CLXV
Textos sobre Filosofia
Imitar a Natureza

Sobre muitos aspectos nós temos muito a aprender com a natureza, com os reinos mineral, vegetal e animal.
Há um postulado esotérico que diz que a natureza domina a natureza, o que nos demonstra a necessidade de uma integração e de uma imitação de seus feitos.

Claro que com isto temos que fazer o alerta de que no reino humano já há muitas coisas que não devemos mais imitar a natureza, pois tais elementais destes reinos já citados ainda vivem internamente em regiões paradisíacas e são regidos por outras leis.
Por exemplo, os animais passam por um processo a nível de reinos de queda edênica, pois não retém suas energias seminais, e claro por não terem livre arbítrio ainda, não sofrem as conseqüências de tão nefasto ato.

Mas em geral, se formos observar há muito a que se inspirar na observação da natureza.
Claro que há minerais, vegetais e animais que chamamos mineralóides, vegetalóides e animalóides já que estão passando por uma escala involutiva e a roda não gira para trás, isto é, eles não poderiam assumir os mesmos veículos quando na continuação nesta roda (do Sansara), em seu descenso.

Mas em termos práticos vemos como as plantas são sábias, assim como os minerais e os animais, há muita sabedoria em sua natureza e suas expressões.
As Pedras e os metais se mantém incólumes em meio as eras, as plantas desenvolvem-se buscando um equilíbrio entre a rigidez e a leveza de deixar-se dobrar o suficiente para que não tenham seus troncos rompidos seja pelos ventos, tempestades ou até mesmo outras árvores que caiam por sobre elas.

No reino animal observamos detalhes interessantes, principalmente no quesito familiar e vemos com dor o quão longe estamos, na atual sociedade, de muitas ações naturais que deveríamos desempenhar.
Nenhuma leoa abandona seus filhotes para ir passear com o leão ou dentre outras coisas que no reino humano (animal intelectual) ocorre.
A Mãe é um exemplo de proteção e desempenho total em relação aos filhos e isto é algo que nos dias atuais necessitamos reaprender, dentre tantos outros ensinamentos.

No reino humano temos a oportunidade de criar e desenvolver em nós o Cristo Íntimo, certamente uma vez vivo este bendito dentro do homem, devemos ter esta mesma postura de tal animal, lutar e viver em função deste Ser, que cresce dentro deste homem.

Há processos do trabalho, momentos em que necessitamos integrar-nos verdadeiramente com a natureza, isto principalmente no desenvolvimento de nosso Despertar da Consciência e até mesmo de dons internos. Este afastamento dos sistemas em geral, e esta integração com a natureza nos permite ver mais claramente a realidade e com isto nos dá o tempo necessário para fazer estes ajustes e uma reavaliação de nossa vida e conceitos equivocados que ainda possamos carregar.

Hoje em dia há gnósticos que acreditam que o Avatara Samael foi o último Mestre enviado pela Loja Branca, outros dizem que Rabolú findou os esforços da Loja Branca por esta humanidade. Recordemos que muitos supostos Cristãos acreditam que Jesus foi o ultimo Messias e é o único Salvador do mundo e que ele e somente ele como "personagem" regressará para findar seu trabalho.

Lamentamos sinceramente este equívoco de Estudantes Gnósticos e Estudantes Cristãos, porque a verdade é que nunca estiveram as humanidades sós, por muitas vezes os Mestres atuaram em segredo e até mesmo publicamente mas nem sempre tinham missões tão grandiosas como a destes Mestres.

Além disto a mensagem por mais verdadeira que entreguem estes Mestres, sempre tem que ser submetida e interpretada dentro dos conceitos de cada pessoa e isto faz com que uns aceitem outros não aceitem, uns entendam e outros não, apesar de serem sempre absolutas verdades.

Nunca o homem esteve só, nunca estarão sós, porque quando as trevas se fazem mais espessas a Luz brilha ainda mais forte e é isto que ocorre nestes tempos.
Então os que realmente acreditam que se retiraram os Mestres e que voltarão apenas para uma colheita, estão equivocados.
Porque esta semente que foi plantada já foi plantada a mais de dois mil anos, e tudo que se fez desde então foi regar, adubar, podar e regar mais ainda, para que em breve os que estejam dispostos, possam dar seus frutos, como resultado de todos estes esforços que fizeram os Deuses e os Homens autênticos.

Então que não se abandonaria jamais, em momento algum esta semente em seu desenvolvimento, para isto se fazem presentes muitas Hierarquias seja fisicamente, seja internamente, apoiando, ajudando e respaldando o trabalho de cada um.
Hoje mais uma vez se faz um esforço, consciente por parte destes Mestres da Loja Branca, para que haja este Despertar da Consciência verdadeiro, absoluto, sincero... para que não se possa mais uma pessoa ser enganada por seus sentidos físicos equivocados, por seus pensamentos e sentimentos adulterados e até por outras pessoas que acreditam trilhar o caminho ou que propositalmente causam dano.

Há sementes que já germinaram, mas ainda se encontram dentro da negra terra.. já morreram como semente e aquele broto busca a Luz, e aqui fazemos este esforço para que saiam desta terra escura e possam seguir seu caminho até esta Luz que interiormente ilumina cada um de nós, nosso Real Ser.
Tudo é sacrifício já dizemos, é uma luta que cada pessoa deve travar por vencer este aspecto negativo e passivo e então ter o direito a ver a Luz e então sim saber guiar-se por esta luz, tal qual fazem as plantas e os animais.

As plantas crescem e desenvolvem-se diretamente relacionadas ao Sol. Até mesmo os animais sabem mover-se e migrar, conforme as estações ditadas pelo Deus Sol.

Nós igualmente temos que aprender a nos mover conforme este Sol interior nos guia.
Nenhum Mestre da Loja Branca, jamais pediu que os seguissem, porque o caminho de cada um é desconhecido.

Dentro de nós, a Divindade sequer é nosso Ser, a Divindade é o Glórian, o Ser é o oficiante que rende culto a esta Divindade e nós somos o templo, aonde ele realiza seus prodígios em nome deste Bendito. O Glórian é o Ser de nosso Ser, é nosso próprio Raio emanado do Absoluto.

Toda dor, toda doença, todo problema que exista, ocorre por um desacordo com este Glórian, porque o Glórian é a LEI, e quando o Homem ou o Ser não estejam de acordo com este principio, haverá sofrimento.

Na natureza observamos grandes mistérios, principalmente a necessidade da dualidade, vemos que há sempre dois princípios, um masculino e um feminino, seja nos animais, nas plantas. Ainda que estejam reunidos em uma só forma corpórea como nos minerais e vegetais.

Vemos o Dia e a noite, como uma dualidade sempre presente e sempre atuante. Quem seria capaz de dizer que a noite é má? ou que o dia é bom?
Em termos humanos aprendemos culturalmente que o nascimento é belo e que a morte é algo triste e feio, mal. Há culturas que choram quando nasce uma criança e festejam quando a Alma se libera do corpo.

Mas para a consciência, do ponto de vista interno, vemos que nascimento e morte são elementos necessários para que se cumpram ciclos.
Dizer que a morte é má, é amaldiçoar aos Deuses de Saturno, pois a eles cabe a tarefa de desencadear a morte. Como seria má a divindade?
Então vemos sinceramente quantos conceitos equivocados carregamos e como nos é impossível assimilar a realidade das coisas, enquanto carreguemos em nós, tais equívocos.

Se Miguel e o Demônio não vivessem uma batalha eterna, se Miguel não fosse capaz de deter ao Demônio em sua ascensão e o Demônio não fosse capaz de defender-se da lança de Miguel, o equilíbrio desta dualidade estaria afetado e o mundo e as esferas se desfariam em pedaços.

Percebam que o apoio, os pés de Miguel ele sustenta por sobre o Demônio e igualmente o Demônio se apóia em Miguel já que um não pode subir e o outro não deve baixar.

Há uma dualidade natural e sensata para todas estas coisas. O Dois sempre precisa de um Terceiro que é o resultado ou o motivo desta dualidade.
A Luta entre Miguel e o Demônio gera a energia, o resultado é a força produzida por tal ação. Então vemos o magnetismo que há neste movimento e nesta luta constante entre estas duas forças.

Por isto que em realidade sabemos que Deus não é nem bom, nem mau, porque a bondade e a maldade estão na cabeça e no intelecto dos que desenvolveram este pensamento equivocado.
O Demônio é tão mal quanto é Miguel, e é tão bom quanto é Miguel, porque é uma necessidade e desta necessidade justifica-se tal existência e ações.

Deus dá ao justo sua justiça e aos injustos sua misericórdia.

A Unidade se manifesta como dualidade e disto temos três que em síntese são um, e que complementam-se como 4.

Deus como unidade torna-se dual, se manifesta como três e atua como quatro.

Na dualidade desta oposição há uma terceira força que as une e desta união vemos 4 manifestações.
IOD HE VAU HE. Há dois princípios masculinos e dois princípios femininos.

Vejamos o caso do Dia e da Noite, do Solstício e do Equinócio.
Deste movimento solar diário temos o dia e a noite, no entanto temos o ápice do Sol (Zênite, meio-dia) e o distanciamento máximo, nos demonstrando a quadratura de sua expressão.

Ao longo do ano vemos que do Ápice Solar a seu distanciamento máximo surgem quatro estações.
São três forças atuando, o Sol, a Terra e o Espaço entre elas. a dualidade é o Sol e a Terra, a unidade é a Vida como expressão de Deus.

Se não houvesse equilíbrio e a Terra em sua rotação se aproximasse demais do Sol, morreria toda a vida pelo excesso de calor (de magnetismo[som] e de luz), da mesma forma em um afastamento mais distante do que temos, acabaria a vida por falta deste calor (luz e vibração[som]).
Então vemos a Vida como unidade, o calor e o frio (o Sol e a Escuridão), como dualidade, a trindade está na força que dá movimento e curso adequado a este equilíbrio.

Em sua expressão surge o quatro que é a dualidade e as transições entre elas.
Nas estações o Ápice Solar dizemos Verão, seu oposto negativo e frio é o Inverno.
Do Descenso de Verão para Inverno temos o Outono, no Ascenso do Inverno para o Verão temos a Primavera.

Nisto poderíamos citar a vida e a morte, questões entre o homem e a mulher, entre Deus e o homem. Então são infinitas coisas que podemos verdadeiramente compreender com a consciência ao observar a natureza.

Isto já havíamos explicado de maneira sintética ao relacionar as estações com o Símbolo CLXV, pois é o mesmo. a Unidade é o 8, do 8 surge a dualidade que é o 1 e o 0, nisto temos a trindade que denominamos 108, da Trindade em atuação surge o 4 aonde o quinto é invisível pois permanece incólume. 1690.
Disto claro sabemos se faz presente o elemento conciliador ou razão que é o 8, 16890. Enfim, poderíamos explicar infinitamente todos os mistérios do cosmos e da natureza, fazendo por uso esta chave que já entregamos.

Paz Inverencial!

24/10/12