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CLXV
Textos sobre Filosofia
Trabalho Espiral e Trabalho Reto

No Ensinamento Gnóstico conhecemos os dois possíveis rumos, por assim dizer, no sentido da forma como buscamos esta integração Espiritual que é o Caminho Reto, e o Caminho Espiral.
Quando falamos destes dois possíveis destinos, inevitavelmente falamos de duas metodologias de trabalho, a qual é traduzida de certa forma no dia a dia de cada um, já que muitos dos que hoje tem corpo físico, já optaram em outras épocas, ao longo do respectivo processo por um caminho ou por outro e por isto tem certos ritmos e certas características sua vida.

O Trabalho Espiral, é a conhecida Senda Nirvânica, a qual conduz como já diz o nome, ao Nirvana, que é uma região de felicidade, mas também de esquecimento e abandono da Humanidade.
O Trabalho Espiral, se realiza de maneira cíclica, aonde vez ou outra a Alma se lança destas regiões celestes e faz pequenos avanços no sentido espiritual, então retorna a esta região para submergir novamente e muito posteriormente sai para dar mais um passo em seu caminho e assim repetindo-se isto, até a finalização de sua Obra.

O Trabalho Reto, é a metodologia a qual se aplica na vida daqueles que optaram pelo Caminho Reto, e inevitavelmente gera processos muito mais difíceis e empíricos, já que ocorrem dificuldades sobre dificuldades, exatamente porque se espera realizar todo o possível, em um tempo muito curto, o que exige muita atenção, e muitos esforços constantes, em um trabalho sem descansos, realmente. Isto como claro é mais difícil, conduz o Iniciado a regiões celestes superiores, regiões que são chamadas Paranirvânicas.

Tudo aquilo que traz mais esforço, traz mais recompensa, mas claro nem todos tem a aptidão, ou o interesse por esta linha de trabalhos.


Ainda que isto destas sendas possa parecer algo distante, já que são processos de Iniciações Maiores, temos de recordar que a existência que hoje temos é apenas uma pequena peça do grande conjunto que forma nossa Vida, e que muitas vezes, ou seja, para muitos de nós, estas escolhas já foram feitas pela Alma e pelo Íntimo ao longo destes processos em passados já muito remotos e hoje colhemos o resultado destas escolhas.


Vejam que se observamos nossa Psicologia, se observamos nosso dia a dia, e os ciclos que temos em nossa Progressão Espiritual, é muito possível identificar o tipo de trabalho que estamos predispostos a realizar, ou mesmo que já nos comprometemos e por isto colhemos estes resultados desta maneira.
Se analisamos o dia a dia, vemos que há na vida de algumas pessoas, ciclos aonde a pessoa vive uma vida boa, tranquila, logo surgem situações que exigem transformações e aprimoramentos Íntimos, o que ciclicamente se repete de tempos em tempos, exatamente recordando isto do Trabalho Espiral.

Entendam, é natural que haja períodos de provas, períodos de descanso, mas estamos falando de maneira geral, que a pessoa fica um longo tempo como que distante do trabalho espiritual, sem realmente estar integrado e desenvolvendo-se, e então tem um impulso e situações para que faça avanços, e logo volta a seu marasmo e tranquilidade da vida, quem sabe até rendendo-se a equívocos e delitos, já que não está seguindo isto firmemente, de maneira reta, perene.


O Caminho Reto, como o nome nos diz, exige que estejamos sempre constantes, sem evasivas, sem descansos. Claro que sempre há períodos de maior e de menor atividade, e de certa maneira há oásis em meio aos desertos que internamente atravessamos, ainda assim, são apenas para tomarmos fôlego e logo seguir adiante, não mais do que o justo descanso merecido da noite, após a tribulação do dia, mas nada mais que isto.

A Obra Espiritual, o caminho interno, realmente é algo muito extenso, e cheio de mistérios e de possíveis realizações, as quais inevitavelmente se não vivemos plenamente, e a todo momento, não lograremos alcançar vivenciar e encarnar a maior parte destas dádivas que encontramos ao longo desta jornada.
Por isto que é tão acertadamente dito, que o caminho Espiritual Cíclico ou Espiral, é mais longo, mais fácil, mas também de menor recompensa.

É Claro que as pessoas que trilham o caminho de uma maneira ou de outra, em geral não o fazem por conta da recompensa, mas por conta de características que intimamente são regidos e de certa maneira de aptidões que tem e de impulsos íntimos que recebem.
Isto porque vemos com clareza que há Almas e Íntimos que de forma alguma suportariam aceitar a jornada do Trabalho Cíclico por conta de impulsos morais altivos e de virtudes que levam muito a flor da pele.
Também encontramos Almas e Íntimos cuja natureza é absolutamente incompatível com o Caminho Reto, com o Trabalho Perene, constante, já que não tem o devido impulso e a percepção da necessidade de realizar isto desta maneira e por isto o fazem de outra maneira.


Não estamos aqui justificando ou afirmando um ou outro, apenas elucidando detalhes que nos permitem admirar em nossa própria vida e na vida dos demais, estas características que claramente nos mostram que escolhas temos feito, e que escolhas já fizemos e ainda faremos, neste sentido do trabalho Perene ou Cíclico.

10/10/16