CLXV
Textos sobre Filosofia
O Xadrez Institucional

Muitas vezes vemos no meio Gnóstico, se associarem as decisões tomadas e as ações, como referindo-se a um Tabuleiro de Xadrez.

Já vimos pessoas que se consideravam Reis, que realmente entendiam que aquela peça do tabuleiro representavam sua própria função.

Não é difícil de entender que o Rei é o Povo, é por tal motivo que existem todas as demais peças para defender o Rei, porque é o Povo, no dia que não houver este Povo destinado a Deus, não se necessitará de nada mais neste tabuleiro.

Podemos sacrificar um peão no sentido esotérico, porque este peão continua contido no Povo, percebem? Seu sacrifício o põe como o próprio Rei, porque é um destes que ali compõe isto.

Um Diretivo nunca estará a cima do Povo, nem um Profeta estará jamais acima de para quem é destinada sua profecia.
A Própria mobilidade do Rei demonstra seu peso, e a dificuldade de se movimentar se relaciona exatamente com a dificuldade que temos de poder guiar multidões.
Guiar no sentido de ORIENTAR, de AUXILIAR, não é como levar um gado que vai para o abate.

Quem é o Rei Branco? É o Povo de Deus! Quem é o Rei Negro? É o Povo de Deus!

Todas as peças neste caso se referem a nós mesmos, porque dentro de nós se encontra esta realidade da dualidade. Levamos a semente e o princípio destas virtudes, mas o peso de nossos defeitos e nossos erros.

Quando vemos que existe um Bispo Branco e um Bispo Negro, que existe uma Torre Branca e uma Torre Negra, estamos vendo na prática ações geradas pela Consciência e ações geradas por nossos defeitos acontecendo ali naquele grupo ou instituição.

Para alguns, sabemos que estas palavras não farão sentido, mas deixamos esta reflexão para o entendimento de quem tenha o interesse.

20/08/12