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CLXV
Textos sobre Filosofia
Tipos de Pessoas

Há muitas formas de classificarmos as pessoas no relativo ao que são e uma delas é do ponto de vista da Verdade, verdade esta que é algo muito além dos conceitos, da lógica convencional, mesmo das mais sábias doutrinas, é a mais pura integração que tenha com o que é o real, mais além das formas e da relatividade, mais além da própria individualidade e da multiplicidade como conhecemos.

Há aqueles que ignoram a existência da verdade;
Há os que desacreditam da verdade;
Há os que acreditam na verdade;
Há os que se opõe a verdade;
Há aqueles que tem Fé na verdade;
Há quem tem Consciência da verdade;
E há quem encarnou a verdade;

Aqueles que ignoram a verdade, nunca se depararam ou nunca se importaram com a realidade por detrás das aparências e nunca sequer buscaram analisar os detalhes mais minuciosos que moldam a realidade como conhecemos. Assim vivem suas vidas como se estas existências por si só bastassem e fossem o fundamento da vida, "estar vivo" e nada mais.

Aqueles que desacreditam da verdade, são pessoas que se depararam com o conhecimento intelectual o qual discorre sobre a verdade e por algum motivo simplesmente por uma lógica do raciocínio, entenderam ser equivocado aquele conhecimento e por consequência desacreditaram-se acerca destes mistérios.

Os que acreditam na verdade, são igualmente pessoas que encontraram a literatura espiritual, e pelas teorias, daqueles que realmente viveram e ensinaram isto, acabaram sendo convencidos por estas palavras e acabaram acreditando nestes aspectos e ainda que não tenham as devidas vivências, foram convencidos de alguma maneira que é a realidade.


Há um quarto tipo de pessoas, os quais, em algum momento tiveram um lapso divino, uma percepção espiritual das formas universais e do real sentido de tudo e seja por uma debilidade, seja por uma ignorância negaram a este princípio e passaram a atuar como opositores da verdade, não negaram as vivências apenas as polarizaram negativamente e em geral traumatizaram-se por conta da divergência da verdade e de seus interesses pessoais e egoístas.

Há também aqueles que tem Fé na verdade, e por mais que não tenham experimentado tal ou qual vivência no relativo a espiritualidade, tem o dom de perceber mais além da própria experiência, a realidade que o cerca, e ele sabe, não por raciocínio ou por uma lógica, também não por vivência, que as coisas são o que ele percebe ser e isto é a realidade ainda que não comprovada em fatos, mas percebida por meio de uma intuição divina.

Existem pessoas as quais tiveram vivências muito claras da verdade, que a perceberam e que a vivenciaram na pele, e isto nos referimos seja as regiões superiores da natureza, seja a magia, seja cada aspecto superior e divino que compenetra e dá forma a tudo aquilo que vemos mas que no fim é apenas uma projeção de uma realidade superior, que é o que podemos denominar Verdade. Em geral são estas pessoas as quais realmente estão no caminho e que não podem ser tiradas porque tornaram-se não crentes ou descrentes, apoiadores ou opositores, mas pilares da verdade, como expressão destas realidades internas manifestas na vida tridimensional.

Há um último tipo de pessoas, as quais por meio destas distintas vivências e percepções da verdade, uniram-se com ela, e transcenderam toda a natureza humana e por isto dizemos que encarnaram a verdade. Isto claro é uma referência a Cristificação ou como queiramos chamar, já que cada época, cada povo designou isto de uma forma distinta, sob outros ensinamentos e sob outros nomes.


A Humanidade, ela é composta pelas pessoas que ignoram a verdade, pelas pessoas que desacreditam da verdade e pelas pessoas que acreditam na verdade.
Os Iniciados são aqueles que tem fé na verdade.
Os Adeptos são os que tem Consciência da verdade.
E os Mestres são aqueles que encarnaram a verdade.

Há muitas pessoas que tem apenas um conhecimento intelectual acerca da realidade espiritual, no entanto sente-se satisfeito e saciado simplesmente afirmando ou negando tais conhecimentos, não apenas sem vivência prática, mas também com o prejuízo de que pela falta de vivência cria conceitos equivocados e os divulga, fazendo com que a verdade torne-se algo cada vez mais impossível de ser vivenciado, experimentado pelas pessoas.

Certamente na natureza nada fica vazio e nós por consequência neste caminho de encarnar a verdade, temos sempre de preencher certos requisitos e realizar certos ofícios de acordo com o processo que estejamos da Obra.
Os Mestres, aqueles que encarnaram a Verdade, certamente tem por obrigação guiar os Adeptos nesta terrível jornada entre o Adeptado e a Maestria.
Os Adeptos, exatamente por sua vivência e compreensão, precisam ajudar os Iniciados a transcender a própria Fé, e encararem a Verdade.
Os Iniciados tem por função auxiliar aos que não percebem a verdade, aos que não a sentem, aos que são incapazes de por seu pé no caminho, para que possam desenvolver a virtude da Fé e de certa maneria perceber o caminho e as realidades mais além das aparências.

É muito difícil falar da "verdade", porque cada palavra emitida acerca da verdade no mesmo instante que é dita já deixa de ser parte da verdade, porque é um princípio que não conseguimos aprisionar com nossos pensamentos, sentimentos, e que dirá palavras.
A Verdade é dita por textos esotéricos, não pode ser transmitida em um discurso e realmente não pode, tanto que se formos observar a tarefa, a função de cada um dos tipos de pessoas, é exatamente ajudar ao outro a galgar certos níveis de integração com a verdade, o que no fundo é algo que faz cada um, não é algo que pode ser feito por uma força externa, o que outra pessoa pode fazer é guiar, é dar estímulo, é auxiliar nas necessidades que o outro tenha.

Os Iniciados por esta percepção espiritual que tem, certamente em maior ou menor nível, são uma expressão da verdade e isto faz com que realmente tenham uma luz a qual já afirmamos diversas vezes é algo que não lhe pertence, porque ainda não fez a travessia interior a qual é esta jornada das Trevas à verdadeira Luz. Por isto que o iniciado é tão frágil e também por isto que vez ou outra cai no erro do raciocínio de crer ou duvidar da verdade, porque não tem ainda Consciência, o que em outras palavras é a própria vivência e por consequência esta integração com a verdade.
Isto hoje explicamos desta forma, para que cada um possa entender um pouco melhor o processo que vive e possa cumprir com a função que lhe corresponde e também seguir esta jornada que o Ser de cada um lhes impulsiona.

12/07/16