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Textos sobre Arte
Métodos de aprendizado Interno

Nós bem sabemos que existem dois métodos muito conhecidos e explicados no gnosticismo para obtenção de conhecimento interno.
Um deles é a tão conhecida Meditação e o outro é a Saída Astral consciente.

Para ambas as práticas nós necessitamos dentre muitos fatores, que já foram comentados e poderíamos ainda adicionar muitos mais, de um adequado funcionamento de nossos Chackras e de nossas glândulas endócrinas.
Para isto, temos uma fórmula deixada pelos Mestres da Loja Branca que nunca podemos nos esquecer, que é a vocalização.

A Vocalização é uma prática muito poderosa em que conciliando a imaginação, a atenção e o verbo, projetando nossa energia criadora até alguma região do corpo, tanto física como internamente, assim curando, vitalizando e ativando glândulas, vórtices, Chackras e até as Igrejas do corpo Causal.

Muitas pessoas já tentaram meditar e não puderam observar nada, senão seus pensamentos, projeções próprias e não o que a natureza tinha a ensinar naqueles momentos. Parte disto está claro na dificuldade de por atenção em uma só coisa, mas mesmo assim a iluminação nestes instantes depende de que a pessoa tenha desenvolvido mesmo que em uma pequena parte estes dons internos, tais como a Clarividência, o ouvido oculto (Clariaudiência), a telepatia, etc...

Como poderia a natureza mostrar algo a um cego? Nós estamos pois cegos a tudo que ocorre nestas regiões superiores. Ativar e desenvolver tais sentidos é pois nossa missão urgente para este momento.
No entanto tais dons, neste caminho, devem ser cultivados e desenvolvidos junto a nossas virtudes, pois sem este trabalho de morte, de nascimento e de sacrifício pela humanidade, não haveria resultados. Claro que para que haja este Despertar temos que estar eliminando nossos defeitos, pois o Despertar depende da matéria que tenhamos já livre de nosso Ego animal.

Então vocalizar é em parte morte, porque sacrificamos, ainda que por alguns momentos nossos desejos de estar fazendo alguma outra coisa, de estar deixando o ego atuar seja em ações ou pensamentos, desejos.
Com isto exercemos vontade, morremos para o mundo material e nascemos para o mundo espiritual.

Quantas pessoas reclamam de falta de iluminação interior, no entanto não observamos um trabalho real por parte destas pessoas, pois não poderiam jamais chegar a isto sem uma longa e dolorosa luta que sempre se dá entre o Espírito e a Matéria.

Temos nossos sentidos, nosso tempo tentando sempre ser ocupado pelas coisas materiais. A Todo momento as pessoas vêem seus sentidos invadidos por sons, palavras, imagens e isto tudo cria uma excitação e ninguém pode parar, não querem parar, aí começa todo o problema.

Não há mal em ver televisão, ouvir música, usar a Internet, etc... O problema é quanto tempo fazem, como usam, para que usam.

Assim vemos que por mais que um vocalize, se não trabalha sobre sons, imagens, pensamentos, sentimentos (etc..) desarmônicos que cheguem a nosso corpo, cria-se um duplo esforço, positivo e negativo o que acaba pedindo uma escolha deste Iniciado.
Todos são chamados a este despertar, a todos é permitido isto, ainda que limitado por níveis relacionados aos processos iniciáticos.

Mas é absurdo, verdadeiramente absurdo que hajam pessoas completamente, totalmente adormecidas e acreditem que seja algo normal do caminho.
Se uma pessoa não consegue desenvolver elementos básicos como a Intuição, a Inspiração, todo o demais acaba por fechar-se a sua frente.

Como alguma pessoa poderia ingressar e progredir em Iniciações Maiores, se não é capaz de perceber as forças que lhe guiam internamente?
Mas não precisamos ir tão longe, mesmo no inicio do ciclo probatório, já somos chamados para este Despertar, que não seja desculpa o tempo que conhecemos o ensinamento ou qualquer outra coisa, porque não é desculpa.

A Imaginação conscientiva é algo que deve ser desenvolvido, re-aprendido. É Natural, muito normal não ter resultados em um primeiro momento, o que não é natural é imaginar que vá se ficar assim para sempre. Meditar não é pensar em algo, meditar em um primeiro momento é observar, é integrar-se com tal objeto, ser ele, por fim é descobrir, desvendar, realmente conhecer, compreender e assimilar todos os mistérios de tal objeto.

29/10/12