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CLXV
Textos sobre Alquimia
O Encontro de nós mesmos

Falávamos em outra oportunidade acerca dos Opostos Complementares, os quais no fundo são exatamente esta dualidade a qual a natureza dá a cada um de maneira a quando unem-se poder criar. E claro isto não está limitado a criação mas a todo estes processos de desenvolvimento desta criação.
Mais além disto, falamos como é bem sabido por muitos, do relativo a esta plena integração com este oposto complementar, que depende da afinidade, da concordância dos Princípios Astrais, Mentais e Causais.
Claro que esta integração de sentimentos, de pensamentos e de vontades, é algo muito profundo, e realmente é o que culmina naquilo que por fim é esta chama intensa e eterna do Amor Verdadeiro, o qual tão poucas pessoas experimentaram.
É Claro que o amor, sendo sacrifício, é de certa maneira sofrimento, mas já não um sofrimento egoísta daquilo que queremos, e daquilo que ansiamos, mas do que necessita e do que entristece o ser amado, algo que por si só, é um caminho final para a redenção de um indivíduo.

Assim aquele que nada ama, aprende a amar um indivíduo e logo aprende a amar a todos (OIA - 018).


Como uma pessoa poderia reconhecer as diferentes facetas do próximo e perceber, realmente sentir estas conexões, sem antes descobrir em si mesmo, quem é, e o que realmente sente por cada coisa em seu caminho.
Todas as pessoas tem diversas situações mal resolvidas em sua vida... como comentávamos com uma pessoa em particular, é muito comum encontrar um indivíduo o qual estabelece um laço amoroso mental com um indivíduo, logo estabelece uma relação emocional com outra, tem um aspecto volitivo com um terceiro, e é capaz de fisicamente, carnalmente ainda buscar um quarto, pois no fundo não sabe o que busca, porque não sabe quem é.
Uma pessoa assim, vivendo nestes termos, inevitavelmente trava seu próprio desenvolvimento, e o desenvolvimento de cada uma destas pessoas com quem se envolve, pois no caso acima, são cinco pessoas, incluindo esta própria que acabam sós, ainda que em meio a multidões de pessoas ao seu redor.

Ninguém poderia encontrar o verdadeiro amor, sem antes despojar-se de todos estes pesos do passado, sem antes resolver em seu interior todas estas pendências e ligações que tem com cada qual. E assim, uma vez liberta, renovada, purificada, a pessoa pode então reconhecer sua própria natureza e perceber naturalmente a conexão que tem com os demais, dando a cada um o que este necessita, e obtendo de cada um o que lhe é de direito.


Muitos casais certamente sofrem, e sofrem porque sabem que o que sentem não é amor, e realmente nestes casos em geral, o que podemos recomendar é a infinita paciência, e por vezes a tentativa de fazer destes momentos o melhor possível, dentro daquilo que conseguimos cultivar destas virtudes como é o próprio amor que falamos, já que isto tem muitos níveis.
De qualquer maneira, o amor quando nasce no coração de alguém, sempre rompe com conceitos que tem a própria pessoa, e arrasa com tudo aquilo que um carrega, já que é pleno, profundo e transformativo. É por este motivo que dizíamos que o Amor é o que no final nos conduz a liberação de nossos defeitos e debilidades. Algo que pode se aplicar a este par complementar, ou mesmo como é ensinado como o Terceiro Fator, uma profunda entrega e realização em benefício de toda a humanidade sem distinção.

Se observarmos os trabalhos em geral realizados os quais as pessoas que fazem, o fazem como justificativa de um Sacrifício, geralmente e em praticamente todos os casos, vemos a mais absoluta ausência de amor, e isto faz com que seja um péssimo trabalho que realizam, no momento errado, de maneira errada, e assim por diante.
O Amor se alimenta da Energia Sexual, e a Energia Sexual se alimenta dos frutos do Amor. Por isto que enquanto haja fornicação, sabemos que o amor é mais que impossível. Também quando haja verdadeiro Amor, a fornicação torna-se impossível.

09/11/16