CLXV
Textos sobre Antropologia
A Missão CLXV

Temos feito grandes esforços por organizar todo material que temos disponível, porque acumulamos um grande número de vídeos, imagens, textos, livros e algumas vezes por uma falta de organização, mais precisa, não conseguimos utilizá-los adequadamente quando surge a necessidade.
Não estamos nos referindo a página CLXV, mas aos nossos sistemas de armazenamento pessoal.

Foi bastante interessante rever algumas coisas que há muito tempo não tinha contato e sequer tinha memória que existiam.

Algo que me chamou muito a atenção foi uma cópia antiga da página CLXV, uma das primeiras versões que foram desenvolvidas, que claro é muito distinto do que há hoje aqui.
Nela encontramos por exemplo a data de criação do site, que foi 01/07/2005 (Registro do Domínio), que não me recordo ter sido proposital mas soma 15 (0+1 + 0+7 + 2+0+0+5 = 15).

Outra informação interessante é que na época havia descrito qual era a Missão do site CLXV, e lá estava escrito o seguinte:
"Missão: Entregar de forma ordenada e prática todo o conhecimento necessário, para que aquele que queira possa chegar até sua auto-realização, mediante a eliminação de sua natureza inferior, bem como a fusão e desenvolvimento com sua natureza superior.
Incentivar e apoiar aos interessados neste conhecimento, em participar de palestras, cursos e reuniões, juntamente à instituições gnósticas devidamente formadas, que sejam apoiadas pela Fundação CLXV.
Permitir que pessoas que não se encontrem em cidades abrangidas por instituições gnósticas possam receber instrução e motivação necessária para realizarem a Grande Obra.
"

Me pareceu importante ver isto, porque apesar de não ser algo que hoje temos em mente, como uma meta, é o que temos por impulso realizar e tem acontecido naturalmente.


Algo que aprendemos com muita propriedade ao longo destes anos cumprindo esta Missão, é que existem no caminho dois tipos de dores e de sofrimentos que sempre passam o iniciados.
O Primeiro é a dor do ego, o sofrimento dos defeitos frente a não execução de seus desejos, por consequência a dor de sua morte, normalmente percebemos isto como pensamentos e sentimentos negativos.
O Segundo é uma dor de tipo Espiritual, uma dor Conscientiva, que é quando desobedecemos o impulso que dá o Ser e a Consciência e por este deslocamento de estarmos em um lugar fazendo algo e a consciência determinando outra coisa, nos causa esta dor.

Parece algo simples mas frente a dor, a maioria das pessoas não consegue interpretar de onde é originada, se por um ou por outro e interpreta a dor como um mal que deve ser exterminado, mas sem um estudo, sem uma compreensão do porque da Dor.


A Dor surge como um remédio para a Alma, em ambos os casos. Se não fosse por este sentir, por este impulso espiritual nos dizendo que estamos fazendo algo certo ou errado, estaríamos perdidos no mundo e sem qualquer guiatura Divina.
Se não fosse por esta dor que gera o ego em seu sofrimento, não teríamos compreensão de como eliminar o Ego, pois seria impossível identificar o que lhe fere e como morre.

Hoje vivemos tempos aonde muitas pessoas se denominam estudantes gnósticos, mas poucos realmente compreendem ou vivem a realidade do que é ensinado no gnosticismo, conhecem a teoria, estudam a teoria, ensinam a teoria mas poucos são práticos.


Nós precisamos desenvolver verdadeiramente este sentido de auto-observação, para nos tornarmos capazes de fazer estas análises detalhadas e extremamente meticulosas, do que é um impulso gerado pela Consciência e o que é um impulso gerado por falhas de tipo Psicológico.

Não estamos dizendo que vamos deixar de cometer todos os delitos do dia para a noite, mas é urgente saber reconhecer o que é impulso de um e o que é impulso do outro, é verdadeiramente essencial para tomarmos decisões definitivas em relação a Obra e aos caminhos que pela vida temos que trilhar.

Há uma frase de um Ritual Gnóstico que certamente sintetiza toda esta explicação, que é: "Dor e reflexão, eis aqui o teu caminho".
Nem a Humanidade, nem os Iniciados, nem os Adeptos, nem os Mestres, nem os Deuses estão livres da dor, a dor é um sinal inerente a vida, seja abismal, seja terrestre, seja divinal. A Dor é um sinal de ação e de movimentação, seja gerado pela Luz, seja provocado pelas Trevas.

Todo Despertar gera dor, a criança não vem ao mundo senão em meio a dor, tanto dela pela dificuldade de adaptação ao novo mundo, como da mãe, que sofre as dores do parto. Assim a Consciência nasce igualmente em meio a dor e em meio ao sofrimento do caminho que por esta mesma consciência, optamos por trilhar.

12/04/13