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CLXV
Textos sobre Filosofia
Pagando o Preço

Nós todos os dias precisamos constantemente de muitas coisas, seja alimento, seja abrigo, vestuário, também coisas de menor importância as quais nos tempos atuais fazem parte de nosso dia a dia. Mas não apenas pagamos com dinheiro pelas coisas, tudo que adquirimos, mesmo por esforço próprio direito, tem seu custo, seu preço.

Estamos acostumados a ver em nosso dia a dia, a transição da moeda corrente, a compra e venda baseada em dinheiro, mas constantemente compramos e vendemos e não há dinheiro envolvido.
Tudo na vida está baseado em uma matemática inegável... tudo temos de pagar um preço para adquirir.
Nós como seres humanos estamos dotados de energias, de capital espiritual, de forças e princípios. Estas energias, este capital espiritual, este exercício da força, esta manifestação de um principio gera algo e este algo é o resultado daquilo que compramos com nosso esforço.

Mas para chegarmos a este algo, precisamos de um investimento, seja de tempo, seja de esforço, de atenção, de um exercício da vontade, ou mesmo do sacrifício de coisas espirituais muitas vezes, para ter este algo, se é negativo.

Nada do que vemos no mundo é de graça, afinal não há mesmo boas obras que não sejam recompensadas, e não há más ações que fiquem sem a devida punição, ainda que muitas vezes levem um tempo para ocorrer e aos olhos de quem vê pareça uma impunidade, ou uma falta de gratidão universal.


Assim que o dia a dia é formado de investimentos, de escolhas as quais depositaremos uma força para extrair outra.
Vejamos o exemplo do Trabalho cotidiano, investimos nosso tempo e algum esforço e transformamos esta energia em capital monetário o qual podemos comprar aquilo que necessitamos. Da mesma maneira, a pessoa que planta um vegetal, faz o esforço em cultivar a planta e logo tem este objeto o qual pode ser consumido, trocado por algo, doado, ou mesmo vendido. Indiferente do destino, sempre há um capital que é transferido.
O Vegetal pode virar outro vegetal se trocado, pode virar outro objeto, pode virar energia dentro de nosso organismo, também pode virar dinheiro, ou mesmo algum capital espiritual.

Como tudo na vida, estas trocas (transições de energia) tem perdas, tem ganhos, dependendo de como sejam feitas.

A Obra Espiritual da mesma maneira tem um custo, e um custo muito elevado de todos os tipos de energia conhecidos.
E nossa Obra, nosso trabalho de integração com o espírito se dá na vida, do sábio e intenso manejo que façamos destes princípios, destas forças, deste capital, destas energias.

Nós de maneira inevitável temos virtudes muito fortes e manifestas em nosso interior, também temos debilidades muito intensamente atreladas a nossa Alma. E é necessário alertar que não podemos desistir da luz, simplesmente por termos o pés atado nas trevas. Muitos iniciados abandonaram totalmente o elo que tinham com a luz, com a verdade, com o amor, com a justiça, com Deus, pelo simples fato de sentirem-se incapacitados por alguma de suas debilidades e desistiram de caminhar espiritualmente de vez. E este é o pior fim possível, porque o caminho somente realmente termina quando desistimos.

A Vida muitas vezes toma rumos bastante difíceis e conturbados, mas como já ficou demonstrado, é o preço que muitas vezes pagamos por nossas escolhas já que na vida tudo tem um preço. Quanto mais delitos cometemos, mas dividas acumulamos e em algum momento isto retorna a nós como alguma dificuldade ou mesmo desgraça, a qual se sabiamente aproveitada pode ser transformado em algo novo, divino.
É claro que é necessário saber manejar sabiamente os estados de consciência e extrair esta divina Luz das mais profundas Trevas que possam manifestar-se em nossa misera existência.

14/03/16