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CLXV
Textos sobre Filosofia
Preto e Branco

A Vida é cheia de nuances, de variações, de vida, de cores, e no fundo isto tudo tem extremos os quais percebemos apenas em sua parcialidade, já que sua absoluta manifestação não é visível nem mesmo nas regiões internas da natureza, pois são os princípios primordiais da vida, que originam a tudo e a todos, no início dos tempos e que só são observáveis dentro de certas circunstâncias muito restritas como é a Autorrealização, que é a conclusão da Grande Obra, ou na própria Noite Cósmica quando a vida regressa a sua origem.

Existe um Absoluto Branco, o qual podemos representar como o próprio Absoluto Imanifestado, Deus quando incólume e inexistente, no sentido que conhecemos atualmente. Também um Absoluto Preto, que é sua primeira criação, de onde pelo magnetismo destas duas forças, e ao centro destas, que se gera tudo aquilo que conhecemos como vida. Certamente nos referimos ao Abismo, ao Caos, onde a Divindade faz suas criações, ainda que possa parecer absurdo aos conceitos que as pessoas tem em suas cabeças.

Já na vida, no sentido humano, há certas porcentagens da mescla de cores que são consideradas estas mesmas cores, ainda que não sejam a mais pura cor, pois sua reflexão é visível por nós como sendo apenas uma variação do mesmo.
Assim há diversos tons de vermelho, de azul, de amarelo, também de Branco, e de Preto.

No sentido esotérico podemos citar o próprio Karma, que julga nossas Boas e Más ações, de acordo com a natureza das mesmas, e certamente leva em conta as nuances de nossas motivações, também de nossos resultados.
É negativo que uma pessoa cometa um delito, mas é mais negativo quando o faz intencionalmente, também torna-se ainda mais negativo quando há agravantes como quando se gera um dano permanente, e assim por diante.
Neste caso o que é julgado é o que é Branco, o que é Negro, e a intensidade disto.

Muitas vezes vemos pessoas justificarem erros agravados, dizendo que já erraram e já que estão errados, que vão ao extremo disto. E no fundo apenas aumentam a intensidade do delito e colocam sobre si uma punição ainda maior. Tudo na vida tem seu retorno, cedo ou tarde, não é uma questão de conceitos, ou de estarmos fazendo ameaças, apenas que é a natureza e a lei da vida, a qual constatamos na prática, a observando.


Para entender esta questão do Preto e do Branco como variações de intensidade, basta recordarmos que existe a Humanidade, e que existe dois caminhos os quais esta pode tomar, um que é Regido e guiado pela Loja Branca, e outro que é estabelecido e governado pela Loja Negra.
Há um certo ponto neste cinza que vive a humanidade, que dentro do que é bom que tenha encarnado, do que é justo, do que é certo, que esta pessoa integra-se e coloca-se a serviço da Loja Branca, e que em certas alturas passa a fazer parte da Loja Branca. Também claro ocorre o inverso, que uma pessoa saia deste cinza e penetre, que integre-se com a Loja Negra, e que em certa altura seja a viva expressão, e faça parte da Loja Negra.

Ainda dentro destas instituições absolutas, que são as forças ascendentes e descendentes da natureza, encontramos diferentes nuances, que sãos os níveis, graus, funções, que cada um tem dentro das mesmas.
É como falar de Luz e de Trevas, ainda que nossos olhos percam a medida, quanto mais perto da Absoluta Luz, maior o Branco, e quanto mais distante da Luz, maior o Preto.

Obviamente isto que aqui falamos, nada tem de ver com a pigmentação da pele das pessoas, ou qualquer tipo de preconceito com as cores, mesmo com os caminhos que cada um tome.
Deus e sua sombra são um, e nada existe sem que seja parte integrante e necessária da Divindade.
O Selo de Salomão, os dois triângulos antagônicos integrados, representam exatamente isto que falamos, estes dois princípios extremos, estas duas forças absolutas, da primeira manifestação da Divindade e de sua sombra, a qual se fazem necessárias para tecer a vida e reger os caminhos possíveis.

Quando falamos do Cristo, ou mesmo destes outros princípios Divinos, falamos certamente de uma força e não de uma criatura. Algo como a força da Gravidade, como o Magnetismo, o qual se manifesta em organismos preparados para isto.
Isto explica porque o Cristo é algo múltiplo e que houveram muitos Cristificados, que no fundo são um, integrados por esta força. Ainda assim, mesmo após a Cristificação, há outras forças para nos integrarmos, outras forças a encarnarmos, o que mostra que sempre há luzes e luzes, até chegarmos a esta luz Absoluta que é o Branco primordial, o qual nos referimos de maneira simbólica.

17/07/17