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CLXV
Textos sobre Filosofia
O Que é Justo, Certo ou Necessário

Todos nós temos uma vida cheia de atividades, de afazeres, de compromissos, e toda a humanidade segue certos padrões comuns, do que lhe é necessário, do que é certo, ou mesmo do que é justo.
A Questão é que grande parte das vezes estes padrões estão errados, e não fazemos o esforço em revisar por nós mesmos tais conceitos, de maneira a estabelecer uma manifestação adequada em cada aspecto da vida. Em geral as pessoas justificam seus erros, nos erros que todos cometem, uns fazem e aceitam que fazem o delituoso porque todos são delituosos, ainda quando saibam que estão errados e isto é muito danoso.

Necessário é aquilo que precisamos. Precisamos de Ar, precisamos de Alimentos, precisamos de vestimentas, de interações, percepções do meio (impressões externas), moradia, e tanta coisa que certamente o leitor poderia acrescentar infinitamente, pois a vida tem muitas necessidades, algumas mais básicas, outras secundárias e menos importantes.

Dentro do que nos é necessário, existe o que é Certo, e mais além disto o que é Justo.

Vejam que a Necessidade, é "O que", o Certo é "Como", e o Justo é "Quanto".
O Certo é a medida do meio de obter tal coisa que necessitamos. Afinal uma pessoa poderia sacrificar a moral, os bons costumes, poderia causar dano a outros, enganar aos demais, mentir, roubar, para suprir a Necessidade, obter algo que necessita.

Assim que a Necessidade tem de estar subordinada ao que é Certo, e o que é Certo ainda regulada pelo que é Justo.

Algo pode ser uma necessidade, pode ser Correta, Certa, ainda assim precisa ser Justa para que não seja algo delituoso.
Vejam que o Alimento é necessário, podemos até nos alimentar adequadamente, no sentido do como nos alimentamos e do que, mas o exagero, a falta, torna tal atividade negativa, ainda que uma pessoa pudesse justificar que é necessidade, que é certo, etc.


Muitas pessoas acabam justificando seus delitos, meramente justificando necessidades, e necessidades que não são sequer básicas da natureza humana, no sentido de sobrevivência, sem jamais atentarem para os chamados da Consciência para o que é Certo, ou mesmo Justo.
Precisamos sempre ir mais além das aparências em nosso dia a dia, e observar a real natureza de nossos impulsos, de nossas aspirações, de nossas supostas necessidades e do que sacrificamos por elas.

A Humanidade é como é, e as pessoas por consequência são o que são, porque não compreendem o que sejam suas Necessidades, nem o que seja o Correto fazer por elas, nem mesmo o que seja o Justo a ser realizado.
Claro que uma postura destas requer grandes sacrifícios, no sentido de que muito torna-se quase inviável na atual sociedade, mas é a forma de corrigir tais crimes que até então se tem cometido.

Falávamos anteriormente do Ritual, e no fundo, por mais que não pareça, é o mesmo... Pois nossa natureza é assim distante do que é Divino, porque não somos capazes de operar em nós tais mudanças, encarnar estas forças que nos fariam então afins a tais princípios muito além do que é humano.
E sequer estamos falando de perfeição, estamos falando de ter pelo menos algumas destas virtudes encarnadas, ainda que não perfeccionadas até o limite de seu potencial. Isto já seria suficiente para penetrarmos por meio do espaço infinito até a imensidão aonde se ocultam as forças mais além do mundo conhecido.

A Magia, esta Ciência da interação com as forças ocultas da Natureza, é sim possível quando chegamos a ter encarnado este potencial de fazer o uso adequado de tudo que está a nosso serviço, e conquistamos o direito de fazer uso do que está mais além do que é comum.

Vejam que isto não é muito diferente do Pai que dá a seu filho coisas de pouco valor para observar como se porta com tais objetos, e assim quando esteja preparado lhe dá o que tem valor, pois sabe que fará bom uso, que não destruirá sua herança, também que não causará mal a outros.
Isto recorda aquilo que alguns pais fazem de deixar as crianças terem animais de estimação para aprenderem o valor da vida, e também a seu tempo compreenderem o processo da morte, para que um dia possam ter sua prole, e cuidar dela, também lidar com as perdas dos mais velhos.


Não é e nunca será problema, que tenhamos as coisas, contanto que este o que, como e quanto, estejam devidamente alinhados, e que claro saibamos lidar com isto, tanto física como psicologicamente de maneira justa e equilibrada.

Aqui não estamos impondo normas, ou ditando regras, apenas aconselhando, comentando, e dialogando com o Leitor, para que este mesmo, dentro de seu próprio entendimento e vivência possa observar, e por si mesmo testar e penetrar em cada um destes aspectos, e claro fazer o que queira, como queira, acerca disto, sobre isto.
Não há como forçar a alguém este tipo de mudanças, sequer há como uma pessoa forçar em si mesma, este tipo de mudanças. Isto deve acontecer antes de mais nada por uma observação conscientiva do próprio indivíduo e de uma vontade interna de alterar sua própria natureza e por consequência moldar os resultados que tem em sua vida.

Qualquer pessoa que não esteja satisfeita com o que tem, com o que faz, deveria rever estes aspectos que aqui comentamos, de maneira a reestruturar-se dentro do que lhe corresponda, pois é o caminho de liberar-se de tantos sofrimentos e tristezas que tenha.
A Liberdade, a Felicidade, a Paz, é algo que vem a nós por conta da natureza que acabamos nos tornando, conforme vamos alterando nossa maneira de ser, e no fundo aquilo que realmente Somos.
Conforme vamos fazendo estas alterações interiores, nosso Estado vai pouco a pouco experimentado estas verdades, e ao fim quando temos isto encarnado como Condição do que somos, fazem-se permanentes tais graças e bem aventuranças as quais estamos destinados.