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CLXV
Textos sobre Antropologia
Ano Novo

O Ano novo vemos sempre foi comemorado nas mais diferentes culturas, de diferentes maneiras, e ainda hoje em dia há diferentes calendários que marcam estes períodos de tempo que para nós em geral denominamos anos.
O Ano marca um clico de tempo que no calendário comumente utilizado hoje é este ciclo de doze meses ou aproximadamente trezentos e sessenta e cinco dias.
Basta observarmos que as estações sucedem-se sempre em uma mesma época do ano, exatamente porque este calendário mede o "dia" solar que é uma volta completa ao redor do sol. Assim como o nosso dia é um ciclo que se repete a cada vinte e quatro horas, para o planeta, este processo dura doze meses.

O Próprio drama Cristico está intimamente relacionado com este calendário e é a base para os processos da migração, do nascimento e da exaltação destas forças e princípios espirituais que são tão conhecidos ainda que não bem compreendidos por todos.


A Verdade é que como tudo que tem um principio tem um fim, e o fim de ano, é o fim de um ciclo maior e isto impacta sempre a consciência das pessoas.
Os mesmos processos que a pessoa vive a cada fim de dia, ou a cada fim de ciclo que marca o seu nascimento físico, o fim de ano impacta de uma maneira mais global e mais incisiva a percepção de nós mesmos e do mundo.

Assim como uma pessoa no fim do dia, reavalia sua vivência naquele dia, suas boas e más ações, seus acertos e seus erros, as vésperas de nosso aniversário ocorre algo similar, realmente muito parecido e por isto que as pessoas tem tantas reflexões, análises e muitas vezes sofrimentos por esta época.
No Ano Novo ocorre o mesmo, pois como já dissemos é o fim de um processo e o começo de outra regência sobre nossa vida, dentre as muitas influências que recebemos.

Em Geral a proximidade com a morte traz as pessoas dois distintos tipos de percepções, uma é de arrependimento por seus erros, uma ânsia por realizar aquilo que não fez mas tem o íntimo impulso de fazer. Assim muitas pessoas acertam suas contas antes do fim do ciclo de sua vida e fazem o que é possível fazer, como um último remédio para suas faltas.
Claro que há o inverso disto, que é o impulso destrutivo, a manifestação egoísta e a satisfação das últimas grotescas necessidades (desejos) pessoais.


Assim que, vemos o Ano Novo nos traz algo muito similar ao que traz a um indivíduo a proximidade com sua morte, pois quando o ano termina, algo fica para trás, e algo novo começa...
As pessoas em geral tem por esta época muitas ânsias de mudança, muitas percepções de erros e ajustes que tem de fazer em suas vidas, mas também tem baixos instintos buscando manifestarem-se e compensar o tempo perdido.


Terminamos o ano de 2015 sob regência 8, e iniciamos o ano de 2016 sob regência 9.
O Nove é o número das infinitas possibilidades, representa o principio sexual e por consequência o poder da recriação de nós mesmos, por nós mesmos, sob uma influência divina... E também a elevação ou a queda, já que é um principio de possibilidades e requer a nós escolher pelo Ser ou pelo Não Ser.

Se levarmos em conta a regra dos séculos e dos milênios, vemos que estamos no ciclo 16 da centena de anos.
A cada cem anos, passamos obviamente uma única vez por estes ciclos, o que faz cada ano ter características únicas ao longo de nossa existência, já que a maioria das pessoas não chegam a um século de existência.

Então um segundo número que temos de levar em conta para este ano que logo inicia-se é o 16.
Infelizmente para alguns, felizmente para os outros, o 16 é um grande divisor de águas, é um ponto final para muitos assuntos e um novo recomeço.
O 16 representa a provação final dentro de certos prismas, o que gera a fulminação do mal em nosso interior, ou a queda do iniciado, em definitivo.

Então que teremos um ano de finalizações de muitas coisas mal resolvidas, tanto a nível individual como social e mundial.
O 16 é sempre um prenúncio de catástrofes, também de eventos inesperados, desconhecidos.
Junto com o 9, nos assinala a "Mão Divina" operando suas realizações e seus planos.


Nós temos de aprender, definitivamente não apenas a reconhecer as distintas influências que nos cercam e os momentos em que se transformam, se levam ou se desvanecem, mas aproveitar suas correntes ou mesmo saber isolar-nos de uma maneira soberana para não sermos levados por impulsos negativos que muitas vezes geram estas influências em nosso interior.

30/12/15