e lápis!...

Então logo busquei rapidamente umas folhas de papel e uma esferográfica e me dispus a escrever tudo aquilo que o Venerável me ditasse. O que sobreveio foi formidável, já que imediatamente que estava pronto o Mestre começou a ditar-me toda uma obra relacionada com os mistérios da GRANDE OBRA e por vontade dele mesmo ficou batizada com o nome de LÚCIFER.

Transcrevemos, para diversão anímica do ávido leitor, a obra em si, tal qual nos foi ditada pela boca do iluminado.