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Textos sobre Filosofia
Não cair na Tentação

Conhecemos e utilizamos uma inumerável quantidade de orações, de palavras mântricas ao longo desta humanidade e de outras. Muito claro puro e único em uma línguagem universal, mas muito também adaptado a nossa própria língua, dentro do que são nossos anseios, nossas dificuldades as quais rogamos por auxílio Divino.

A Oração ela tem uma dualidade, a qual parte é relativo ao que pedimos, e parte no que é o sentimento ou o princípio anímico que faz o pedido.
O Simples estado de consciência e o sentimento para com a Divindade, certamente já é um canal direto para com Deus e uma porta para qualquer realização que esteja de acordo com a Lei Divina. No entanto também as palavras tem um fator fundamental em expressar de maneira adequada aquilo que ansiamos, o que estamos realmente pedindo.

O Mestre Jesus certa vez disse: "Pedi e se vos dará, batei e se vos abrirá"... A Oração é exatamente isto, é uma forma de pedir o que necessitamos e o que em geral por nós mesmos não somos capazes de obter, senão por um intermédio Divino.

Bem, sendo assim, muito do que oramos, e como oramos, tem um fator crucial no resultado de nossas petições. As palavras por si só tem um poder e necessitamos sempre que possível usar as palavras certas para que o resultado seja adequado.


Dentre as orações, certamente para nós do ocidente, há uma a qual se sobressai a todas, como a oração maior, e a mais verdadeira e sincera integração com a parte espiritual que é a oração do Pai Nosso, entregue pelo Cristo Jesus.

Esta oração como sabemos foi traduzida e nem sempre é traduzida corretamente, ou mesmo, quem sabe fora escrita originalmente como era orada na época, em seu sentido real como foi entregue.


Nós temos de entender algo, para entender uma parte desta oração. Isto é a Tentação...

Estamos no mundo pelo motivo de que nossa Mônada tem a oportunidade de realizar-se a si mesma, ou seja, de fusionar-se com o aspecto Divino e fazer-se autoconsciente. Sendo assim, esta mônada precisa ser submetida a testes, a provações, as quais são as que demonstram e que fixam o que chamamos de Virtudes.

Como uma pessoa poderia ser chamada Virtuosa, se não teve a possibilidade de cometer o delito. É como falar da Vida, sem estar por cosnsequência evocando uma Morte. Afinal a Vida só é vida, porque existe uma Morte, senão sem que haja algo que feche o ciclo, algo que faça oposição, não há existência ou vida.
Para a Virtude é o mesmo, a Tentação é o berço de onde a Virtude emana. Vencendo a Tentação, nasce em nós a Viritude, sem Tentação não há Virtude, o importante claro é não cair em Tentação.

Muito das percepções que temos em nosso dia a dia, de impulsos negativos, não chegam em si a serem tentações, o são como um impulso negativo talvez, mas a tentação em si é algo mais potente, ainda mais poderoso e intenso, provocado por uma força distinta do que nossos Defeitos Psicológicos. Isto já tratamos em outra oportunidade, não iremos nos repetir neste momento.

A Tentação ela faz parte de nossa Obra, faz parte deste caminho de reintegração com Deus. Basta recordar-nos que o Mestre Jesus em uma passagem bíblica é relatado como tendo sido tentado pela antítese da Divindade, e isto são processos que cada indivíduo em menor ou maior grau acaba tendo de passar em sua Obra, em sua Cristificação, se é que realmente anseia trilhar o caminho.

Então temos que precisamos das Tentações, mas precisamos vencê-las...


Como dizíamos, existe na oração do Pai Nosso, um trecho aonde as pessoas muitas vezes rezam: "Não nos deixeis cair em tentação".
Pedir para não Cair "em" tentação, é negar à Divindade, é recusar-se a trilhar o caminho Crístico, é pedir para ser deixado de lado, longe de todas as provações e vivências relativas ao encarne das Virtudes. Porque precisamos ser tentados e cair "em tentação" é exatamente o que precisamos, é o fato de sermos tentados o significado disto.

Agora o correto é dizer, "Não nos deixeis cair na tentação", este não cair "na tentação", é não sucumbir a esta força cega e deixar-se levar por estes impulsos Luciféricos, os quais precisamos transformar em Luz, em Consciência, em Virtude. Então ao pedirmos para exatamente que a Divindade não nos permita cair na Tentação, e não que ela não exista.


Nós não devemos querer que não existam dificuldades, devemos apenas pedir o auxílio para superá-las, porque na vida tudo tem um propósito e por pior que seja uma situação, por mais desagradável esteja o momento que estamos passando, tudo em algum momento finda, não há tormento que dure para sempre, por mais que assim possa parecer em alguns momentos.

Hoje tratamos apenas desta frase da oração, mas se estudamos o Pai Nosso por si só, vemos que é a oração mais completa e mais intensa a qual podemos realizar, se feita corretamente.

Oremos...

Pai nosso que estás nos Céus,
Santificado seja o Teu Nome,
Venha a nós o Teu Reino,
Faça-se a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu.
O Pão nosso de cada dia, dá-nos hoje,
Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores,
Não nos deixes cair na tentação e livra-nos do mal.

08/06/16