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CLXV
Textos sobre Alquimia
A Síntese de todas as coisas

Esperamos realmente poder chegar ao coração das pessoas, porque verdadeiramente são chaves autênticas para o Despertar da Consciência.

Quando escrevemos que nosso Ser foi capaz de muito nos ensinar por meio dos números, principalmente por meio daquela formação simbólica que se chama CLXV, realmente tomamos consciência de que muitas das coisas que hoje conhecemos por tais ou quais nomes, e em outras épocas tiveram outros nomes, não tem nome.

São forças, são energias, são como que um sentir espiritual que caracteriza cada uma destas regiões. Esta transição, esta transcrição que hoje fazemos do sentido escrito para o sentido numérico, é para logo poder penetrar no sentido real e mais além das formas existenciais.

Dizer que o Céu é 1 e que Inferno é representado pelo 0, é quase intuir a natureza real destas regiões, muito além dos conceitos morais e religiosos de qualquer época.


Temos feito grande ênfase na questão da dualidade e da síntese e esperamos que nossos leitores neste ponto tenham a atenção e a capacidade de perceber o meio para realizar este processo de encontrar a verdade de cada questão.

Quando nós temos qualquer dificuldade na vida, seja a dor por não ter um alimento que queremos, seja por não termos perto a tão bela amada que está distante, podemos desintegrar estes elementos subjetivos de nossa psique lhes estudando primeiro a nível de dualidade e logo chegando a sua síntese que é a essência, a consciência da questão aonde nossos defeitos se apóiam para suas ações.

Nossos defeitos se sustentam na dualidade e por isto devemos chegar a síntese porque é o coração da questão.

Se perdemos um ente querido e verdadeiramente estudamos a dualidade da vida e da morte, se chegamos a esta síntese deste eterno e infinito recomeço, percebam que a dor desta aparente separação desaparece, porque temos condições de compreender por uma manifestação da consciência naquele instante, os segredos que existem entre a vida e a morte.

Assim se não temos algo que queremos, e observamos tantos quantos tem muito menos do que temos, um mundo injusto aonde para que um tenha algo a mais, outro terá que ter o seu diminuído... acreditam realmente que uma pessoa com Alma que estude estes opostos, irá querer para si algo além do justo? Pois assim é como eliminamos nossos defeitos, os compreendendo e chegando a síntese da questão que é esta consciência liberta.

Por isto dizemos que quando liberamos a essência, temos a oportunidade de transformá-la em consciência.
Uma pessoa que estude os opostos da dor humana e do sofrimento, pode que realmente por uma virtude cometa erros, como abandonar tudo e todos, enfim, entregar-se a uma loucura ainda que com fins virtuoso, e isto já é um outro nível de trabalho pois necessitamos polir e perfeccionar esta essência livre, esta fração de alma de forma a ser verdadeiramente útil aos propósitos divinos. É ai que ela transforma-se em Consciência verdadeiramente, mas há muitos graus de desenvolvimento.

Se vivemos cada momento, se não estamos presos na questão temporal de uma existência, o ego não pode nos impor sua contínua existência, porque estamos avaliando cada questão livres de conceitos já estabelecidos.
Gosto disto, não gosto daquilo, isto me alegra, aquilo me entristece. Porque um dia de chuva é menos belo e agradável que um dia de sol? Porque uma tempestade seria menos encantadora ou mais agradável que um dia nublado?

Percebam que porque temos hábitos criados por nossos defeitos, acabamos presos a uma programação e a uma idéia de que "temos que fazer isto" e se o tempo impede, ficamos emburrados, pois não somos capazes de lidar com a vida, com as modificações que surgem no caminho.


Muitas pessoas acham que a morte do ego é um sofrimento, realmente dependendo do agregado, podemos afirmar que talvez seja até mais doloroso o eliminar do que morrer fisicamente, porque há eus kármicos, eus causais cuja eliminação é realmente mais dura do que a própria morte.
Mas a liberdade que nos trás este tipo de trabalho é verdadeiramente algo que não temos palavras para descrever, porque não são questões que um discurso explicaria, certamente.
Todo sofrimento humano se dá por esta corrupção espiritual que assola toda a humanidade. Nós preferimos sofrer pouco a pouco, uma existência inteira e centenas de anos em involução, do que viver um único momento pleno, compreender e chegar a síntese, a verdade de cada questão.


Se a bela amada hoje está de nós distante, temos que compreender que primeiramente a beleza é algo temporal e o que hoje nos parece belo, amanhã nos parece velho, e logo não existe, então que são como a areia do tempo que escorrem pelos nossos dedos.
Então vemos que sem a presença da preguiça, da luxúria, da cobiça, enfim, de cada grande regente do mal em nós, sem tantas lamentações, podemos realmente perseguir em nossa vida o que é justo e verdadeiramente seguir a este impulso interno, espiritual que nos dá vida e nos sustenta, internamente.

O Roubo se dá por uma incompreensão das leis de equilíbrio. Se simplesmente temos mais do que precisamos em um momento, além claro da dor que isto causará, em outro momento a vida inverte isto para que se equilibre, porque antes de um regresso final, temos que chegar a não dever nada e que ninguém nos deva nada.
Pensem nisto quando alguém der um troco errado e nós percebamos... recordem desta questão quando tenhamos muito e aqueles ao nosso redor vivam na miséria.

Claro, quem não observe esta dualidade, quem não perceba isto na vida prática, de momento a momento, jamais chegará a síntese e por isto nunca, nem que passem mil eternidades, se liberará do Samsara que é da própria Roda de Vidas e Mortes, que não é outra coisa que a própria dualidade em eterno movimento perfeito.
No Eixo desta maravilhosa roda encontramos a estabilidade eterna e a possibilidade o auxílio às demais pessoas da humanidade.
É Ali; é assim que se levantaram estes grandes irmãos que em segredo velam e auxiliam a humanidade doente. Esta é a porta de ingresso à Muralha Guardiã de nossa atual Humanidade.


Esperamos sinceramente, que aqueles que queiram liberar-se desta dualidade, desta infelicidade que nos impõe o mundo e a mecanicidade lunar da humanidade, sejam ajudados pelos Santos Mestres da Bendita Loja Branca.

Paz Inverencial!

29/12/12