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CLXV
Textos sobre Filosofia
Tipo Samurai e Militar

A Obra de cada um, é certamente algo muito íntimo e muito pessoal, sempre cheio de particularidades únicas e questões as quais inevitavelmente cabe unicamente e somente a este viver, ainda assim há certas classificações e Tipos que definem os eventos e alguns processos, bem como missões as quais tem cada um a capacidade e o destino de realizar.

Algumas noites atrás, nos mundos internos, recebi um esboço de um irmão gnóstico, no relativo ao detalhamento da Maestria, de dois caminhos, os quais são possíveis serem trilhados, e suas particularidades e seus mistérios. Comentava neste manuscrito a vida dos Mestres que viveram para guiar as massas, e aqueles que moldaram apenas uns poucos discípulos, mas de maneira impecável.

Aqui não trataremos de reescrever adiantar a Obra que este irmão está desenvolvendo, nem adentrar em contar a particularidade que teve cada Mestre, ou mesmo detalhar isto da forma como está sendo moldado por este irmão. No entanto temos o impulso de dialogar, de forma diferente, e recordando um diálogo que teve nos mundos internos o V.M. Samael aonde um irmão classificava os tipos Samurai e Militar, que no fundo é o mesmo que estamos nos referindo.

O Samurai, sabemos é um personagem misterioso, honrado, leal, mas em geral solitário. Bom amigo, e com um forte anseio espiritual, cuja disciplina baseia-se em sua vontade e a transmissão de seu ensinamento é sempre para algumas poucas pessoas as quais estão dispostas a uma rígida disciplina, muito além do que poderiam suportar as massas.

O Militar, é um personagem cativante, capaz de tocar o coração de todos seja com seus gestos, seja com suas palavras, está sempre cercado por aqueles que anseiam de sua sabedoria e de sua guiatura. Capaz de arrastar multidões em um mesmo propósito, serve de guia para as multidões e para os povos.


É óbvio que o "Tipo Samurai", assim como o "Tipo Militar", podemos encontrar já como predisposição no Aprendiz, ou mesmo como exercício de manifestação na Maestria. É também muito óbvio que mesmo que um Mestre não tenha muitos discípulos, sempre haverá uma doutrina a qual se estende à toda a humanidade. Assim como aquele que caiba a guiatura de toda a humanidade, também sempre terá seus discípulos mais próximos... mas, se formos profundamente observar os detalhes, encontraremos grandes diferenças seja nas missões, seja no caminho que cabe a cada um destes trilhar, no campo dos fatos, da vida que lhes corresponde viver e do que lhes cabe passar.

Certamente há muitas pessoas que dependem de uma forte guiatura, que animam-se em realizar as práticas e mesmo o trabalho por si mesmo, porque veem outras pessoas fazendo, porque tem a orientação e a supervisão constante de como realizar. Mas há outras pessoas que não se encaixam neste padrão e fazem o que fazem por uma autodisciplina, por um impulso íntimo o qual tem plena conexão e isto é o que exercem para suas práticas e para sua Obra.

Assim que, não pensemos em debilidades, estamos falando de características muito Íntimas que movem o indivíduo e de princípios puros os quais são o tipo de manifestação e o tipo de característica que rege o Iniciado em sua Obra.


Há muitos Iniciados que no começo do trabalho tem a necessidade de terem um reforço constante, e que dependem de ter outro igual a seu lado e mesmo a frente, realizando o mesmo, para que tenha o impulso de assim fazê-lo. Isto é uma característica muito Militar, e a seu tempo, são os que farão esforços pelas multidões em princípio, e ajudarão em seu Adeptado e na Maestria, as Massas de forma mais efetiva.

Há Iniciados que no princípio de usa jornada, dependem de uma informação para onde olhar, e uma vez visto sua meta, fazem todo o possível para atingí-lo, indiferente se há outro trilhando ou não este caminho, indiferente do que fazem ou não as demais pessoas, faz porque sente o anelo e porque põe e direciona sua vontade individual nisto, como reconhecimento de algo indispensável e inegável. Em geral este iniciado precisa ajustes ao longo do caminho e com estas breves orientações e transmissões de conhecimento, faz as adequações necessárias e encontra por si mesmo, de maneira muito efetiva tudo mais que necessita para sua Obra. Estes são os que trabalharão mais a nível de indivíduos do que de massas e terão uma valiosa e oportuna ajuda na Obra individual de cada um, ainda que claro possam prover algum conhecimento às massas, mas não é seu destino.


Assim que de acordo com estas características que acima listamos, com estas vivências e por consequência com estas habilidades encarnadas, terão estes missões no relativo a estes princípios que lhes moldam.
Não estamos dizendo que um Samurai não pudesse ser General, nem que um Militar não possa atuar como atua um Samurai, mas obviamente, dentro dos princípios que tem cada um encarnado, haverão realizações e processos, dentro destes princípios únicos e isto temos de compreender, esta nossa natureza, para entender o que esperam de nós os Mestres e a Loja Branca.

Ontem meditava sobre o que recordava do Manuscrito Interno, como forma de assimilar melhor o ensinamento do Ser daquele irmão em questão, e foi quando me veio a recordação deste diálogo aonde citava-se isto do Militar e do Samurai, o qual aqui replico neste momento:

"Conversando no bosque do mistério, três amigos errantes chagamos devagarzinho, devagarzinho, ante a colina sagrada.
Sem o mínimo temor, fomos, então, testemunhas de algo insólito e inusitado. Narrá-lo é urgente para o bem de nossos muito amados leitores.

Impoluta rocha milenar abriu-se de repente no penhasco, como se se tivesse partido exatamente em dois pedaços iguais, deixando-nos perplexos e assombrados.
Antes que houvesse tempo suficiente para poder apreciar aquilo, sem vacilação alguma, como que atraído por estranha força, acerquei-me da misteriosa porta de granito…

Sem impedimento alheio, valoroso, transpassei o umbral de um templo. Nesse ínterim, meus amigos, serenos, sentaram-se em frente à gigantesca mole que diante deles se fechava…
Qualquer glossário extraordinário resultaria francamente insuficiente, se tentássemos descrever em detalhe minucioso todos os portentos daquele santuário subterrâneo.

Sem mundologia de nenhum tipo, prefiro falar sobre isto a grosso modo; porém, sinceramente, limitando-me a narrar o ocorrido.
Airoso, animado pela chama viva do espírito, avancei por um estreito corredor até chegar a um pequeno salão…

Aquele exótico recinto semelhava antes um escritório, repartição ou sala de advogado…

Ante a escrivaninha, sentado, encontrei um arconte do destino, indecifrável personagem, hermético juiz do Karma, místico vaticinador vestido como elegante cavalheiro moderno…
Quão sábio era aquele advogado-adivinho! Vaticinador sublime! Infalível! E terrivelmente divino…
Com profunda vaneração aproximei-me à sua escrivaninha. O fogo sagrado resplandeceu em seu rosto…
De imediato senti, de forma direta, seu profundo significado. “Obrigado, Venerável Mestre!” Exclamei com infinita humildade… O austero hierofante, com tom sibilino, tomou sua parábola e disse:

- Fulano de tal – referindo-se ostensivelmente a um dos dois amigos que a for a me aguardavam – é do tipo andrajoso, sempre viverá na miséria. Beltrano – referindo-se agora ao meu outro amigo – é o tipo samurai.
-Como? Samurai?
- Repito: Samurai! (Amigo lutador e espiritual como os progressistas samurais budistas do Império do Sol Nascente).
Por último, dirigindo-se à minha insignificante pessoa que nada vale, disse:

- Tu és do tipo militar, porque terás que arrastar multidões, formar o Exército de Salvação Mundial, iniciar a Nova Era Aquária.
Logo prosseguiu assim:
- Tua missão específica é criar Homens, ensinar às pessoas a fabricar seus corpos astral, mental, e causal, para que possam encarnar sua alma humana.
" - As Três Montanhas, Samael Aun Weor.

20/05/16