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Livros e Documentos Esotéricos
Samael Aun Weor
Olhando o Mistério

PREFÁCIO DE:
GARHGA CUICHINES
Olhando o Mistério é uma obra simples e interessante que escreveu o Mestre Samael Aun Weor para chegar às massas que desejosas buscam o caminho da Redenção para os seus múltiplos problemas, aqui encontrará o leitor simples, um material especial que o levará paulatinamente ao despertar de sua consciência, ou seja o tesouro maravilhoso que todo o ser humano tem armazenado como conhecimento vivido dentro de seu próprio ser, que não pode conhecer porque o conhecimento que recebe dos sistemas actuais só lhe serve para se comunicar com os de seu próprio Idioma e ganhar a vida para sobreviver.
Se as pessoas sentem grande perigo para se aconselhar com pessoas desconhecidas, se as mães sentem temor de entregar as suas filhas a pessoas que desconhecem, como não será o facto de receber conselhos de desencarnados que não estão vendo, sobre tudo por desconhecimento absoluto do mais além.
O Mediunismo constitui um grande perigo para as pessoas que o praticam, mais de 40 anos de observação nos permitem chegar à conclusão de que é perigoso para a maioria das pessoas que o praticam, há muitos sistemas para recorrer aos defuntos para os chamar e buscar muitas vezes a sua direcção e serviço.
Dispomos de cinco sentidos para nos pôr-mos em contacto com tudo o que sucede dentro e fora de nós, os nossos sentidos são da mesma qualidade moral da pessoa que os leva, se somos mentirosos, se mentimos permanentemente como um costume, os sentidos também serão mentirosos e nos informam mal.
Que despropósito, as pessoas querem que se lhes diga a verdade e eles mentindo, buscam Deus que é pura verdade e eles mentindo, são dois pólos opostos que não se podem juntar jamais. Para melhorar os nossos sentidos devemos acabar com os defeitos porque eles pioram a qualidade moral e espiritual da nossa personalidade.
Muitas pessoas desprevenidamente se afiliam a escolas espiritistas com nomes pomposos, quando fazem certas práticas, caiem em transe mediúnicos, sendo esses transes deprimentes para a pessoa humana, porque se revolvem, deitam espuma pela boca e coisas similares, logo ao despertar não trazem a recordação do acontecido, e seus superiores festejam o acontecimento, não sabendo que são nesses instantes perfeitos possessos de entidades perigosas, outros dizem que falam línguas porque são possuídos por velhas entidades que pululam em nossa atmosfera, e seus chefes lhes asseguram que receberam o Espírito Santo, quanto despropósito, um fornicário, um ser que perde sua semente voluntária ou involuntariamente imaginar que pode receber o Espírito Santo, não sabem que o que fornica peca contra o Espírito Santo que é fonte de vida. Existe em muitos lares o costume de utilizar tábuas numéricas que numa forma de Jogo utilizam para chamar amigos desencarnados e lhes perguntar tontices, logo se convertem em possessos de entidades perversas e o resultado é a loucura, a idiotice ou coisas similares, mais tarde vão passar a manicómios ou casas de repouso sem resultado satisfatório para os familiares destes. Grandes revistas publicam esses despropósitos para danificar as pessoas, sem embargo a Sabedoria Gnóstica que dispõe de métodos superiores para fazer homens superiores, uma raça superior da que não se nos permite falar porque isso desperta as massas e isso não convém aos Hierarcas das trevas que vivem entre nós.

Se você leitor alguma vez chega até ao conhecimento Gnóstico, não cometa o erro de estar fazendo limpezas a pessoas que acudam a você para se favorecerem, o correcto é que ditas pessoas aprendam a se limpar a si mesmos como aprenderam a limpar seu corpo físico e a se banhar para deixar limpo o seu corpo.
Já fizemos nos começos estas incursões e todavia nos horroriza o resultado para nós, afectado com excesso de peso na cabeça, náuseas, comoções raras no organismo e muitos mal-estares que não se conseguem localizar que nos atormentavam, depois vimos o que acontece aos sacerdotes que apenas recebem dos fiéis os pecados cometidos para eles os perdoar, de maneira que os fiéis pecando e os sacerdotes perdoando-os e jamais puderam alcançar dita tarefa.
Geralmente a mulher boa atribui à bruxaria, o facto de perder o esposo quando outra mulher o retira. O homem é como o marraninho (porquinho): quando alguém lhe coça a barriga ali fica e não se vai nem a pontapés.
Tal parece que ao obter o esposo por meio de um sistema religioso se, se sentirem donas daquele varão, geralmente o mortificam a tal extremo que ao surgir outra mulher que o retira esta quer retê-lo e lhe dá o trato que todo esposo desejaria: afecto, carinho, amor, mimos, etc. Observa caro leitor em teu lar que a menina se apega ao pai porque o vê forte e vigoroso, devido a que a mulher quer protecção, amparo, porque ela por natureza produz amor e o menino se apega mais à mãe porque esta lhe brinda o que ele todavia não produz, o amor que produz a mulher por condição inata. Mais tarde quando os sistemas existentes e a cultura actual corrompem os sentidos da mulher, então manifesta que se “encontro um varão que me queira e me ame, me casarei com ele" quando é ela a que sabe amar e o varão tem vontade e tem força para a defender. A ti se és varão e tens mulher boa, não tenhas ciúmes porque o homem que tem ciúmes da sua esposa, não sabe com que conta, chega a velho sem saber se teve uma jóia por esposa por haver ter tido ciúmes durante toda a sua vida. À mulher há que a cuidar como um vaso frágil e dar a vida por ela chegado o caso, se foi uma companheira para nós, não uma esposa madrasta... para nos mortificar.
A única coisa que nos tira da dor e da amargura é a castidade científica, para a qual há que estudar e pôr em prática o ensinamento que dá o Mestre Samael Aun Weor no livro intitulado “O MATRIMÓNIO PERFEITO” do qual se poderá formar uma raça de superhomens.

JULIO MEDINA V.
Sumum Supremum Santuário
Serra Nevada de Santa Marta.

Capítulo Um
A MORTE
1. - Faz muitos anos quando morreu o meu pai estávamos a velando-o outras pessoas e eu. Ditas pessoas estavam a acompanhar-me quando fiquei adormecida por um momento e de repente vi que meu pai entrou no quarto onde estávamos a velá-lo, levava as suas mãos metidas nas bolsas de suas calças e me perguntou quem tinha morrido, quem era aquele que estava deitado, e eu pensei que era meu pai que acabava de morrer e estava a falar-me. ¿PODERIA DIZER-ME A QUE SE DEVEU ESTE FENÓMENO?
R.- É indispensável compreender que as pessoas jamais na vida se preocupam por despertar Consciência; realmente todas as pessoas do conglomerado social têm a Consciência profundamente adormecida. é obvio que depois da morte; o animal intelectual equivocadamente chamado homem, continua com a sua vida sonhadora; se a algum desencarnado se lhe dissesse que está morto obviamente não acreditaria.
É ostensivo que os desencarnados pensam sempre que estão vivos, pois nada extranho encontram ao morrer. Eles vêem sempre o mesmo sol, as mesmas nuvens, as mesmas aves ensaiando o voo desde os tupidos sauces do jardim.
Os chamados mortos, depois do grande passo, deambulam pelas ruas da cidade ou pelos distintos sectores do subúrbio onde faleceram. Normalmente continuam com seu trabalho quotidiano, e se sentam à mesa em sua casa e até se dão ao luxo de se deitar em seu leito, jamais pensariam que passaram ao Mais Além. Eles se sentem vivendo aqui e agora.
Nestas condições ao ver seu corpo no ataúde, supõem que se trata de outra pessoa, nem remotamente suspeitam que se trata de seu próprio veículo falecido; essa é a crua realidade dos factos; por isso não se estranhe de modo algum de haver tido essa experiência íntima.
2. - ¿A que se deve o temor que sentia minha irmã mais pequena de entrar na habitação onde foi velado meu avô?
R.- Dito temor tem muito de ancestral. Comummente se transmite de pais a filhos; não há ninguém na vida que não o tenha sentido; o mesmo sucede quando penetramos numa caverna tenebrosa ou quando nos encontramos em presença de um fantasma real. A causa Causorum de tudo isto situa-se na psique subjectiva, melhor diríamos na Consciência adormecida.
Quando se desperta Consciência é ostensivo que tais temores desaparecem radicalmente.
3. - ¿Por quê as crianças podem ver um desencarnado e os adultos não? Meu filho mais pequeno viu meu pai recém desencarnado e falava com ele.
R.- Em nome da verdade devemos ser claros e enfatizar certas ideias. Não está de mais dizer que todas os crianças são clarividentes. Disseram-nos que antes de se fechar a fontanela frontal dos recém nascidos, isso que chamam “mollera”, têm as humanas criaturas o poder de ver o supra sensível, aquilo que não pertence ao mundo físico, isso que é invisível para os adultos.
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Se os seres humanos reconquistassem a inocência na mente e no coração é inquestionável que recuperariam a divina Clarividência, o poder de ver o oculto, o misterioso, o desconhecido.
4. - ¿Quando morremos, não temos o perigo de nos perdermos? ¿Ou alguém nos espera?
R.- ¿Que é isso de nos perdermos distinta dama? ¿Que é isso de nos perdermos
cavalheiros? ¿Até quando vão ter medo? ¿Se perde alguém por acaso em seu casa? Já falei claro e demasiado, já disse que durante os primeiros dias continuamos vivendo na mesma casa onde falecemos e disso há muitos testemunhos.
Ao morrer encontramos aqueles defuntos queridos que se adiantaram, é dizer, nossos parentes e amigos.
5. - ¿Podemos reconhecer esses parentes e amigos que encontramos ao desencarnar?
R.- Tu podes reconhecer tua mãe falecida, teu pai, a teus amigos e parentes; ¿supões que pode alguém desconhecer seus seres queridos?
Tua pergunta é bastante estranha, é obvio que nenhum filho poderia desconhecer a autora de seus dias, é ostensivo que todos temos a capacidade para reconhecer o que conhecemos.
6. - ¿Quando morremos, não sofremos de solidão?
R.- Cada qual é cada qual; o egoísta, aquele que se auto-encerra, o misantropo, aquele que não ama ninguém, é obvio que já aqui mesmo terá que passar pela amargura da solidão;
Depois da morte resulta patético, claro e definido seu doloroso estado solitário na região dos mortos.
7. - De acordo com isso que chamam Destino ¿é certo que temos os dias e as horas contadas?
R.- Distinto cavalheiro, com o maior prazer responderei a sua pergunta. Quando você sai de viagem é inquestionável que leva determinada quantidade de dinheiro para os diversos sistemas de transporte. Obviamente você deve saber gastar seu dinheiro, porque se o mal gasta sua viagem haverá de ser interrompida.
Quero que compreenda que ao vir ao mundo os Anjos do Destino depositam em nossos três cérebros determinado capital de valores vitais. é claro que se os mal gastamos, se acabamos com dita fortuna, a viagem pelo caminho da existência será interrompida prontamente; mas se os poupamos, nossa viagem poderá fazer-se longa e assim chegaremos até a ancianidade.
8. - Me surpreende você com isso dos três cérebros, eu sempre ouvi que temos um cérebro, ¿poderia dizer-me quais são esses outros dois?
R.- Com que então lhe surpreende a você o dos três cérebros... Compreenda-me: entre a caixa craniana temos o cérebro intelectual; na parte superior da espinha dorsal temos o cérebro motor, o centro capital dos movimentos; no plexo solar e demais centros simpáticos está o cérebro de emoções. ¿Me entendeu agora?
9. - ¿Por que sentimos medo ao pensar na morte e por que nos apegamos à vida?
R.- O desejo de viver é muito grande; todos os seres humanos querem viver, estãoapegados à vida sensual. É obvio que a adesão, o apego, o desejo de existência material
nos têm fascinados; nestas condições de nenhuma maneira queremos morrer, temos medo à morte, não queremos deixar de existir.
Se as pessoas baseando-se em compreensão perdessem o desejo de vida material, então o temor à morte desapareceria. Uma pessoa chega a perder tal temor quando compreende a ilusão da existência, quando vê que nada neste mundo é permanente. Passam as ideias, as coisas e as pessoas.
10. - ¿Quando uma pessoa desencarna, Que faz a Alma? ¿Aonde se encontra para voltar a encarnar?
R.- Há que falar claro e compreender; as pessoas têm a mente demasiado dogmatizada; existe deterioração intelectual; já as pessoas não são capazes de se abrir ao novo, de ver o natural, sempre pensam no artificioso e o consideram como patrão de todas as medidas.
Em outros tempos os sentidos humanos não se tinham degenerado todavia. Nas arcaicas épocas de nosso mundo, as pessoas podiam ver os desencarnados, ouvi-los, palpá-los, etc.
Na Lemuria, por exemplo, quando alguém ia desencarnar, cavava sua própria fossa e se deitava nela com a cabeça virada para o Oriente; feliz se despedia de seus parentes e estes sorriam alegres. Quem passava ao Mais Além não ficava invisível para seus parentes; bem podia seguir convivendo com os seus deliciosamente; o ar parecia transparente; na atmosfera se via claramente os espíritos, as almas, as criaturas inocentes da Natureza.
Mas sabemos que na atmosfera, debaixo dessas zonas que pertencem ao tridimensional, ao físico, existem regiões metafísicas, a modo de mundos ou espaços, onde as almas dos mortos vivem antes de voltar a tomar novo corpo.
11. - ¿Por que sempre que sonho com meus parentes defuntos, falo com eles e me afirmam que não morreram e que estão em perfeito estado de saúde?
R.- Distinto cavalheiro, me praz sua pergunta e com o maior gosto lhe respondo. Ante tudoquero que você entenda o que é o processo do sonho. É inquestionável que o sonho é uma
morte pequena, como diz o dito vulgar. Durante as horas em que nosso corpo jaz adormecido no leito, a Alma deambula fora dele, vai a distintos lugares, se põe em contacto com os que faleceram e até se dá ao luxo de falar com eles.
É claro que os mortos jamais crêem que estão mortos porque em sua vida jamais se preocuparam por despertar Consciência; eles sempre pensam de si mesmos que estão vivos; agora se explicará você o motivo pelo qual as almas de seus mortos queridos lhe fazem tais asseverações.
12. - ¿Por quê os espiritualistas têm especial predilecção por chamar ou invocar os defuntos?

R.- Bem, assim o aprenderam eles de seus mestres, Allan Kardec, León Denis, e muitos outros; o grave é que tais autores não investigaram a fundo o osso medular desta questão.
Ante tudo quero, meu estimável cavalheiro, que você saiba que todos os seres humanos têm dentro um “eu”, um Ego, o mim mesmo, o si mesmo.
Por favor não pense que o tal “eu” é o melhor; estude você o “Livro dos Mortos” dos antigos egípcios e compreenderá o que lhe estou dizendo.
¿Você leu o Fausto de Goethe? ¡Ah! Se você conhecera o que é esse Mefistófeles me daria a razão; é inquestionável o carácter tenebroso de Mefistófeles, o Ego, o “eu” o mim mesmo.
Quem se mete no corpo do médium espiritualista é o “eu” do defunto, Ahrimán,
Mefistófeles. É indubitável que tal “eu” personifica todos os nossos defeitos psicológicos, todos os nossos erros.
O Ser do defunto jamais vem a nenhuma sessão de espíritos; distinga você entre o Ser e o “eu”; Quem acode a tais sessões é Satã, o mim mesmo. Quero que você compreenda o que é a Lei de Acção e Consequência; as pessoas que prestam seu corpo, sua matéria aos “eus” dos mortos, a Mefistófeles, a Satã, em seu futuro nascimento terão que padecer muito pela epilepsia.
13. - ¿Poderia você dizer-me que é o Ser?
R.- O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser; o Ser é O Divinal, a Chispa imortal de todo o ser humano, sem princípio nem fim, terrivelmente divino.
Todavia os seres humanos não possuem essa Chispa dentro de seus corpos, mas se nos santificamos e eliminamos o “eu pecador”, o Mefistófeles, é claro que um dia a Chispa poderá entrar em nossos corpos. Agora o convido a você a compreender o que é o Ser.
14. - Depois da morte ¿Recordamos toda a vida que acaba de passar?
R.- Saiba você senhorita, que depois de haver abandonado o corpo físico todo o defunto revive de forma retrospectiva a vida que acaba de passar.
O desencarnado começará revivendo aqueles instantes que precederam a sua morte; por tal motivo durante os primeiros dias, como já dissemos, viverá entre os seus, em sua casa, em sua aldeia, em seu povo, em sua oficina, em seu trabalho; depois, continuando, viverá em todos aqueles lugares muito anteriores; em cada faceta de sua existência passada repetirá os mesmos dramas, as mesmas palavras, as mesmas cenas, etc. A última parte retrospectiva corresponde aos processos da infância; terminada a retrospecção temos que nos apresentar ante os Tribunais da Justiça Divina; os Anjos da Lei nos julgarão por nossos actos, por nossas obras.
Três caminhos se abrem ante o desencarnado: Primeiro, umas férias nas regiões luminosas do espaço infinito antes de voltar a tomar corpo. Segundo, voltar a uma nova matriz de forma imediata ou depois de algum tempo. Terceiro: entrar nos mundos infernos dentro do interior do planeta em que vivemos.
15. - ¿É possível que essa retrospecção se faça em vida?
R.- Muitas pessoas que estiveram a ponto de morrer afogados, viram passar a sua vida de forma retrospectiva; isto mesmo lhes sucedeu a pessoas que estiveram perto da morte por tal ou qual motivo.
16. - Certo dia, tramitando assuntos de fossas e criptas para sepultar familiares, falando com o administrador do cemitério, de repente fiquei calado e com os olhos desorbitados durante um bom tempo; ele seguiu falando e ao ver que não lhe fazia caso, me perguntou se, se passava algo comigo; ao me falar forte, despertei de meu ensimesmamento e lhe relatei o que me havia acontecido. Resulta que quando deixei de falar comecei a sentir a presença de alguém e ao me virar vi junto a mim a minha sogra recém desencarnada por quem estava eu arranjando os assuntos do cemitério; depois ela sorriu amavelmente e me convidou a passar fazendo um gesto. Como não podia mover-me se limitou a despedir-se e desaparecer de minha vista. Ao terminar meu relato o homem tinha os pelos em pé e a carne de galinha e nervosamente me dizia que nos anos que levava no panteão nunca tinha tido uma sensação como essa. ¿Poderia você dizer-me a que se deveu este fenómeno?
R.- Com o maior prazer responderei a sua pergunta, distinto cavalheiro. Em modo algum deve você estranhar-se por uma visão supra sensível; nos tempos da Lemuria, já disse, os mortos eram visíveis na atmosfera para todo o mundo; que lástima que agora as pessoas se surpreendam com este tipo de visões.
Nada tem de raro que um falecido possa fazer-se visível de quando em quando na atmosfera e isso lhe consta a você mesmo; é obvio que o pôde verificar com percepção directa; o administrador do panteão não chegou tão longe mas sim pode ter certa sensibilidade psíquica, o suficiente para que seus cabelos se tenham posto de pé e sua pele como couro de galinha.
17. - Sempre que sonho com minha avó materna e a vejo triste, me assinala algo que ao despertar não recordo, mas me dei conta através dos anos que aos oito dias depois de sonhar, alguém da minha família se põe em estado de gravidade. ¿Poderia você dizer-me a que se deve isto?
R.- Distinta senhorita, já disse muito em minhas conferências que, durante as horas do sonho normal comum e corrente, as almas dos vivos escapam do corpo que dorme no leito e então se põem em contacto com as almas dos mortos.
Que se veja você com sua avozinha, isso é normal na Dimensão Desconhecida. Ela visita-a em instantes de angústia ou quando vai adoecer alguma pessoa de sua família, ¡já vê você como os mortos estão tão perto de nós!

Capítulo Dois
OS DUENDES
1. - Num lugar da Cordilheira Central Colombiana, se encontrava uma fazenda de gado à qual se dirigiram dois trabalhadores acompanhados de quatro grandes cães; ao se aproximarem as horas da noite, um deles se dirigiu a trazer água, mas ao sair da casa deu alguns gritos; o companheiro ao ouvi-lo lhe disse que não o fizesse porque era perigoso, já que nessa mesma cordilheira habitava “Patasola” e podia responder-lhe e vir em direcção a eles; o homem não lhe fez caso e se dirigiu para a corrente de água sempre gritando; quando tinha recolhido a água, já de regresso à casa, voltou a parar e começou a gritar, então lhe responderam nas partes altas das cordilheiras.
O companheiro teve de dizer-lhe novamente que não continuasse gritando porque já tinha visto o resultado, já que lhe tinha respondido “Patasola” nas partes altas das cordilheiras; o homem não lhe fez caso e continuou gritando e “Patasola” lhe seguiu respondendo aproximando-se cada vez mais de onde eles se encontravam.
Ao ver que se aproximava a “Patasola”, os dois homens tiveram que se refugiar dentro da casa e fechar bem as portas; em pouco tempo a “Patasola” chegou à casa e então os quatro mastins que os acompanhavam tiveram que enfrentar uma verdadeira batalha com a “Patasola”. Os homens encerrados a única coisa que faziam era sofrer e não há dúvida de que a sua defesa foram os cães, que depois de largas horas de luta, puseram em fuga a “Patasola” quem ao se retirar continuava dando gritos semelhantes a um alarido. Os homens ao compreender que se tinha retirado, saíram da casa e se afastaram de forma rápida sem voltar ali.
¿PODERIA VOCÊ DAR-ME UMA EXPLICAÇÃO SOBRE ESTE RELATO, MESTRE?
R.- As pessoas comuns e correntes vivem neste mundo de três dimensões ignorando a existência de uma Quarta Coordenada, de uma Quarta Dimensão.
É necessário saber que mais além de nosso mundo tridimensional, está a Dimensão Desconhecida, a Região Etérica.
Se cuidadosamente observamos a cor das longínquas montanhas, poderíamos ver um intenso azul, bastante formoso.
É óbvio que dita cor é o éter da Quarta Dimensão; foi-nos dito que num futuro remoto todo o éter será visível de forma plena no mesmo ar que respiramos.
Os científicos modernos negam enfaticamente o éter e dizem que só existe nos campos magnéticos.
As pessoas da Idade Média negavam a redondez da Terra, supondo que esta era plana.
Quando Galileu afirmou que a Terra era redonda e que não estava quieta, esteve a ponto de ser condenado à morte. Quando se lhe exigiu jurar que não era redonda e que não se movia, pondo as mãos sobre a Santa Bíblia, disse: “o juro; mas que se move, se move”.
Assim também, ainda que neguemos a existência do éter, ainda que juremos que não existe, teremos que dizer parodiando a Galileu: “mas que existe, existe”.
Nessa Região Etérica, nessa Quarta dimensão vivem as criaturas Elementais da Natureza, e isto é algo que devemos compreender profundamente. A tais criaturas se lhes dará o nome de Elementais, precisamente porque vivem nos elementos.
Saiba você meu querido amigo, que o fogo está povoado de criaturas Elementais; entenda que o ar está também densamente povoado por essa classe de criaturas e que a água e a terra, estão povoadas por esses mesmos Elementais.
Às criaturas do fogo, desde os tempos mais antigos, se lhes conhecia com o nome de Salamandras; aos Elementais do ar se lhes designa com o nome de Silfos; aos seres da água se lhes chama Ondinas, Nereidas, Sereias, etc., etc.; as criaturas que vivem entre as rochas da terra se lhes baptizou com o nome de Pigmeus, Gnomos, etc. é ostensível que a forma destas criaturas varia muitíssimo.
As criaturas do fogo são delgadas e secas, muito semelhantes ao chapulín ou grilo, ainda que de tamanho muito maior.
As criaturas do ar parecem crianças pequenas muito formosos com rostos rosados como a aurora.
Os Elementais da água têm diversas formas; algumas parecem como damas inefáveis, felizes entre as ondas do imenso mar, outras têm formas de sereias-peixes, com cabeça de mulher, e por último há Ondinas que jogam com as nuvens ou moram nos lagos e rios que se precipitam entre seus leitos de rochas.
Os Gnomos da terra, os Pigmeus, parecem anciãos com sua longa barba branca e continente cerimonioso. Eles vivem normalmente nas minas da terra ou cuidam os tesouros que por aí subjazem escondidos.
Todos estes Elementais da Natureza são úteis na grande criação; alguns animam o fogo; outros impulsionam o ar formando os ventos; aqueles animam as águas; estes outros trabalham na alquimia dos metais dentro das entranhas da terra.
Existem muitas outras criaturas que povoam os bosques, os desertos, as montanhas. Você distinto cavalheiro, nos falou da “Patasola”, um Elemental muito particular de alguma região nevada em seu país; é óbvio que se trata de alguma série de criaturas Elementais com muita força e poder. O acontecimento narrado por você nos indica claramente que dito tipo Elemental tem potência suficiente para se fazer sentir no mundo das três dimensões,
no mundo físico; no citado relato é inquestionável que houve luta entre os cães e o ser desconhecido; posso assegurar-lhe de forma enfática que se não tivesse sido pelos cães; os dois citados homens teriam morrido.
Realmente, no seio profundo da Natureza, nas paragens mais longínquas, no mistério das
selvas, existem Duendes, Fadas, criaturas que as pessoas da cidade nem remotamente suspeitam.
Não faz muito tempo pelo mundo inteiro correu a notícia sobre uma estranha morte. Certo explorador da Antártida foi encontrado degolado debaixo da sua tenda de campanha nesse continente do Pólo Sul. O interessante foram suas palavras encontradas em sua bitácula de viagem. Nesta última se puderam ler frases como as seguintes: “Já vem, já o vejo, se aproxima o monstro, está aqui, ¡Ai, ai, ai!”. ¿Que classe de monstro seria esse? Algum guardião da Quarta Dimensão, isso é obvio.
Desenvolvendo a Clarividência poderemos verificar a realidade da Quarta Dimensão e das criaturas Elementais que nela vivem.
2. - A propósito de Duendes Mestre, quisera relatar-lhe um facto que aconteceu faz 20 anos numa povoação chamada Génova Caldas, Colômbia: uma menina foi enviada por seus pais na manhã a uma tenda; ao regressar a sua casa se encontrou no caminho com uma mulher que tinha certa parecença com a sua mãe, a qual lhe convidou a que lhe seguisse; a menina seguiu-a, saindo da povoação.
Ao chegar às horas da noite e vendo seus pais que a menina não regressava, puseram em conhecimento das autoridades seu desaparecimento; Horas mais tarde se organizou um grupo que foi em busca da citada menina; Seguiram por um lugar onde alguém lhes tinha informado tê-la visto passar, e ao se aproximarem da Cordilheira Central, uma pessoa lhes indicou que por aí tinha passado e que ela lhe tinha perguntado a onde ia, respondendo-lhe a menina que ia com sua mamã.
Continuaram a busca ao largo da cordilheira e depois de três dias encontraram a menina seminua sentada sobre um velho tronco de uma árvore, sem poder falar; ao trazê-la ao povo depois de que recuperou o fala, explicou que a tinha conduzido uma pessoa muito idêntica a sua mãe até esse lugar e depois a tinha abandonado.
¿Quisera explicar-me a que se deveu isto, e se efectivamente foi um Duende como a gente desse lugar assegurava?
R.- Com o maior prazer responderei a sua pergunta. Obviamente a menina foi raptada por um Duende que tomou a mesma forma de sua mãe; as pessoas cépticas das cidades não crêem nestas coisas; mas, as pessoas simples dos bosques dão testemunhos viventes sobre a realidade dos Duendes, os quais no fundo não são mais que simples Elementais da Natureza, habitantes da Quarta Dimensão, da Quarta Coordenada, da Quarta Vertical.
Nós os gnósticos temos meios e procedimentos científicos para entrar nessa Quarta Dimensão à vontade, conscientemente, positivamente. Assim podemos entrevistar-nos com tais criaturas da Natureza e falar com elas.
3. -¿Poderia você me explicar de que maneira é possível penetrar com corpo de carne e osso dentro da Quarta Dimensão? A mim me gostaria ver esses Duendes, esses Elementais, e se você tem o procedimento, ensine-mo.
R.- Mas, amigo meu, você me está pedindo algo sensacional; quero que saiba que aos gnósticos não nos gosta o egoísmo; tenho a chave e os procedimentos e com o maior prazer lhe vou ensinar um.
Ante tudo convém que você saiba que a Natureza não é algo inconsciente, como muitos supõem; a Natureza é realmente a Mãe Natura, dispõe de poderes psíquicos formidáveis os quais podemos utilizar para penetrar na Quarta Dimensão voluntariamente, conscientemente, positivamente.
Deite-se você do lado do coração com a cabeça posta sobre a palma da mão esquerda, concentre-se intensamente na Mãe Natureza, suplique-lhe, peça-lhe, rogue-lhe com frases saídas do coração, com palavras simples, que o transporte, que o leve por entre a Quarta Dimensão a um bosque qualquer, a alguma paragem próxima e quando você comece a sentir suas pernas e braços em estado de lassitude, quando comece a dormir, sentindo-se em estado de sonolência, cheio de fé intensa, levante-se de sua cama, dizendo: “Mãe minha, em nome do Cristo te peço que me leves com meu corpo a tal lugar: (diga agora o lugar a onde você queira ir)”.
Lhe aconselho, meu bom amigo, que antes de sair à rua, dê primeiro um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante, para verificar se realmente está na Quarta Dimensão.
É claro que se você não flutua, se não logra ficar suspenso na atmosfera, é porque todavia não penetrou no mundo da Quarta Dimensão; neste último caso, meta-se entre sua cama novamente e repita a experiência.
Algumas pessoas triunfam imediatamente, outras tardam meses e anos inteiros nesta aprendizagem.
É urgente saber que cada ser humano tem sua Mãe Natureza Particular, aquele princípio inteligente que criou seu próprio corpo físico, que uniu espermatozóide e óvulo para a fecundação, que deu forma a cada célula orgânica.
Nossa Mãe Divina Particular pode ajudar-nos com a condição de uma conduta recta. Trabalhe você com esta técnica e quando logre o êxito, poderá conviver no mundo da Quarta Dimensão com todas as criaturas Elementais da Natureza.
4. - Numa selva espessa do Departamento de Huila, na República da Colômbia, sucedeu a um camponês que, estando entre a vigília e o sonho, sentiu ruídos próximo de sua casa nas horas da noite e ouviu uma voz que dizia: “prende a candeia, prende a candeia, prende a candeia”. O homem não prestou nenhuma atenção, mas quando estava ficando adormecido, voltou a ouvir que lhe repetiam as mesmas palavras três vezes; em vista disto, se levantou e prendeu a candeia, sentando-se ao pé dela.
Quando já tinha avançado a noite, o homem voltou a ficar adormecido, voltando a ouvir outra vez a mesma voz que lhe repetia: “prende a candeia, prende a candeia, prende a candeia”. Despertou e viu que a candeia se estava apagando, voltou a avivá-la com a lenha e, enquanto o fazia, lhe veio à memória nesse momento um sonho que tinha tido sete anos atrás estando em outra região, onde viu que se encontrava só numa selva e que uma fera o atacava.
¿Poderia você explicar-me quem lhe dava essas ordens e que tinha que ver seu sonho de sete anos atrás com o que lhe estava sucedendo nesses momentos?
R.- Distinto senhor, me é grato responder a sua pergunta. Seu relato está interessante. O cavalheiro de tal aventura, sonhou sete anos antes o evento citado e é claro que seu sonho se cumpriu ao pé da letra; não há dúvida de que seu sonho foi profético, se converteu em realidade.
Inquestionavelmente pessoas desencarnadas, melhor diríamos, almas de falecidos que em outros tempos viviam em tais selvas como pastores de animais porcinos, ajudaram o citado senhor, viram o perigo que lhe esperava. Não há dúvida de que em tais selvas há bestas ferozes, tigres, panteras, feras de toda a espécie, etc., etc.; os defuntos lhe indicaram a necessidade de acender o fogo para conjurar o perigo, para se defender desses assaltos nocturnos, possivelmente de tigres, falando especificamente. ¿Vê você como temos amigos invisíveis que velam por nós e nos ajudam?
5. - Faz dois anos numa reunião em que se relatavam casos raros, uma das pessoas que trabalhava numa companhia de artigos eléctricos, nos contava que na Escócia havia muitos Duendes e que a ele, no particular, lhe surpreendeu muito o seguinte caso: Um amigo íntimo dele, lhes narrava que se tinha feito amigo de um Duende e que falava largas horas com ele, relatando-lhe que ao Duende lhe gostava muito comer certas cerejas agridoces que havia em muito escassos lugares do bosque. Como não acreditavam, pensou fazer-lhes uma demonstração física, para o qual propôs ao Duende levá-lo ao lugar a onde se encontravam as cerejas que tanto gostava; mas como não podiam caminhar lado a lado, lhe indicou que se mete-se numa bolsa de manta para poder transportá-lo. Uma vez que o Duende esteve dentro da bolsa, o escocês correu à casa de seu amigo dando de gritos para lhe demonstrar-lhe que era amigo de um Duende e que o levava consigo na bolsa de manta, mas grande foi sua surpresa ao abri-la e ver que esta estava vazia; saiu desconsolado e envergonhado da casa, caminhando rumo ao lugar onde se encontravam as cerejas agridoces que tanto gostava o Duende.
Pelo caminho se deu conta que algo se movia dentro da bolsa de manta que todavia trazia na mão. Ao chegar ao lugar onde se encontravam as cerejas, saltou da bolsa um coelhinho branco que foi devorar as cerejas, transformando-se depois no Duende; ao vê-lo o escocês o recriminou dizendo-lhe: ¿Por que me fizeste essa má jogada? ¿Não vês que fiquei por tua culpa em ridículo com meus amigos? Respondendo-lhe o Duende que ele não se prestava a essa classe de demonstrações e que se queria continuar sendo bom amigo dele, lhe prometera não voltá-lo a utilizar para convencer seus amigos da amizade que os unia. ¿É possível que os Duendes desapareçam e apareçam mudando de forma?
R.- Com o maior gosto responderei a sua pergunta; foi-nos dito que tais Duendes assumem formas masculinas muito formosas com louros cabelos e rosada pele; alguns até afirmam que se enamoram das mulheres jovens nos bosques, e que costumam dar-lhes deliciosas serenatas. Velhas tradições afirmam que só com uma competência de orquestras, fazendo ressoar deliciosa música, podem ser afastados.
Seu relato é muito interessante; já vê você como alguém se pode fazer amigo de um Duende; desgraçadamente, tal pessoa cometeu o erro de querer fazer demonstrações com seu amigo invisível; é obvio que os Duendes são inimigos dos exibicionismos; quando oferecem sua amizade, o fazem sinceramente; desgraçadamente as pessoas têm a tendência exibicionista e isso é muito grave.
¿Que teria tomado aquela criatura a forma de um coelhinho? Isso não é nada raro. ¿Que teria devorado as cerejas? Não se estranhe você disso. Eles comem distintas substâncias, princípios e frutos da Natureza; são criaturas que existem, que têm vida, vivem normalmente na Quarta Dimensão, mas em algumas paragens solitárias dos bosques; podem fazer-se visíveis e tangíveis para o homem de carne e osso, quando assim o desejam; as pessoas vãs do mundo já não aceitam nada disto porque estão demasiado sumidas na barbárie, degeneraram seus sentidos psíquicos e se encontram demasiado materializados.
Nós os gnósticos pensamos de forma diferente; temos exercícios e sistemas para desenvolver as faculdades psíquicas e, mediante certos procedimentos, até nos damos ao luxo de pôr-nos em contacto não somente com os Duendes, senão também com os Devas e Elementais desta grande criação.
Capítulo Três
BRUXAS
1. - Numa fazenda que foi habitada em tempos da conquista pelos espanhóis, se ouviam constantemente ruídos à meia noite e se sentia chegar um homem a cavalo, que desmontava e entrava em casa a abrir as portas das habitações; até que um dia o administrador decidiu sair para ver o que era que produzia esses ruídos.
Ao fazê-lo, viu no pátio um homem montado a cavalo, ao qual lhe disse: “Em nome de Deus Todo-poderoso, dizei-me ¿que quereis?” Respondendo-lhe o homem: “Acompanhaime”.
O administrador o seguiu até um riacho próximo da fazenda, onde o ginete parou dizendo-lhe: “neste lugar há um tesouro enterrado que te suplico que saques”. O administrador o sacou e instantaneamente cessaram os ruídos na fazenda. ¿Poderia você dizer-me algo acerca deste relato?
R.- Não há dúvida de que este caso insólito e inusitado tem fundamentos sólidos. Tratando-se da vida, devemos enfatizar certas ideias transcendentais; é ostensivo a existência das dimensões superiores do espaço. A todas as luzes ressalta com inteira claridade meridiana que na Dimensão Desconhecida vivem as almas dos mortos.
Resulta palmária e manifesta a materialização de uma entidade metafísica.
É claro que os desencarnados, o defunto que cavalgando em brioso corcel falou assim ao surpreendido homem, tinha deixado enterrado um valioso tesouro; o arrependimento, o apego ao vil metal, etc., etc., foi motivo mais que suficiente para lograr a inusitada aparição. Resulta interessante o facto concreto de tão manifesta materialização de tipo psíquico.
Nisto devemos afirmar em tom severo que aquele defunto abandonou a Dimensão Desconhecida para penetrar no mundo físico onde se fez visível e tangível.
É compreensível que ao se descobrir tal tesouro, os estranhos ruídos metafísicos se tivessem suspenso.
Casos como estes abundam muito por todas partes; aqui no México, os Plateados (correligionários de Pancho Villa) deixaram fabulosos tesouros escondidos, e até sei de algum lugar onde aconteceram fenómenos psíquicos extraordinários; isto sucede em todas as partes do mundo.
2. - Uma Sexta-feira Santa, ao passar pela Lagoa de Montiver, viram umas pessoas uma belíssima mulher de cabelos dourados tão largos que lhe cobriam seu corpo, banhando-se no meio da lagoa; depois de um momento a observá-la, foi grande sua surpresa ao ver que a mulher desaparecia no meio das águas. ¿Poderia você dizer-me que classe de mulher pode ser esta?
R.- Com o maior prazer darei ao cavalheiro resposta a sua pergunta. Já falámos claramente sobre os Elementais do fogo, dos ares, das águas e da terra. Não é estranho de modo algum que um desses Elementais com aparência de mulher e singular beleza se fizesse visível ante as pessoas nas cristalinas águas do lago; essas Ondinas fazem seus palácios no fundo das águas, e é óbvio que resplandecem abrasadoramente na misterioso paisagem.
Alguma vez também tive eu mesmo uma experiência similar navegando no oceano Atlântico.
Quando o sol começava a sair de entre as profundas águas, pois assim parecia, vi duas Nereidas extraordinárias que, caminhando entre as águas, vinham em direcção oposta a nosso pequeno navio.
Uma tinha cor violeta, não somente em sua cabeça e em seus olhos, senão também em sua túnica e sandálias; a outra, tinha mais bem o cor dos corais, e seu gesto era majestoso e sublime.
Algo me disseram aquele par de belezas e de novo se detiveram sobre os acantilados, contemplando-me profundamente.
Não nego que logrei estabelecer amizade com aquelas Nereidas do imenso mar.
Elas fazem suas casas com matéria etérica no fundo abismal do borrascoso oceano, e até dizem que quando se enamoram de algum homem, levam a sua Alma para conviver com ele em sua morada oceânica.
3. - Aqui no México, durante a época da Inquisição, sucedeu um caso insólito de bruxarias.
Duas mulheres foram acusadas ante o Santo Ofício, e quando os clérigos e guardiães entraram na casa das mulheres só viram num leito quatro pernas, pois os corpos não estavam aí; encontravam-se ausentes.
Os clérigos procederam liturgicamente com exorcismos e conjurações de todo o tipo. De repente algo estranho sucede: dois horríveis passarões penetram naquela estância ante os assombrados clérigos, e logo se precipitam no leito onde as pernas jaziam.
Os clérigos, horrorizados, surpreenderam-se ao ver que aquelas aves de mau agoiro assumiam humanas formas.

As pernas vieram a formar então parte do conjunto de aquelas mulheres que, instantes antes, só eram sinistras criaturas aéreas. A Inquisição processou estas bruxas e as condenou a morrer na fogueira. ¿Poderia dar-me o Mestre alguma explicação?
R.- O caso que você relatou resulta interessante, e é obvio que tem sua resposta.
Muito se falou sobre a bruxaria, e na Idade Média morreram muitas mulheres queimadas na fogueira, acusadas de tal delito.
Não há dúvida de que estas são simplesmente magas negras que sabem meter seu corpo físico dentro da Quarta Dimensão, quer para voar pelos ares, quer para caminhar sobre as águas, ou assistir a seus horripilantes aquelarres.
Foi-nos dito que aqui em México essas horripilantes criaturas podem à vontade deixar seus pernas físicas para voar nos ares com mais comodidade.
Desde o ponto de vista rigorosamente clínico, à luz da anatomia oficial, é óbvio que nenhum médico aceitaria tão tremenda afirmação.
Nestes instantes me vem à memória as bruxas de Tesalia e “as metamorfoses” de Ovídeo.
Contam que Apuleio se transformava num asno. ¿Não haveis ouvido falar sobre a licantropia e sobre o homem lobo?
O organismo humano tem infinitas possibilidades que os homens de ciência nem remotamente suspeitam.
Quando um corpo físico se submerge dentro da Quarta Dimensão pode assumir qualquerfigura e até abandonar parte de seus membros. É inquestionável que os científicos desta
época se escutassem nossa conversa, indignados rasgariam suas vestes tornando e relampejando e pronunciando palavras terríveis contra nós, os irmãos do Movimento Gnóstico.
A ciência oficial não é toda a ciência. O dia chegará em que os sábios possam verificar a realidade da Quarta Coordenada e todas as suas infinitas possibilidades de tipo metafísico.
Que as bruxas possam abandonar suas pernas ou transformar-se em bestas, não é caso novo. Já Eneias, o troiano, encontrou nas ilhas Estrofazas esses passarões encabeçados pela execrável Selene, que tanto dano lhe causara.
Aqueles que se burlam de nossas palavras, não está de mais que estudem “A Eneida” de Virgílio, o poeta de Mantúa.
De modo algum aplaudimos essas sinistras criaturas da sombra: é obvio que lhes aguarda horrendo porvir nos mundos infernos. Quem tenha estudado “A Divina Comédia” do Dante encontrará as bruxas do aquelarre no Averno, martirizando com suas horrendas garras as humanas plantas. Cruéis hárpias que aborrecendo a Deus e à Divina Mãe se precipitam asquerosas no negro precipício.

4. -Mestre, como você falou muito em seus livros da Quarta Dimensão, vários me dizem que não crêem que exista, porque eles querem vê-lo e tocá-lo; como eu não soube dar a resposta adequada, quisera que você me explicasse de que forma posso fazê-lo.
R.- ¡Valha-me Deus e Santa Maria! Isto não é questão de crenças: estamos falando de assuntos científicos. As crenças são para assuntos religiosos, mas a ciência é algo diferente; por favor ponha-me atenção: a Quarta Dimensão é o Tempo, e o que quisera saber algo sobre esta Quarta Coordenada que estude a Teoria da Relatividade de Einstein.
A vejo a você sentada numa mesa escrevendo. Se você observa este móvel verá que tem três dimensões: largura, comprimento e altura. Mas existe uma Quarta Vertical e esta é o Tempo. ¿Quanto tempo faz que o carpinteiro construiu esta mesa?
A Quarta Dimensão a está vendo todo o mundo, porque não há pessoa que não tenha um determinado número de anos; haverá pessoas que estejam recém nascidas, outras que tenham vinte anos e muitos anciãos que só aguardam a morte.
O Tempo em si mesmo tem dois aspectos: o cronométrico, que é somente superficial e o espacial, que é o fundamental.
Reflicta você; não lhe estou falando de crenças, estamos tratando assuntos meramente científicos. É necessário ter um pouquinho de maturidade para entender.
A conquista do espaço exterior, as viagens cósmicos, serão impossíveis enquanto não tenhamos logrado conquistar o Tempo, é dizer, a Quarta Coordenada.
Se uma nave cósmica pudesse sair de nosso mundo à velocidade da luz (trezentos mil quilómetros por segundo) e se depois de várias horas de viagem cósmica regressasse à Terra conservando a mesma velocidade, pode você estar absolutamente segura de que a seu retorno os tripulantes de tal navio não encontrariam o mundo que deixaram, senão um mundo futuro, uma Terra adiantada em muitos milhares de anos; isto já o demonstrou Einstein com seus cálculos matemáticos. No dia em que os homens de ciência inventem naves cósmicas capazes de passar além da velocidade da Luz terão conquistado o Tempo; noutras palavras, terão conquistado a Quarta Dimensão. Isso é tudo.
O mundo de três dimensões é o resultado da velocidade da luz ao quadrado; se passamos mais além da velocidade da luz, entramos na Quarta Dimensão. As bruxas do citado relato, com procedimentos tenebrosos, atravessam instantaneamente a barreira da velocidade da luz e penetram na Quarta Dimensão. Mas, isto não é nada recomendável.
Existem procedimentos Santos e virtuosos, como os de Pedro, o Apóstolo de Jesus, ou os do Divino Nazareno, por meio dos quais podemos entrar na Quarta Dimensão.
5. - Numa reunião se contava que as avós de vários dos presentes relatavam sobre as bruxas o seguinte caso: nos tempos da Revolução Mexicana algumas pessoas encontraram vários pares de pernas entre as cinzas de um fogão ou dos grandes braseiros que se usavam nas casonas daquela época; assustadas de tal acontecimento, esperaram para ver que era o que sucedia e se surpreenderam de que algum tempo depois regressavam as bruxas que vinham em suas vassouras sem pernas e que as colocavam novamente por arte de magia; celebravam aí mesmo um grito estranho e iam a suas casas como qualquer pessoa normal.

Estes rumores circulavam de boca em boca entre os vizinhos da região, causando assombro. ¿Seria tão amável de nos explicar se são certos estes acontecimentos?
R.- Distinto senhor, já falámos claramente sobre tudo isto e podemos asseverar de que tais coisas são muito certas. Este tipo de pessoas tenebrosas, aqui no México, abandona suas pernas quando entram na Quarta Dimensão.
6. -¿Nada mais que aqui no México?
R.- Sim, nós que explorámos nos distintos terrenos da metafísica sabemos que isto de abandonar as pernas só ocorre aqui em nossa pátria.
Explorámos distintos países e lugares e a investigação nos levou muito longe.
Permita-me informar-lhes que em Salamanca, Espanha, existe o Castelo de Klingsor, dentro do qual funciona o Salão da Bruxaria; as horripilantes bruxas, afiliadas a esse antro de trevas, assistem a suas reuniões e suas pernas não as deixam em seus leitos, nem ao pé da chaminé, nem em nenhuma parte. Essa classe de pessoas se vão tornando cada vez mais e mais perversas e ao fim se precipitam no abismo tenebroso onde só se ouve o pranto e o ranger de dentes.
7. - Em certa paragem que conheci na América do sul, encontrando-me deitado de boca acima, senti ruídos na parte do quarto onde me encontrava. Percebi um odor desagradável que penetrava por debaixo da porta, e minutos depois senti que uma pessoa se sentava sobre o meu peito paralisando-me todo o corpo. Não podia nem falar, nem fazer nenhum movimento muscular.
Ao fim de poucos minutos lembrei-me que me poderia salvar fazendo uma conjuração, mas como não podia falar, a única coisa que pude fazer, mentalmente, foi o signo da Estrela Flamígera de cinco pontas e a entidade se retirou. ¿Poderia você fazer-me o favor de aclarar-me que classe de entidade foi esta, Mestre?
R.- Responderei ao distinto cavalheiro sua pergunta. Sabemos por experiência directa que essas abomináveis criaturas do aquelarre costumam se lançar-se sobre os corpos de suas vítimas, ora para morder-lhes o corpo formando horríveis máculas em sua pele, ora para sacar-lhes da forma densa a Alma e levá-la a qualquer lugar do mundo, ou bem para atormentá-los de qualquer modo. Nestes casos, aconselhamos nós orar com grande veemência, recitar a Conjuração dos Sete do Sábio Salomão, ou a Conjuração dos Quatro; este tipo de orações é de eficácia extraordinária para a defesa mental e física. Com estas conjurações fogem as horripilantes árpias deixando-nos em paz.
CONJURAÇÃO DOS QUATRO
¡CAPUT MORTUM imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem!
¡CHERUB, imperet tibi Dominus per ADAM JOT CHAVAH!
¡AQUILA ERRANS, imperet tibi Dominus per ALAS TAURI!
¡SERPENS imperet tibi Dominus TETRAGRAMMATON per ANGELUM et LEONEM!
¡MICHAEL, GABRIEL, RAPHAEL, ANAEL! FLUAT UDOR per spiritum ELOHIM.
FÍAT FIRMAMENTUM Per IAHUVEHU-ZEBAOT.
MANEAT TÉRRA per ADAM JOT CHAVAH.
FÍAT JUDICIAUM per ignem in virtute MICHAEL.
ANJO DE OLHOS MORTOS, obedece ou dissipa-te com esta água santa.
TOURO ALADO, trabalha, ou volta à terra se não queres que te aguilhoe com esta espada.
ÁGUIA ENCADEADA, obedece a este signo, ou retira-te ante este sopro.
SERPENTE MÓVEL, arrasta-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e
evapora-te com os perfumes que eu queimo.
Que a ÁGUA volta à água; que o FOGO arda; Que o AR circule;
que a TERRA caia sobre a terra.
Pela virtude do PENTAGRAMA, que é a ESTRELA MATUTINA, e no nome do
TETRAGRAMA que está escrito no centro da CRUZ DE LUZ. Ámen.

CONJURAÇÃO DOS SETE

¡Em nome de MICHAEL, que JEHOVA te mande e te afaste de aqui, Chavajoth!
¡Em nome de GABRIEL, que ADONAI te mande e te afaste de aqui, Bael!
¡Em nome de RAPHAEL, desaparece ante ELIAL, Samgabiel!
¡Por SAMAEL ZEBAOTH, e em nome de ELOHIM GIBOR, afasta-te Andramelek!
¡Por ZACHARIEL e SACHEL-MELEK, obedece ante ELVAH, Sanagabril!
No nome Divino e humano de SCHADDAI e pelo signo do Pentagrama que tenho na mão
direita, em nome do Anjo ANAEL pelo poder de ADÃO e de EVA que são
JOTCHAVAH, ¡retira-te Lilit!, ¡Deixa-nos em paz, Nahemah!
Pelos Santos ELOHIM e em nome dos Génios CASHIEL, SEHALTIEL, APHIEL e
ZARAHIEL, e ao mandato de ORIFIEL, ¡retira-te de nós MOLOCH! Nós não te daremos
nossos filhos para que os devores. Ámen. Ámen. Ámen.

Capítulo QuatroNARRAÇÕES PSÍQUICAS
Amigos meus, é urgente aprender a viajar por entre a Quarta Dimensão. A muitos lhes parecerá difícil tal aprendizagem, mas isto não é assim tão trabalhoso, o que se necessita é força de vontade, tenacidade incansável e paciência infinita.
Vêm a minha memória nestes instantes alguns episódios muito importantes relacionados com os Estados de Jinas. Quando eu comecei minha aprendizagem, certamente tive que sofrer um pouco. Me deitava tranquilo no leito com a cabeça apoiada sobre a palma da mão esquerda; me concentrava em minha Mãe Natureza e no Cristo, rogando-lhe de todo o coração me levara com corpo de carne e osso a remotos lugares da Terra; quando me sentia já em certo estado de lassitude, quando começava a dormir, suavemente me levantava da cama e saía ao pátio da casa; ali dava saltos longos com a intenção de flutuar no espaço; muitas vezes estava chovendo e então tinha que suportar a água e o frio; vestido com roupa de dormir e logo ao ver que não flutuava, regressava à cama para repetir o experimento uma e outra vez incansavelmente durante toda a noite; meus desvelos eram enormes, meu corpo se estava adelgaçando, meu rosto estava pálido e meus olhos cheios de grandes olheiras de tanto desvelo, mas eu era teimoso e um dia desses tantos obtive o êxito.
Em estado de sonolência me levantei do leito e grande foi meu assombro ao encontrar três damas dentro de minha recâmara; uma delas me ajudou-me a levantar da cama, enquanto as outras duas ante uma mesa lançavam sortes com uns naipes, a ver qual delas fazia cargo de minha insignificante pessoa; é ostensivo que a sorte recaiu sobre a que me levantou do leito; ela me ajudou a sair do quarto, me conduziu ao longo de um corredor que conduzia até à rua, abriu o portão da casa e me levou à rua; então vi muitas outras pessoas que igualmente estavam ocupadas no mesmo labor naquele povoado, onde na época vivia.
A dama em menção me disse que podia flutuar no ambiente, e ao fazê-lo senti grande alegria; não desconheço que houve certa falta de prudência em meus actos, pois tão rapidamente cheio de alegria me lançava às nuvens como me precipitava à terra para voar sobre as casas, as torres das igrejas, etc., etc.
1. - ¿E não o via ninguém?
R.- ¡Oh!, Distinta dama, de certo lhe digo que ninguém me via porque meu corpo se tinha metido dentro da Quarta Dimensão, tinha escapado do mundo de três dimensões e por isso se tinha feito invisível para as pessoas deste mundo.
A dama me levou a Nova Iorque; ali havia um cavalheiro que também estava trabalhando da mesma forma; aquela mulher o ajudou também e os tirou de seu apartamento, de maneira que já fomos dois os viajantes da Quarta Dimensão. Atravessamos o oceano Atlântico e logo voamos sobre a Europa passando por distintas cidades em ruínas, pois estávamos na Segunda Guerra Mundial. Aquele homem me disse: “não sei o que vejo em ti, mas a única coisa que sei é que dentro de ti mesmo há muito de filosofia e muito de ocultismo”. O cavalheiro me advertiu sobre os perigos que existiam nas terras de Europa; me disse que tivéssemos muito cuidado porque se chegávamos a sair da Quarta Vertical, cairíamos nesses países sem documentação de nenhuma espécie, pelo qual nos assassinariam ou nos meteriam no cárcere. “Tem você razão”, lhe respondi; “de nenhuma maneira devemos abandonar a Quarta Coordenada”.
Durante o trajecto nos detivemos uns instantes para entrar numa casa de modistas. A dama que nos conduzia nos manifestou o desejo de ajudar algumas pessoas que ali viviam; entretanto nós permanecemos dentro de uma habitação contígua, conversando. Quando saímos daquela casa com o nosso guia, continuámos flutuando sobre o céu da Europa para chegar até ao lugar onde nos proponhamos. Uma vez feitas as investigações requeridas, me despedia de meu guia e do amigo e regressei a casa. Já vêem vocês, distintos amigos e amigas, como com vontade e paciência podem vocês aprender a meter o seu corpo físico dentro da Quarta Dimensão; a mim isto me custou como um ano de amarguras.
2. -¿Como sabia o guia que nessa casa que você menciona necessitavam ajuda? ¿E que tipo de ajuda?
R.- Com o maior gosto responderei a sua pergunta, estimada dama. É claro que as pessoas que viviam em tal casa eram amigas do guia; a ajuda que prestou a dama que nos guiava se relacionava com os estudos Jinas; tinha por objectivo ajudar uma pessoa a entrar na Quarta Dimensão; isso é tudo.
3. - ¿Quanto tempo esteve você fazendo essa viagem?
R.- Bem, distinta senhora, considero que em ir e vir pode haver transcorrido um par de horas.
4. - ¿Como soube regressar sozinho?
R.- Esta pergunta é muito interessante e dá oportunidade para uma formosa explicação. Sucede que no mundo da Quarta Dimensão tudo regressa a seu ponto de partida original; se abrimos uma porta, esta se fecha de imediato por si mesma; se levamos um objecto de um lugar a outro, este retorna por si mesmo a seu lugar. Por exemplo, em certa ocasião saí da casa por entre a Quarta Dimensão; me situei exactamente numa rua de distância e logo tirei a camisa de dormir, atirei-a ao espaço e observei cuidadosamente o curso que esta seguia; então vi com assombro que flutuando tal objecto na atmosfera regressou a casa, penetrou pela porta e foi dar ao leito. Assim pois, não é estranho que eu me deixasse levar pela força do retorno para regressar de forma, digamos instintiva e automática ao dormitório até ficar o corpo colocado na posição em que antes estivera.
5. - Numa região nevada da América do Sul, um homem que cuidava do gado, estando cansado se deteve numa cabana solitária acompanhado de um cão. Prendeu fogo para estar mais cómodo. À meia-noite sentiu ruídos estranhos e ouviu ladrar o cão como se, se aproximasse uma pessoa estranha; ao observar que era o que sucedia, viu um homem coberto de pelo sem roupa alguma; tomou a sua carabina para atacar o visitante, o qual lhe disse: “amigo meu, não me ataque, não me faça dano, que venho em paz”, contando-lhe como tinha chegado até àquele estado, por ter feito uma promessa fazia muitos anos de viver longe da civilização e não voltar a deixar-se ver por nenhuma mulher. O pastor lhe ofereceu comida e teto na cabana e lhe indicou que ele vivia numa fazenda onde não habitam mulheres, que quando quisesse, podia ir por além para falar com ele e oferecer-lhe de comer o que a ele lhe apetece-se. Um dia qualquer, o homem peludo o visitou na fazenda e, estando falando com ele, observou que estavam olhando-o algumas damas dali, fugindo sem voltar jamais a aparecer por esses lugares. ¿Poderia você explicar-nos, Mestre, por que tomou esta determinação de viver na solidão e longe das mulheres?
R.- Com o maior prazer responderei a sua pergunta, distinto cavalheiro. Seu relato me parece muito interessante. Certamente é muito lamentável o caso do peludo. Em tudo isto vejo um pouco de ignorância: fugir das mulheres me parece demasiado absurdo porque seria impossível chegar à liberação, à salvação, já que elas são um elemento importante na vida.
O Amor é o fundamento da liberação, da salvação, da iluminação. Só amando podemos chegar a Deus, só querendo de verdade podemos conseguir a eterna bem-aventurança. Nós escrevemos muitas obras e bem vale a pena que nossos leitores as estudem; “O Matrimónio Perfeito”, por exemplo, é um desses livros que podem ensinar às pessoas o que é o Amor; há alguns outros textos importantes; por exemplo: “O Mistério do Áureo Florescer”, “O Parsifal Desvelado”, e muitos outros.
Não há dúvida de que o peludo se converteu num autêntico selvagem. Em contacto com a Natureza lhe brotou a pele de gorila, se converteu num homem macaco, involuíu até se converter num símio; isso é tudo.
6. - No tempo da colónia, dois cavalheiros que cavalgavam para a cidade num dia chuvoso, tratando de descansar e de abrigar-se da chuva, viram nos arredores um mesón onde parecia que havia uma festa, pois os que estavam aí bailavam, bebiam e riam; entraram e também ficaram a compartir a festa.
Ao se sentirem cansados, se retiraram a seu quarto para dormir; ao outro dia, quando despertaram, grande foi sua surpresa ao ver que naquele lugar só havia pó de muito tempo e esqueletos disseminados por toda a casa; espantados, fugiram dali espavoridos. ¿Poderia você dizer-me a que se deveu este fenómeno?
R.- Interessante seu relato, distinto cavalheiro. Eis aí um fenómeno maravilhoso da Quarta Dimensão. Não há dúvida de que os viajantes tiveram um aceso momentâneo à Quarta Dimensão em que puderam ver e ouvir muitas pessoas desencarnadas, defuntos digamos, com os quais partilharam amigavelmente. Ao outro dia receberam a surpresa ao descobrir em tal mesón só ossos de mortos.
7. - Um boémio que costumava viver nas tabernas, um dia ao sair de uma cantina para se dirigir a sua casa, sentiu um ruído estranho que vinha detrás dele; ao olhar para trás, viu uma figura humana sem cabeça que o seguia a certa distância; o homem lançou-se a correr dando gritos, com os quais saíram as pessoas de suas casas a auxiliá-lo; ao chegar a perto de sua casa, caiu privado do conhecimento. Horas mais tarde, quando despertou, relatou o sucedido. ¿Quisera explicar-me por que viu um homem sem cabeça?
R.- O senhor nos fala de um decapitado; muitas pessoas que pereceram na guilhotina durante a Revolução Francesa continuaram no Mais Além, na Dimensão Desconhecida com figura de decapitados; sucede que aqueles que morreram dessa maneira costumam às vezes fazer-se visíveis com tão sinistra figura no mundo físico.
Amigos meus, é bom que vocês saibam que existem terras encantadas, regiões das “mil e uma noites” e que tudo isso pertence à Quarta Dimensão. A Natureza tem maravilhas e prodígios; recordo que em algumas de minhas viagens que fiz por terras da América cheguei à casa de um menino que estava muito enfermo; os corvos, zopilotes, galinazos, zamuros, chulos, tiñosos etc. paravam sobre o tecto daquela casa; antes os médicos prognosticaram que o menino morreria.
O que espanta é que tais aves, que evidentemente se desenvolvem no Raio de Saturno, adivinharam com tanto acerto e conheceram com precisão absoluta o lugar a onde ia falecer uma criatura; Não está de mais asseverar que em realidade tal menino morreu sem que a ciência médica pudesse salvá-lo; não há dúvida de que esse tipo de aves do céu cumpre uma missão belíssima, limpando a Natureza de toda a podridão. é claro que têm faculdades que lhes permitem conhecer o lugar onde alguém há-de morrer. Tudo isto nos convida a reflectir sobre os poderes da Natureza.
Nós todos poderíamos pôr-nos em contacto com os Elementais e conhecer as maravilhas e prodígios da Natureza se aprendêssemos a viajar por entre a Quarta Dimensão.
Capítulo Cinco
REENCARNAÇÃO
Quando chega a hora da morte, concorre ao leito do agonizante o Anjo encarregado de cortar o Fio da Existência.
No instante preciso em que exalamos o último alento, o Anjo da Morte tira a Alma do corpo e corta com a sua foice o Cordão de Prata, certo fio misterioso, prateado, que conecta a Alma com o corpo físico. Tal cordão magnético pode alargar-se ou encolher até ao infinito.
O sonho se diz que é uma morte pequenina; sabido é que durante o sonho a Alma não está entre o corpo; viaja a remotas distâncias e então o Fio de Prata se alarga infinitamente.
Graças a tal fio pode a Alma regressar ao corpo físico no momento do despertar depois do sonho.
Os moribundos costumam ver o Anjo da Morte com uma figura espectral, esquelética, ataviado com os trajes funerais. é claro que esta figura tão sinistra só a assume quando está trabalhando; fora de seu trabalho assume formosas figuras, de crianças, de damas ou de veneráveis anciãos. Os Anjos da Morte nunca são maus ou perversos. Eles sempre trabalham de acordo com a Grande Lei; cada qual nasce em sua hora e morre exactamente em seu tempo.
As almas dos mortos recapitulam ou repassam de forma detalhada a vida que acaba de passar; este procedimento se realiza sempre retrospectivamente; durante tal processo as almas recolhem seus passos, vivem naqueles lugares onde antes viveram, repetem sempre o mesmo, os mesmos feitos, os mesmos sucessos.
Quando chegam a reviver os instantes da primeira infância parecem crianças. é óbvio que uma vez repassada a vida tal como sucedeu, se apresentam ante os Senhores do Karma, ante os Tribunais da Lei, prontos para ser julgados. Isto é o que se chama apresentar-se ante os tribunais de Deus.
De tal juízo, de tal feito, resulta o porvir de cada Alma. Algumas almas sobem às regiões celestes antes de regressar a este mundo; outras entram nos mundos infernos, situados estes últimos dentro do interior da Terra; e outras, finalmente, regressam imediatamente ou mediatamente a este vale de lágrimas.
Isto de retornar ou regressar a este mundo costuma ser bastante doloroso. Desgraçadamente, sempre nos toca regressar.
Os Anjos da Vida conectam o Fio de Prata com o espermatozóide que vai ser fecundado numa matriz.
A criatura se gesta no ventre, mas a Alma que regressa só entra realmente no corpo no instante em que o menino faz a primeira inalação de ar. Compreender isto é vital e indispensável.
Assim pois nós, antes desta vida que temos actualmente, tivemos não só uma passada existência, senão muitas outras.
Cada qual nasce de acordo com seu próprio destino; uns nascem em famílias ricas e muito endinheiradas, e outros regressam ou retornam entre pessoas pobres e miseráveis.
Se fizemos bem em nossa passada existência, recolhemos agora o prémio, voltamos a lares onde nada nos falta e teremos comodidades de toda espécie.
Se fizemos mal, sem mal gastámos o dinheiro, se fomos avaros, se explorámos ao próximo, se cometemos o erro de roubar ou de arruinar os outros, se fizemos mau uso do dinheiro, é evidente que nos toca voltar entre famílias miseráveis, vestidos com corpos de mendigos, infelizes, esfomeados e desnutridos. Assim cada qual recolhe o fruto de suas próprias acções.
É ostensivo que as pessoas não recordam suas vidas passadas porque têm a Consciência adormecida; se as pessoas tivessem a Consciência desperta, então é óbvio que recordariam todas as suas anteriores existências.
Uma pessoa deve esforçar-se por fazer obras de caridade, vestir o nu, dar de comer ao esfomeado, dar de beber ao sedento, ensinar o que não sabe, etc., etc., etc., para que em seu futuro retorno, para que de regresso à Terra depois da morte, renasça em lugares belos, formosos, entre pessoas de bons costumes, com muita abundância, paz e prosperidade.
1. -¿Existem Anjos da Vida e Anjos da Morte?
R.- Com o maior gosto responderei à sua pergunta. Os Anjos da Morte concorrem aos leitos dos agonizantes e vivem normalmente na Quinta Dimensão, no Mundo Astral de qual nos fala o esoterismo e o ocultismo.
Os Anjos da Vida têm figuras de crianças, sabem muito de medicina oculta, têm poder sobre as águas da existência, sobre a matriz, sobre o líquido amniótico, sobre os órgãos criadores, e vivem normalmente na Quarta Dimensão, no Mundo Etérico.
Não há dúvida de que os Anjos da Vida trabalham com as mulheres durante o parto. Eles podem abrir toda a matriz e ajudar em todo o nascimento; costumam ser médicos assombrosos, realmente eles são os encarregados de conectar o Fio da Vida com o espermatozóide fecundante; eles são os agentes secretos que ajudam a toda mulher grávida.
2. - Então, de acordo com o que você nos explica, ¿existe a predestinação e pode um chegar a mudá-la?
R.- Distinta dama, vamos dar resposta a tal pergunta. É ostensivo que existe a predestinação. Realmente esta última é o resultado de todas as acções boas e más de nossas passadas existências. Se alguém rouba, o roubarão; se mata, o matarão; etc., etc., etc. Por exemplo, vou narrar-lhes agora um caso muito interessante. Sucedeu que um jovem e três companheiros amigos saíram de viagem desde o México para os Estados Unidos. Mas tiveram um acontecimento trágico: O carro em que viajavam foi golpeado por outro e nisto houve contra-golpes com outros veículos que também circulavam pela estrada com um saldo de dois mortos e dois feridos.
Quando nós investigamos nos mundos superiores pudemos evidenciar o que é a Lei da Predestinação. Um dos mortos, o primeiro deles, foi, digamos, instantânea a sua morte; pereceu no momento preciso do choque. Outro sofreu queimaduras de terceiro grau e depois de vinte dias exalou o último alento. O terceiro foi o condutor do carro, o qual só teve uma deslocação do braço e uma pequena ferida numa perna. E outro, o quarto, sofreu tão só uma leve ferida na cabeça. Nós investigamos especialmente os três primeiros e o resultado foi o seguinte: quem pereceu primeiro tinha vivido no México durante a época de Don Porfirio Díaz; é claro que tinha sido um rico poderoso, um grande fazendeiro déspota, que gozava atropelando os pobres trabalhadores, lançando os cavalos sobre os camponeses nos caminhos, etc., etc.
Quem morrera de queimaduras graves, tinha cometido o erro de lançar gasolina sobre os corpos de seus irmãos quando estes últimos dormiam na noite e logo lhes tinha pegado fogo; esse tinha sido pois seu delito mais grave em sua passada existência e agora perecia entre um carro incendiado, morria com queimaduras de terceiro grau.
Quanto ao terceiro, tinha feito sofrer um jovem em sua passada existência. Resulta que em grupo de rapazes o tinham golpeado e lhe tinham deslocado um braço puxando-o violentamente; agora recebia a consequência durante o acidente. Assim pois cada qual nasce com seu próprio destino.
Poderia ser modificado o destino fazendo muitas obras de caridade, dedicando-se ao bem, praticando as obras de misericórdia, etc., etc. Fica pois aclarado o facto concreto de que o destino também pode ser modificado, porque quando “uma lei inferior é transcendida por uma lei superior, a lei superior lava a lei inferior. Faz boas obras para que pagues tuas dívidas”.
Capítulo Seis
KARMA
1. -Amigos meus, existe uma lei que se chama Karma; esta significa em si mesma “causa e efeito”, “acção e consequência”.
Vós deveis compreender o que é a Lei da Compensação; tudo o que se faz há que pagar, pois não existe causa sem efeito nem efeito sem causa.
Nos foi dada liberdade, livre arbítrio e podemos fazer o que queiramos, mas é claro que temos que responder ante Deus por todos os nossos actos.
“Não somente se paga Karma pelo mal que se faz, senão pelo bem que se deixa de fazer podendo-se fazer”.
Quando alguém vem a este mundo traz o seu próprio destino; uns nascem em colchão de plumas e outros na desgraça.
Se em nossa passada existência matamos, agora nos matam; se ferimos, agora nos ferem; se roubámos, agora nos roubam, e “com a vara com que medimos os outros seremos medidos”.
Sem embargo, é possível modificar o nosso próprio destino, porque quando “uma lei inferior é transcendida por uma lei superior, a lei superior lava a lei inferior”.
“Ao Leão da Lei se combate com a balança”. Se num prato da balança pusermos as nossas boas obras e no outro pusermos as más, ambos os pratos pesarão iguais ou haverá algum desequilíbrio. Se o prato das más acções pesa mais, devemos pôr boas obras no prato das boas acções com o propósito de inclinar a balança a nosso favor; Assim cancelamos Karma. “Fazei boas acções para que pagueis as vossas dívidas”; recordai que não somente se paga com dor; também se pode pagar fazendo o bem.
Muitas pessoas que sofrem, só se lembram de suas amarguras desejando remediá-las, mas não se acordam dos sofrimentos alheios, nem remotamente pensam em remediar as ecessidades do próximo.
Este estado egoísta de sua existência não serve para nada; assim a única coisa que conseguem realmente é agravar os seus sofrimentos.
Se tais pessoas pensassem nas demais, em servir a seus semelhantes, em dar de comer ao faminto, em dar de beber ao sedento, em vestir o nu, em ensinar o que não sabe, etc., etc., etc., é claro que poriam boas acções no prato da balança cósmica para inclinar a seu favor; assim alterariam o seu destino e viria a sorte em seu favor. É dizer ficariam remediadas todas as suas necessidades; Mas as pessoas são muito egoístas e por isso é que sofre; ninguém se lembra de Deus nem de seus semelhantes senão quando estão no desespero, e isto é algo que todo o mundo pôde comprovar por si mesmo; assim é a humanidade.
2. - As boas obras de que nos fala você, ¿devem fazer-se desinteressadamente ou se nos tomam em conta mesmo fazendo-as com o interesse de obter alguma mudança?
R.- Se deve trabalhar sempre desinteressadamente, com infinito Amor pela humanidade; assim alteramos aquelas más causas que originaram os maus efeitos; não olvide você que alterando a causa se altera o efeito.
¿Queres sanar? Sanai outros ¿Alguns de vossos parentes estão na prisão? Trabalhai pela liberdade de outros. ¿Tendes fome? Comparte o pão com os que estão pior que tu; etc., etc., etc.
3. - Mestre, ¿poderia dizer-me se todas as enfermidades são kármicas?
R.- Nem todas as enfermidades são kármicas. A máquina humana pode ser danificada por múltiplos motivos; podem ser de ordem kármico ou simplesmente acidental; isso é tudo.
4. - Mestre, ao estar em meditação pude recordar algo de minha vida passada quando passei pelo México em viagem a Acapulco, tal como você me tinha informado. ¿Quisera explicar-me se foi correcta minha meditação ou se foi uma fantasia?
R.- Pela forma da pergunta tal como foi feita, posso evidenciar claramente que tu todavia tens a Consciência adormecida, pois se a tivesses desperta, a palavra “fantasia” teria ficado excluída de tua pergunta; o que alguém sabe bem, nada tem de fantástico; o que ignora, ou aquele que entrevê ligeiramente, ainda que seja real, é tomado como fantástico; despertar Consciência é vital quando se trata de investigar vidas anteriores. É claro que estiveste na passada reencarnação aqui no México, que me acompanhaste também em tua passada existência até à Porta de Acapulco; isto sucedeu na época de Don Porfirio Díaz, e agora é obvio que o repetiste de acordo com a Lei da Recorrência. Tudo volta a suceder como sucedeu, tudo se repete. Assim trabalha a Grande Lei do Karma.
5. - Mestre, de acordo com o que você me diz compreendo que estou bem adormecido; sem embargo estas pequenas recordações que tenho da vida passada, assim como de outra em terras espanholas e cujas recordações pude trazer, ¿não indicam um pequeno despertar de Consciência?
R.- Indubitavelmente houve um pequeno despertar da Consciência; aumentou a percentagem. As pessoas comuns e correntes têm uns três por cento de Consciência desperta, mas neste caso podemos evidenciar uns dez por cento, e isso é bastante; dificilmente encontraríamos uma pessoa que tivesse uns cem por cento de Consciência desperta; dê-se você por satisfeito de ter sequer essa percentagem de Consciência superior ao de todos os seus semelhantes.
6. - Em meditações tive experiências de ver que em minha vida anterior cometi muitos erros, já que era um latifundiário que tinha uma fazenda em Cuautla, Morelos, na que tinha muitos empregados os quais tratava a chicotadas, cometendo adultérios e violações, até que chegou a Revolução na que perdi todas as minhas posses.
Me alistei na Revolução ao lado de Pancho Villa, sofrendo fome e todos os horrores da guerra, e ainda que morri velho e ao lado de minha família, desde então até à data tenho vindo sofrendo amarguras e dissabores; Pensei que estou pagando meu Karma. ¿Que poderia você dizer-me a respeito, Mestre?
R.- Distinto frater, muito me alegra que você recorde sua passada existência; tenho que informar-lhe que precisamente eu o conheci a você em sua vida anterior; é obvio que você está me falando a verdade e nada mais que a verdade. Como você também esteve entre as filas do general Francisco Villa, é natural que não poderia deixar de o conhecer pessoalmente.
Que como proprietário de uma fazenda antes da revolução tivesse cometido erros dando chicotadas a seus trabalhadores e etc., etc., etc., contraiu Karma, isso é obvio; agora poderá explicar você o porquê de ter tido tantos sofrimentos em sua vida actual. A outros você fez sofrer e agora sofreu; a outros fez trabalhar intensivamente e agora foi explorado pelos amos em certos empregos nos que lhe tocou trabalhar para ganhar o pão de cada dia; assim é como pagamos o que devemos; “lei é lei e a lei se cumpre”.
7. - Mestre, quero relatar-lhe um acontecimento que me sucedeu quando tinha seis anos de idade. Vi num sonho que caíam bolas de fogo sobre a Terra e as pessoas corriam e clamavam a Deus desesperadamente, como se fosse o fim do mundo. Mais tarde já sendo grande, vi uma Bíblia ilustrada na que aparecia um quadro exactamente como eu o tinha sonhado. ¿Quisera você dizer-me se isto foi um anúncio?
R.- Distinto Cavalheiro, me é muito grato dar resposta a sua pergunta; não há dúvida de que assim como existe o Karma humano, também existe o Karma das nações e do mundo; estamos falando de Karma e creio que você me compreende.
Sua visão corresponde ao Karma mundial, o qual se encontra condensado em muitos versículos bíblicos e do Corão, assim como numa multidão de livros sagrados do oriente e do ocidente do mundo.
“O mal do mundo é tão grande que já chegou ao céu e é obvio que esta perversa civilização de víboras será destruída e não ficará pedra sobre pedra”.
Uma série de terramotos se desencadearam em todas as regiões da Terra, mas isto não é senão o princípio do fim; haverá guerras atómicas, fome e pestilências em toda a redondez da Terra e morrerão os seres humanos aos milhões, tão numerosos como as areias do mar e não haverá remédio.
O abuso da energia nuclear será muito grave; dia chegará em que virá a decomposição do átomo em cadeia, e então se intensificarão os maremotos e terramotos. Ondas gigantescas nunca antes vistas acoitarão as areosas praias e um som estranho e misterioso sairá de entre as profundidades abismais do oceano.
Quero que você saiba, amigo meu, quero que entendam todos os meus amigos que um mundo vem viajando através do espaço infinito e que um dia chocará magneticamente com este afligido planeta em que vivemos. O que você viu, o que você pode comprovar na Santa Bíblia, corresponde exactamente a tal acontecimento cósmico. É necessário que você entenda que as duas massas planetárias ao chocar magneticamente se mesclarão entre si formando um mundo novo; então só haverá fogo e vapor de água; e de toda esta perversa civilização não ficarão vestígios de nenhuma espécie. Assim ficará selado todo o “Apocalipse” de São João. Depois, pouco a pouco, de entre as águas caóticas da vida, surgirá um novo continente, novas terras, novos céus, para que se cumpra o que já está escrito no “Apocalipse e na epístola segunda de Pedro aos romanos”.
Você viu, pois, algo extraordinário, algo que está por suceder; não olvide que já os científicos estão informados sobre aquele mundo que viaja precisamente rumo à órbita de nosso planeta Terra; Até ouvi dizer que o chamam o “Planeta Vermelho”; Querem desviálo baseando-se em explosões atómicas, mas tudo será inútil, aquele mundo chocará com o nosso precisamente no ano 2.500; Assim terminará esta Idade de Ferro chamada Kali Yuga.
É bom que você saiba que esta horripilante Idade começou com o ciclo electroquímico durante a cultura greco-romana e que terminará com dito ciclo exactamente o ano 2.500; assim é o Karma das nações, amigo meu.
O convido a seguir a senda de perfeição, se é que não quer ingressar com os perdidos nos mundos infernos onde só se ouve o pranto e o ranger de dentes.
8. - Com relação ao chamado Planeta Vermelho, é sabido que existe um livro de esse nome onde os científicos narram o facto de que um planeta se está aproximando em direcção à órbita da Terra e que chegará um momento em que ambos os planetas chocarão fazendo uma fusão de massa, mas que antes de chocar, no processo de aproximação, haverá uma grande quantidade de calor e radiações que começarão a esterilizar plantas, animais e toda a classe de vida até chegar a secarem os rios e lagos, faltando a água, ao se ir aproximando o planeta, por atracção magnética; os lugares onde há grandes quantidades de água, começarão a sair de seu leito provocando grandes cataclismos e que isto sucederá ao redor do ano 2.400 e tantos. ¿Que nos pode você dizer a respeito?
R- Distinto amigo, muito interessante o que você diz. Já vê você que os científicos não ignoram a futura colisão que nos aguarda; permita-me dissentir quanto à data; a Loja Branca informou que dito acontecimento cósmico, como já disse, virá a realizar-se exactamente no ano 2.500; por aquela época já a Torre de Babel (os foguetes cósmicos) estará levantada de forma total; então muitas pessoas poderão viajar à Lua, Mercúrio, Vénus, e em geral a todos os planetas do sistema solar. Com o choque planetário, a Torre de Babel será fulminada e a Terra ficará convertida em fogo e vapor de água; isso é tudo.
9. - Também na época de menino tive a visão aproxima de que começavam a resplandecer no céu umas naves que desciam em direcção a Terra, baixando delas uns homens brancos muito altos e de olhar profundo, os quais informaram que ia haver uma série de cataclismos que terminariam com a humanidade, acreditando neles só umas quantas pessoas, as quais pediram que as levassem com eles a seu planeta, contando-lhes que só se podiam levar os que o mereceram de acordo com as suas obras.
Então começaram a fazer uma selecção em forma de Clarividência e de centenas de pessoas que chegaram a escolher unicamente seis ou sete que a juízo deles o mereciam.
Quando estavam fechando as portas das naves, muitos pretenderam subir pela força, mas isto não foi possível e partiram para seus planetas. ¿Que nos poderia você dizer acerca desta visão?
R- Permita-me dizer que estas percepções estiveram maravilhosas; é ostensivo de que a você lhe revelaram o que está por vir.
Da Terra será sacada a semente; quero referir-me aos seres humanos seleccionados que haverão de servir num futuro pela formação da futura sexta grande raça.
É claro que depois do grande cataclismo que se avizinha surgirão novas terras de entre o caos, de entre as águas da vida, e nela há-de viver um povo novo.
Agora compreenderá você por que haverá de se salvar a semente; isto é indispensável, e não há dúvida de que antes do cataclismo final será levada em naves cósmicas a outros mundos do espaço infinito; mais tarde, a seu tempo e a sua hora, quando a Terra volte a estar em condições de estar habitada, tal humana semente será trazida de regresso a este planeta, para a formação da futura raça; e desta, nossa presente humanidade, só ficarão as recordações entre os Registros Akáshicos da Natureza.
Capítulo Sete
O APAGÃO DE NOVA IORQUE
Amigos meus, vamos comentar esta noite certo artigo muito interessante que vi por aí numa revista e que se titula: “dúvida sobre o apagão de Nova Iorque”; e a seguir transcreveremos algumas passagens do citado artigo.
“Exactamente às cinco da tarde com vinte e oito minutos do dia 9 de Novembro de 1965, ocorreu a falha técnica mais grande e inexplicável da história”.
“A essa hora e nessa data, doze milhões de nova-iorquinos sofreram as consequências de uma total interrupção na administração de energia eléctrica”.
“Mas o que ignoravam os habitantes de Nova Iorque era que, além da cidade onde viviam, havia outras mais sumidas nas trevas. Faça funcionar as luzes de emergência, nos expomos a um roubo”.
“Pertencentes a território norte-americano: Albany, Rochester, Boston e Providence estavam às escuras; situados no Canadá: Quebec e Ottawa padeciam da mesma falha técnica.”
“Em uma imensa área de 207.184 quilómetros quadrados, que compreendia os estados de Quebec, Ontario, Vermont, parte de New Hampshire, Massachussets, Rhode Island, Connecticut, Nova Iorque, New Jersey e Pensilvânia, nenhum instrumento que dependesse da electricidade funcionava.”
“Trinta e seis milhões de pessoas, ou seja, mais do que a povoação de Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai ¡juntas!, ficaram às escuras.”
“Elevadores, semáforos, rádio, televisão e rotativas deixaram de funcionar. Fornos eléctricos, estufas eléctricas, refrigeradores, liquidificadores, torradeiras de pão, pulmones de aço e inclusive fresadoras de dentistas se tornaram inutilizáveis. Nas ruas se produziram engarrafamentos espantosos”.
“A situação se agravou ainda mais pelo facto de que os veículos que ficaram sem gasolina não puderam abastecer nas estações de serviço. As bombas eléctricas não funcionavam, e os automóveis eram abandonados. Nas estações do metro haveria quase um milhão de pessoas impossibilitadas de usar o transporte. Vivo a trinta milhas daqui e meu filho está enfermo. Não podemos mover-nos. A cidade está congestionada com o apagão. Os aviões que iam a aterrar ou despegar tiveram dificuldades ao apagar-se momentaneamente ailuminação das pistas. ¡É urgente que aterremos! ¡Já quase não nos fica combustível!”
“A anarquia ia em aumento. Houve mortos por acidente, ladrões e gente enlouquecida pelas trevas. A situação foi tão grave e imprevista que no Palácio de Cristal das Nações Unidas em Nova Iorque, tiveram que suspender as sessões que se estavam celebrando”.
“Conforme a duração do apagão se prolongava, as mais altas autoridades eram conscientes de que enfrentavam uma perigosa alteração do ordem”.
“Os reportes de última hora indicam que o pânico e a desordem aumenta nas ruas. ¡É o caos! Só contam com luz eléctrica edifícios como este, que têm planta de luz própria. ¡Mas só uns quantos!”
“Mas o verdadeiramente grave, é que unidos ao pânico e ao caos deste momento nesta imensa zona de 207.184 quilómetros quadrados...”
“Os sistemas de radar não funcionam, ¡Estão cegos! Qualquer projéctil aéreo pode cruzar o nosso céu neste preciso momento. ¡Não poderíamos detectar a sua presença!”
“E mais, nem sequer poderíamos enviar um de nossos projecteis dirigidos a interceptá-lo, porque “os botões de comando com que se lhes ordena despegar dependem da electricidade para seu funcionamento”. ¡É inútil este imenso aparelho, não serve para nada!”
“Senhores, somos um dos países mais poderosos da Terra; gastamos cada ano milhares de milhões de dólares em armamento e em fortalecer nossos sistemas de segurança, mas ante uma situação como esta, somos impotentes. Uma civilização tão tecnológica e poderosa como a nossa tem um calcanhar de Aquiles, uma grande debilidade, “a electricidade”; se perguntaram todos vocês...”
“¿De que nos serve o radar, os projecteis teledirigidos, o telégrafo, o telefone e a televisão?
¡De nada! ¡Absolutamente de nada! ¡Claro! ¡Tem razão o general! ¡Não podemos transmitir uma ordem ¡Não podemos receber informação!”
“¡Esta é a quebra de nosso poderio militar e industrial: tudo está paralisado!”
“Senhores, por favor, um pouco de cordura. Não é por de mais que lhes recorde que o governo ao que todos nós pertencemos é totalmente consciente da terrível importância da electricidade”.
“Em cada central eléctrica existem grandes cérebros electrónicos e computadores encarregados de vigiar cada centímetro dos grandes cabos que conduzem o fluido eléctrico. Quando um dos cérebros electrónicos descobre, por exemplo, que um dos cabos está sendo sobrecarregado de electricidade e que há o perigo de que se funda... a linha cinco está em perigo.”
“Automaticamente essa carga é repartida entre outros ramos do sistema. A sobrecarrega se repartiu entre as linhas sete e oito.” Assim mesmo, os computadores indicam quando umgrande fusível se queimou, a que linha pertence e o lugar exacto da avaria. É o terceiro cabo do ramo de Albany; a avaria se localiza entre a torre 17-B e a 18-B. Saímos de imediato para além.”
“Inclusive, se numa zona se chegasse a produzir uma avaria que não tivesse sido captada pelas centrais electrónicas, essa zona se isola das demais para que não cause danos em outros sistemas de condução eléctrica. Temos isolada a zona de Montgomery e procedemos a fazer a reparação.”
“Cada relevador, cada fusível, cada switch e cada conexão são cuidadosamente revistas cada instante. Estou seguro que de um momento a outro se corrigirá a falha que houve e teremos novamente electricidade. O apagão só leva uma hora de duração.”
“Desgraçadamente esses optimistas cálculos não foram confirmados pela realidade. ¡Meu filho, meu filho! Não o vi nesta obscuridade, saiu correndo do caminho.”
“O grande apagão duraria exactamente doze horas. ¡Nem um décimo de segundo mais!
¡Frank, vêem já temos luz! Os mais precisos cronógrafos eléctricos, ao receber a descarga da electricidade não tiveram que ser tocados em seus manecillas para que seguissem indicando a hora com grande exactidão. ¡Está marcando a hora que é!”
Devemos exigir uma investigação. Da mesma misteriosa maneira que se havia interrompido a luz, começava a fluir por cada cabo. Um apagão de duração inusitada que tinha tido isto e que “curiosamente” tinha durado doze horas, provocou incerteza num grande sector de América do Norte.”
“Que se deslindem responsabilidades. Cidadãos comuns e correntes, homens de empresa e periodistas pediram do governo dos Estados Unidos uma explicação sobre o ocorrido. Continuam chegando telegramas, senhor. Nos exigem que esclarecemos o ocorrido.”
Até aqui as palavras do mencionado artigo. Não há dúvida de que uns poucos Homens extraterrestres foram capazes por si mesmos de paralisar todo o sistema eléctrico de Nova Iorquee muitas outras cidades, tal como já está dito.
Vejamos pois a diferença fundamental entre o Homem e o animal intelectual; é óbvio que todas as pessoas se consideram dentro do reino hominal ou humano, para ser mais claros.
Diógenes com sua lanterna andou pelas ruas de Atenas com uma lâmpada acendida buscando um Homem e não o encontrou.
Pilatos apresenta o Cristo dizendo: “Exce Homo”, “eis aqui o Homem”.
¡Quão difícil é alcançar o Estado Humano! E sem embargo, todos se crêem Homens. O Homem é o verdadeiro rei da criação e pode fazer maravilhas tão grandes como as do apagão de Nova Iorque.
Estamos seguros de que uma meia dúzia de Homens poderia paralisar não somente o sistema eléctrico de Estados Unidos, senão ademais, todas as actividades do mundo inteiro.
Meia dezena de Homens autênticos, legítimos e verdadeiros poderiam tomar o planeta Terra sem disparar um só tiro e em questão de minutos.
1. -¿Como poderia ser que meia dezena de Homens podessem lograr isto?
R.- ¡Oh!, Distinta senhorita, ¿Se espanta você com minhas palavras? é necessário que compreenda que o Homem autêntico é o rei da criação; um só Homem poderia em questão de segundos desintegrar o planeta Terra, convertê-lo em fragmentos que girariam ao redor do Sol.
2. - ¿Esta classe de Homem poderia realizar tanto sem estar auto-realizado?
R.- ¿Quando me vai entender, distinta dama? Não é possível que exista um Homem sem se auto-realizar; o que sucede é que você pensa equivocadamente, supõe que os animais intelectuais que povoam a face da Terra são Homens; eis aí seu erro.
Dentro do animal intelectual existem possibilidades surpreendentes; o homúnculo racional comummente chamado homem é uma crisálida dentro da qual pode formar-se o Homem, ¿me entendeu você?
3. - ¿E que poderíamos fazer para que se formasse o Homem dentro dessa crisálida?
R.- ¡Oh! Distinta senhorita neste livro elemental não poderia dar-lhe a você estas explicações; venha a nossos estudos gnósticos; estude nossos livros; leia “O Matrimónio Perfeito”, “O Mistério do Áureo Florescer”, “As Três Montanhas”, “O Parsifal Desvelado”, etc., etc., etc.
4. - Então, de acordo com o que você nos diz, ¿são perigosos os Homens verdadeiros?
R.- Escute-me, nobre dama; estes Homens legítimos, no mais completo sentido da palavra, realmente não são tão perigosos como você os supõe; se eles tivessem querido fazer saltar em pedaços o Planeta terra, já o teriam feito; se tivessem querido invadir-nos e escravizar-nos, faz muitos séculos que já o teriam podido fazer; os Homens autênticos não assassinam, nem escravizam, nem invadem nações, nem mundos. O que sucede é que eles nos visitam para nos ajudar; são compassivos; e eles nos assistirão na hora suprema do grande cataclismo; eles, depois da tremenda catástrofe que nos aguarda, quando a Terra esteja em condições de voltar a ter vida, fundarão neste planeta, por então transformado, uma nova civilização e uma nova cultura.
Os animais intelectuais se estranham pelo facto concreto de que estes extraterrestres não encaixem muito com nosso ambiente, nem se submetam a esta ordem de coisas caduca e degenerada.
5. - Com o que você nos diz, ¿então neste planeta não existem Homens verdadeiros? ¿Todos são extraterrestres?
R.- Distinta senhorita, escute-me, em nosso mundo também há Homens, mas há que buscálos com a lanterna de Diógenes; é muito difícil encontrá-los e sem embargo, já vê você, todos se presumem de Homens.
6. - ¿Qual é o objectivo que existe para nós sermos um autêntico Homem?
R.- Ouça-me, distinta senhorita. Da crisálida sai a mariposa que ditosa voa sobre a luz do sol; assim também da crisálida humanóide pode sair o Homem autêntico, legítimo, verdadeiro; esse é o propósito original da Divindade. Caso contrário, estaria você contra dos propósitos de Deus. Ele quer que cada um de nós se converta num rei da criação; só assim poderíamos ingressar no Reino de Melquisedec; só assim poderíamos ir ao Paraíso; por isso foi que veio Jesus o Cristo ao mundo; se propôs auxiliar-nos, queria que cada um de nós fosse um rei da Natureza; agora compreenderá você o motivo pelo qual devemos preocupar-nos.
7. - ¿Que se supõe que ocasionou realmente o apagão de Nova Iorque?
R.- Darei resposta ao senhor. Escute-me, se eles tivessem querido reduzir a cinzas Nova York o teriam podido fazer em questão de segundos, mas eles não são perversos; olham esta raça de animais intelectuais com infinita compaixão. Perseguiram-nos com aviões de caça, quiseram-nos destruir; não se lhes deu, por certo umas formosas boas vindas; não se receberam como irmãos e, sem embargo, o único que fizeram para demonstrar ao animal intelectual o estado de inconsciência e debilidade em que se encontra, foi dar-lhe uma demonstração, paralisando todo o sistema eléctrico de Nova Iorque, tratar de os fazer compreender as bestas racionais o vergonhoso estado em que estes se encontram,.
Já a estas horas, o animal racional, depois de tal evento deveria estar estudando-se a si mesmo, eliminando as suas paixões e seus vícios, purificando-se e santificando-se arrependido.
9. - ¿Você considera que o tenhamos entendido assim os seres terrestres?

R.- Distinto amigo, é obvio que este reino de animais tem a Consciência adormecida, e por tal motivo está mais longe de compreender o ensinamento que lhes foi dado.
Os animais racionais não são Homens, mas se crêem assim mesmos omnipotentes, poderosos, super civilizados, super desenvolvidos, etc., etc., etc.
10. - ¿Poderia explicar-nos você cientificamente que fizeram para poder produzir o apagão?
R.- ¡Oh!, Distinto senhor, isto já é uma ciência de tipo eléctrico superior. Creio firmemente que é possível desviar a electricidade orientando a corrente de forma diferente, alterar as polaridades, fazer carga à inversa, e então é ostensivo que qualquer cidade fica em trevas.
Estudar isto de forma detida e expor logo publicamente o ensinamento seria tanto como entregar as armas do Homem às bestas racionais. ¿Que fariam tais bestas com este tipo de conhecimentos? Ponha você a mão no coração e responda-me à pergunta, ¿entendido?
Capítulo Oito
OS HOMENS GLACIAIS
Bem, amigos, vamos comentar agora algo sobre os Homens Glaciais. É urgente compreender o processo de revolução dos eixos da Terra, os quais acarretam distintas glaciações.
Foi-nos dito que antes da passada glaciação, os Pólos da Terra se encontravam na zona que hoje corresponde à linha equatorial, de tal forma que o que era Equador se converteu em Pólos e vice-versa; isto originou o afundamento da Atlântida; é claro que por tal motivo mudou a geografia terrestre.
Se encontrou no Pólo Norte carvão vegetal, e na Sibéria, nas margens dos grandes rios, se descobriram animais antediluvianos que pereceram pelo frio e o gelo; tais criaturas, completamente tropicais, foram de um momento a outro surpreendidas pelo gelo e a neve, e então pereceram.
A primeira raça humana que existiu no mundo viveu na casquete polar do Norte, na Ilha Secreta. Tal região foi tropical e esteve, como já dissemos, na zona equatorial, ainda que mais tarde, devido à revolução dos eixos da Terra, via-se a ocupar o lugar que actualmente tem.
A primeira raça que viveu, pois, nessa região, foi completamente protoplasmática.
Os corpos das pessoas eram dúcteis, elásticos, podiam aumentar à vontade ou diminuir; não tinham a consistência física da humanidade actual.
Sem embargo, as pessoas de tal raça eram felizes, percebiam o mundo e as coisas em forma íntegra, completa. Não só viam o meramente físico, senão que também ademais podiam ver a Alma e o Espírito de todos os seres e as coisas.
A Terra inteira tinha então uma belíssima cor azulada intensa com seus mares e montanhas.
Ainda que pareça incrível, a primeira raça que existiu no mundo foi de uma belíssima cor negra. Mas, resulta um pouco difícil compreender as pessoas actuais que nos pómulos daquelas pessoas e em seus rostos em geral, apesar de ser de raça de cor, pudesse brilhar certa cor e certa matiz semelhante ao do fogo.
O sistema de reprodução era completamente diferente do actual; os seres humanos se reproduziam numa forma muito parecida à da divisão das células orgânicas. Já sabemos que uma célula se divide em duas e que as duas se dividem em quatro e as quatro em oito, etc., etc. Assim também o organismo do pai-mãe, totalmente andrógino, pois não era masculino nem feminino, senão que tinha ambas as polaridades, por sua vez, em determinado momento se dividia em dois. Do pai-mãe se desprendia, por assim dizer, o filho, e este era um acontecimento profundamente religioso.
A muitas pessoas poderá parecer-lhes estranho uma raça de andróginos, mas é óbvio que a primeira raça humana foi assim.
As pessoas da Raça Protoplasmática tiveram templos maravilhosos, grandiosas cidades e riquíssima sabedoria divina.
Por então viveu na Terra o Anjo Uriel, que teve corpo físico humano. Ele escreveu um grandioso livro com caracteres rúnicos, nórdicos, e cumpriu uma belíssima missão ensinando a humanidade daquela época.
Esta Raça Protoplasmática é o Adam-Solus de que fala a Bíblia; esse Adão do qual não se tinha extraído a Eva da mitologia hebraica.
Passaram os séculos, muitíssimos milhões de anos e sem embargo, aquela raça, apesar de se ter transformado noutras, se conserva todavia em formas muito originais, e isto é algo que pode surpreender o auditório.
Quero dizer que não todos os indivíduos daquela raça desapareceram da face da Terra; há certo grupo de tais pessoas primogénitas que todavia vivem aqui na Terra.
Esse misterioso grupo reside actualmente numa cidade secreta subterrânea situada exactamente no Pólo Norte. Esses são os Homens Glaciais que, para bem desta pobre humanidade doente, ainda existem.
O que mais assombra é que ditos indivíduos ou dito grupo correspondente à primeira raça, apesar de se ter isolado para evitar todas essas transformações orgânicas que deram origem aos milhões de seres humanos que povoam a face da Terra, não só tenham conservado sua pureza original, senão que ademais, e isto é o mais notável lograram uma metamorfose única, especial, extraordinária.
Actualmente os membros de tal grupo têm formosas presenças de tamanho humano semelhante ao nosso, corpos perfeitos de carne e osso e grande sabedoria.
Eles são realmente o protótipo vivente do que deveriam ser todas as pessoas da Terra.
Não há dúvida de que a sua cidade subterrânea debaixo dos gelos polares é formidável, maravilhosa; possuem uma alta tecnologia ultramoderna; contam com aparelhos mecânicos que correspondem a um remoto futuro; estão pois, adiantados no tempo.
É ostensivo que tais Homens Glaciais haverão de nos auxiliar muito especialmente nas guerras futuras, seja a través da medicina, curando enfermos, sanando feridas, seja a través da ciência atómica, química, procurando servir as vítimas das bombas microbianas ou da energia nuclear, etc., etc., etc.
Eles podem assistir as pessoas e passar desapercebidos por onde querem.
1. -¿Qual é a razão de que se tenha conservado essa raça sem se mesclar com a nossa?
R.- Com o maior prazer responderei ao cavalheiro. É claro que os homens da primeira raça passaram por muitas transformações antes de se converterem em Hiperbóreos; estas almas, ainda que também foram andróginos, se reproduziram por meio de algo que poderia chamar-se brotação. Tal sistema é muito semelhante ao das brotações das plantas.
Qualquer broto vegetal desprendido de seu tronco original pode transformar-se em outra planta. Assim também, do corpo de aqueles Hiperbóreos se desprendiam esporos oviformes. Tais esporos se convertiam em novos organismos independentes.
Depois dos Hiperbóreos vieram os Lemures: pessoas hermafroditas de carne e osso que se reproduziam por gemulação. De tal ovário se desprendia um ovo que depois de certo tempo se abria para sair daí uma criatura que se alimentava com os peitos do pai-mãe.
Tal Raça Lemur se dividiu em sexos opostos depois de muitos milhões de anos; esse acontecimento está simbolizado na Bíblia com a alegoria em que Jehová extrai uma costelade Adão a Eva. É claro que depois de se haverem dividido os seres humanos em sexos opostos, a reprodução se realizou então por cooperação sexual; esse é o sistema que temos actualmente.
Como vão vocês escutando, a raça primitiva original se transformou em outras raças a través do tempo e dos séculos; passou por incessantes metamorfoses, evoluções e involuções, etc., etc., etc., mas houve certo grupo, repito, daquela raça primitiva original, que se afastou de todas essas sucessivas metamorfoses, e que se conservou pura e virginal até nossos dias. Isso são os Homens Glaciais.
2. - ¿É possível visitar esses Homens Glaciais?
R.- Já numa passada conversa registada neste livro dissemos que é possível meter o corpo físico dentro da Quarta Dimensão; então ensinámos a chave, explicámos que cada indivíduo tem sua Mãe Natureza particular e que se nos concentramos profundamente nela em instantes de estarmos adormecendo, rogando-lhe e suplicando-lhe o favor de meter nosso corpo físico dentro da Dimensão Desconhecida, ela nos ajudaria neste sentido; então afirmamos que só nos restava levantar-nos do leito cuidadosamente, conservando o sono como se fosse-mos sonâmbulos, mas isso sim, com a Consciência bem desperta.
Nestas circunstâncias, flutuando no meio ambiente circundante da Quarta Dimensão, poderíamos visitar a cidade dos Homens Glaciais. É claro que se necessita fé, muita fé, amor o Cristo, anelo verdadeiro. Só assim é possível o triunfo.
3. - ¿Poderemos visitá-los sem a permissão deles?
R.- Bondosa senhorita, permita-me dizer-lhe em tom enfático que para o indigno todas portas estão fechadas, menos uma: a do arrependimento.
Capítulo Nove
DESAPARIÇÕES MISTERIOSAS
Amigos meus, desde o século passado se estão apresentando casos de muitíssimas desaparições misteriosas, e isto é algo que nós devemos estudar.
No século passado se registou o caso espectacular da desaparição de toda uma tripulação marítima.
Certo barco que navegava rumo a Espanha foi encontrado em alto mar em perfeito estado, carregado de jóias, mercancias e coisas de grande valor, mas sem tripulação.
Tal navio se encontrava completamente solitário; nunca se soube absolutamente nada sobre seus marinheiros.
Os que encontraram tal navio não encontraram sintomas de violência: ficou pois, descartada a possibilidade de qualquer motim a bordo.
Os acessórios de cozinha, os valores em jóias, os pinos se encontraram completos, ficando por tal motivo descartada a possibilidade de qualquer acto de pirataria.
Isto nos convida a pensar, meus caros amigos. ¿Que se fez dessa gente? ¿Quem a raptou em pleno alto mar? Eis aí um tremendo mistério que até agora não se pôde resolver.
No passado século desapareceram alguns exércitos em pleno campo de batalha. ¿Quem os levou? ¡Mistério, mistério!
Nas épocas de Napoleão Bonaparte, um grande embaixador desapareceu na presença da servidão. ¿Que mão misteriosa o arrebatou?
Tony Maldonado, o esposo de uma filha minha, viu um cadete na Guatemala que ao atravessar a rua desapareceu instantaneamente, submergindo-se dentro da Dimensão Desconhecida. ¿Que mão o arrebatou?
Aviões cheios de passageiros e tripulação desapareceram em pleno voo sem deixar o menor rasto. ¿Quem os arrebatou?
Reflectindo cuidadosamente chegamos à conclusão lógica de que nestes precisos momentos, nos tubos de ensaio da Natureza se estão fazendo experiências para a criação da futura grande raça, que viverá na Terra transformada do amanhã, depois do gigantesco cataclismo que se avizinha.
É evidente que a semente mais seleccionada da espécie humana está sendo sacada da Terra e levada a outros planetas do espaço infinito. Não cabe a menor dúvida de que os extraterrestres realizam este magnífico labor.
É evidente que já se está criando essa futura raça.
Recordem vocês, meus amigos, que a primeira raça foi a dos Homens Glaciais; a segunda, a dos Hiperbóreos; a terceira, a dos Lemures; a quarta, a dos Atlantes; a quinta, a nossa, mas já se está criando, repito, a futura sexta grande raça.
Haverá também uma sétima que será a final de nosso mundo, mas isso está todavia mais longe; falemos da sexta.
Mulheres extraterrestres vieram e seguirão vindo com o propósito de ser fecundadas: homens dos nossos serão levados a outros mundos para fecundar e depois os trarão de regresso.
Não está de mais recordar agora o insólito caso do Brasil. Certa nave cósmica desceu num campo solitário; um pobre camponês que por aí andava foi metido à força dentro do OVNI.
Se lhe extraiu sangue, se analisou tal sangue; foi estudado em detalhe aquele trabalhador do campo e, depois, veio a ele uma mulher extraterrestre semelhante a uma chinesa, mas com cabelos loiros, que o seduzira sexualmente. Aquele bom homem teve, pois, relações sexuais com ela; logo o tiraram da nave e esta última partiu para o espaço infinito; não há dúvida de que aquela mulher veio para ser fecundada, se levou a semente humana terrestre.
¿Objectivo? Lograr certa mescla muito especial.
É obvio que muitos outros habitantes da Terra tiveram experiências semelhantes; alguns preferiram calar por temor ao gozo de nossos semelhantes.
Analisando cuidadosamente tudo isto, podemos verificar que os extraterrestres fazem nestes tempos ensaios muito especiais, cujos resultados finais aparecerão na Terra transformada do amanhã, muito depois da colisão planetária que haverá de acontecer no ano 2.500.
A semente humana será trazida de regresso à Terra; a sexta raça estará, pois, formada por mesclas muito importantes.
Tenho entendido que as pessoas da sexta raça serão muito formosas e de tamanho mais pequeno; é obvio que serão o produto de cruzamentos entre terrestres e extraterrestres. Não é, pelo tanto, estranho que desapareçam por estes tempos muitas pessoas.
Conforme os anos vão transcorrendo, estas misteriosas desaparições aumentarão notavelmente.
Distintos amigos, preparai-vos; não esqueçam que vivemos momentos extraordinários; não seria raro que qualquer de vós também fosse transportado a qualquer planeta do espaço infinito.
 
1. -¿Como é que, se já nos têm praticamente invadidos, não deram sua mensagem de forma geral à humanidade? ¿Porquê esse mistério?
R.- Distinto amigo, com o maior prazer darei resposta a sua pergunta. Permita-me informar-lhe que dentro de algum tempo estes extraterrestres falarão a través dos distintos satélites que a Rússia e Estados Unidos têm em órbita ao redor da Terra; então farão também chegar até nós deliciosas melodias cósmicas. Não está de mais dizer-lhes que actualmente há em órbita laboratórios cósmicos extraterrestres tripulados onde se registam nossas ideias, costumes, linguagem, etc., etc., etc.
A Sibila de Praga faz já vários séculos profetizou todas estas coisas, e até asseverou de forma enfática que num não longínquo dia se escutaria a voz de Deus em toda a redondez da Terra, o Verbo, digamos, dos extraterrestres; e todo o joelho se dobraria para ouvir a palavra vinda do alto. Não há dúvida de que esse instante se aproxima, e então conheceremos a mensagem dos extraterrestres.
Antes de isso haverá insólitos acontecimentos. Alguns foguetes norte-americanos ou russos serão raptados e levados a outros mundos; também é certo que os astronautas da Torre de Babel verão naves cósmicas extraterrestres, mas calarão: a soberba dos científicos de tal Torre é terrível; eles desejam ser os amos de todo o infinito, mas serão fulminados em seu dia e em sua hora.
Permita-me dizer ao cavalheiro que fez a pergunta que a Terra não foi invadida por extraterrestres; eles sabem respeitar o livre arbítrio de nossos semelhantes; mas para bem da Grande Causa, certos sujeitos são levados a outros planetas com propósitos evidentemente científicos; mas estas pessoas são respeitadas recebendo ademais magnífico trato.
2. - Estimado Mestre, ¿poderia dizer-nos se estes seres extraterrestres são da mesma natureza humana que nós?
R.- Grande amigo, sua pergunta é bastante interessante. Seja-me permitido dizer-lhe com infinito pesar que todavia nós não somos verdadeiramente humanos no sentido mais completo da palavra. É óbvio que hoje por hoje tão só somos Humanóides intelectuais, e isto é diferente.
Os extraterrestres que nos visitam são Homens no sentido mais completo da palavra, humanos verdadeiros, pessoas que já conquistaram o espaço infinito; eis aí a diferença.
Essas pessoas estão dotadas de uma grande sabedoria, possuem conhecimentos que nem remotamente suspeitamos, são imensamente superiores a nós; isso é tudo.
3. - ¿Poderia dizer-nos, Mestre, se estes Homens extraterrestres habitam no planeta Marte ou em Vénus?
R.- Nobre dama, devo dizer-lhe a você que os OVNIS provêm de distintos planetas do infinito. Não há dúvida de que em Vénus existe uma humanidade de tipo muito superior e de que em Marte também há habitantes, ainda que se obstinam em negá-lo os homens da ciência moderna.
Os aparelhos de fotografia terrestre enviados em satélites artificiais de nenhuma maneira poderiam informar-nos sobre a vida existente em planetas como Vénus e Marte. Mas não está de mais assegurar-lhe que num futuro os terrícolas poderão verificar, por experiências directas, a existência real dos venusianos e marcianos.
Capítulo Dez
OS HOMENS PEIXES
Muito amigos meus, em nossa reunião de hoje vamos falar um pouco sobre os Homens Peixes. Vos soa isto um pouco estranho, ¿verdade?
Ante tudo quero recordar-lhes que nós, os gnósticos, temos métodos e meios especiais para investigar tudo isto de forma, digamos, espiritual.
¿Haveis ouvido falar alguma vez sobre o desdobramento? A Alma de qualquer pessoa pode desdobrar-se, é dizer, sair do corpo e transladar-se a qualquer rincão do universo com o propósito de ver, ouvir, tocar e palpar aquilo que mais lhe interesse. Seja-me pois permitido dizer-lhes que conhecemos o segredo, as chaves, para realizar tais viagens incorpóreas.
Eu sempre pressentia que existiam no fundo dos oceanos Homens Peixes, criaturas inteligentes e até me parece que isto está relacionado de alguma forma com o famoso peixe OANES dos caldeus. Não quero tirar ao tal peixe outras alegorias mais profundas; só quero enfatizar a ideia de que tal símbolo se corresponde também com o mistério profundo dos Homens Peixes.
Deixando este pequeno preâmbulo, vamos ao grão, aos factos.
Em profunda meditação minha esposa sacerdotisa e eu resolvemos fazer uma Viagem Anímica, Espiritual, com o propósito de investigar tudo o relacionado com os Homens Peixes; é obvio que o logramos e que ao confrontar as percepções de tipo metafísico deram evidentemente idênticos resultados.
Fora da forma densa, nossas almas se submergiram profundamente no oceano Atlântico, muito longe de toda a terra firme. Em nome da verdade devo dizer que certamente entrámos em contacto directo com os Homens Peixes.
Se me perguntais que classe de figura têm ditos Homens, teria de responder claramente que possuem forma de peixes com tamanhos muito semelhantes à de qualquer pessoa humana, uns maiores, outros mais pequenos, outros medianos, etc., etc., etc.
Até esta parte de meu relato creio que vós todavia não vedes bem claro isto dos Homens Peixes; sigam-me com paciência, por favor, escutai meu relato.
Achámos no fundo vivo do oceano a cidade dos Homens Peixes. ¿Enigma? Temo que se não puserdes atenção não entendereis meu relato. É obvio que a citada cidade não é de tipo físico, nem corresponde ao mundo de três dimensões, se trata de uma povoação situada na Dimensão Desconhecida.
As casas, os templos, as tendas, os restaurantes, ruas e coisas, etc., foram criados pelos Homens Peixes na Quarta Dimensão; nisso que poderíamos chamar Espaço Etérico.
Os animais intelectuais que vivem neste mundo físico degeneraram tanto sua visão que realmente já não são capazes de ver a Quarta Dimensão, mas os Homens Peixes são diferentes, distintos; possuem a Vista Etérica e por isso, a Dimensão Desconhecida resulta para eles tão familiar como o ar que nós respiramos ou os alimentos que comemos.
Certamente essas criaturas não se degeneraram e por isso é ostensivo que possuem a Vista Etérica.
Em nome da verdade temos de dizer que eles vivem simultaneamente no mundo físico e na Região Etérica.
É claro que a Alma dos Homens Peixes sabe que tem corpo de peixe, mas como queira que também vivem na Dimensão Desconhecida, não ignoram que são Homens, podendo viver como tais na Quarta Dimensão a tempo que se movem simultaneamente entre as águas como simples peixes.
Há, pois, deles uma dupla vida: a primeira como peixes, a segunda como Homens; mas se combinam ambas, se processam de forma simultânea e harmoniosa, belamente coordenadas.
Um rei muito sábio governa estas criaturas; se trata de um Homem peixe muito venerável.
É claro que esse ancião rei é amado por todos os seus súbditos e que não necessita de exércitos nem de polícia para se fazer obedecer. É um ser inefável das Dinastias Solares.
Ao fazer a exposição que vocês, meus amigos, estão escutando, quero que por um momento sequer na vida se identifiquem com esta classe de criaturas tridimensionais e tetra-dimensionais. Vou falando de forma íntegra, uni-total, coordenando intimamente o físico com o metafísico.
Minha esposa sacerdotisa passou o umbral de uma dessas tendas etéricas do misterioso povo situado na Dimensão Desconhecida; eu a observei, mas não entrei; algo viu ela ou mirou na profundidade; ao sair lhe perguntei interrogando-lhe sobre aquilo que teria visto; a resposta foi: “vi um grupo de Homens Peixes sentados ante as mesas de um formoso restaurante; falavam sobre diversos temas”, explicou. Almas de Homens Peixes vivem como homens realmente numa cidade etérica, invisível para as pessoas degeneradas de nosso mundo, mas visíveis para os formosos sentidos dessas criaturas.
Sem embargo, assombra que ao mesmo tempo tenham corpos físicos e de peixes; vejam vocês esta estranha combinação de homens e peixes.
1. - ¿Estes seres têm a cara de homens ou de peixes?
R.- Distinta senhorita, permita-me responder-lhe que nesse Mundo Etérico do que estou falando, ditas criaturas têm fisionomias de homens, mas no mundo meramente físico, material, seu rosto e seu corpo todo é de peixes.
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OLHANDO O MISTÉRIO

2. - ¿Poderíamos entender, Mestre, que estes homens têm forma exclusivamente de peixe ou têm aspecto humano?
R.- Bom amigo, com o maior gosto darei resposta a sua pergunta. No mundo meramente físico, material, estas criaturas possuem forma exclusiva de peixes; qualquer um os poderia confundir; afortunadamente são muito inteligentes e por tal motivo resulta palmário e manifesto que jamais se deixariam pescar. Repito, somente na Dimensão Desconhecida assumem formas humanas; é precisamente na Quarta Dimensão onde vivem vida de homens; não é exagerado dizer que também têm seus negócios, etc., etc., etc.; isto é claro que parece impossível a qualquer que não se tenha aprofundado em nossos estudos.
3. - ¿E são felizes, Mestre, vivendo essa dupla vida?
R.- ¡Oh!, Minha estimada senhorita, posso assegurar-lhe que eles são infinitamente mais ditosos que nós; não levam dentro o “eu pecador”; São puros em pensamento, palavra e obra; neles está o recto sentir e o recto obrar. Neles achamos o pensamento justo, a palavra justa, a acção justa.
4. - Estimado Mestre, ¿Poderia dizer-nos se estes homens têm relações com os Homens Glaciais, os Homens Azuis e os extraterrestres que nos mencionou antes?
R.- Nobre cavalheiro, grande amigo, seja-me permitido informar-lhe que os Homens Peixes, como queira que seja estão limpos do pecado original, se encontram em íntima relação com os Homens Glaciais, com os homens vindos da Galáxia Azul, e com as humanidades de outros mundos.
Quero dizer-lhe a você com grande ênfase que os Homens Peixes viveram entre os mares profundos do planeta Vénus; foram trazidos à Terra em naves cósmicas pelos venusianos e depositados no fundo de nossos mares. Mas muito em breve serão resgatados pelos navegantes de Vénus e regressarão a seu mundo de origem. Lhe direi que este acontecimento sucederá antes da Terceira Guerra Mundial. É evidente que as explosões nucleares contaminarão as águas e porão em perigo as suas vidas, se não regressam às águas marítimas do planeta Vénus.
Com o Sexto Sentido me adiantei no tempo para ver tal acontecimento, e então percebi naves anfíbias de origem venusiana, submergindo-se entre o oceano Atlântico para resgatar os Homens Peixes; a meus ouvidos chegaram nesse instante lamentações psíquicas, pranto e angústia dessas misteriosa criaturas; as levaram para longe deste planeta Terra porque esta raça de animais intelectuais que povoam a face de nosso mundo não está preparado realmente para entender tão sublimes seres; em outras palavras devo dizer que nós não os merecemos.
Eles têm alguns objectos muito estranhos na Dimensão Desconhecida; contemplei algo parecido a um círculo, uma espécie de bracelete tão misteriosa que francamente não pude entender.
Um deles, uno desses homens maravilhosos, dirigindo-se a minha esposa sacerdotisa lhe disse o seguinte: “ditosa tu que estás sempre próxima do Mestre”; é obvio que fiquei comovido.
Em seu povo metafísico, etérico, se respira a paz solene nas grandes profundidades oceânicas; nos sentimos limpos, puros infinitamente felizes. ¡Quão longe estão as pessoas de compreender tudo isto! Amigos meus, depois de vos fazer este relato não estou seguro de que me haveis entendido; sei que tendes a Consciência completamente adormecida e por isso é óbvio que estais muito longe de captar a profunda significação de meu relato.
5. - Na Dimensão Desconhecida, quando assumem a figura de homens, ¿não vivem entre a água?
R.- Distinta senhorita, devo dizer-lhe ou melhor diria, repetir que a formosa cidade destes Homens Peixes, vista por nós de forma anímica, está situada no fundo profundo do oceano Atlântico; assim pois, o ambiente em que estes seres se movem é essencialmente etérico e aquático.
6. - ¿Qual foi o objectivo de que os tenham trazido do planeta Vénus para habitar aqui na Terra?
R.- Distinta dama, nossos irmãos do espaço querem sempre o melhor para nós, e é óbvio que os trouxeram para nosso bem; colocaram-nos no fundo dos mares para que um dia nos ajudassem e instruíssem; desgraçadamente, as pessoas de nosso mundo se degeneraram tanto, e por esse motivo não chegaram ao contacto psíquico com tão formosas criaturas.
Uma bela oportunidade. As pessoas nem remotamente suspeitam o que perderam; muitos tivessem podido ingressar nessa espécie das delícias pelas portas da reencarnação. Dentro de pouco tempo, os mares mostrarão às pessoas muitas coisas secretas, e se descobrirá uma espécie de peixes extraordinários e muito inteligentes; mas quero que me escuteis: não os confundais, esses não serão os Homens Peixes, pois aqueles, como já disse, serão levados de regresso aos mares profundos do planeta Vénus.
7. - ¿Poderia existir outra classe de homens como estes no reino animal, vegetal ou mineral, Mestre?
R.- Bem amigo, me permito informar-lhe para seu bem que os Homens Peixes são uma excepção, e por certo trazidos do planeta Vénus; fora desta classe de criaturas tão singulares, sabemos que em nosso mundo as pedras são pedras, as plantas são o que são, e os animais, incluindo os que têm intelecto, são o que são e nada mais do que são.
Os Homens Peixes são Homens no sentido mais completo da palavra, porque têm dentro o Ser, porque o têm encarnado e sabem que o têm.
Capítulo Onze
MATERIALIZAÇÕES PSÍQUICAS
1. - Quando tinha sete anos, numa ocasião sonhei com uma igreja de um povoadito onde próximo daí havia um circo, mercados e postos onde vendiam coisas típicas do lugar;
visualizava tudo claramente, a tal grau que falava com uma senhora que ia vestida de vermelho; depois me perdia entre as pessoas e me ia embora. Cinco anos depois visitei aquele povo e vi exactamente a cena que tinha sonhado, mas não me deu conta disso, até que me falou a senhora vestida de vermelho; estranhando-me que depois de tanto tempo me sucedera tudo tal como o tinha sonhado.
Mestre, ¿Poderia explicar-me a que se deve este tipo de fenómeno?
R.- Com o maior prazer vou dar resposta a esta pergunta. Permita-me a liberdade de falar de forma muito simples devido a que este é um livro elemental para aspirantes à Gnosis.
É inquestionável que durante as horas do sono, a Alma escapa do corpo físico para se transportar a distintos lugares do mundo ou do espaço infinito. Explicado isto será fácil entender que o cavalheiro que faz a pergunta, fora de seu corpo denso, viajava ao lugar que vários anos depois reconheceu já fisicamente. É claro e resulta palmário e manifesto que vivera com muita antecipação o sucedido que mais tarde se convertera em realidade física.
Isto significa que uma pessoa durante o sonho pode viver acontecimentos antes de que estes sucedam.
Não há dúvida que a pessoa que reconhecera depois de vários anos e no lugar mencionado, já tinha estado em contacto com ele, precisamente, durante as mesmas horas do sono. Estas são coisas que todavia ignoram aquelas pessoas que se dedicam à Parapsicologia.
2. - Faz muito tempo me contava uma tia que, quando era dona de uma tenda de abarrotes, uma noite muito chuvosa chegou um senhor muito misterioso, ao qual não vi a cara já que trazia um sombreiro de aba muito larga e vinha coberto por um sobretudo negro de golas muito grandes e levantadas. Dito senhor lhe pediu que lhe fizesse o favor de lhe guardar um pequeno cofre, já que nesse momento não ia para sua casa e estava chovendo, que ele o recolheria ao outro dia pela manhã. Minha tia tomou o cofre e o pôs na estante da tenda.
Ao sair novamente o misterioso senhor, observou que não se viam os pés e que momentaneamente desaparecia como uma sombra na noite. Imediatamente sentiu um calafrio e teve um pressentimento de que não era nada normal tudo o que lhe estava acontecendo.
No dia seguinte, relatou a outras pessoas tal acontecimento e dado que num ano e meio o tal senhor não se apresentou a recolher o cofre, ditas pessoas que sabiam do caso, lhe recomendaram que o abrisse porque podia tratar-se de um defunto. Assim o fez e ao abri-lo se deram conta que efectivamente continha os ossos de um morto, mas no fundo tinha uma quantidade não desprezável de moedas de ouro; dado o estado de nervos em que se encontrava ela, determinou oferecer dito cofre a outras pessoas, já que não queria saber mais do assunto. ¿Seria tão amável, Mestre, de nos explicar algo sobre este acontecimento?
R.- Com o maior gosto vou dar explicação sobre este assunto. Certamente o personagem tão estranhamente vestido que naquele lugar se apresentara, era, fora de toda dúvida um desencarnado, o fantasma de um defunto.
Ressalta com plena claridade meridiana o facto concreto de que o fantasma abandonou porum instante a Dimensão Desconhecida para entrar neste mundo físico de três dimensões. É inquestionável que tal fantasma lhe ofereceu esse cofre à pessoa do relato.
Lamentavelmente a citada dama não foi capaz de compreender o facto em si mesmo e, cheia de pavor, ofereceu-o a outros o que para si mesma tinha sido destinado. Veja você o que significa o medo; tal senhora tivera podido melhorar a sua situação com tão bonita fortuna; desditosamente não soube aproveitar a bela oportunidade que se lhe apresentou.
 
Resulta interessante compreender que dito fantasma, ademais de se materializar no mundo físico, pode fazer o que chamaríamos um contributo, passando tal cofre do lugar onde se encontrava até o pôr em mãos daquela senhora. Este tipo de materializações são realmente sensacionais.
3. - Então Mestre, ¿não deve uno desaproveitar estas oportunidades quando se apresentem, apesar de ter medo?
R.- Distinta dama, permita-me dizer-lhe que o medo é algo execrável: as nações se armam por medo, se lançam à guerra por medo; os homens se põem de pistola ao cinto por medo e assassinam por medo. ¿Porquê temer? Todos temos que morrer tarde ou cedo. O melhor que tivera podido fazer aquela senhora do relato era devolver os ossos ao panteão e aproveitar o dinheiro fazendo muitas obras de caridade e beneficiando-se também a si mesma.
Distintos senhores e senhoras, no mundo sucedem muitos acontecimentos insólitos, estranhos, metafísicos.
Alguém me contou algo sobre um caso muito interessante: contam que numa festa, certa dama soube distinguir-se por sua imensa alegria, pois obviamente destacava-se entre todos os convidados por seu carácter jovial e por sua beleza física.
Muitos jovens dançaram com ela até às três da manhã, hora esta em que a dama manifestou ter muito frio; um de seus admiradores lhe emprestou uma samarra, chompa ou jaqueta, para que se abrigasse. Logo, como um cumprido cavalheiro, se ofereceu para a acompanhar até sua casa. A dama não declinou tal atenção cavalheiresca e saiu, pois, da sala do festim.
Num veloz automóvel, a dama acompanhada pelo jovem que lhe oferecera a sua companhia e por alguns outros varões amigos deste último, chegou até à porta de sua casa.
O pessoal de companhia se despediu da susodita dama ao tempo que esta penetrou em sua morada.
No dia seguinte, o cavalheiro dono da prenda de vestir prestada à dama, junto com seus amigos, tocou à porta daquela mansão com o evidente propósito de recuperar a prenda.
Uma anciã abriu a porta ao mesmo tempo que perguntou: “¿Que desejam vocês, senhores?” “Vimos” –disse um dos jovens– “por uma samarra que lhe emprestei esta noite à senhorita fulana de tal.” “¡Oh!,” –disse a anciã– “se vocês querem essa prenda de vestir devem ir buscá-la ao panteão; a encontrarão sobre a tumba de minha neta; ela foi a dama que com vocês à noite bailou; faz muitos anos que morreu.”
Os jovens alarmados se dirigiram certamente ao panteão, buscaram o sepulcro da dama e o encontraram, e sobre este último encontraram a samarra.
Vejam vocês, meus amigos, um caso extraordinário de materialização. Ante tudo quero que me escutem a explicação; só assim poderão entender como se produz este fenómeno de tipo metafísico.
 

Quero que saibam que ao morrer vão ao sepulcro três coisas: primeiro, o corpo físico; segundo, o Fundo Vital de nosso organismo, uma espécie de Duplo Etérico que se vai descompondo lentamente junto à tumba; terceiro, a personalidade. Esta última é energética, permanece no sepulcro, mas às vezes sai dele e até se dá ao luxo de andar por diversos lugares.
De acordo com o relato, creio que vocês poderão entender que isso que se fez visível no baile, que esse fantasma que pediu emprestada a prenda de vestir, era a personalidade da morta. Só assim podemos explicar o motivo pelo qual tal prenda fora encontrada precisamente sobre a fossa sepulcral.
4. - Bom Mestre, esse fantasma era a Alma da morta, ¿como devo entender este fenómeno?
R.- Distinta senhorita, não estranhe você o que estou dizendo; escute-me com confiança, a Alma da morta não poderia estar metida num sepulcro; o que apareceu foi a personalidade da defunta, e isto já é diferente. Não há dúvida de que a personalidade pouco a pouco se vai desintegrando até desaparecer ou se aniquilar. a Alma é algo distinto, é algo divino, que não pode ser encerrado dentro de um sepulcro.
5. - Muito interessante nos parecem estes relatos, Mestre; nos gostaria que nos contasse algum outro acontecimento de aparições da ultra-tumba.
R.- Com o maior prazer vou relatar à honrosa concorrência outro caso, por certo, muito interessante.
Desta vez se trata de uma dama que tomou um táxi à meia-noite na cidade da Guatemala; ao lhe perguntar o condutor sobre o domicílio a onde deveria levá-la, esta lhe deu certas senhas que vieram a coincidir certamente com o panteão da cidade. Um pouco estranhado o condutor, deixou a dama exactamente na porta funeral, não sem antes lhe exigir o correspondente pagamento, valor do transporte.
A senhora lhe manifestou que nesse instante não tinha dinheiro, mas que lhe dava uma prenda de ouro com a qual garantia o pagamento; depois lhe rogou que no dia seguinte fosse a sua casa situada na rua tal, número tal, etc., etc., que tocasse naquela casa e que entregara a cadeia a sua mamã reclamando o dinheiro, valor da passagem.
Um pouco confundido, aquele condutor se afastou da porta funeral, e no outro dia muito de manhã, chegou à casa indicada pela dama, da que saiu uma senhora de avançada idade, perguntando-lhe o que desejava.
O condutor, sacando a cadeia de entre a bolsa onde a levava, a mostrou à senhora, contando-lhe o caso e rogando-lhe que lhe entregasse o dinheiro, valor da passagem de sua filha fulana de tal.
Ao ver aquela cadeia de ouro com seu formoso medalhão, a anciã mãe reconheceu a prenda de ouro com que fora enterrada a sua filha morta faz algum tempo. é óbvio que a anciã empalideceu cheia de infinito terror.
Depois convidou o condutor a penetrar em seu domicílio com o propósito de que tratasse de identificar a sua filha: para tal efeito lhe ensinou uma fotografia ampliada quebelamente marcada se encontrara na sala. É ostensivo que o condutor a reconheceu de imediato. Não há dúvida que esta mãe ficou num estado de confusão espantoso e até se diz que o condutor mais tarde a voltou a ver em outra parte da cidade.
Este é outro caso de materialização da personalidade ou ex-personalidade de um defunto.
Nos antigos tempos havia mais compreensão das pessoas; então se enterrava os defuntos junto com todos os seus pertences, incluindo comidas, bebidas e outras classes de acessórios com os quais o defunto estava familiarizado em vida.
Assim é como a personalidade do defunto se sente em seu ambiente, como se estivesse em sua casa.
Devemos ter caridade pelos mortos e entender também com amor essas sombras do panteão; devemos levar-lhes flores, amor, orações e também aqueles alimentos que em vida costumavam comer. Nós aqui no México damos o exemplo o dia dos mortos, o 2 de Novembro, pondo sobre os sepulcros os alimentos e bebidas que a eles tanto lhes gostaram; oxalá muitas pessoas de outros países sigam este exemplo.
Capítulo Doze
CASOS INSÓLITOS
1. - Quando era menino ouvia de meus pais e familiares os relatos da muito conhecida “Chorona”, a qual se manifestava periodicamente aos homens que atravessavam planuras ou lugares solitários no transcorrido da noite. Estes homens eram seduzidos por uma bela mulher que lhes saía ao passo e que os incitava ao amor, mas ao corresponderem eles ao seu convite, ela soltava uma gargalhada muito penetrante, escutando-se depois um pranto muito amargo que gelava o sangue, desaparecendo como um véu branco que se perdia nas sombras da noite. ¿Nos poderia explicar esta manifestação, Mestre, que é muito conhecida em muitos lugares de diferentes países?
R.- Distinto amigo, acredite que sinto grande prazer ao lhe responder. Seu relato me parece bastante interessante.
Certamente devo dizer-lhe que isto da “Chorona” é lenda popular em todos os países do mundo.
Não quero subestimar a palavra “lenda”; realmente tal termo serve de veículo a muitas tradições que costumam escapar à história.
Nos relatos há muitas vezes mais realidades dos que a gente supõe. Depois desta pequena descrição necessária para aclarar termos, me permita dizer-lhe que não há lugar no planeta Terra onde não se tenha ouvido falar alguma vez sobre a “Chorona”.
No que a mim cabe como investigador ocultista, lhe direi o seguinte: em certa ocasião, por além em algum povo, as pessoas me informaram sobre as insólitas aparições da “Chorona” à margem de um riacho. Não está de mais contar-lhe com certa ênfase que eu me propus a investigar o caso pessoalmente.
 

Para tal efeito, houve de me transladar ao lugar de referência, ao sítio indicado pelas pessoas e em altas horas da noite. É obvio que devia fazer as investigações de rigor, e isso o sabe qualquer Esoterista e por isso procedi segundo arte.
A consabida mulher metafísica veio a mim; isso é ostensivo. A interroguei da seguinte forma: “¿É você a “Chorona?” “Sim, o sou”, respondeu a aludida, e logo intentou dar os seus famosos alaridos ou gritos dolorosos com aquelas tão conhecidas exclamações: “¡Ai, meus filhos!” ¡Ai, meus filhos!” Mas eu estava em guarda e é claro que não conseguiu atemorizar-me, pois diz o dito que soldado avisado não morre em guerra.
“¿É você bruxa?”, –lhe perguntei– “Sim sou”, –me respondeu– “¿Pertence você ao salão da bruxaria?” “Sim” –respondeu de novo–.
A mulher aquela estava vestida toda de negro e um largo manto da mesmo cor envolvia o
seu corpo da cabeça aos pés; usava sandálias e era como uma sombra entre as próprias
sombras da noite.
O rosto daquela aparição era pálido, seus olhos negros e penetrantes, seu nariz romano, seus lábios mais ou menos vulgares.
Sentindo-se vencida, aquele fantasma da noite se afastou pela margem do riacho, caminhando rápido, rápido.
2. - ¿Então esta mulher só era um fantasma?
R.- Estimável senhorita, me permita dizer-lhe que em certo sentido sim, isso era, mas tinha uma tremenda realidade; era uma bruxa certamente dessas que concorrem ao salão da bruxaria de Salamanca, Espanha.
3. - Vou relatar um caso que me sucedeu em minha infância, quando todavia não havia luz eléctrica; nós vivíamos numa casa que tinha um grande pátio; por tanto, para se iluminar usavam velas e candeeiro de petróleo; ao redor do pátio estavam construídas as piezas e num extremo, uma grande cozinha de estilo colonial, onde havia grandes móveis de madeira chamados trasteros; também tínhamos diferentes classes de animais, tais como porcos, aves, vacas, etc.
Muitas vezes roubaram animais e todo o mundo estava sempre na expectativa; certa noite ouvimos grande barulho na cozinha e o ruído de alguns porcos e galinhas como se as tivessem tirado, ouvindo-se ademais que um dos trasteros vinha abaixo rompendo-se toda a loiça que tinha; Foi tão grande o estrondo que despertamos todos os membros da família, saindo a meio vestir, a ver que se passava, com velas e candeeiros nas mãos. Ao chegar à cozinha e verificar onde estavam os animais, nos surpreendeu o facto de que tudo estava em calma e os acessórios da cozinha em perfeito estado, sem se haver movido nada; esta mesma situação se repetiu não menos de cinco vezes, até que decidimos não fazer mais caso. Automaticamente desapareceu tal fenómeno, o qual ao princípio nos atemorizava, chegando-se a dizer que dita cozinha estava embruxada. ¿Seria tão amável o Mestre de nos dar alguma explicação a respeito?
R.- Bastante interessante sua pergunta, e acredite que sinto grande alegria ao lhe responder.
 
Estes são os casos de casas encantadas e de feitos fantasmagóricos muito conhecidos desde a remota antiguidade. É claro que nisto intervêm criaturas do Mais Além, espectros, fantasmas dos falecidos, etc.
A todas as luzes ressalta com inteira claridade meridiana a existência de factores psíquicos capazes de produzir fenómenos físicos.
É inquestionável que não existem efeitos sem causa, nem causas sem efeitos. Obviamente o fantasma de algum falecido produzia tais fenómenos. O Duplo Etérico daquele trastero ou móvel onde se ponha a vasilha caia certamente produzindo tais sons na noite; isto não significa que a parte meramente física do citado móvel se precipitasse ao solo.
É bom que você entenda, distinto cavalheiro, que qualquer objecto físico tem um duplo de tipo etérico, incluindo como é notável o mencionado trastero da cozinha; agora compreenderá você melhor o que é que caía e a origem do som de pratos, panelas e demais arcilla ou porcelana destruída.
O fantasma do morto actuava sobre a parte etérica do móvel físico e se produziam fenómenos similares ao meramente material. Desde os antigos tempos se sabia que em tais lugares havia tesouros ocultos e as pessoas os buscavam com afã até dar com eles.
4. - Me compraze muito verificar ou reafirmar sua resposta em relação a que efectivamente nesse lugar foram encontradas duas panelas com moedas de ouro, as quais ficaram em poder dos albañiles quando essa cozinha foi demolida, e inclusive se fizeram muitos comentários ao respeito e algumas pessoas coincidiram em que era esse o motivo pelo qual se tinham observado vários casos sobrenaturais.
R.- Amigos meus, sei de um caso similar muito extraordinário. Dentro de uma antiga recâmara de uma velha casa senhorial, onde habitavam patriarcalmente pessoas de certa idade, escutavam-se múltiplos ruídos no silêncio profundo da noite.
Uma bela dama que dormia tranquila em seu leito, costumava cobrir-se totalmente com suas cobiças ou sarapes, dos pés à cabeça, quando escutava os mencionados sons metafísicos dentro de sua alcova.
Tratando-se de todos estes casos, nem sempre resultam tão ingénuas protecções como o são as inocentes cobiças ou sarapes.
Conta a dita dama que alguma vez logrou com seus pés tocar o corpo de um fantasma que parecia de menino. Diz aquela mulher que o menino metafísico lentamente lhe foi tirando os sarapes até deixá-la totalmente sem eles, e logo os colocou todos juntos sobre determinado lugar da alcova.
Passaram os tempos e muito mais tarde, quando aquela família se retirara dessa morada, outras pessoas que ali passaram a viver tiveram de fazer algumas reparações à casa, e no lugar exacto onde o fantasma colocara os sarapes ou cobiças foi encontrado, um pouco profundo, um riquíssimo tesouro de ouro maciço.
Vamos seguir agora com outro relato muito similar e bastante interessante. Recordo o caso de um cavalheiro de certa idade, que tivera estranhos sonhos: se viu levado em visão, de noite, a um terreno baldio.
Aquele que o guiara, indicando-lhe certo lugar desértico, de forma enfática lhe disse: “Aqui enterrei um grande tesouro e é para ti; podes tirá-lo; tudo o que se necessita é escavar, fazer um buraco; te vou pôr um sinal para que venhas amanhã; onde encontres a sinal, é o lugar onde está a fortuna”.
Conta o senhor de tal relato que o fantasma que aí o conduzira em sonhos, pôs dois ossos de morto em forma de cruz e logo, pondo muito ênfase, lhe repetiu: “Este é o sinal, não o esqueças.”
Conta o cavalheiro que quando se despertou de seu estranho sonho, muito de manhã e antes do desjejum, se dirigiu ao sítio indicado, e certamente aí encontrou os dois ossos de morto em cruz; então, tomando-os com suas duas mãos, disse: “Da parte de Deus ou de parte do diabo, seja o que for, aí vão mais chispas.” Depois lançou os dois ossos à distância e cheio de grande indignação regressou a sua casa. É obvio que aquele bom homem perdeu uma rica fortuna.
5. - Em relação com os relatos anteriores, quisera narrar outro caso no que várias pessoas observavam um cão branco que saía detrás de uma nopaleda e caminhava aproximadamente uns 100 metros, perdendo-se num aparente buraco, dando a uns curiosidade e a outros grande temor, porque durante o dia não havia tal buraco. Um dos que tinham observado o fenómeno decidiu balear o cão que caminhava noite a noite, e grande foi sua surpresa ao ver que as balas não o matavam, seguindo seu normal caminho até se perder no dito buraco.
Depois de fazer uma espécie de junta com as pessoas que o tinham visto, a alguém ocorreu que no buraco onde se perdia esse cão branco poderia ser a indicação de que aí se encontrava um tesouro. Ao escavar, efectivamente encontraram uma respeitável fortuna, a qual dividiram em partes iguais.
¿Que nos poderia você explicar sobre este relato, Mestre?
R.- Meu caro amigo, seu relato é magnífico e merece uma boa explicação.
Quero que você saiba que todos estes tesouros escondidos estão guardados pelos Gnomos da Natureza. As pessoas dão a todas estas criaturas Elementais diversos nomes; algumas pessoas simplesmente os qualificam como Duendes e isso é tudo.
Não há dúvida de que tais Elementais são os fiéis guardas de tão ricas fortunas minerais ocultas debaixo da epiderme da terra.
O cão fantasma do relato era simplesmente um Gnomo encarregado de vigiar o tesouro.
Normalmente essas criaturas metafísicas têm a forma de pequenos homenzinhos anões, parecem mais velhinhos veneravéis; mas podem assumir qualquer figura, incluindo a do citado cão. Agora se explicará você, por si mesmo, tudo o relacionado com esse fenómeno.
Queridos amigos, esta classe de relatos são muito interessantes, sem embargo é bom saber que o melhor tesouro é o Espírito; não nos deixemos levar por ambições, cobiça, ânsias de fortuna, etc., etc., etc.
Nós estudamos todos estes distintos aspectos psíquicos porque resultam bastante interessantes, mas é claro que não estamos dedicados a buscar fortunas escondidas; isso é tudo.
Capítulo Treze
¿PEDRAS OU QUÊ?
1. -Faz muito tempo, no povoado onde vivíamos, a casa em que habitávamos nos deu mostras de fenómenos raros tais como o seguinte:
Neste lugar se distribuíam víveres de todo o tipo, dado que era uma espécie de tenda do povo, onde havia de tudo e prestavam os víveres às pessoas muito pobres que não podiam pagar diariamente o consumo. Lhes outorgavam uns vales que se supõe que deveriam pagar a cada semana, mas devido a que os homens na sua maioria, tomavam muito álcool, bebiam o dinheiro que ganhavam, ocasionando um drama para as suas famílias, dado que em muitos casos deviam várias semanas de pagamento. Um dos devedores que se negava rotundamente a pagar, tinha fama de praticar actos de bruxaria e em algumas ocasiões se orgulhava disso e ameaçou a que não lhe cobrassem mais porque o iam lamentar.
Certa noite, parou aproximadamente a uns 100 metros de distância da tenda, e em nossa casa, que estava junto à tenda, se começaram a ouvir pedradas sobre paredes e tetos como se houvesse uma grande multidão arremessando enormes pedras com muita força, a tal grau que a casa parecia que se ia derrubar.
Um dos familiares se atreveu a espreitar por uma janela, e unicamente observou o bruxo que, com o olhar fixo na casa, parecia que lhe saía fogo pelos olhos e que com um sorriso irónico e grandes gestos pronunciava umas palavras ininteligíveis.
Depois de um momento, pareceu que se ia acumulando uma grande quantidade de pedras e que ia ser coisa impossível sair da casa.
Ao se retirar dito indivíduo, cessaram os ruídos e tudo ficou em tranquilidade e calma.
Tempo depois saímos a ver o que tinha sucedido, então nos apercebemos que não havia nem sequer um grão de areia; Isto causou certo espanto entre as pessoas do povo tomando medo a este senhor.
¿Nos poderia explicar o Mestre o que foi que realmente sucedeu?
R.- Com muito gosto darei resposta à sua pergunta. Obviamente se trata de um mago negro, sujeito com poderes perigosos. Ostensivamente pronunciava palavras mágicas mediante as quais dominava certos tenebrosos.
É claro que o fenómeno de pedras atemorizava as pessoas. Os fantasmas desconhecidos certamente podem lançar tais pedras. Estas pedras em si mesmas viajavam por entre a Quarta Dimensão e até podiam fazer-se visíveis momentaneamente para logo desaparecer e regressar ao ponto de partida original.
Não esqueça você que na Quarta dimensão tudo regressa a seu ponto de partida; se um fantasma aí lança uma pedra com o propósito de fazê-la visível no mundo físico, esta regressa depois ao lugar de onde proveio.
Nestes instantes me vem à memória o caso de certo cavalheiro, cujo nome não menciono, feiticeiro também; isso é obvio. Carregava na bolsa sempre uma moeda de cinquenta centavos, e com tal moeda podia passar toda uma noite bebendo de cantina em cantina.
Contam as pessoas que andam por aí, que o sujeito entrava em qualquer tenda e pedia cerveja, pão, e tudo o que quisesse e depois pagava com aquela moeda. O curioso é que em determinado instante e no momento de sair do estabelecimento, chamava a sua moeda pronunciando um nome feminino X, X, que nestes momentos não recordo, e a moeda regressava a sua bolsa outra vez.
Este cavalheiro de marras era um mago negro que só necessitava de uma moeda para poder viver.
Não há dúvida de que possuía terríveis poderes psíquicos e que podia mandar em determinados demónios que lhe obedeciam.
2. - No povo onde vivíamos havia um velhinho que me contava todos os acontecimentos raros que tinham sucedido nos arredores.
Numa ocasião me relatou o caso de um camponês que andava zangado com um dos guarda-rios do lugar, e que tal zanga acabou numa luta a machetazos, morrendo o guarda-rios, o qual, o camponês tinha ocultado entre os carriçais que se encontravam no rio.
Pouco tempo depois, os vizinhos começaram a saber que o camponês todos os dias era arrastado pelo morto, segundo dizia ele, na noite, e que algumas pessoas chegaram a ouvir que dialogava com o defunto, clamando-lhe piedade e perdão pelo assassinato cometido.
Os vizinhos decidiram interrogá-lo sobre o crime mencionado, confessando este que se tratava do guarda-rios desaparecido, indicando-lhes que o cadáver o encontrariam entre os carriçais daquele lugar. Efectivamente, mais tarde o encontraram em estado de putrefacção.
Tempo depois, o camponês mandou dizer-lhe missas, com o qual o deixou de molestarpara sempre. ¿É possível que isto sucedesse segundo o relato, Mestre?
R.- Extraordinário este relato, grande amigo. Creio firmemente que a ex-personalidade do morto pode fazer-se visível e tangível em alguns lugares antes de sua dissolução final.
Me permita agora repetir que não é a Alma nem o Espírito dos defuntos os que se fazem visíveis ou se manifestam de alguma maneira no mundo físico, senão suas expersonalidades.
Estas mesmas, por ser, de natureza quase física, podem manifestar-se neste mundo de três dimensões muito especialmente nos primeiros dias de seu falecimento.
Assim é como devemos entender o caso por você relatado. É claro que com as orações e rituais pode afastar-se o fantasma vingador.
Não há dúvida de que o sangue tem um poder magnético muito especial. Com justa razão disse Goethe: “este é um fluido muito peculiar”. O autor do “Zaratustra”, Federico Nietzche, disse: “escreve com sangue e aprenderás que o sangue é Espírito”.
Existe certa relação entre o assassino e sua vítima, devido ao sangue. Com o derramamento desse fluido vital, a vítima graças a tal agente pode fazer-se visível e até tangível diante de seu assassino.
No mundo oriental existem certas seitas de magia negra donde se invocam os falecidos: os fanáticos dançam de forma cada vez mais frenética ferindo-se mutuamente com punhais. É obvio que o sangue é vertido e mediante tal agente fluídico, os demónios invocados se materializam fazendo-se totalmente visíveis e tangíveis no mundo físico.
É claro que tais feiticeiros dançarinos são candidatos seguros para o abismo e a morte segunda.
Conheci casos muito extraordinários de materialização. Faz já alguns anos, quando esteve por estas terras mexicanas o Mestre Gargha Kuichines (Julio Medina), fomos testemunhas de um caso destes realmente insólitos. Sucede que ambos caminhávamos pela avenida 5 de Maio, quando numa esquina vimos um licenciado amigo, cujo nome não menciono, quem se dedicava às práticas de Hata-Yoga.
Nós nos aproximamos até ele. Eu pessoalmente apertando sua mão muito atentamente o saudei, pois éramos amigos. Os três estivemos falando em tal esquina; as pessoas para não tropeçarem com o aquele licenciado, davam uma pequena volta. Nos despedimos; o licenciado seguiu pela citada avenida, indo para a Alameda Central. Como coisa estranha levava um sombreiro branco com fita negra, coisa que não deixou de nos chamar à atenção, pois ele em sua vida jamais usava sombreiro.
Eu expliquei a Julio Medina que não lhe havia apresentado o citado amigo devido a que considerava que, como queira que tal senhor se dedicava à Hata-Yoga, não poderia haver afinidade nenhuma com esse sujeito.
Lhe aclarei dizendo que tal licenciado ocupava a posição de juiz e que alguma vez esteve connosco estudando Gnosis.
Logo continuámos nosso caminho.
Dias mais tarde, me encontrei com meu amigo Salas Linares no povo de Santiago de Tepalcatlalpam e lhe contei o ocorrido.
Grande foi minha surpresa quando meu amigo me fez saber que o mencionado licenciado com o qual me tinha encontrado na avenida 5 de Maio, fazia já vários dias que tinha falecido.
Logo pus certo ênfase com o propósito de explicar o caso. “Te encontraste com um morto, –me disse Alejandro–, falaste com um falecido”; quando isso sucedeu, o dia de tal encontro, esse defunto tinha morrido num acidente automobilístico fora da cidade do México, no norte do país.
Como verão vocês se trata de outra materialização e penso que a ex-personalidade desse defunto foi realmente o que se fez visível e tangível ao meio-dia diante de todas as pessoas e à luz do sol.
3. - Você, Mestre, ¿não poderia distinguir ao lhe dar a mão se essa pessoa estava viva ou morta?
R.- Distinta senhorita, quero dizer-lhe a você que a ex-personalidade de um morto é tão igual à pessoa física que vivia, que francamente não se nota nenhuma diferença entre vivos e mortos. A única coisa que sim senti um pouco estranho foi a frieza daquela mão, frio próprio de sepulcro, é claro, frio de cadáver. Falava aquele homem com certo tom um pouco mortuário e pressenti algo sobre a morte; senti como se estivesse morto, e nisto não me equivocava.
Quando eu enfatizo a ideia de que é a ex-personalidade dos defuntos o que se faz visível e tangível, não descarto a possibilidade de que os desencarnados em si mesmos podem também, em algumas ocasiões, materializar-se neste mundo de três dimensões, em ausência total da ex-personalidade funerária.
4. - Certa senhora amiga minha um dia me contou que quando seu pai faleceu, sua irmã se encontrava na cidade dos Anjos da Califórnia, chegando a casa de seu pai quando já este estava sepultado, pelo que não logrou vê-lo.
Desde esse dia, sua irmã todas as noites se deitava na recâmara de seu pai e lhe pedia que se materializasse para que o pudesse ver.
Certa noite, estando ela deitada, viu uma mão que se pousava sobre um dos móveis da recâmara, pegando um grito de espanto no mesmo momento que ouvia uma voz que lhe dizia: “Não te assustes, Maria; sou eu, teu pai, que quis ver se podias suportar ver-me totalmente, mas como vejo que não é assim, me vou e te suplico que não me chames mais e me deixes em paz”.
Poderia você explicar-me Mestre, ¿se foi a Alma ou a ex-personalidade do defunto que se fez visível e tangível?
R.- A pergunta da dama aqui presente me parece certamente muito interessante. Quero dizer-lhes a vocês, meus amigos, que a ex-personalidade dos defuntos normalmente vive no panteão, ainda que às vezes se escape da fossa sepulcral para se fazer visível em algum lugar ou simplesmente para visitar alguém.
É inquestionável que neste caso do relato, não foi propiamente a ex-personalidade do falecido o que se fez visível e tangível em parte, senão o fantasma do defunto, a Alma do falecido. Assim o indica o discernimento daquele, suas palavras, sua prudência, etc.

Capítulo Catorze
O DESDOBRAMENTO
Amigos meus, é necessário que vocês compreendam a necessidade de aprender a sair do corpo físico à vontade; quero que entendam que o corpo físico é uma casa na que não temos por que estar prisioneiros.
É indispensável entrar na região dos mortos à vontade, visitar as regiões celestes, conhecer outros mundos do espaço infinito.
Fora do corpo físico alguém se pode dar ao luxo de invocar os seres queridos que já passaram pelas portas da morte. Estes concorrerão a nosso chamado e poderemos então falar com eles pessoalmente.
Há magos nigromantes que sabem invocar os falecidos para os fazer visíveis e tangíveis neste mundo físico, mas nós preferimos penetrar na região onde eles vivem, visitá-los, conhecer lá em que estado se encontram, etc., etc., etc.
Fora do corpo físico podemos adquirir pleno conhecimento sobre os Mistérios da Vida e da Morte.
Fora do corpo físico podemos invocar os anjos para conversar com eles cara a cara, pessoalmente.
É bom que vocês entendam que no passado nós tivemos outros corpos, outras existências; e fora do corpo físico poderemos recordá-los, revivê-los com inteira exactidão.
A chave para sair fora da forma densa, fora deste corpo carnal, é muito simples: Ouça-me bem, escute-me. Nesses instantes de transição que existe entre a vigília e o sonho, alguém pode escapar-se do corpo de carne e osso à vontade.
Me vem nestes momentos à memória um caso muito especial. Alguma vez cheguei a um povo e busque um hotel; mas todos os hotéis estavam cheios, não havia hospitalidade para ninguém; sem embargo, consegui um alojamento num salão de hóspedes.
Aí havia muitas camas onde dormiam muitos hospedados. Eu paguei pelo último destes leitos que ficavam livres e nele me deitei a dormir.
Mas sucedeu que, por aí à meia noite, um homem bateu naquela casa solicitando também alojamento. A dona daquele negocio o levou a nosso salão, dizendo-lhe: “não tenho camas, veja, veja; todas estão ocupadas”. O passageiro protestou dizendo: “Em nenhuma parte há hospitalidade, me resolverei a dormir neste salão, ainda que seja no solo; ponha-me você no piso um colchão, alfombra ou esteira e uma almofada para minha cabeça porque estou muito cansado”.
A dona daquela casa de hóspedes, comovida acedeu gostosa ao que o homem lhe pedira.
Eu me encontrava desperto vendo e ouvindo tudo aquilo. O citado passageiro, deitando-se no solo, se propôs a conciliar o sonho.
Observei detalhes: enquanto o homem estava em vigília, se movia para um e outro lado, como se querendo acomodar ao duro piso.
De repente deixou de se mover e então vejo, com assombro, uma nuvem grisácea ovóide que foi saindo de entre os seus poros por todo o corpo.
Tal nuvenzinha flutuou por uns instantes sobre aquele cansando corpo e por último, colocando-se em posição vertical, assumiu a forma do peregrino. Me olhou fixamente e logo saiu daquele salão caminhando normalmente.
Eis aqui, amigos meus, o que sucede sempre nesse estado de transição existente entre vigília e sonho.
Tal peregrino se afastou de sua forma densa; vocês todos fazem o mesmo, mas de forma inconsciente. Não quero dizer-lhes com isto que aquele cavalheiro de marras tinha realizado uma saída consciente; sem embargo, isso mesmo se pode fazer à vontade positivamente e consciente.
Realmente, este é um processo natural: Dar-se conta de seus próprios processos naturais jamais pode ser prejudicial; Realizar alguém todas as suas funções conscientemente, em vez de o fazer de forma inconsciente e involuntária, de nenhuma maneira é perigoso e, por isso, ponho certo ênfase na necessidade de aproveitar o instante de transição entre a vigília e o sonho para abandonar o corpo de carne e entrar na região dos mistérios.
Há pessoas incrédulas que dizem: “¿Que pode você saber do Mais Além? ¿Que pode saber sobre o que há das telhas para cima? ¿Acaso você foi ao outro mundo e voltou?”, etc., etc.,
etc.
Estimáveis amigos, com este procedimento lhes asseguro que vocês podem ir ao outro mundo e voltar; Posso jurar-lhes a vocês pelo que mais quero eu na vida que eu vou ao outro mundo cada vez que quero, e que vocês também podem ir; o importante é que não tenham medo.
Quando eu quero sair do corpo físico à vontade, aproveito o instante de estar dormitando, o momento em não se está nem adormecido de tudo, nem desperto de tudo.
Nesse preciso momento faço o que fez aquele peregrino de minha história: me levanto suavemente, como se me sentisse vaporoso, fluídico, gasoso; depois saiu do quarto a mesma coisa que aquele consabido passageiro da casa de hóspedes e me dirijo à rua.
O espaço é infinito, e voando posso viajar a todos os lugares da Terra ou do Infinito. Vocês podem fazer o mesmo, meus caros amigos; tudo o que se necessita é que se proponham a tal.
Ante tudo não se deve identificar com o corpo material. No preciso momento de fazer o experimento, devem pensar que vocês não são o corpo, devem compreender que vocês são almas; devem sentir-se como almas, fluídicas, subtis; depois, sentindo-se assim, em tal estado, levantar-se simplesmente da cama.

O que estou lhes dizendo traduz-se em factos, meus caros amigos. Ouça-me bem, não se trata de pensar que se estão levantando, porque aí ficariam pensando e então não realizariam o experimento.
Repito: traduza-se em factos o que estou enfatizando. Façam o que fez aquele peregrino da nossa história; ele não se pôs a pensar que ia sair do corpo; simplesmente actuou, se levantou do duro piso onde estava deitado.
Repito com inteira claridade: se levantou subtil, vaporoso, e saiu daquele lugar.

¿Até quando será que não me vão entender vocês? ¿Em que época da história de suas vidas vão aprender a sair do corpo à vontade? ¿Querem saber algo do Mais Além? ¿Querem falar com os seres divinos cara a cara? Invoquem-nos, chamem-nos a gritos quando estiverem fora do corpo; é claro que eles concorrerão por amor para convosco, com o propósito de os instruir.
Tudo o que se necessita é deixar a preguiça e pôr atenção no processo do sonho; as fracadas com que nos cobrimos, as cobiças ou sarapes resultam muito agradáveis; custa trabalho deixar a frouxidão, a inércia. Recordem que a vontade é indispensável e se vocês de verdade se propõem a sair do corpo à vontade, o conseguirão se seguem com exactidão minhas indicações.
Todos os homens sábios do passado abandonavam a densa forma para viajar consciente e positivamente no espaço infinito; então falavam com os deuses santos e recebiam maravilhosas instruções.
Fora deste mundo físico, podemos experimentar de forma directa todos os Mistérios da Vida e da Morte. Agora compreenderão vocês por que ponho tanta ênfase na necessidade de aprender a sair do corpo físico à vontade.
1. - Mestre, para sair do corpo físico ¿se necessita de alguma aprendizagem antes, ou há alguém que o sabe fazer de nascimento? Porque eu ouvi muitas pessoas que dizem: “eu sei viajar em Astral” ¿Poderia explicar-me se é o mesmo?
R.- Minha respeitável amiga, me parece muito a propósito sua pergunta. Em nome da verdade, devo dizer-lhe que a mim ninguém me teve que ensinar a sair em Astral. Nasci com essa faculdade, por isso é que conheço os Mistérios da Vida e da Morte.
Agora se explicará você por si mesma, de onde tiro todos estes conhecimentos que escrevo em meus livros.
Sem embargo, meu caso não é uma excepção; minha esposa Litelantes também sabe sair do corpo físico à vontade; saímos juntos, visitamos os templos de mistérios, ajudamos muitas pessoas de remotos lugares, investigamos mistérios, falamos com os deuses, os anjos e com os Devas inefáveis e regressamos ao corpo físico trazendo as mesmas recordações.
Isto é similar a quando duas pessoas saem de casa para dar um passeio no dia de domingo e regressam falando sobre as distintas ocorrências do caminho.
Nos distintos rincões do planeta Terra há muitas pessoas que sabem sair do corpo à vontade; é necessário que vocês também aprendam a fazê-lo para que conheçam as grandes maravilhas da Natureza e do Cosmos e para que saibam que é o que há mais além da morte.
2. - Mestre, você nos diz que para sair em Astral há que aproveitar o momento em que se está entre a vigília e o sonho. ¿Noutros momentos não se pode fazê-lo?
R.- Distinta senhorita, quero que você saiba que quando já se está prático nisto da saída em Astral, se pode escapar do corpo físico à vontade, ainda quando o corpo carnal esteja sentado ou esteja de pé; mas, repito, isto último é para pessoas muito práticas. O normal, o natural, é deitar-se um em sua cama para se desdobrar.
3. - Mestre, ¿se pode invocar algum Mestre em especial para que nos ajude a sair em Astral?
R.- Bem, amiga, permita-me dizer-lhe que há seres invisíveis que nos ajudam; sem embargo, vocês podem pedir auxílio à sua própria Mãe Divina Particular.
Me refiro a sua Mãe Natureza própria, porque é óbvio que cada qual tem a sua, vocês devem suplicar-lhe em nome do Cristo que vos tire do corpo naquele preciso instante em que se encontrem em estado de transição entre vigília e sonho.
4. - Mestre, ¿existe alguma oração especial para chamar a nossa Mãe Natureza Particular?
¿Poderia você nos ensiná-la?
R.- Bondosa discípula que me está escutando, vou dar-lhe um conselho que servirá a todo o mundo. Deite-se você de boca para cima em sua cama com o corpo bem relaxado e adormeça recitando com seu pensamento e com seu coração a seguinte pregaria:
“Creio em Deus,
creio em minha Mãe Divina
e creio na Magia Branca,
Mãe minha, tirai-me de meu corpo.”

Recite você com toda a devoção e com intensiva fé esta oração mágica. Recite-a milhões de vezes, se houver necessidade, adormecendo.
Mas recorde você aquele dito que diz: “A Deus rogando e com o malho dando.”
Quando já se sinta nesse estado de lassitude própria do sono, ao começarem em sua mente as primeiras imagens sonhadoras, vença a preguiça, por favor lhe rogo, e sentindo-se como um fantasma subtil e delicado, faça o mesmo que o peregrino de nossa história no salão de hóspedes: levante-se de sua cama e saia de sua casa, ¿entendido?
5. - Mestre, ¿podemos pedir a nossa Mãe Natureza Particular que nos leve a determinado lugar, ou ela nos leva a onde devemos ir de acordo com nossa preparação?
R.- Está bem a pergunta que você fez. A Mãe Divina sabe a onde deve levar-nos a cada um; sem embargo, também podemos solicitar-lhe que nos leve a tal ou qual lugar e se ela quer fazê-lo está bem.
Mas, se ela não quer levar-nos a onde nós desejamos, senão que nos transporta a outro lugar diferente, devemos acolher com gosto a sua decisão, porque é claro que nossa Mãe sabe o que necessitamos, o que mais nos convém.
Capítulo Quinze
OS HOMENS AZUIS
1. - Numa revista que encontrámos em circulação dentro do Distrito Federal, achámos o seguinte relato:
“Em 1960, uma revista científica soviética, apoiando-se nos relatos do historiador egípcio Maneton e do grego Herodoto, assim como nas inscrições do enigma da Atlântida e da vinda de seres extraterrestres, a pergunta que se faziam era esta: “¿Foram os atlantes um povo de tez azulada?” Dizem algumas tradições que os atlantes fundaram a civilização egípcia e que os chefes mais antigos das dinastias eram atlantes de raça pura. Os artistas egípcios, que reproduziram cuidadosamente os objectos em seus murais e respeitaram as cores, ¿como pintaram os seus deuses?
“Osíris tinha o rosto verde (por ser Deus da vegetação que renasce); Thot estava pigmentado de verde ou de azul pálido, e Amón e Shu eram francamente azuis. ¿Por que formava esta cor parte dos deuses egípcios? Só pode responder-se de uma maneira: eram descendentes de um povo de pele azul”
“Deveríamos crer que Osíris e Thot, que chegaram ao Egipto procedentes de um país de altas montanhas, encontraram um plano com clima quente e muito sol, e viram a sua tez modificada pelo sol, que terminou por lhes dar uma pele olivácea (azul mais amarelo, igual a verde), como costumam tê-la em nossos dias os habitantes do Mediterrâneo.”
¿Poderia você nos explicar algo a respeito, Mestre?
R.- Resulta dito artículo um pouco vago e obscuro. Fala sobre a Raça Azul; supõe que esta vem da Atlântida; não nega a origem da Cultura Egípcia (é óbvio que os Homens Azuis são os antigos construtores das pirâmides)
Sem embargo, algo falha no artículo (frases acima citadas e postas entre aspas) Permita-nos a liberdade de dissentir. Necessitamos enfatizar o facto concreto de que os Homens Azuis jamais vieram do continente atlante.
Alguns supõem que os Homens Azuis vieram de Vénus, e não está de mais citar outro aparte do citado artículo: “recordemos os extraordinários acontecimentos sucedidos em tempos remotos em Vénus, que foram anotados pelos astrónomos da antiguidade. O próprio São Agostinho afirma que Castor, o Rodio, deixou escrito o relato de um prodígio assombroso sucedido nesse planeta, que de pronto mudou de tamanho, de cor e até de órbita em torno do sol, ao mesmo tempo que perdia satélites. Este facto sem precedentes deve ter sucedido em tempos do rei Ogygés, fundador de Tebas, como asseguram Adrasto, Cyzicenio e Dies, notáveis matemáticos de Nápoles”.
“¿Que sucedeu em Vénus para que parte de sua povoação fugira precipitadamente rumo à Terra? ¿Uma colisão? ¿Uma explosão nuclear? Não podemos dizer nada, mas de ser certa qualquer uma destas hipóteses, teremos que crer que Vénus esteve ligado à história de nosso planeta, e resulta curioso que os sábios soviéticos insistam em relacionar o mistério de Vénus com o da Atlântida e o Tiahuanaco.”
Como você verá, querido leitor, o autor do artículo mencionado e cujos apartes foram transcritos com o propósito de refutá-los, tem duas opiniões diferentes e nenhuma delas é verdadeira. Aqui no México conhecemos o caso de Salvador Villanueva Medina, autor de um livro que se intitula “Eu estive no planeta Vénus.”
Conheço pessoalmente este homem e sei que é sincero, não se trata de nenhum charlatão ou fantasiador; foi rigorosamente examinado pelos psiquiatras e os resultados obviamente foram os de um homem sério e totalmente equilibrado.
Tal cavalheiro escreveu para bem da humanidade; narrou a seus semelhantes o que sucedeu; como quer que era um simples condutor, conduzindo um carro até aos Estados Unidos, teve de passar por alguma dessas peripécias. O automóvel se danificou; e os norte-americanos que viajavam com ele baixaram do carro abandonando-o, para se dirigirem a um povo próximo com o propósito de pedir auxílio.
Villanueva Medina ficou só; se meteu debaixo do carro com o propósito de observá-lo e arranjá-lo; sentiu passos na areia; saiu de debaixo do carro e se encontrou com um venusiano que falou com ele.
O que sucedeu depois é muito interessante. O convidaram e ele aceitou. Foi levado numa nave até ao planeta Vénus, onde conheceu uma civilização extraordinária. Depois de cinco dias foi trazido outra vez à Terra.
A descrição que dá Villanueva Medina sobre os homens de Vénus concorda com a que sobre eles dá Adamski, famoso científico norte-americano.
Estatura dos venusianos, média, 1.10 Metros, pele branca rosada; cabelos prateados; formoso rosto, etc., etc.
Não viu pois Villanueva Medina, Homens Azuis no planeta Vénus. Assim pois, tal hipótese também fica descartada.
¿De onde vieram então os Homens Azuis? Existiram, é ostensivo; muitas pessoas assim o afirmam, mas as pessoas desconhecem a sua origem.
Nós asseveramos solenemente dizendo: os Homens Azuis vieram da Galáxia Azul. Não há dúvida de que eles criaram as poderosas civilizações do Egipto, Caldeia, Assíria, Babilónia, etc., etc.
2. - ¿Poderia você dizer-me a que vieram, com que finalidades e para que vieram?
R.- Com o maior prazer darei resposta ao cavalheiro; muito me agrada sua pergunta.
Permita-me informar-lhe sobre a Fraternidade Cósmica Universal; assim como existe ajuda mútua entre pessoas boas, assim também a há entre planeta e planeta e entre galáxia e galáxia. Os Mestres da Galáxia Azul, levados pelo Amor Universal, se preocuparam muitíssimo por nossa humanidade terrícola, ajudando-nos incessantemente desde a noite mais profunda dos séculos.
Repito: eles foram realmente os que instruíram os arquitectos das pirâmides, os que ensinaram a Doutrina Secreta aos atlantes e aos egípcios, os que estabeleceram os mistérios gloriosos das poderosas civilizações de Caldeia e da Assíria.
Seu trabalho foi maravilhoso, formidável; nos amaram de verdade e todavia nos continuam amando, pois ainda que pareça incrível, vivem neste afligido mundo com o propósito de nos ajudar na hora crítica que precede o grande cataclismo.
3. - Me surpreende você com seu relato. ¿Poderia dizer-me, se vivem neste planeta, em que lugar habitam?
R.- A pergunta que a dama faz é por certo bastante interessante e bem vale a pena que lhe demos uma resposta concreta.
Tenho que informar-lhe para seu conhecimento de que os Homens Azuis vivem numa cidade subterrânea debaixo os gelos do Pólo Sul.
4. - ¿Como é possível que possam subsistir a tão baixas temperaturas? ¿Seu organismo é diferente do nosso? ¿Como se arranjam para viver?
R.- Vamos responder às perguntas do cavalheiro. Rogo maior atenção do auditório. Os organismos dos Homens Azuis são similares aos nossos; isso é óbvio. Quero que todos vocês me entendam; os homens provenientes da Galáxia Azul não têm casa de gelo como os esquimós, nem nada do estilo; resultaria absurdo pensar que tais criaturas vivessem entre os iglôs de gelo; melhor é compreender que eles possuem uma cidade subterrânea, feita entre as próprias entranhas da Terra. Se há gelos em cima das rochas e da terra em geral, não afectam em nada a cidade submergida. O problema climatológico não existe para os Homens Azuis. É ostensivo que se puderam conquistar o espaço infinito, possuem adiantamentos técnicos formidáveis; não é difícil compreender que eles puderam criar seu próprio clima dentro de sua misteriosa cidade.
5. - ¿Por que havendo outros lugares dentro de nosso planeta com melhor clima e vegetação escolheram um lugar tão inacessível?
R.- Dou resposta ao cavalheiro. As terras do Pólo Norte e do Pólo Sul, hoje cobertas de gelo depois da passada glaciação, noutro tempo tiveram poderosas civilizações, magníficos climas equatoriais e esplêndidas cidades.
Não se estranhe o cavalheiro do que afirmo. Esta cidade subterrânea onde agora vivem os Homens Azuis é antiquíssima; foi feita antes da passada glaciação. Isto significa que tal cidade tem muitos milhões de anos de existência, que devém das épocas arcaicas da Terra, que sempre foi a morada secreta dos homens azuis.
Como quer que seja, eles têm naves cósmicas com as quais podem viajar a través do espaço infinito, é algo palmário e manifesto, que não sofrem por problemas de abastecimento.
 

6. - Estes homens azuis, Mestre, ¿chegaram alguma vez a sair de sua cidade para conviver com os terrícolas?
R.- Vamos responder à distinta dama. Permita-me dizer-lhe, senhorita, que nas épocas do Egipto, Assíria e Babilónia, tais homens foram recebidos como verdadeiros deuses.
Desgraçadamente estamos na Idade de Ferro, na época da degeneração mundial, e por esse motivo, eles rara vez se mesclam com as multidões.
Sem embargo, não está de mais afirmar que de vez em quando algum destes homens extraordinários convive com as pessoas; certa dama me contou o facto concreto de que ela tinha visto um homem de tez azul em Buenos Aires, Argentina.
7. -Mestre, ¿estes Homens Azuis têm alguma missão que cumprir nesta época ou no futuro?
R.- Vejo que quem fez a pergunta é um missionário gnóstico internacional e é claro que com o maior gosto darei resposta. Os Homens Azuis estão auxiliando a humanidade com procedimentos telepáticos favoráveis para alguns, e é evidente que dentro de alguns anos estes homens extraordinários terão que se lançar à rua publicamente para admoestar as pessoas, para chamá-los ao arrependimento, para fazer-lhes ver o cataclismo espantoso que se avizinha.
8. - Mestre, ¿poderia você dizer-me que quantidade aproximada de habitantes existem nessa cidade azul?
R.- Bem, distinto cavalheiro, darei resposta a sua pergunta. Permita-me dizer-lhe que eu não os contei; posso assegurar-lhe que é uma cidade bastante grande, muito semelhante em tamanho à cidade do México, com vários milhões de pessoas e muitas casas e ruas e avenidas e amplo campo para guardar suas naves. Mas exactamente não sei que quantidade de pessoas vivem aí; pelo menos não o perguntei ao rei da cidade.
9. - Me assombra muito que tenham um governo monárquico, mas ¿poderia você dizer-me, dado que eles são seres iluminados, se o rei que os governa é divino?
R.- Distinta senhorita, sua pergunta é inquietante. Me alegra responder-lhe. A sua majestade o conheço e solenemente lhe digo que ele pertence às Dinastias Solares; se trata de um autêntico iluminado Mestre de perfeição, que não necessita de gendarmes nem de soldados armados para se fazer obedecer de seu povo. Tudo o mundo o respeita pois é terrivelmente divino.
10. - Mestre, ¿poderia dizer-nos como fez você para se pôr em contacto com dito monarca?
¿Acaso tem você alguma nave cósmica, ou que meio utilizou para poder chegar à Cidade Azul onde habitam estes seres?
R.- Amável cavalheiro, vou responder com claridade a seu anelo de inquirir e investigar.
Existem procedimentos telepáticos; ninguém ignora que mediante a Telepatia se pode pôr em contacto com pessoas que vivem em distintos lugares do mundo, ainda a remotas distâncias; sem embargo, nós vamos mais longe todavia nesta questão. Temos procedimentos secretos por meio dos quais podemos nos transportar espiritualmente a
qualquer lugar secreto, incluindo, como é lógico, à cidade subterrânea dos Homens Azuis.
Eu visitei tal cidade, não o nego, e você e vocês também podem fazê-lo se conhecem nossos procedimentos; o interessante é que ingressem a nossos estudos gnósticos, que estudem nossos livros, etc.
É claro que ao visitar espiritualmente aquela misteriosa cidade, tive de pedir primeiro a permissão a sua majestade o rei. Sem a permissão daquele monarca que governa a cidade, não tivera podido passear tranquilamente pelas ruas maravilhosas daquela misteriosa urbe.
11. - ¿Poderia explicar-nos algo sobre ela? ¿Como é e que tipo de construção têm?
R.- É claro, estimado senhor, que aquela cidade esplêndida, construída entre as próprias entranhas da terra, é muito diferente de todas as que conhecemos actualmente neste afligido mundo em que vivemos.
Um caminho serpenteado conduz até às portas da cidade. As ruas e avenidas estão iluminadas, como é natural, por lâmpadas maravilhosas que fazem daquela gigantesca caverna algo luminoso e radiante, pois parece aquilo um dia esplêndido. Poderia dizer que manejam eles a luz e as trevas de forma perfeita. Têm 70 esplêndidas salas distribuídas nos distintos lugares da cidade; em tais recintos celebram suas assembleias, ou realizam seus estudos.
12. - ¿Que classe de estudos fazem estes seres?
R.- É natural, distinta senhorita, que seus estudos são de tipo avançado. Se trata de ciências cósmicas, elevados assuntos espirituais, natureza, etc., etc.
Não está de mais dizer-lhe que dentro dessa grande urbe mística e inefável resplandece a Esfinge, símbolo vivente da sabedoria Iniciática.
13. - ¿Poderia dizer-me como se vestem, e qual é o seu meio de transporte dentro da cidade?
R.- Quero informar-lhe a você, bom amigo, que os membros daquela raça azul vestem certamente com elegância e distinção. Usam formosas túnicas de estilo antigo, belos mantos, sandálias de estilo muito clássico, etc., vão e vêm pelas ruas da cidade ao largo das aceras ou banquetas; são de mediana estatura e formoso continente. Se transportam a pé ou em carros distintos aos que nós conhecemos, propulsionados por energia eléctrica.
14. - ¿Nos poderia explicar, Mestre, que tipo de alimentação têm e onde a conseguem?
R.- Sua pergunta é certamente muito interessante. É obvio que eles têm que comer para viver; o seu alimento básico são as algas marinhas; as recolhem do fundo dos oceanos de todo o planeta Terra; suas naves lhes permitem transportar-se a onde queiram no tempo e no espaço; mas, é claro que de sua galáxia trazem muitos outros alimentos com os quais se nutrem; tenha-se em conta que eles não estão presos dentro da cidade, que possuem liberdade para viajar em suas naves a onde queiram; isso é tudo.
15. - ¿Poderia você dizer-nos que classe de moeda usam ou se não têm?
R.- ¡Oh! Senhorita, os homens autênticos, os homens cósmicos não necessitam de dinheiro para poder viver. Eles têm sistemas, métodos económicos imensamente superiores aos de nós, pobres animais intelectuais da Terra.
16. - ¿Qual é a mensagem que têm para a humanidade terrícola, na época actual, os Homens Azuis?
R.- Bondoso cavalheiro, sua pergunta é formidável, e é claro que passo a responder-lhe.
Uma dama azul que permanece sempre junto ao rei me disse o seguinte: “O planeta Terra vai ser destruído; as pessoas que habitam na superfície da Terra crêem que todas essas cidades e coisas materiais que possuem lhes vão durar toda a vida; se apegam às coisas e isso é absurdo, porque tudo o que têm vai ser destruído.”
17. - De acordo com o que nos acaba de comunicar, ¿seria preferível já não nos dedicarmos a conseguir nenhum objecto material?
R.- Sua pergunta é inquietante. Permita-me, bom amigo, dizer-lhe que devemos viver de acordo com a Lei da Balança; não nos revolvermos entre o lodo da riqueza nem tampouco entre o lodo da miséria. Devemos ter as coisas necessárias para a vida, mas não nos apegarmos jamais a elas, recorde você os últimos dias de Pompeia; as pessoas então tratavam de fugir com seus tesouros, apegados a todas as suas propriedades, e pereceram.
As escavações demonstram que os habitantes de Pompeia, em sua maioria, foram esmagados pelas ruínas da cidade ou pelas pedras do Vesúvio.
Os Homens Azuis cumprirão uma gigantesca missão mundial nos momentos mais espantosos que se avizinham; eles lutarão por nos fazer voltar à divindade; eles se preocuparão por nos mostrar o caminho de salvação.
Capítulo Dezasseis
NAHUAIS
Amigos meus, vamos hoje falar um pouco sobre os Nahuais. Isto resulta muito interessante porque pertence a velhas tradições de nosso povo mexicano.
Quero que me escuteis com infinita paciência, anelando compreender profundamente todas e cada uma de minhas palavras.
Vêm à minha memória, nestes instantes, múltiplos casos extraordinários que bem vale a pena estudar.
Oaxaca é sempre um povo de místicas lendas ocultistas que muitos esoteristas deveriam conhecer.
Quando um menino nasce naquela região é devidamente relacionado com os famosos Nahuais.
Quer seja que a criatura nasça de noite ou de dia, os familiares em todo caso farão um círculo com cinzas ao redor da casa.
Foi-nos dito que ao amanhecer se observará nas cinzas pegadas que tivessem deixado os animais do lugar.
É inquestionável que se tais pegadas correspondem, por exemplo, a uma raposa do monte, esta seria o Nahual da criatura, mas se os rastos fossem de outro animal qualquer, indubitavelmente seria este Elemental, o Nahual do recém nascido.
Passemos agora aos Nahuais vegetais. Desde os antigos tempos, o umbigo do recém-nascido se enterra junto com o rebento de qualquer árvore. Obviamente, aquela árvore fica correlacionada com a criatura e crescendo com este Elemental vegetal no tempo simultaneamente. Sabem muito bem as pessoas do lugar que o Elemental de tal árvore pode ajudar a criatura que com ele se relaciona em muitos aspectos da vida.
Antigos aborígenes de América trabalharam sempre com os Elementais maravilhosos das plantas; com estes realizaram infinitos fenómenos mágicos, curas à distância, conjuração de tempestades, etc., etc., etc.
É bom recordar agora que os Elementais da Natureza são as criaturas angélicas que animam tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Cada átomo mineral é o corpo físico de um Elemental inferior; cada planta é o corpo físico de um Elemental vegetal inteligente; cada criatura animal é o veículo material de um Elemental desse reino.
Em antigos tempos, antes de que nós começa-se-mos o ciclo de humanas existências, é obvio que fomos Elementais; agora se explicarão vocês por que nos achamos relacionados com tais ou quais plantas ou com tais ou quais pedras ou animais.
Já vêem vocês como em Oaxaca não se perderam estas tradições milenares, e não há dúvida de que muitos nativos são devidamente protegidos por aqueles Elementais com os quais se relacionam no nascimento. Os Nahuais são, pois, Elementais ideais quando os amamos realmente.
Um Nahual muito extraordinário é indubitavelmente o gato negro. Vou relatar a seguir um experimento que fiz com tal Elemental.
Em casa tínhamos um pequeno gatinho de cor negra; me propus a ganhar o seu carinho e é ostensivo que o logrei.
Uma noite qualquer quis fazer um experimento metafísico transcendental; deitado em meu leito coloquei a meu lado o inocente animal.
Relaxei meu corpo de forma correcta e depois me concentrei profundamente no citado felino, rogando-lhe que me tirasse de meu corpo físico.
Confesso sem embargo que tal concentração foi longa e muito profunda, possivelmente se prolongou pelo espaço de uma hora.
Me adormeci ligeiramente mediante a intensiva concentração, mas certamente tive de passar por uma extraordinária surpresa.
Aquela criatura pareceu aumentar de tamanho e logo se converteu num gigante de enormes proporções deitado à margem de minha cama.
Lhe toquei com a destra e me pareceu de aço; irradiava electricidade e seu rosto era negro como a noite.
Não há dúvida de que todo o seu corpo era da mesma cor, mas tinha deixado a forma animalesca, assumindo em vez desta a figura humana, à excepção do rosto que, ainda que gigantesco, continuava sendo de gato.
Isto foi algo insólito que não esperava, me surpreendi terrivelmente e, um pouco espantado, o conjurei com a Conjuração dos Sete do Sábio Salomão.
O resultado foi que aquele encanto cessou; instantes depois, junto a mim, estava outra vez a inocente criatura em sua forma de gatinho.
Muito preocupado andei o outro dia pelas ruas da cidade; eu acreditava que o medo tinha sido eliminado da minha natureza, e eis aqui que, agora, este Nahual me tinha dado tremendo susto.
Sem embargo, de modo algum me resignava a perder a batalha e me deu ânimo a mim mesmo, aguardando ansioso a noite para repetir o experimento.
Coloque outra vez a pequena criatura em minha cama e à direita, como na noite anterior.
Relaxei meu corpo físico, não deixando nenhum músculo em tensão, e depois me concentrei profundamente no felino, guardando lá nas profundidades do meu coração a intenção de não me deixar espantar novamente.
“Soldado avisado não morre em guerra”, e eu já estava obviamente informado sobre o que deveria suceder. Assim pois, o temor tinha sido francamente eliminado de meu interior.
Transcorrida uma hora pouco mais ou menos, em muito profunda concentração, se repetiu exactamente o mesmo fenómeno da noite anterior.
O Elemental daquele gatinho é obvio que saiu do corpo para tomar a humana figura gigantesca e terrível.
Deitado em meu leito, o olhei; era espantoso em grande maneira, terrorífico. Certamente seu corpo tão enorme não cabia de todo na cama pelo qual suas pernas e seus pés ultrapassavam meu humilde leito. O que mais me assombrou é que tal Elemental, ao abandonar o seu corpo denso, pudesse materializar-se fisicamente, fazer-se visível e tangível para os nossos sentidos, pois podia tocá-lo com minhas mãos físicas e parecia de ferro; podia vê-lo com meus olhos físicos e seu rosto era tremendo.
Mas desta vez sim, não tive medo. Me propus exercer completo controlo sobre mim mesmo e é claro que o logrei. Então, falando-lhe com voz pausada e firme lhe exigia que me sacasse do corpo físico dizendo-lhe: “Levanta-te gatinho desta cama (ao dizer isto o gigante se pôs de pé)”
Depois continuei ordenando-lhe. “Tira-me agora deste corpo físico; leva-me em Astral” Ao dizer este último, aquele gigante extraordinário me contestou com as seguintes palavras; “dá-me tuas mãos” é claro que eu levantei minhas mãos, momento que aproveitou o Elemental para me puxar e me tirar do corpo físico.
Aquele estranho ser estava dotado de uma força terrível, mas irradiava amor e é ostensivo que queria servir-me; assim são os Elementais da Natureza.
Já de pé em meu Astral, junto ao leito e tendo por companheiro esse misterioso ser, tomei novamente a palavra para lhe ordenar assim: “Leva-me ao centro da cidade do México”.
“Segue-me”, foi a resposta daquele colosso. Ele saiu de casa caminhando lentamente, e eu passo a passo atrás dele.
Andámos por distintos lugares da cidade até chegar a San Juan de Letrán, e por aí, numa esquina qualquer, nos detivemos um momento.
Era meia-noite e anelava levar a feliz termo o experimento. Vi um grupo de cavalheiros numa esquina falando; eles estavam em corpo físico e por tanto é inquestionável que não me percebiam; sem embargo, eu queria fazer-me visível e tangível ante eles; tal era meu propósito.
Dirigindo-me, pois, àquele gigante, este Nahual das maravilhas e prodígios, em tom doce mas imperativo lhe dei uma nova ordem: “Passa-me agora ao mundo de três dimensões, ao mundo físico”.
O Nahual Elemental pôs então suas duas mãos sobre meus ombros a tempo que fez sobre estes certa pressão.
Senti que abandonava o Mundo Astral e que penetrava no mundo físico; fiquei visível e tangível ante aquele grupo de cavalheiros que nesse lugar se encontrava.
Aproximando-me deles, perguntei assim: “¿Que horas têm, senhores?” “São doze e meia da noite.” “Obrigado, senhores; quero dizer-lhes agora que eu venho das regiões invisíveis e que quis fazer-me visível e tangível para vocês; palavras raras, ¿verdade?”. Aqueles homens me olharam estranhados; eu continuei dizendo-lhes: “Até logo, senhores; regresso agora novamente para o mundo invisível” roguei àquele Elemental que me passasse outra vez às regiões supra-sensíveis e é inquestionável que aquela criatura obedeceu no acto.
Alcancei ver o assombro de todos aqueles senhores. Sentiram horror, pavor e se afastaram apressados daquele lugar.
Novas ordens dadas ao gigante Elemental foram suficientes para que ele me trouxesse de regresso a casa.
Ao voltar à habitação, ao penetrar na recâmara, vi que aquele senhor misterioso perdia o seu gigantesco tamanho e penetrava dentro do pequeno corpo felino que jazia no leito, precisamente pela glândula pineal, situada, como é sabido, na parte superior do cérebro.
Eu fiz o mesmo, pus meus pés astrais sobre a citada glândula do cérebro físico e me senti logo dentro de meu corpo denso para despertar entre o leito.
Olhei o gatinho, lhe fiz algumas carícias, lhe dei os agradecimentos e lhe disse: “Te agradeço o serviço prestado; tu e eu somos amigos.”
Desde então, meus caros amigos, pensei que os gatinhos, que estes Elementais felinos, podem ser ideais a todos os aspirantes à vida superior. Com esta classe de Nahuais qualquer ocultista pode aprender a sair em Astral consciente e positivamente. O importante é não ter medo; se necessita muitíssimo valor.
Não está de mais dizer que para esta classe de experiências psíquicas se requer que a cor do gato seja negra.
Muitos ignorantes ilustrados podem dar-se ao luxo de se rir de todas estas declarações esotéricas, mas isso a nós não nos importa; estamos escrevendo para gente de inquietudes espirituais; estamos falando para pessoas que realmente anelam o despertar da Consciência.
1. - Mestre, ¿poderia explicar-me o que é um Elemental?
R.- Amigo meu, quero que você compreenda que todo átomo é um trio de matéria, energia e Consciência. Obviamente, o aspecto consciencioso de qualquer átomo é um Elemental.
Amplie você agora um pouco mais esta ideia; pense no gatinho de nosso experimento; ali verá você um organismo físico. É obvio que este último está constituído por órgãos e por células.
Pense agora que cada célula é uma soma de átomos; descompões qualquer átomo e liberará energia. Claramente, todo o organismo em última síntese se reduz a distintos tipos e subtipos de energia.
Mas há algo mais na criatura ou nas criaturas; existe inteligência e Consciência.
Inquestionavelmente, a Consciência do gatinho de nosso experimento (ou de qualquer criatura animal), é o Elemental inferior, o Nahual, que dizem os nativos de Oaxaca. Indubitavelmente, tal Consciência está vestida com um Corpo Etérico, o que lhe permite fazer-se visível e tangível em qualquer lugar e manifestar-se de diversas formas, tal como você o terá podido observar em meu relato.
Pensemos nas plantas. Em cada uma destas vemos também o trio de matéria, energia e Consciência; esta última é sempre o Elemental.
Há Elementais no fogo, os há no ar e existem também nas águas e na terra; os antigos sábios aprenderam a manejar os Elementais.
Os magos dos tempos arcaicos ordenavam aos Elementais dos ares e estes obedeciam retirando as nuvens ou afastando-as segundo a vontade do mago; mandavam às Salamandras do fogo e então podiam tais magos actuar sobre os vulcões da terra à vontade.
 
Ordenavam aos Elementais das águas e é obvio que podiam assim acalmar as tempestades ou fazer transbordar os rios e lagoas; conjuravam os Elementais do reino mineral para realizar operações de alquimia ou para fazer tremer a terra, ou simplesmente para conjurar os terramotos, e o resultado era sempre maravilhoso. Creio que agora poderá o cavalheiro compreender melhor o que são os Elementais. Lhe aconselho que estude a obra intitulada “Os Elementais” de don Francisco Hartman, o grande iniciado alemão.
2. - Ouvi dizer que com os gatos negros fazem magia negra, invocam os demónios, etc. ¿Que me diz você disto, Mestre?
R.- Distinta senhorita, tudo na Natureza tem duplo uso. Há a planta que cura e a planta que mata. Já vê você o magnífico que é a electricidade; quantas máquinas se movem com a energia eléctrica, que variados serviços nos produz; Sem embargo, serve também para a cadeira eléctrica; creio que ninguém ignora que a electricidade em mãos dos verdugos é causa de morte.
O gato negro é usado criminalmente pelos perversos da magia negra, mas também pode ser utilizado pelos santos da magia branca. Os Elementais em si mesmos não são bons nem maus; tudo depende do uso que façamos deles. Se os empregamos para o bem, boa obra fazemos, mas se os empregamos para o mal, má obra faremos.
Creio que ninguém dos amigos aqui presentes está dedicado à magia negra; me parece que todos podem utilizar os serviços do gato negro (que é especialmente mágico) para aprender a sair em Corpo Astral consciente e positivamente. Trabalhar para o despertar da Consciência não é um delito.
Capítulo Dezassete
FENÓMENOS JINAS
1. - Em tempos de nossa revolução mexicana, sucedeu a um familiar o seguinte acontecimento: resulta que numa batalha do estado de Sonora, se perderam no deserto, ele e um amigo. Depois de vários dias de caminhada, sem ter água nem alimento algum, faleceu o seu amigo, a quem ao cair a noite, sepultou, ficando só no meio do imenso deserto. Depois de caminhar, cerca de uma hora, desde o lugar onde o tinha sepultado, se deitou cansado a dormir, mas no dia seguinte sua surpresa foi muito grande, ao ver a seu lado o cadáver de seu amigo, cheio de areia. Sem poder entender este fenómeno, voltou a dar-lhe cristã sepultura. Seguiu caminhando durante o dia, e ao cair a noite voltou a dormir e novamente se encontrou ao despertar, no dia seguinte, com o cadáver a seu lado. Isto mesmo lhe sucedeu durante três ocasiões. Ao terceiro dia, orou profundamente a Deus para que já não lhe sucedera mais tal fenómeno, e esse último dia começou a encontrar que comer, até que chegou a uma povoação; espantado, narrou tal sucesso meio morto de sede e de fome. ¿Poderia você ser tão amável, Mestre e de dar-nos uma explicação a respeito?
R.- Com muito gosto vou dar resposta à pergunta do cavalheiro.
Fora de toda a dúvida, podemos catalogar tal fenómeno como um facto da Quarta Dimensão. Ostensivamente, tanto a personalidade energética como o “eu psicológico” do defunto, se metia dentro de seu cadáver, sacando-o de entre a fossa sepulcral mediante o agente da Quarta Dimensão, da Quarta Coordenada, da Quarta Vertical.

Soube de um caso similar, relacionado com um bruxo autêntico, desses que sabem pôr, na Quarta Dimensão, o seu corpo físico. Depois de ter sido sepultado, o encontrou uma e outra vez, deitado em decúbito dorsal, sobre a lápide de sua tumba. É obvio que, em cada caso, o coveiro voltava novamente a meter tal corpo dentro de sua fossa, mais sempre se repetia o mesmo.
Qualquer um desses tantos dias, em que o coveiro repetira o seu já consabido trabalho, teve um instante de descuido que foi o suficiente para que aquele corpo desaparece-se definitivamente, sem deixar rasto algum. É inquestionável que se tratava de um bruxo muito bem disciplinado: estranho personagem que, em vida, havia enfatizado muitas vezes (por certo entre grupos de amigos), que ele escaparia do sepulcro, com corpo e tudo, depois de ter sido enterrado.
Cumpriu a sua palavra, é claro, e isto resulta certamente prodigioso. Mas, não se confunda isto com o “vampirismo”. É ostensivo que os vampiros também escapam do sepulcro para cometer feitiçarias e vampirizar as pessoas vivas, mas regressam sempre ao ponto de partida original.
Recordem vocês, senhores, o caso autêntico do conde Drácula. Este viveu na Rússia, realmente; era o alcaide de um povo. Estava casado, mas aborrecia a sua esposa; constantemente lhe batia.
Depois de morrer, o conde Drácula escapava do sepulcro e vinha a casa para repetir sempre os mesmos espancamentos, essas que tanta amargura deram à infeliz mulher.
A pobre, desesperada até ao máximo, pôs o caso em conhecimento das autoridades civis e religiosas de sua época, causando, como é natural, espanto geral.
Dizem as tradições que vários bispos e clérigos de “missa e olla”, crucifixo em mão e com muitas “camándulas” e água bendita, resolveram violentamente interceptar o passo da esquerda e tenebrosa carruagem que sempre saía do panteão, transportando o conde Drácula.
Os clérigos irromperam na ponte, tentando deter o esquerdo e fatídico coche nocturno e funeral.
Inquestionavelmente, de nada valeu tudo isto: a carruagem do conde atropelou aqueles religiosos espantados.
Como o sabem muitas pessoas, as autoridades resolveram abrir aquele sepulcro. Grande foi o seu assombro, ao encontrar o ataúde cheio de sangue e dentro de tal caixa mortuária jazia o cadáver do conde Drácula, completamente conservado. É obvio que se alimentava de sangue humano; isso se sabe pelas tradições, e muito poucas pessoas o ignoram.
Os pés do cadáver estavam cheios de lodo, o que indicava, plenamente, o facto concreto de que aquele morto se escapava, precisamente em altas horas da noite. Tudo isto terminou quando se cravou uma estaca no coração.
Com todos estes relatos e explicações, de modo algum quero afirmar que todos os estados Jinas, ou fenómenos tetra-dimensionais, sejam de carácter tenebroso.
É bom que vocês, meus amigos, saibam que existem Jinas Brancos e Jinas Negros.
Indubitavelmente, os poderes da luz e das trevas, se combatem mutuamente.
Vem a propósito dizer, agora, que há pessoas que sabem sair do corpo físico à vontade, tal como o ensinámos anteriormente.
Existem sujeitos que fora de seu corpo físico, podem invocar ou chamar o corpo, ainda no caso de se encontrar já muito longe deste último.
Para maior compreensão de meus leitores, explicarei isto com outras palavras. Pensai, por um momento, que estais na recâmara donde normalmente conciliais o sono. Imaginai que a vossa Alma se transportou, de repente, ao lugar mais central do povo ou cidade onde habitais. Inquestionavelmente, essa Alma já está longe do corpo, pois o corpo está na cama e a Alma viajou para o centro da cidade. E ainda que a vós vos pareça impossível, essa Alma poderia, desde o centro do povoado ou cidade onde está, chamar o corpo que, adormecido, ficou entre o leito.
Poderá parecer-vos estranho o que estou dizendo; poderá parecer-vos impossível que tal corpo concorra a vosso chamado, que abandonasse o leito, que saísse de casa, que caminhando rápido, fosse exactamente dar com a sua Alma, que nesses instantes ansiosa o esperava no centro da cidade.
Vós podeis responder-me que só um cãozinho muito amigo, deixado em casa, poderia ir em vossa busca. Vos parecerá algo insólita a notícia de que um corpo pudesse ir em busca da sua Alma, mas isso é assim, não vos surpreendais. Compreendo que ignorais tudo isto, e por isso tal notícia vos parece algo inusitada e até impossível. Para ilustrar melhor o que quero dizer, vou relatar-vos um caso muito interessante.
Em certa ocasião, tive de sair do corpo físico à vontade. É claro que eu me sei desdobrar e portanto, isto não é um problema para mim.
Me transladei à Ordem Secreta do Tibete, esta congregação tem seu Monastério na Quarta Dimensão. Ali estava ocupado no trabalho esotérico, junto com outros irmãos da Ordem.
Mas sucedeu que o corpo físico, que tinha deixado adormecido entre o leito, aqui na cidade capital de México, D. F., como quer que fosse, fazia muitas horas que dormia, agotou de forma muito natural o seu estado de sono profundo, ficando desperto. Sem embargo, eu não podia regressar ao corpo físico porque de modo algum queria interromper meus labores no monastério. Estava muito ocupado; continuei sustendo lá no Tibete, a força de vontade, pois é obvio que o corpo desperto atrai a Alma.
Como quer que fosse, aquela situação resultava um pouco embaraçosa, pois não deixava de interferir com minhas actividades dentro do monastério, não me ficou outro remédio que me concentrar em minha Mãe Natureza e suplicar-lhe que tirasse o meu corpo físico, que jazia no México e mo trouxesse à Ordem Secreta do Tibete.
Minha Mãe acedeu a meus rogos, tirando o corpo físico de entre o leito e metendo-o dentro da Quarta Dimensão, transportando-o ao monastério do Tibete.
Nesses instantes, em Corpo Astral me encontrava falando com outros irmãos da Ordem, quando comecei a sentir sobre meus ombros uma estranha pressão. Este foi para mim o sinal de que meu corpo físico se aproximava, e certamente, assim foi.
Tal experimento o fiz com o propósito de não ser estorvado em meu trabalho esotérico, enquanto actuava no longínquo oriente.
Quem aprende a se desdobrar à vontade, pode realizar este experimento por si mesmo: afastar-se de seu corpo físico e logo invocá-lo, desde qualquer lugar onde se encontrar.
A Mãe Natureza sempre nos ajuda, quando nós sabemos amá-la realmente.
2. - Mestre, ¿não existe alguma oração para chamar a nossa Mãe Natureza, quando estamos em Astral para que nos traga o corpo físico ao lugar a onde nos encontramos nesses instantes animicamente? ¿Poderia você a ensinar a nós?
R.- Com muito gosto vou ensinar-lhes, agora, uma invocação mágica preciosa, para que com ela possam chamar a sua Divina Mãe, que se encarregará de lhes levar o corpo ao lugar onde vocês se encontrem em estado anímico:
“Creio em Deus,
Creio em minha Mãe Natureza,
Creio na Magia Branca.
¡Mãe minha: traz-me meu corpo!”

Esta invocação se repete milhares de vezes.
Quando sintais certa pressão sobre os ombros, é porque o corpo físico já se aproxima, já vem, e quando o vejais, ordenai-lhe de forma imperativa, que penetre dentro de vós. Podeis estar seguros de que o corpo flutuará na Quarta Dimensão e que penetrará dentro de vós pela parte superior de vossa cabeça anímica, astral ou sideral.
Já em possessão de vosso corpo, flutuando no ambiente mágico da Quarta Dimensão, podeis transportar-vos a qualquer lugar do mundo, quer seja ao Tibete, ou aos templos sagrados de Egipto, Índia, etc.
3. - ¿É possível regressar à vontade, com corpo e tudo, Mestre?
R.- Existe uma lei no Mundo da Quarta Dimensão, e é que todas as coisas regressam a seu ponto de partida original. Muitas pessoas Jinas passam a noite inteira longe de sua casa, com corpo de carne e osso, e flutuando na atmosfera, regressam a seu lar quando já está raiando a aurora, quando já está amanhecendo.
O interessante do caso é que, ao voltar a sua cama, o corpo volta a ficar na mesma posição que tinha, antes de se levantar.
Em certa ocasião, eu ao sair de minha casa com o corpo físico metido dentro da Quarta Dimensão, tive de abrir a porta para sair à rua. Normalmente, esta última deveria ter ficado hermeticamente fechada, mas como caso excepcional, tal porta ficou aberta, todavia não percebi o motivo. Noutra ocasião, tirei de casa uma “maceta”, na qual havia uma formosa planta. A “maceta” regressou, por si só, ao ponto de partida original.
Quero que vocês sejam práticos meus estimados amigos; quero que se convertam em pessoas Jinas, quero que sejam ocultistas verdadeiros, não simples teóricos.
4. - Com o relato que você nos acaba de fazer, Mestre, me surgiu uma dúvida com respeito aos Estados de Jinas. Li e ouvi que nos bosques da Irlanda, apareciam povoados inteiros da Quarta Dimensão à terceira, fazendo-se visíveis e tangíveis para os lenhadores e caçadores de ditos bosques. Com outras palavras quero dizer que existia uma magnífica convivência, entre os moradores daqueles lugares e os seres do mistério. ¿Poderia explicar-me que significa tudo isto, Mestre? Sobre tudo, me interessa demasiado saber como podiam passar tão facilmente da Quarta à terceira, e vice-versa. Toda esta explicação, é o que eu peço.
R.- Amigos meus, na Lemuria, as pessoas viviam normalmente na Quarta Dimensão. Por isso se diz que Adão e Eva habitavam no Paraíso Terreno. Quando a humanidade se entregou à fornicação, quando se desataram as paixões animais, os seres humanos saíram do Paraíso, abandonaram a Quarta Vertical.
Sem embargo, é bom saber que os poderes para passar de uma dimensão a outra, da terceira à Quarta, ou vice-versa, estão latentes em todos os seres humanos e sem embargo podem manifestar-se, fazer-se activos, seja de forma esporádica ou em forma permanente.
As pessoas Jinas citadas por você, na Irlanda, assim como em outros lugares do mundo, têm esses poderes activos, podem passar de uma dimensão a outra a vontade e sem esforço algum.
Mas, é obvio que quanto mais simples for a pessoa, quanto menos complicada tenha a mente, mais facilmente pode realizar tais maravilhas.
Não está de mais, agora, recordar à famosa Ilha Nontrabada, a qual foi visível noutros tempos para a humanidade.
Contam as tradições que essa Ilha foi exorcizada por um religioso, que equivocadamente a considerava como “coisa do diabo”.
A Nontrabada ou Encoberta, não se tornou a ver pelos mortais, desde o século XVIII até à data, devido ao cepticismo agressivo que desde essa época infectou toda a atmosfera da Terra, danificando os sentidos psíquicos da humanidade.
Sem embargo tal ilha existe, ainda que permaneça invisível para os nossos contemporâneos, que não sabem nem entendem estas coisas.
Capítulo Dezoito
CASOS DE JINAS
1. - Nos fins da segunda guerra mundial, se deu o caso, na cidade do México, de que uma menina de escassos cinco anos, de nome Maria, filha de pais de ínfimos recursos económicos. Numa ocasião em que a mãe se encontrava enferma, a menina fez aparecer, diante de três vizinhas, um formoso ramo de rosas vermelhas, dizendo que eram para pôlas à Virgem, para que ela aliviasse a sua mamã. O facto foi muito comentado, nos arredores e dentro da vizinhança onde vivia.
Noutra ocasião, caindo num verdadeiro estado de êxtase, balbuciando certas palavras que só ela conhecia, fez aparecer duas grossas pedras de ouro puro, que ajudaram enormemente a melhorar as condições de vida de seus pais.
Depois deste assombroso sucesso, deu mostras de Clarividência e profecias. Certa ocasião, um matrimónio a foi a consultar, por enfermidade do senhor. Ela se concentrou, fechou os olhos, e instantes depois apareceu entre as suas mãos um boneco de trapos com vários alfinetes metidos no corpo. Procedeu a menina a sacá-los e logo atirou o boneco no meio de um conjuro, num braseiro onde queimava enxofre, sanando definitivamente o homem embruxado.
Quando a menina foi crescendo, teve o poder de curar mediante passes magnéticos, tendo largas caudas de enfermos que demandavam ajuda e consolo, e aos quais sanava. Mas quando chegou a ter quinze anos e se foi interessando pelas coisas mundanas, pouco a pouco degenerou os seus costumes, até se converter num ser humano comum e corrente.
¿Me poderia dizer o Mestre a que se deveu este caso?
R.- Esta pergunta resulta certamente muito interessante, e bem vale a pena respondê-la.
Obviamente, aquela menina estava dotada de Poderes Jinas; inquestionavelmente, podia fazer transportes: trazer rosas, passá-las do Mundo Astral ao mundo físico, fazer vir, à distância, objectos como esse tal boneco com alfinetes, etc., etc., etc.
Resulta patente e manifesto o facto concreto de que quando se interessou pelas coisas materiais, quando se afastou da espiritualidade transcendente, perdeu os seus poderes.
Me vem à memória nestes instantes o caso do enigmático e poderoso Conde Cagliostro.
Contam velhas tradições que, ao sair Cagliostro da prisão da Bastilha em Paris, onde estava preso por aquele caso do colar da rainha que produz tanto escândalo, celebrou um banquete extraordinário.
A França inteira se comoveu quando conheceu o episódio deste festim.
Notório foi para os convidados que o conde Cagliostro possuía certamente poderes formidavéis.
A mesa do festim deslumbrava com o ouro, a prata e o esplendor dos convidados. Sem embargo, algumas cadeiras estavam vazias, mas as bandejas servidas.
De repente, algo extraordinário sucede: os lugares vazios foram ocupados por personagens que fazia tempo tinham morrido e os convidados todos se encheram de espanto, mas vendo a serenidade do conde Cagliostro, tiveram de se controlar a si mesmos para comer e beber ante os espectros que sorriam no banquete; este facto se comentou em toda a cidade de Paris.
Está completamente demonstrado que Cagliostro possuía Poderes Jinas extraordinários, pois podia tirar os defuntos do seu Mundo (o Astral), para fazê-los vir ao mundo físico, e isto é claramente assombroso.
Contam por aí que noutra ocasião, o Conde visitou uma família pobre com o propósito de cear com esta. Aquela gente se envergonhou um pouco, devido a que não possuíam nenhuma formosa vasilha, nem toalhas, nem pratos para atender a tão rico personagem, de forma decorosa.
Cagliostro, compreendendo tudo isto, em presença dos anfitriões tirou do Mundo Astral uma riquíssima vasilha de ouro puro, pratos preciosos e toalhas magníficas, e logo pediu com humildade que se servisse o banquete.
Todos os assistentes comeram e beberam assombrados usando tão rica vasilha.
Terminado o festim, Cagliostro ofereceu a vasilha a essas pessoas, com o propósito de que melhorassem a sua situação económica.
Aqui no México, durante a época da colónia, sucedeu um facto Jinas insólito, inusitado.
Se deu o caso de que um soldado filipino, que apareceu fardado com o uniforme do exército de seu país, em pleno Zócalo de México, D. F.
O homem foi detido de imediato, e quando se o interrogou, só pode responder, assombrado, que ignorava como tinha saído de sua terra, como tinha sido transladado instantaneamente a esta cidade do México, e dava dados sobre acontecimentos que tinham sucedido em seu país na véspera, o dia anterior à sua captura.
Investigações que se fizeram confirmaram exactamente todos os dados, dados por aquele soldado. Naquela época não existiam os aviões, nem naves que pudessem transportar qualquer passageiro desde as Filipinas ao México em poucas horas.
Isto, notavelmente foi motivo mais que suficiente para que a Inquisição católica interviesse inevitavelmente.
Contam as tradições que esse pobre homem foi julgado; não sabemos todavia se, se queimou na fogueira ou se só o encarceraram ou torturaram.
A mim me sucedeu outro caso extraordinário. Depois de ter posto meu corpo físico em Estado de Jinas, de acordo com os métodos e procedimentos que a todos vós vos ensinei, suspenso na atmosfera do mundo voei sobre algumas regiões da América do Sul.
De repente, passando por cima de uma fazenda, me senti atraído por uma força magnética muito especial para a casa daquela finca.
Ao pôr o pé no solo, pude verificar o facto concreto de que certos vizinhos, trabalhadores daquela propriedade, rezavam ardentemente, conjurando-me; acreditavam aquelas ingenuas criaturas que eu possivelmente seria algum bruxo; é obvio que anelavam eliminar-me, destruir-me.
Já em terra, os vi avançar sobre minha insignificante pessoa, empunhando machetes, olhando-me com uma ira terrível. Vi um quarto, aparte, e nele me meti, amparando-me atrás de uma mesa. Logo, dando alguns passos para atrás, choquei com uma barda ou parede. Nesses instantes, alcançaram golpear-me com um pau, ferindo-me um braço, mas eu fiz um grande esforço e meti meu corpo dentro da Quarta Dimensão. Logo atravessei aquela barda, que já não foi para mim obstáculo algum, e flutuando no ambiente regressei novamente a casa.
Vários dias durei com o braço inflamado, mas ao fim sarou definitivamente.
2. - Nos poderia dizer, Mestre, ¿como foi possível que flutuando você dentro da Quarta Dimensão, o viram aqueles camponeses e caí-se na terceira dimensão?
R.- Amigos meus: quero que vocês saibam que não em todo o tempo a atmosfera se encontra nas mesmas condições. Há instantes cósmicos especiais, determinados pela radiação dos planetas, durante os quais coisas e objectos de Jinas costumam fazer-se visíveis e tangíveis, ante as pessoas do mundo físico tridimensional.
Este é meu caso, e então é obvio que fui visto por aqueles camponeses; como quer que eles possuem uma fé extraordinária em todos os seus ritos e orações, facilmente puderam fazer-me descer àquele lugar, ¿entendido?
P.- ¿Como fez você para regressar outra vez à Quarta Dimensão e escapar daqueles camponeses?
R.- Amigos meus, quero que saibam que nesses instantes, meu corpo físico estava totalmente saturado com as radiações do Mundo Astral. Obviamente, só me faltava fazer um grande esforço de vontade para reingressar à Quarta Dimensão.
Como quer que este caso era tão grave, tinha que fazê-lo e o fiz, com magníficos resultados; isso é tudo.
Nestes momentos surge em minha memória, a recordação da Mulata de Córdoba, em Veracruz.
Esta era uma mulher extraordinária do Estado de Veracruz, México. A Inquisição lhe seguiu juízo por bruxa e feiticeira. Ela permaneceu serena e impassível, ante estes acusadores e caluniadores.
A encerrara, num cruel calabouço, e na madrugada do dia fixado para a sua execução, entraram em seu calabouço os soldados. E estes ficaram atónitos, assombrados, ao vê-la muito alegre e vestida para uma festa.
“¡Como! Deverias estar vestida de luto, preparando-te para a morte, pois hás-de saber que já vais à fogueira, donde serás queimada viva com lenha, verde e fogo lento, sem derramamento de sangue”.
A Mulata respondeu, serenamente: “Todavia há tempo, senhores; acalmem-se um pouco.
Ante tudo quero que vocês vejam como sei pintar um muro”

Logo, tomando um giz (pedaço de tiza) com sua mão direita, pintou ante eles, na parede, um barco com suas velas, amarras, etc., etc., etc.
Dirigindo-se posteriormente a seus guardiães, os interrogou dizendo: ¿Que lhes parece este desenho?” Eles responderam: “Como desenho está muito bem; só que a esse barco lhe falta a tripulação”.
“Isto não é problema –contestou a Mulata–, agora mesmo a vou pintar, observem, vejam”.
Ao dirigirem eles novamente a vista para o barco, puderam ver então a Mulata (ali, entre esse desenho), despedindo-se alegremente deles, dizendo-lhes “adeus, adeus”. E quando atónitos e confundidos, olharam o lugar que antes ela ocupara dentro do calabouço, espantados viram que aquela mulher tinha desaparecido.
Foi assim que a Mulata de Córdoba, burlou a Inquisição, meus queridos amigos.
Não há dúvida de que algo similar teve que ter sucedido com o conde Cagliostro, pois todos os dados que se deram sobre sua morte num calabouço da Inquisição, resultam manifestamente contraditórios. Nós, os gnósticos, sabemos que o conde Cagliostro todavia vive com o mesmo corpo físico que teve nos séculos XVI, XVII e XVIII, etc., etc., etc. Em nome da verdade tenho que dizer-lhes que eu sou amigo pessoal do conde Cagliostro e que o conheço muito bem..