CLXV
Textos sobre Arte
A Sabedoria da Arte, da Ciência, da Filosofia e da Religião

A Gnosis, como conhecimento transcendental, se expressa, se manifesta por meio de quatro pilares que sabemos: Ciência, Arte, Filosofia e Religião.

É Absurdo negar a Ciência, o que o gnosticismo se opõe, por sua própria natureza transcendida, é à ciência materialista do intelecto que somente analisa, estuda e comprova o que corresponde a uma única dimensão.
Mas a ciência é algo que sempre esteve presente em todas as humanidades mesmo as mais espiritualizadas, porque são necessidades que tem um povo, uma humanidade, para sua sobrevivência e desenvolvimento harmônico.

A Religião todos bem conhecemos que são estes sistemas de reintegração com o Espírito. Toda esta metodologia iniciática aonde pouco a pouco vamos encarnando as partes do Ser, a consciência, a alma, os mistérios.
A Religião é algo muito simples, realmente sensível e mágico. Infelizmente hoje em dia como todo o restante, foi corrompido por uma humanidade já a beira de um abismo sem retorno.
Um simples estado de consciência é a própria expressão da religião, esta integração com nossas partes internas, o respeito, o acato e a execução do que nossas virtudes nos impulsionam, etc.

A Filosofia é algo verdadeiramente indispensável. Porque da filosofia, pelo método que nos dá a filosofia que é uma reflexão espiritual de questões muitas vezes humanas, podemos desvendar e compreender objetivamente os mistérios que nos entrega a natureza e o cosmos.
Em nós, como pessoas, todos estes quatro pilares devem atuar continuamente, equilibradamente, pois disto formamos nosso templo interior.

Porque a Religião sem Ciência é algo estéril e inalcançável, impossível de ser comprovado ou vivido. A Ciência sem Religião é o mais puro materialismo ateu, e avanços que mais causam dano do que beneficiam o que é eterno e atemporal.
Uma Religião sem filosofia torna-se um grande conjunto de regras sem a presença do espírito.
A Filosofia sem ciência, transforma homens em pensadores que gastam em vão suas forças vitais.
A Própria Arte sem religião, torna-se uma arte vulgar e voltada a perversão do homem. A Arte sem ciência nos traz temas que não nos servem de útil nem de questões que possamos vivenciar.
A Arte sem filosofia, nos traz uma arte morta, sem a presença do espírito, sem que nos dê uma reflexão espiritual dos fatos apresentados.
A Arte por arte não nos serve, assim como a religião por religião, ou a ciência por ciência assim como a filosofia pela filosofia.

Isto são expressões da Gnosis, do conhecimento, que devem atuar unidos e juntos em um mesmo ponto matemático, se é que anelamos verdadeiramente realizar a Grande Obra.

Nós devemos ser práticos, devemos ser místicos, devemos ser artistas e inspirados filósofos.
Porque nestes quatro campos de atuação, se expressa a Consciência e da união destes, se manifesta o Espírito.


Nos mundos internos, há templos aonde um simples quadro tem mais sabedoria do que todos os livros que na terra já foram escritos até hoje. Uma única pintura mágica.

No próprio mundo físico, há símbolos, há esculturas, há pinturas, que resumem tomos e tomos de conhecimento espiritual.
O Problema é que não somos artistas, não somos filósofos, não somos místicos nem cientistas e por esta falta de expressão de consciência artística, não conseguimos interpretar, por falta de uma atitude filosófica não conseguimos inquirir, analisar e compreender o que ali está expresso, nos falta mística para sentir e perceber o oculto por detrás do símbolo e da alegoria, nos falta a ciência para que levemos a prática o que está expresso nesta Obra.

Claro que para cada pessoa, há algo em particular que lhe toca, normalmente é um campo aonde o Ser lhe impulsiona e lhe guia. Nisto temos que seguir esta guiatura, mas sem deixar de lado estas demais expressões da sabedoria.

 

Paz Inverencial!

07/03/13