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CLXV
Textos sobre Filosofia
A Repetição do Amor

Quando falamos de Amor, falamos de supremos sacrifícios, de esforços titânicos, e de verdades muito além da compreensão comum de como vemos o mundo.
O Amor certamente é repetição...

O Amor é repetição, porque podemos fazer uma vez algo, e por não termos a devida consciência do sacrifício e da dor que este caminho nos leva, o seguimos. Mas repeti-lo conscientemente, vida após vida, anos após anos, meses após meses, dias após dias, é certamente por amor que fazemos.

É como o processo e o esforço do planeta em rotacionar e proporcionar a luz e o calor a todos, todos os dias, e a noite, para seu devido descanso.
Também equivale ao esforço do sol, para atrair, e ao mesmo tempo repelir todos os planetas, mantendo-os em sua órbita, momento após momento, sem nunca cansar-se, enquanto existir.

Há coisas muito pequenas, que por vezes são pequenas manifestações do Amor, quando feitas em um estado de consciência adequadas, como é o caso de cozinhar todos os dias, de limpar as roupas, de buscar o sustento por meio da profissão que cada um tem...
De vestir todos os dias suas crianças, lavar a louça... e fazer tudo isto, todos os dias, sem se cansar de repetir.


A Profissão de cada um, quando dentro da vocação que corresponde a cada pessoa, é certamente um máximo exercício disto que afirmamos é o fundamento do Amor, que é a repetição.
Afinal, todos os dias, aquela mesma pessoa, acorda com aquele mesmo impulso, com este mesmo propósito de produzir algo, de gerar algo, que somente este pode produzir, e gerar, em benefício dos demais que não tem a mesma capacidade, o mesmo entendimento, o mesmo dom, e não chegariam até isto, sem o esforço deste, que lhes fornece, ainda que em troca de seu sustento.


Quem entende o que são as Iniciações Venustas, que são os processos Iniciáticos que somente se desencadeiam depois de Mahavantaras ganhos e perdidos em benefício da humanidade, por amor, compreende certamente que o fundamento do Amor é a repetição.

É muito óbvio que isto das Iniciações Venustas não é algo que faz o Iniciado com interesse, com a expectativa de algo, senão que algo que faz por uma necessidade íntima que lhe impulsiona a esta realização pelo bem comum, pelo bem estar de tudo e de todos, e este tem como resultado poder galgar novos graus de benefício e de ajuda à humanidade, com aquilo que venha a encarnar no decorrer destes gloriosos processos.

Assim estas constantes repetições, em todas as esferas da vida comum e da vida espiritual, tem por impulso nestes casos, o Amor, como uma base ao Real Sacrifício pela Humanidade, e tem por resultado ainda que sem que seja almejado, estes novos graus que acabam por permitir com que se amplie e potencialize estas ajudas e estes benefícios que este pode realizar em benefício de todos.

A Própria repetição da Grande Obra, como integração completa com Deus, e a dissolução disto, para que seja refeita, para que permaneçamos seguindo trabalhando pela Humanidade, é mais uma destas repetições que relatamos são o resultado de um Amor, e de uma Compreensão muito grande, acerca do que nos cabe e do que podemos realizar.
Estas repetições são sempre cada vez mais difíceis, com mais exigências, com particularidades distintas, que de certa maneira geram processos similares mas ao mesmo tempo distintos, do que já foi vivido. E este esforço em mais uma vez fazer as mesmas sábias escolhas, e de proporcionar o devido benefício à humanidade, resultam em um importante alimento para este Ser que sacrifica-se sob o impulso do Amor.

27/04/17