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Textos sobre Filosofia
Harmonia, o Sustentáculo da Vida

Nosso último diálogo foi acerca dos três aspectos do manejo do Capital, como Avareza, Esbanjamento e Generosidade.
Certamente a Harmonia que existe entre os extremos destrutivos da Avareza e do Esbanjamento é a Generosidade, que no fundo é a pura virtude do manejo do Capital quando não identificada e depositada nos dois possíveis extremos.

Como já exemplificamos, tanto o acúmulo como o desperdício, geram uma destruição severa de um equilíbrio harmônico do capital tanto individual como social, gerando consequências negativas e por vezes dificilmente reversíveis.
A Não identificação com esta destruição do capital, ou com o acúmulo do mesmo, é resultado de uma Consciência, de uma compreensão do que é justo, e por consequência de um sábio manejo destes recursos de maneira a destiná-los da melhor maneira possível ao que seja necessário.

Esta Harmonia, que neste caso podemos afirmar é a Generosidade, em sua instância superior, é o que torna possível uma perfeita relação com o Capital, sem prejuízos de nenhuma espécie e sem sofrimentos individuais ou para a Humanidade.

O Equilíbrio de cada coisa é o que permite com que tudo permaneça existindo, e atuando, vivendo, de maneira perfeita e justa. O Desequilíbrio causa a extinção o fim de qualquer coisa, porque perde seu propósito e cessa um fluxo, ou mesmo o desvia de seu propósito real, harmônico, justo, perfeito.


Cada um de nós, cada criatura existente, certamente tem seu propósito, nasce com um sentido que no fundo é sua harmonia, sua natureza de ser.
Podemos nós pensar por um momento o que ocorre se negamos esta natureza Íntima, ou se nos identificamos com ela de maneira negativa?

Recordemos que no caso da Avareza, esta por si só é um extremo negativo e claramente identificado de tal maneira, mas o Esbanjador, por vezes é visto como Generoso, ainda que obviamente não o seja, pois no fundo o que faz é jogar indiscriminadamente fora os recursos em questão, sem critério e sem uma percepção real dos resultados.
Assim o indivíduo pode passar pelo mesmo, ao negar sua Espiritualidade, ou ao fazer uso dela de maneira negativa, o que no caso da Religião, do aspecto Místico, é o desequilíbrio, a desarmonia mais severa, pois vai contra o mais primordial impulso que temos, de regressar, de nos reintegrarmos com nossa Divindade.

Harmonia é algo que certamente todas as pessoas almejam, e certamente é algo que é essencial à Paz, ao Amor, à Felicidade. Não podemos pensar no surgimento da Paz, da Felicidade ou mesmo do Amor, sem que primeiro se funde no interior de um povo, ou mesmo no interior de uma pessoa, isto que é este Equilíbrio natural que gera esta harmonia.


A Dor por exemplo, é algo inerente a existência, mas o sofrimento pela dor, seja física ou moral, acaba sendo uma desarmonia.
Isto desta dualidade e da harmonia, do equilíbrio, não faltam exemplos, de um lado ficam aqueles que ingerem menos alimentos que o organismo necessita, de outro lado os que ingerem muito mais do que o organismo precisa.
Assim há os Preguiçosos utilizam seu organismo muito menos que deveriam, e aqueles que sobrecarregam por outro lado o organismo com excesso de movimento, de atividades e isto tudo, por um lado ou por outro, geram desarmonias, desgastes e danos tanto físicos como internos.

A Harmonia é um dos princípios da criação. Se duas criaturas não se harmonizassem ainda que em aspectos mais básicos, não poderiam gerar, não se uniriam ou mesmo esta união não geraria frutos. É óbvio que criar algo é tão somente uma primeira etapa de qualquer tipo de vida, o bom desenvolvimento de qualquer criação em qualquer aspecto que seja, depende de diversas harmonias que uma após outra conduzem esta criação a novos níveis, novos estágios necessários ao progresso e crescimento.
Isto significa que um casal poderia se harmonizar, de maneira física (atração sexual), mantendo relações sexuais, e imaginando que a mulher foi fecundada, e este homem e esta mulher não tem maiores afinidades, o que ocorre é que este filho não terá um lar, e mesmo que tenha, não será um lar adequado, com a devida harmonia, com a devida formação e acolhimento para seu pleno desenvolvimento.
Claro que a própria harmonia deve ocorrer nas diferentes instâncias da vida Conjugal, mesmo profissional, e demais ramificações cotidianas, como o aspecto Espiritual, Social...

01/04/2017