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Textos sobre Filosofia
Avareza, Generosidade e Esbanjamento

A Vida depende de diversos recursos, alguns que obtemos de maneira expontânea, por este motivo sem custos, outros que necessitamos obter com esforço, e podemos acumular, trocar por outros recursos, ou mesmo transformar em algo distinto que igualmente necessitamos.

Todos nós temos por exemplo uma Energia Vital, a qual quando nascemos é recebida em nosso veículo físico e tem uma específica durabilidade. Energia esta a qual podemos gastar em prol de algo benéfico ou necessário, atuando dentro dos princípios básicos do sentido de estarmos vivos (generosidade), ou serem estes torpemente gastos por meio de um esbanjamento, ou guardados e corrompidos em sua função, pela falta de utilização.

Muitas energias no próprio organismo se renovam, e mesmo isto podemos gastar de distintas maneiras, seja com bom uso, com acúmulo ou com um gasto desnecessário, exagerado.


Na atual sociedade, conhecemos bem o sistema do dinheiro, que acaba sendo o comum denominador entre produtos e serviços que temos e fornecemos e aquilo que necessitamos obter.

Como já ficou claro, e aqui reforçamos, a Avareza é o acúmulo, Esbanjamento é o desperdício, e a Generosidade é o uso adequado dos recursos, seja no formato que ele esteja.

No caso das finanças, Esbanjamento é gastar mal o os recursos, e Avareza guardar mal os recursos. Não que isto envolva apenas o capital em seu formato de moeda, mas mesmo móveis e imóveis, vestuário e quaisquer outras posses que tenhamos.


Alguém poderia pensar que isto apenas prejudica o próprio indivíduo que comete tais delitos, principalmente no caso do Esbanjamento, já que o recurso é passado adiante, mas no fundo isto gera um desequilíbrio econômico e um dano social visto que causa uma consequência negativa no comércio e mesmo na vida das pessoas que possam ser beneficiadas por este delito. Claro que se o Esbanjador tem família, pode a própria família pode sofrer severamente, seja de maneira imediata ou futuramente com tais delitos, já que o Esbanjador consome os recursos compulsivamente, ainda que com aparentes boas intenções.

No caso do Ávaro, é o mesmo problema, mas invertido, pois como este anseia pelo acúmulo de bens e de recursos, este tira capital de circulação e igualmente afeta os mercados, bem como consome itens a preço inferior ao necessário para o funcionamento social-econômico, também prejudica sua família negando por vezes o mais básico como vestuário, alimentação, e tudo mais que se faz indispensável, pois este anseia por reservas.

Interessante que tanto o Ávaro como o Esbanjador tem por consequência a solidão em suas vidas, pois o Ávaro é só pois teme que todos lhe roubem, lhe enganem, e todos se afastam dele porque é brutal em seu manejo com seus recursos e beira a pobreza por vezes, apesar de não lhe faltar recursos. Já o Esbanjador, este vive pelo curto tempo que duram seus recursos rodeado de pessoas interessadas naquilo que este possa fornecer, e obviamente como é uma relação de interesses, assim que os recursos acabam, ou que este perde o excedente de recursos que tem, cessam estas "amizades".

O Esbanjador pensa a curto prazo, o Ávaro a longo prazo, o Generoso faz uso de sua Consciência atemporal.
O Esbanjador obviamente limita-se no momento, e por isto paga muito mais por produtos e serviços, também fornece bens, objetos e recursos a quem não seria por direito ou mérito. Se levasse em conta a consequência de suas ações, e não caísse no outro extremo (Ávaro), encontraria o equilíbrio entre o que cada coisa vale e o que cabe a cada um receber.
O Ávaro como já elucidamos, é o inverso disto que exemplificamos acima, no relativo ao Esbanjador. O Ávaro acaba pensando em um futuro imaginário distante, uma suposição de um dia que possa precisar daqueles recursos, e nisto em geral sustenta seus esforços e acúmulo, buscando sempre ganhar em todas suas transações, ainda que custe no processo a falência de todos que lhe rodeiam, prejudicando mesmo seus entens mais queridos e provavelmente as próprias pessoas que o amam e zelam pelo seu bem estar sem quaisquer interesses. Em geral quando o Ávaro morre, ele deixa grandes quantidades de recursos para herdeiros que por não terem tido o esforço em obter, gastam torpemente tal qual Esbanjadores que anteriormente citamos.

Esbanjamento e Acúmulo (Avareza), são o resultado dos dois extremos descabidos e do desequilíbrio entre o que recebemos e o que damos, do valor das coisas e do que compensamos por estas.
Por vezes o Esbanjamento é confundido com Generosidade, e isto é um grande equívoco, pois apesar de que uma pessoa possa ter desapego por suas propriedades, seus recursos, obviamente um gasto equivocado pode comprometer permanentemente e definitivamente a organização necessária para seguir gerando novos recursos o que mostra que não se está sendo generoso e sim Esbanjador, por não entender as consequências a longo prazo.
Recordemos que se este indivíduo "generoso" tem uma família, ele poderia comprometer a renda familiar de maneira a causar severos danos e por vezes irreversíveis ao padrão social que tem.

Obviamente a natureza tem uma progressão natural, e tanto o acúmulo como o esbanjamento ferem esta progressão natural de entrada e de saída de capital, gerando um profundo desequilíbrio nas economias pessoais e mesmo sociais.

29/03/17