CLXV
Textos sobre Filosofia
Mestres e Bodhisatwas

Muitos imaginam que um Mestre se faz Mestre em uma existência, isto não é assim.
Este trabalho do Ser de cada pessoa e de seu Bodhisatwa é algo que se perde em meio aos séculos, nos referindo a Maestria da Maestria.

O Ser, bem sabemos é o Íntimo que cada criatura que já fez em alguma época a Obra, tem. Quem faz a Obra pela primeira vez, na altura da Sétima Iniciação de Mistérios Maiores, da fusão da Alma Humana com a Alma Divina, forma o que nós chamamos de Íntimo.
Não é de se espantar que muitos não sintam ao Íntimo, porque muitas vezes realmente não tem, mas claro tem por guia a consciência Humana que estão liberando, e a consciência Divina que vão despertando.

Bodhisatwa é o termo que denomina a Alma Humana de um Mestre que renunciou a felicidade do Absoluto por muitas vezes. São Mestres que foram capazes de escolher a senda rochosa e do auxílio à Humanidade necessitada.
Nascer neste vale de amarguras é algo muito doloroso, principalmente aos Deuses, porque sofrem muito, não há dúvida, principalmente por sua natureza tão distinta da realidade que carrega o mundo.
Estes Mestres vêm ao mundo, para equiparar sua sabedoria para com a humanidade, para poder ajudar a uma nivelação por cima, já que sua natureza dificilmente se dobra aos costumes e mal hábitos humanos.

Então, nisto há que entender que pode, que o Mestre de um Bodhisatwa esteja passando por processos de por exemplo, uma Oitava Iniciação de Mistérios Maiores, e isto se alongue por muitas existências neste processo.
O Que fazemos como Bodhisatwas a cada existência, é equiparar-nos ao Ser, a Alma Humana revive na prática, em um tempo relativamente curto, todo o processo iniciático, até a altura que esteja o Ser e com isto o Ser pode continuar seu processo iniciático por meio de seu Bodhisatwa.

Por isto que temos irmãos que vivem os processos iniciáticos em um tempo tão rápido, e outros que levam anos para passar alguns poucos processos.
Vimos irmãos que levaram décadas para sequer completarem o Ciclo das Nove Iniciações Menores, e vimos outros que em cinco anos já haviam completado o mesmo processo.

Temos que respeitar a cada um como é, entender que a natureza que há em um não é a mesma que está ou que rege outra pessoa. Por isto temos que aprender a andar com nossas próprias pernas, no sentido de fazer as coisas ao nosso tempo.
A Imitação é algo delicado porque como já dissemos, uma pessoa vive os processos que cabe a ela viver, se outro tenta imitar meramente a parte física, pode que se perca em sua própria Obra, porque tenta fazer o que ou ainda não é o momento, ou não lhe cabe fazer.

Hoje em dia, são tempos delicados, porque temos realmente muitos, muitos Bodhisatwas de Grandes Mestres com corpos físicos, mas são Bodhisatwas que não vem cumprir com nenhuma Missão específica, mas por sua natureza Superior e por sua Consciência já mais avançada, acabam ensinando e acabam juntando pessoas para fins que não estão respaldados pela Loja Branca.

O V.M. Samael, quando da fundação da Era de Aquário, teve que lutar contra Muitos Bodhisatwas, Bodhisatwas da Loja Branca, exatamente porque por terem Ego, por não estarem Despertos e Integrados com seus Íntimos, não reconheciam a Missão do Mestre Samael e acabavam obstaculizando o trabalho que ele tinha que realizar.

Há Bodhisatwas que não vieram cumprir missão alguma nesta época e que tem corpo físico, mas por uma necessidade e reconhecendo a situação atual da Humanidade, se integraram com o trabalho destes Mestres, não só para ajudar a Humanidade mas ajudar a estes irmãos, estes Mestres que estão passando por suas provações iniciáticas nestes momentos.

A Verdade é que as humanidades se levantam e são destruídas para que os Homens (Mestres de Quinta Iniciação de Mistérios Maiores) se façam Deuses (Oitava Iniciação de Mistérios Maiores).
Este movimento cíclico de inícios e fins de eras, é necessário para que os Mestres possam desempenhar seus trabalhos e seguir adiante em sua Iniciação, e igualmente para que aquelas Mônadas que tenham em si o anelo, possam imitar seu exemplo (de servir e integrar-se intimamente) e liberar-se desta roda do destino.

É Delicado falar de Bodhisatwa porque muitos irmãos se auto-declararam Mestres e isto vemos com grande preocupação. Primeiramente porque se formos observar a grande maioria são irmãos em iniciações Menores que tiveram vislumbres relacionados ao Ser, coisa muito comum de ocorrer durante o processo do Despertar da Consciência.

Outras vezes são pessoas com faculdades mediúnicas e acabam tomando por "Íntimo" alguma larva ou demônio e são infelicidades que realmente ocorrem se vamos investigar.

O Mestre dizemos é o Ser, o Bodhisatwa pode até ser muito exaltado, mas enquanto tenha ego e enquanto não se reintegre-se com seu Ser em uma Quinta Iniciação de Mistérios Maiores, na ATUAL existência, não pode fazer uso deste título, a não ser que tenha sido entregue por outro Mestre de Quinta de Maiores.
Dizemos que não pode, porque se for realmente o Bodhisatwa de um Mestre, e se desvele, será atacado constantemente e sem o respaldo do Ser, se perderia...

O Orgulho é algo terrível, muitas pessoas querem mandar mas não sabem obedecer. Obedecer ordens é o que cabe ao Bodhisatwa, ordens de seu Ser, ordens da Loja Branca, enfim... o próprio Mestre Samael diz, "sou um carteiro e venho apenas entregar uma mensagem"...
E o que sobra aos demais? Bem, vemos que o orgulho nada tem de ver com estas coisas e sinceramente quem sinta-se mais do que um serviçal, vai mal.
Claro que o orgulho se veste muitas vezes com roupas humildes, com vestes de "santidade", e por isto que pedimos com muito esforço para que busquemos sempre reconhecer estas artimanhas do Ego, para que não sejamos enganados.

Na altura da Sexta e da Sétima Iniciação de Mistérios Menores, os Bodhisatwas irão reviver e relembrar, os processos relacionados ao Bodhisatwa (Sexta) e do Ser e a Mônada (Sétima).
Fazemos este alerta para que não se confunda este processo de "saber" o que se passou, e ter recapitulado tais fatos. Conhecer é reconhecer que vamos viver as mesmas coisas na atual existência para equiparar-se ao Ser, e não que pela recordação e vivência interna, que estejamos "prontos", longe disto.

Este processo de Sexta e Sétima de Menores é um espelhamento do que acontece na Sexta e Sétima de Maiores aos que já fizeram a Obra. Porque a Sexta e a Sétima serpentes, uma vez levantadas, não caem, então aos que já estiveram em alguma época em uma Sétima de Maiores, terão um vislumbre natural de seu caminho, já que tudo é uma constante repetição, para que possamos uma vez tendo chego ao ponto que paramos, possamos continuar.

Mas recordem que isto tudo é algo que deve ser feito de forma qualificada, de forma exata. Há processos iniciáticos que se a pessoa humana comete uma única falha, o Bodhisatwa precisa desencarnar e nascer novamente, porque necessita uma exatidão absoluta. Por isto alertamos para que não se deixem jamais nivelar por baixo, não cometam erros porque outros cometem, porque não sabemos o que cabe internamente a cada uma destas Almas.

"O Manu. É outro ser divino e sua missão é formar novas raças. Há vários Manus. Quando um Manu funda uma nova raça e termina a sua obra, recebe a oitava Iniciação de Maiores, passando ao grau de Budha Pratyeca que significa Budha Solitário, e muito tempo depois da oitava Iniciação de Maiores como Senhor do Mundo. O Manu da nossa raça ariana é o Manu Vaivaswata há uns setenta mil anos. Seu bodhisattwa é o veículo da sabedoria deste Mestre que é da sétima de Maiores, assim como o Mahachohan. Os budhas pertencem à oitava. Este é o mais elevado grau que se pode alcançar na Terra. A este nível pertencem os quatro Senhores da Chama, também chamados de Budhas Pratyecas. São assim chamados porque a eles corresponde a instrução mundial.", Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática - Samael Aun Weor.

31/10/12