CLXV
Textos sobre Antropologia
A Lei do Destino

Se estudarmos a Bíblia dos Gnósticos, a Pistis Sophia, livro este que é o único que contém os diálogos do Mestre Jesus com seus apóstolos, encontramos o seguinte, nos referindo ao destino:

"'Se tiver de morrer devido a um animal selvagem, o Destino conduz a besta a um confronto com ele até que o mate; se tiver de morrer devido a uma serpente ou pela desgraça de cair a um abismo, se tiver de suicidar-se, afogar-se ou morrer de qualquer outra morte, que poderá ser pior ou melhor que estas, é sempre o Destino quem impele a morte para ele próprio. Este é o trabalho do Destino e não tem outra finalidade senão essa mesma. E o Destino persegue o homem até ao dia da sua morte.' E Maria respondeu dizendo: 'Então, a todos os homens que povoam a face da Terra sucederá o que está destinado pelos Arcontes do Destino, quer seja bom ou mau, de pecado, de vida ou de morte?' E o Salvador respondeu dizendo a Maria: 'Amén vos digo: tudo o que está assinalado pelo Destino, para cada um, lhe sucederá, quer seja bom ou mau.' 'Por esta razão trouxe as Chaves dos Mistérios do Reino dos Céus, porque, de outro modo, ninguém poderia ser salvo. Sem os Mistérios ninguém entraria no Reino da Luz, fossem eles justos ou pecadores.' "

"E Maria respondeu, dizendo: 'Assim, pois, meu Senhor, Tu trouxeste os Mistérios ao mundo para que o homem não morra de acordo com a morte designada pelos Arcontes ou Regentes do Destino, quer o destinem a morrer pela traição, ou pelas águas, ou pela tortura e actos violentos que estão dentro da Lei ou através de qualquer outra morte? Trouxeste Tu, então, os Mistérios ao mundo para que o homem não morra de acordo com a morte que lhe destinem os Arcontes do Destino, mas para que morra de modo repentino, se não tem que suportar sofrimentos através de tais formas de morte?' "


Cada homem (/mulher) que nasce, nasce com um destino (de tipo inferior), um destino escrito pela Lei e ainda que tenha seu livre arbítrio, está preso a seus erros passados e por consequência a um destino.
Não lhe falta a uma pessoa um fio na cabeça, sem que seja conhecido este fato pelo destino. Este destino que nos referimos é conferido e impelido pelos defeitos psicológicos, pelas falhas morais e demais atrocidades que leve em seu interior.
Se o destino de alguém é morrer atropelado, ou cair de um prédio, este será levado pro impulsos negativos até o lugar aonde deva consumar-se seu destino.

Grandes destruições e grandes descobertas são ações do destino para mudar o rumo das humanidades, algumas vezes para impulsionarem a uma revolução, outras para acentuar sua destruição. De acordo com o karma (inferior ou superior) destas pessoas e povos.


O Karma como Karma, como uma cobrança divina só tem aqueles que trilham o caminho e que tem uma alma encarnada, pelo menos a fração livre de alma que possuem.
Quando os Mestres interviriam na humanidade e no destino (inferior) entregando as chaves do caminho, eles deram a estas pessoas a chance de alterar seu rumo na esfera e no destino que lhes era atribuído.
Sem os mistérios, sem o conhecimento da liberação de nossas debilidades, fraquezas e falhas, a humanidade estaria para sempre sujeita a ação da consequência de suas ações. Muitos vivem como se a vida fosse uma só e colhem os frutos amargos destas ações em subseqüentes existências.

O Verdadeiro destino do homem dizemos ele recebe quando encarna a fração livre de Alma que tenha, pois já está trilhando a reintegração e a união com seu Íntimo, com seu Real Ser e isto é o que confere verdadeiramente um destino (superior e verdadeiro).

Desta forma esta Lei superior do Destino lava a Lei inferior e com isto aquele mal que caberia aquele homem sofrer ou causar, fica cancelado pois alterou seu destino graças a misericórdia das Divindades e o Mistério que lhe foi entregue. A Morte repentina de que os Mestres nos falam e sem sofrimento se refere a aniquilação do mal em nós, exatamente a Morte Psicológica de nossos sofrimentos e de nossas angústias, provenientes de tal ou qual falha psicológica.


Nestes dois últimos textos que escrevemos, citamos um trecho da Pistis Sophia que encontramos aleatoriamente e que havia nos tocado o coração, dando a entender que era um mistério a ser estudado nestes momentos que vivemos. O Trecho que nestes passados dias encontramos e que aqui replicamos era um Salmo que havia na Pistis Sophia.
Ontem a noite, antes de entrarmos em nossa meditação diária, resolvemos abrir de forma totalmente aleatória a Bíblia Hebraica, pedimos a nosso Deus palavras para o momento que vivemos e entendimento para as ações que estão por vir e ao abrir aleatoriamente tal livro sagrado, apontando o dedo ao acaso em algum ponto de alguma página assinalamos por meio de nossa Divindade interior exatamente a página 555 no exato primeiro parágrafo do Salmo 102, exatamente o mesmo, tal qual havíamos lido, estudado e aqui replicado nestes dois últimos textos.

Sei que muitos não acreditarão nestas palavras mas para nós também é um espanto que de um livro de 1157 páginas (A Bíblia Hebraica), ao abrir nos deparemos exatamente com o mesmo texto que já havíamos dado tal importância e o ultimo lido em outro livro sagrado. Entendam que nossa bíblia não está marcada nem tem a tendência de abrir nestas páginas, pois apesar de haver já lido estes salmos, nunca o lemos tantas vezes que pudesse viciar o papel ou as mãos a manipular exatamente aquele trecho.
Com isto afirmamos este método como oráculo efetivo e como uma demonstração da ação do Destino e das Mãos de nosso Deus operando por nossas mãos humanas, em nossas escolhas e muitas vezes ações e palavras.

[Oração do aflito, vendo-se desfalecido, e derramando a sua queixa perante a face do SENHOR]
SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.
Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.
Porque os meus dias se consomem como a fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.
O meu coração está ferido e seco como a erva, por isso me esqueço de comer o meu pão.
Por causa da voz do meu gemido os meus ossos se apegam à minha pele.
Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.
Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.
Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que se enfurecem contra mim têm jurado contra mim.
Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,
Por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste.
Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.
Mas tu, SENHOR, permanecerás para sempre, a tua memória de geração em geração.
Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.
Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras, e se compadecem do seu pó.
Então os gentios temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra a tua glória.
Quando o SENHOR edificar a Sião, aparecerá na sua glória.
Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.
Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao SENHOR.
Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o SENHOR contemplou a terra,
Para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte;
Para anunciarem o nome do SENHOR em Sião, e o seu louvor em Jerusalém,
Quando os povos se ajuntarem, e os reinos, para servirem ao SENHOR.
Abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.
Dizia eu: Meu Deus, não me leves no meio dos meus dias, os teus anos são por todas as gerações.
Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos.
Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.
Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.
Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua semente ficará firmada perante ti.

Salmos 102:1-28

28/01/13