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CLXV
Textos sobre Filosofia
O Preço do Aprendizado

A Todo momento a vida nos impõe novos aprendizados, como resultado de novas situações e desafios os quais temos de lidar a cada passo desta existência que temos.
Cada evento, cada escolha, cada decisão, transforma-nos em algo único, algo distinto daquilo que fomos instantes atrás.

Vivenciamos muitos eventos, processos os quais certamente cometemos erros, mas são experiências que necesitamos viver por nós mesmos para compreender realmente a consequência de cada evento, o valor resultante de cada escolha.
Disto certamente geramos muitas dores, cicatrizes tanto físicas como psicológicas, seja para nós mesmos, seja para os demais.

Mas se queremos acertar, precisamos viver, e a vida e suas variáveis e resultados, são o grande professor do que é justo e do que não é, do que é certo e do que não é. Assim que somente fazendo nossas escolhas, observando claramente os resultados, compreenderemos o justo.


O Problema da vida nunca foi errar, o delito da humanidade é não observar a consequência de suas ações, ou mesmo buscar corrigir o curso de suas ações, dentro daquilo que é observado, comprovado.

O Grande segredo que tem a vida, é que suas variaveis são tão extremas, que uma ação de um indivíduo pode ser justificável, justa, e a mesma ação praticada por outro, não ser, ser um terrível delito.
E isto força cada um a viver dentro de seus próprios parâmetros e avaliar por si mesmo, dentro daquilo que vive, o que corresponde a si, fazer ou não, dizer ou não, e assim por diante.
Por isto que vemos que realmente a sabedoria não é algo transmissível em um discurso, e é aonde as regras de moral, de justiça, de correto, caem ao piso, diante da realidade dos fatos, que no fundo difere para cada um, dentro daquilo que viveu, dentro daquilo que lhe corresponde viver.
E não estamos com isto dizendo que não existam verdades soberanas e uma consciência mais além da própria consciência humana, senão que o caminho para chegarmos até estas verdades universais é de fato compreendendo e encarnando estas verdades por meio da vivência prática diária e por meio da consciente observação dos fatos e da integração com estas forças mais além de qualquer individualidade.

A Vida é no fundo uma aposta, pois recebemos uma série de valores, de energias, as quais depositamos no que nos parece mais agradável e ao fim vemos o que ganhamos, o que perdemos, no curso daquilo que investimos.


Muitas pessoas anseiam pela sabedoria, mas no fundo este saber tem seu preço, e um preço por vezes muito maior do que qualquer um está disposto a pagar.
Primeiro, temos de dizer que a vida não cobra todos os seres da mesma maneira, e isto é algo bastante observável no contexto geral das coisas cotidianas.
Não se espera de uma criança o mesmo que se espera de um adolescente, de um adulto, ou mesmo de uma pessoa que recebeu ou não instrução acerca de algo.
Isto significa que quanto mais vivências, maior a cobrança, assim como quanto maior a real compreensão, maior a sabedoria extraida destes eventos, mais extremos são os resultados negativos de más escolhas e mais se espera, se exige deste.

Alguns certamente diríam que então a vida é injusta, pois não espera de todos o mesmo, mas é aí exatamente aonde está a justiça, esperar de cada um aquilo que realmente lhe corresponde, o que realmente é capaz de dar, de produzir, de fazer, de fornecer.
Injusto seria esperar que o tolo e o sábio tivessem a mesma resposta, a mesma palavra, as mesmas ações...

Falamos de coisas muito pequenas, mas também de coisas tão grandes que não são facilmente compreensíveis.


Em geral as pessoas passam pela vida como passageiros em uma embarcação, sabem que nasceram, sabem que vão morrer, e observam a vida passar aguardando o momento de descer desta embarcação que é a vida, mas sem qualquer controle, sem qualquer domínio ou entendimento do que realmente se passa.
Isto é algo que precisa ser mudado, se é que almejamos realmente, sinceramente cumprir com o real sentido que tem a vida, com o motivo pelo qual estamos vivos e viemos ao mundo.
Algo que no mais profundo de nós mesmos intuimos, mas que preferimos ignorar, pelo sacrifício que é necessário para realizá-lo a fundo.

17/05/17