CLXV
Textos sobre Antropologia
O Tifon Grego

Recentemente estávamos estudando novamente a história dos Deuses Gregos, e sua mitologia.

É Interessante como por meio da consciência é possível realmente compreender e estudar todos estes transcendentais eventos cósmicos.


Algo que não havíamos nos dado conta e que logo de encarar novamente estes textos já pudemos compreender é a questão de Cronos.

Cronos era o Deus e regente supremo dos Titãs, ele devorava seus filhos, para não ser destronado. Ele, por medo, aprisionou Tifon e outras criaturas no Hades (Inferno Grego).

Cronos é o tempo, dizem os esoteristas. Em nós quem vive no tempo, se alimenta do tempo e é o próprio tempo?
Cronos é a viva representação do Ego.
Cronos se alimenta dos frutos da Divina Mãe Kundalini, sua esposa, sua irmã (de natureza, porque o ego é formado pela energia sexual e eliminado pela energia sexual).

Então que é certo e verdadeiro, inegável que o Ego já nasce com a profecia de ser destronado pela consciência. Pois é o drama cósmico que todos viemos viver, a queda do éden e o retorno ao éden.

Assim, cada fração de essência que resgata a Divina Mãe, é simbolicamente devorada por Cronos, símbolo vivente da Legião de Demônios que levamos dentro.


A Bendita Mãe, Réia, dá a luz ao Cristo, Zeus. Este ela esconde no deserto, em uma caverna, para que Cronos não possa encontrá-lo.
Cronos devora uma pedra, no lugar do Cristo (A Pedra simboliza Lúcifer).

Zeus envenena Cronos com o objetivo de resgatar de suas entranhas seus irmãos, e o primeiro que ele vomita, é a dita Pedra.


Zeus baixa ao Tártaro (Nona Esfera, região mais submergida do Hades) para buscar ajuda naqueles que Cronos, por medo, aprisionou no Tártaro, os Ciclopes e os Hecatonquiros.

Neste ponto os Ciclopes dão a Zeus o poder de manejar os Raios.

Então Cronos chama do Tártaro a Besta Tifon, aonde se dá a grande e ultima batalha pelo domínio do Olímpo.
Tifon neste ponto demonstra ser a antítese de Zeus, seu complemento e sua contra-parte, seu desdobramento.

Zeus o vence com seus raios (luz, calor e som), demonstrando ser compreensão, sabedoria e poder, tais Raios (Relâmpago, Trovão).

Tifon foi aprisionado no abismo, por meio da cratera vulcânica do Monte Étna. Na época se dizia que Tifon era quem controlava as forças de vento destrutivas e por isto o termo Tufão, Tufon, deriva de Tifon.

Recordemos que o elemento regente da Era de Aquário é o Ar (vento).
Vençamos a Tifon e que Zeus, o Cristo, possa brilhar na aura de cada um destes iniciados.

"Ao dominar as tentações passionais durante esta Santa Quaresma, o Iniciado lhe rouba todos os poderes do diabo e se faz onipotente e poderoso. Produz-se uma transformação no som metálico de sua voz.
Então, já as ardentes tentações não produzem nele aqueles estados de provocação ardente.
Roubou-lhe o fogo ao Diabo, e, então, já o Diabo não tem nenhum Mendez. Este é o terrível segredo do Bafometo: a luz sai das trevas, e a rosa que embalsama o ar com seus aromas deliciosos extrai seu maravilhoso perfume dentro do lodo da terra. O mistério do Bafometo é simplesmente um mistério de Alquimia.
Depois destes 33 dias, as ondas enfurecidas da tentação sedutora, em vão, golpearão com sua luxúria o resistente escudo do guerreiro.
O Mestre se tornou agora de aço, e as paixões já não provocam nele o suplício de Tântalo, o anseio terrível do coito.
Agora, o Mestre é um senhor da força; agora, o Mestre é um guerreiro terrível porque roubou o poder do Diabo, e as trevas espantadas fogem espavoridas.
Ante as ondas enfurecidas do Mar Vermelho o olhavam com provocação infinita e o Mestre sofria o ardor terrível da sede passional, contra a que empunhava valoroso a espada da vontade. Agora, as ondas enfurecidas do Mar Vermelho o olham aterrorizadas, e as trevas chorando fogem espavoridas.
Antes, o Mestre era como uma donzela provocadora para as trevas, mas, agora as trevas horrorizadas o olham como a um monstro que lhes roubou o poder e as deixou inertes.
Este é o Mistério do Macho Bode de Mendez. Este é o terrível segredo do Bafometo.
As patas dos tronos dos Mestres são feitas de monstros e os objetos sagrados dos templos se sustentam sobre animalescos pedestais.
" - As Sete Palavras, Samael Aun Weor

18/02/13