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CLXV
Textos sobre Filosofia
Continuidade da Obra e Descoberta

Em geral quando falamos da Iniciação, quando falamos das Provas, dos distintos processos os quais temos de passar para poder finalizar este trabalho, imaginamos que isto é realizado em uma existência, e claro poderia e deveria ser... Mas a realidade é que muitas pessoas que hoje encontram o caminho, não o fazem pela primeira vez e em geral já trilharam bem ou mal, alguma parte dele e por comum recapitulam certos processos e então dão continuidade do ponto em que pararam em anteriores existências.

Há processos realmente bastante difíceis e em geral longos, os quais um único grau poderia facilmente tomar uma existência inteira para preparar-se e realizar-se o feito devido. Ainda mais em tempos turbulentos e difíceis para a consciência como hoje vivemos.

Por isto que muitas pessoas acabam precocemente demonstrando muitas coisas que aparentemente são em teoria impossíveis, já que por vezes mal conheceram o caminho, e já se põe a realizar feitos em geral muito adiantados do que é esperado do iniciado.
Claro que inevitavelmente o Iniciado precisa equiparar-se mais uma vez com o grau que já teve, antes de dar seguimento as realizações necessárias, mas como é algo que tem por direito, realiza em um tempo extremamente hábil. Por isto que os Bodhisatvvas, as Almas Humanas dos Mestres, em geral passam pelas Iniciações em um tempo relativamente curto, exatamente porque por serem Bodhisatvvas estas Almas, já passaram por todos estes processos, apenas estão recapitulando os níveis anteriormente já galgados.

Falávamos em nosso último contato, sobre a Revelação do nome do Ser, e a Desvelação. A Revelação como já dissemos é o processo Espiritual aonde é entregue o nome do Iniciado à Alma Humana, por meio de Ritual Específico. Já a Desvelação do nome, é o processo aonde publicamente se revela isto as multidões e passa a usar tal nome, comumente quando irá realizar alguma função que exija tal desvelamento.

Há um terceiro caso que foi comentado no último diálogo que tivemos, mas que não aprofundamos que é a Descoberta. Chegamos a comentar que poucos Iniciados realmente chegaram a conclusão correta por si mesmos, de quem é sua Divindade Interior.
A Vida dá muitas pistas daquilo que realmente somos, nossos interesses, nossos anseios, nossa forma mais profunda de atuar, de ser, realmente demonstra a força Divina que é capaz até mesmo por vezes de transpassar nossas debilidades e expressar-se em nossas palavras, nossas ações.
E como já dissemos, naturalmente o Iniciado ao ir liberando-se de seus defeitos, vai definitivamente encarnando estas frações Divinas, proporcionais as debilidades eliminadas de sua psicologia e isto torna-se manifesta esta natureza interior o qual é formado e de onde provém.

Vejam que no caminho acabamos tendo tanto no dia a dia, tanto nos mundos internos, experiências muito marcantes, e percepções muito claras da própria natureza do Íntimo. É muito raro claro os iniciados verem seu Ser frente a frente ou dialogar com ele, ou mesmo senti-lo encarnado, já que são processos em geral mais avançados do caminho por conta de nossa estrutura interna incompatível ainda com a potestade do Ser.
Mas mesmo em visões simbólicas, por vezes vemos o Ser, suas vestes, seus atributos, e tudo isto costuma ser muito conclusivo, pois cada peça de seu vestuário, cada detalhe de sua forma, é certamente uma pista, um indicativo de quem seja, e de suas realizações.

Também não é raro o Iniciado ao longo de sua Obra, reviver existências anteriores nos mundos internos ou mesmo ter percepções de lapsos temporais ao longo do dia a dia, afinal muito do que hoje vivemos são simplesmente recorrências de outras épocas somadas claro do resultado de nossas ações e isto faz com que por vezes se ative uma percepção do passado, muitas vezes de um passado aonde o Ser estava manifesto ou mais presente do que hoje, o que mais uma vez nos dá sempre informações importantes acerca de sua natureza e de seus atributos.


O Processo de Revelação do Ser, e este Descobrimento, esta Descoberta, são dois processos paralelos que inevitavelmente tem de ocorrer, pois uma coisa é receber por meio deste ritual o nome dele, e outra coisa é realmente reconhecer quem ele seja.
O Encarne do Ser, seu nascimento dentro do homem e seu desenvolvimento claro já é outra questão distinta e que naturalmente está bem documentada, já que é a Obra em si o que permite isto, em seu devido processo iniciático.


Muitas pessoas buscaram estas informações acerca de seu Ser, mas de maneira negativa, certamente delituosa, já que confundem sua natureza humana e pecadora com a Divindade a qual são apenas o desdobramento, sequer a representam visto o estado psicológico que se encontram e talvez por isto ao buscá-la somente acabaram afastando-se mais e talvez definitivamente disto.

28/06/16