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CLXV
Textos sobre Filosofia
Vivências Recorrentes

Dia e noite sucedem-se eternamente provendo o equilíbrio necessário à vida. Verão e Inverno igualmente alternam-se por meio do Outono e da Primavera provendo a todos os seres uma natureza alternativa necessária à Vida e ao progresso de todos os Seres.

Todas as coisas se repetem inevitavelmente. Nenhuma de nossas escolhas, nenhum dos caminhos que tomamos, passamos uma única vez.
Isto significa que sempre somos provados em nossas intenções, em nossos anelos, em nossas aspirações.
Isto significa que todas nossas escolhas, tanto a nível individual, tanto a nível como humanidade, sociedade, passamos muitas vezes por um mesmo processo, por ter de fazer as mesmas escolhas, as mesmas decisões e confirmamos nossas decisões, ou mesmo as modificamos graças a isto.

Se observarmos os processos que vive a humanidade, vemos que de tempos em tempos ela tem de encarar velhos processos e revisar suas decisões, reavaliar suas escolhas.
Os indivíduos também passam pelo mesmo dilema, eles inevitavelmente na sequência de suas vidas acabam tendo de deparar-se com eventos muito similares aos que já viveram e claro isto não é um retrocesso mas um natural avanço necessário. Assim como nenhum Inverno é igual ao outro, assim como nenhuma Noite é igual a outra, estes processos recorrentes em nossas vidas não são os mesmos, mas algo novo, ainda assim similar àquilo que já vivenciamos.

As Alegrias se repetem, as Tristezas se repetem, os eventos inevitavelmente buscam repetir-se, o desfecho claro depende de nosso entendimento, da sapiência que obtemos sobre aquilo que vivenciamos e da compreensão dos resultados.

Tudo sempre repete-se, a criação, a destruição, e tudo tem seu propósito, tudo tem seu momento, nunca nada é igual, ainda assim tudo é sempre muito similar.


A Grande diferença que há nestes processos é vivermos eles Conscientemente ou Inconscientemente. Isto em geral é o que determina a qualidade do resultado destes eventos, uma vez que se estamos inconscientemente vivendo tais processos, ficamos praticamente a mercê do acaso, dos instintos, de um estado anímico que esteja regendo aquele momento em questão.

Existe uma grande dualidade em todos os processos, um certo avanço e um aparente retrocesso que no fundo são apenas níveis mais profundos, mais avançados de uma mesma vivência que tem sua correspondente ligação com o que já passamos.

É claro que não estamos dizendo que regressos não existam, nem que descensos não sejam possíveis, apenas estamos afirmando que muitas coisas que parecem repetições, o são, mas em níveis superiores de um mesmo progresso.

24/05/2018