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CLXV
Textos sobre Filosofia
Revelação e Desvelação

Todos nós além desta humana face que temos, destes nomes e gestos, mesmo além de nossos sentimentos e pensamentos, temos uma natureza profunda e única a qual atualmente nos tempos atuais denominamos de Íntimo, o Real Ser, nossa Divindade Interior e nossa origem individual.

Todos aqueles que buscam a Deus, inevitavelmente antes de mais nada buscam a este Íntimo, que é uma fração do Grande Deus Universal, uma parte dele e nós uma parte desta fração de Deus, infelizmente claro convertida em seu revés. As pessoas claro estamos em geral muito distantes de nosso Íntimo, não só não o reconhecemos, como mal recebemos suas influências, seus desígnios, exatamente porque estamos cativos em nossa miséria e nossos delitos.

Conforme vamos avançando no caminho e resgatando frações de nossa Alma Humana que é o que no fundo somos, conforme convertemos nosso vício em virtude, e nossos delitos em valores conscientes a serviço do Ser, vamos inevitavelmente integrando-nos com nossa Alma Divina, que é esta Consciência Divina, e por consequência com o Íntimo.
Ao longo destes processos são revelados muitos mistérios do próprio Ser, e mesmo da Alma humana... Afinal, é natural que com os dons que vão emergindo após os defeitos serem eliminados, também as virtudes, iniciemos a manifestar plenamente traços do Ser, e reconhecer sua natureza Íntima a qual lhe corresponde.
Não é raro também as demais pessoas reconhecerem em nós estas virtudes e esta natureza, e até mesmo inocentemente proferir sentenças acerca de nossa natureza, devido a manifesta característica que nos rege.

Um homem jamais deve ser conhecido pelas palavras que provê acerca de si mesmo, e sim do que os demais dizem dele. Um homem não é um Iniciado, um Adepto ou um Mestre porque ele diz ser, sim porque sua natureza se faz manifesta o suficiente para que os demais o reconheçam como tal.
E não falamos apenas das pessoas, as quais muitas vezes claro podem ser enganadas, sim da própria natureza a qual de certa maneira deixa claro quem é quem, no final das contas. Por isto que em certo Raio Esotérico, em vez do iniciado afirmar sua natureza esotérico ao ser questionado sobre ela, ele simplesmente desfere a enigmática e sábia frase: "Meus irmãos me reconhecem como tal".

Demonstrando que ele assim não presume-se nada, senão que assim os demais lhe chamam, pelo que está manifesto em sua natureza.


Existem na Obra dois processos distintos, relativos especificamente ao nome do Ser. Um destes processos é a Revelação do nome ao Bodhisatvva, ou seja, a "pessoa" tomar conhecimento disto; e outro é a Desvelação deste nome à Humanidade.
Foram muitos poucos iniciados que acabaram descobrindo por si mesmos o nome do Ser, afinal não são raras as fantasias e mesmo o assombro que certos nomes tem sobre as pessoas. Vimos muitas pessoas se autodeclararem Logos ao longo desta atual humanidade, após o Logos de Marte assim fazê-lo. Não estamos dizendo que não sejam, mas em geral estão equivocados, e assim afirmam, porque são por vezes indivíduos internamente próximos a este Ser, e pela afeição que tem, acabam identificando-se com esta natureza.
Nós todos entramos no Sistema Solar por um dos sete principais planetas, e inevitavelmente estamos intimamente ligados a pelo menos um destes Logos, e por isto muitas pessoas acabam confundindo seu próprio Ser, com o monarca de um destes Planetas. Um delito talvez ingênuo, mas um equívoco grave ao ser "desvelado" erroneamente e precipitadamente.

Existe internamente dois Rituais, executados em diferentes Câmaras, os quais são o Ritual de Revelação do Nome do Ser, e o Ritual de Desvelação do Nome do Ser.
O Ritual de Revelação do Nome do Ser, ocorre apenas na presença de Mestres, e serve para entregar ao Bodhisatvva o nome de sua Divindade Íntima, em geral após haver eliminado a primeira cabeça de legião, ou seja, conseguiu lograr a morte de um dos Sete Pecados Capitais em definitivo em seu interior. Também este ritual ocorre quando este iniciado está sendo preparado para alguma missão específica e terá de futuramente de Desvelar o nome, então o recebe antecipadamente para que se prepare, afinal como bem sabemos a natureza não dá saltos. Não faria sentido receber o nome no mesmo momento que este é revelado a todas as demais pessoas, como vimos algumas vezes ocorrer com espanto no mundo físico quando dos rituais como eram executados na parte física.

O Ritual de Desvelação somente costuma ocorrer, quando o Iniciado, o Mestre, vem a cumprir alguma missão aonde sua natureza íntima precisa ser revelada de maneira a poder cumprir com o proposto.
Diferentemente do que imaginamos, muitos Mestres ao longo da história conhecida, não fizeram uso de seu nome interno, as vezes porque ainda não o tinham recebido, vezes porque não era prudente ou mesmo necessário, ainda que o tivessem.

Há uma grande dualidade e são duas linhas paralelas isto da Revelação e da Desvelação do nome interno.
A Revelação sempre irá ocorrer e a tantos quantos realizem sua Obra, cedo ou tarde este processo advém a cada um naturalmente.
A Desvelação, como fato de tornar manifesto aos demais isto, somente ocorre quando a Missão ao qual o Íntimo está destinado, requer isto e quando o Bodhisatvva está integrado o suficiente para receber a carga de ser o representante deste nome.

Há Mestres que hoje atuam e não terão seus nomes desvelados, pela simples questão de que não lhes corresponde no momento atual realizar nada que exija que isto seja revelado, no entanto não quer dizer que não saibam quem são, nem que não tenham a devida integração com o íntimo para terem este nome desvelado.
No entanto a Desvelação sempre requer muita cautela e muita Consciência, principalmente porque sem os devidos Rituais, o Bodhisatvva não teria a devida proteção e a potestade para defender-se dos ataques os quais certamente seria submetido ao expor-se publicamente.


Muito daquilo que os outros percebem como nossa vocação, como traços que são tão marcantes que transpassam tudo aquilo que aparentemente somos, em geral são indícios da natureza mais profunda do Ser, ao qual em nós se faz manifesto como dons e disposições a diversas a questões da própria vida.
Também como já dissemos, por vezes vemos as mais inocentes criaturas proferindo grandes sabedorias acerca de nossa natureza íntima, ainda que não tenham autoconsciência sequer do que estão dizendo, mas dizem a verdade, além de qualquer aparência ou superficialidade.

Isto que aqui estamos dizendo, é apenas para orientar aqueles que inevitavelmente chegam a estes processos e acabam confundindo o que sabem no relativo ao Ser, com aquilo que imaginam devem tornar manifesto acerca disto. Tenhamos plena consciência que são dois processos completamente distintos e em geral não interligados, pois a desvelação é algo muito raro, como já vimos ao longo da história conhecida.

27/06/16