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CLXV
Textos sobre Filosofia
Mutabilidade Iniciática

A Vida é composta por uma sucessão de etapas, as quais em constante movimento acabam sucessivamente alternando-se e promovendo com isto a existência como conhecemos.
Já falamos tantas vezes destes ciclos como são os dias e as noites, ou mesmo as contagens dos dias, com suas semanas, meses e anos que repetem-se constantemente. Também e ainda mais importante, vemos os ciclos das Estações, as quais são no fundo o intercalar de duas dualidades e dois espaços de transições entre as mesmas.
Existem duas Estações, o Verão e o Inverno, e a transição entre uma e outra, que chamamos de Outono e Primavera. É como se o dia dividíssemos em quatro, já que além do Dia e da Noite, há o Amanhecer e o Anoitecer.

O Quatro acaba sendo um número muito interessante neste sentido, porque os próprios Signos, sabemos são desdobramento dos Quatro Elementos: Fogo, Água, Ar e Terra. Isto quase nos permite intuir, que o Fogo e a Água são esta mesma dualidade que representamos com o Dia e a Noite e também como o Verão e o Inverno, e que os outros dois elementos são de certa maneira princípios de transição entre um e outro. Basta recordar da similaridade e a integração que existe entre o Fogo com o Ar, e a Água com a Terra.


Isto tudo existe, porque é por este movimento que as coisas são criadas, também por este movimento que tudo é sustentado, igualmente quando chega seu tempo, é por este movimento que as coisas são destruídas.

Em nossa Obra de integração com Deus, neste trabalho de purificar-nos e por consequência de encarnarmos as distintas frações que compõe nossa Alma, nossa Consciência e nosso Real Ser, encontramos assim como na natureza, a necessidade de transformar-nos, de adaptarmos a estes distintos momentos que Ciclicamente a Obra nos traz, como consequência direta destes avanços e destas Integrações Espirituais.

Ao longo do Caminho, temos diversos momentos e estágios aonde sofremos profundas transformações em nossa Consciência, mesmo em nosso Organismo, e por consequência muda a forma como percebemos e nos relacionamos com estes Estímulos tanto Internos como Externos.
Isto faz com que vez ou outra, tenhamos diferentes percepções do que tínhamos antes e passemos a compreender e a lidar com velhos assuntos, de novas maneiras.

Aquele que não muda, que não esteja transformando-se, em sua maneira de Pensar, de Sentir e de Atuar, apenas demonstra que está estático e que vê-se rendido no caminho, sem avanços, já que estas mudanças são não só a consequência de um trabalho bem realizado, como uma necessidade para que continue-se progredindo e gerando novas mudanças.

Todas as coisas precisam ser purificadas pelo Fogo e pela Água... Em nosso interior, em nossa vida não é diferente. Quando na época do Cristo Jesus, João Batista pregava acerca do Batismo, ele dizia, que Batizava com Água, e que depois dele viria o que batizaria com o Fogo.
E no fundo, ao longo das Eras, realmente vemos que estes dois elementos em todas as formas se alternam e isto claro gera sempre o elemento de transição que por si só é dual, como já dissemos.

Mudanças, sempre causam desconforto, também fazem com que tenhamos de aumentar nossa concentração e nossa vivência real, já que acabamos fazendo a maioria das coisas de maneira automática, porque já estamos acostumados e mecanizados a fazer sempre igual.
Assim que é muito comum os Iniciados, sacrificarem sua Consciência, sacrificarem o próprio Cristo que esteja nascendo em seu interior, porque não tem a capacidade nem o interesse em realizar as mudanças necessárias para que estas forças que estão nascendo em seu interior, possam atuar em sua vida, plenamente.

E este é um dos tantos motivos do fracasso na Obra, um estancamento causado por uma inadaptabilidade de gerar estas mudanças necessárias e de aceitá-las quando naturalmente acontecem como consequência de um trabalho bem feito.
Por isto que muitas pessoas nunca mudam, lutam contra seus Defeitos, quiçá até eliminem, mas pela mecânicidade e pelo instinto acabam simplesmente revivendo as velhas andanças em vez de fusionarem-se com esta nova Consciência que acabou se liberando deste elemento psicológico que trabalharam.

Assim, seguem sendo os mesmos, as mesmas ideias, os mesmos sentimentos, as mesmas ações, e reclamam que não tem os resultados, e no fundo bastava seguir este impulso da Consciência ali já presente para que ela gerasse estes resultados.

03/10/16