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CLXV
Textos sobre Filosofia
Oportunidades

Olhando o presente, o passado e mesmo o futuro, vemos que o Destino é baseado em momentos chave os quais definem sempre o rumo das coisas.
Temos de entender que existem momentos muito precisos onde o Destino pode ser alterado, onde temos escolha de que rumos iremos tomar, e quais eventos irão acontecer, em que ordem, de que maneira e até mesmo quando.

É Muito importante entender isto que aqui relatamos no sentido destes momentos precisos onde se abrem caminhos, porque necessitamos estar aptos para não apenas reconhecer estes momentos mas agir de acordo com o que seja nossa mais profunda vontade.

Muitas decisões no sentido de novos caminhos, dependem de um tempo muito curto para serem realizadas. Me refiro a quando ocorrem estas encruzilhadas aonde temos de eleger um caminho, aonde temos de tomar decisões que são comumente irreversíveis.

Sempre é muito delicado falar disto de caminhos, destas encruzilhadas da vida, porque muitas pessoas sofrem por sentirem que tomaram o caminho errado, ou mesmo por terem perdido a oportunidade de tomar a rédea em um momento crucial de sua vida.
Assim também claro, há aqueles que souberam integrar-se com o espírito e reconhecer o que lhe correspondia viver e realizaram o que cabia a cada um realizar, o que sem nenhuma dúvida é uma grande alegria e satisfação.

Há muitos caminhos que nunca se abrem e há outros que verdadeiramente nos são praticamente impostos pelo destino mesmo quando não é nossa vontade seguir por tal caminho.

Por isto que popularmente é dito que devemos aprender a reconhecer o que é possível mudar e o que não é possível mudar em nossa vida.
Há muito que nos corresponde viver que é o resultado de um bom destino que nos é imposto, também há muito que temos de passar que é o inevitável resultado de um mau destino que nos é necessário vivenciar.
De qualquer maneira temos de reconhecer que mesmo o que é bom ou mau, no sentido de agradável ou desagradável ocorre por algum motivo muito especial que podemos ou não ignorar.
Mesmo a doença, a morte, as catástrofes, tudo são inevitáveis sinais e destinos e de eventos necessários para algum fim, que podemos ou não aceitar, que podemos ou não reconhecer.
Claro que muitas coisas temos escolha, muitas coisas não temos escolha, apenas nos cabe buscar aproveitar da melhor maneira possível, ou mesmo ignorar totalmente seu sentido ou utilidade (o evento) e sofrer suas amargas consequências.

Em geral, tudo é uma questão de perspectiva, tudo é uma questão de estados de consciência.
O que é agradável para um é desagradável para o outro. O que é feio e impuro para um, é belo e puro para o outro.
O que queremos dizer é que boa parte do que vivemos temos escolha, e o que não temos, há algo a ser aprendido, até mesmo para que não se repitam estas vivências difíceis.

Muitas coisas que damos valor em um momento não damos em outro e por vezes o que construímos acabamos por destruir, ou mesmo por deixar para trás em nosso caminho. Muitas coisas são inevitavelmente contrárias aos caminhos que elegemos e acabamos tendo de sacrificar no processo de seguir adiante.

E é importante que uma vez elegido um caminho tenhamos a tenacidade de trilhá-lo. Digo porque muitas pessoas parecem viver eternamente em uma encruzilhada onde ficam indo e vindo de cada caminho sem ao fim jamais viver a totalidade de nada.
E claro que é natural que tenhamos estações em nossa vida, afinal a natureza passa dos extremos do Verão e do Inverno passando pelo Outono e pela Primavera, e nós também temos momentos de ascensão e de descensos, mas uma coisa é alternância de ânimo e de intensidade, outra coisa é em um momento levantar algo, e em outro momento destruir algo e em outro momento novamente construir para logo por ao chão novamente.

Algo absolutamente indispensável em qualquer coisa que façamos na vida é estabilidade. De nada adiantaria o Destino nos abrir uma maravilhosa porta se não temos a estabilidade para no momento preciso saber o que fazer e mesmo depois disto sustentar a totalidade do que corresponde vivermos.

O Que aqui falamos engloba tanto o que é humano, quanto o que é divino.

25/04/2018