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CLXV
Textos sobre Filosofia
As Extremidades da Vida

A Vida é certamente um mistério para todas as pessoas. Nós vivemos mas pouco sabemos sobre a realidade da vida, seus limites, o que há além dela, seja acima ou abaixo.
A Vida como conhecemos é um receptáculo para um outro tipo de vida.
Se chamarmos a vida de Luz, abaixo dela teremos as Trevas, e acima dela teremos as Trevas.
Trevas, são um tipo de luz que não vemos, que não compreendemos.

A Vida tem duas extremidades, uma superior e uma inferior, uma que nos conduz a um tipo superior de vida, e uma que nos leva a um tipo inferior de vida. E não nos referimos em um sentido pejorativo, senão que apenas nos referimos ao tipo de função e característica de funcionamento, limitações, etc.
De qualquer maneira a Vida como conhecemos termina para que um destes dois tipos de Vida possa se manifestar.
Isto quer dizer que a vida tem leis que valem para a vida e para passarmos acima desta vida, ou abaixo dela, acabamos rompendo com certas leis naturais.
O Que é comum e o que é natural, o que são leis comuns da natureza mediana, não tem valor para as forças que se manifestam abaixo desta. Igualmente as forças superiores a vida cotidiana seguem leis distintas e regras completamente diferentes.

Isto significa antes de mais nada que todo aquele que almeja libertar-se de sua atual natureza, que todo aquele que está realizando uma destas travessias acaba tornando-se inimigo da Natureza, pois sai de seu domínio comum.

A Vida comum é um campo de batalha entre duas forças e é aonde temos de Morrer para algo, seja para a Luz, seja para as Trevas e por consequência nos fusionamos com a outra.
Algo Morre no campo de batalha da vida, sejam os nossos Defeitos, seja nossa Alma.

Reforçamos que a natureza impõe limites, se vamos abaixo disto, morremos; se vamos acima disto, morremos.
Porque a morte é o fim de algo e o começo de algo, a morte é sempre uma porta entre uma velha vida e uma nova vida.
A Morte como as pessoas depressivamente imaginam, não existe. Morte é transição, morte é transformação. Nada realmente morre, apenas muda de forma, muda de sentido, de razão.


Estes extremos que nos referimos não é a morte ordinária, ainda que esta certamente seja um tipo de morte que passamos em vida, e que assim como os demais processos não é um fim, mas um meio para algo novo.

Isto que aqui nos referimos tem mais a ver com aquilo da Crucifixão, alguns com a cabeça para cima, outros com a cabeça para baixo (a cruz invertida).

Quando rumamos para algum destes extremos certamente sofremos as advertências da própria vida, vemos um refluxo contrário contra nós, seja da própria natureza, seja dos demais indivíduos, seja dos eflúvios universais da vida. E isto sempre resulta em diversas instabilidades, em situações agravantes e em profundas transformações interiores, agravadas por estes eventos externos.

Falando no sentido físico, o próprio corpo sofre os efeitos desta resposta da natureza contra nossa progressão até algum destes extremos.
Vejam que muitas pessoas maldizem Deus pelas doenças, pelo sofrimento humano, mas tudo isto é resultado natural de violarmos leis da natureza.
Toda violação de um funcionalismo tem consequências, é uma advertência natural acerca do caminho que estamos rumando.
Assim que os males no fundo são remédios, principalmente para aqueles que não tem certeza do caminho que elegeram, para que retornem ao equilíbrio, a normalidade, e ao seio da Natureza Intermediária.
Vejam que quando falamos de nossos Defeitos, e da perda de nossa Alma, falamos exatamente de algo que vive praticamente toda a humanidade.
Temos de entender que todas estas doenças que assolam o mundo, são o resultado da humanidade caminhar junta rumo ao Abismo das Trevas Inferiores, e todos estes problemas que vemos no mundo, são os sinais de o quão errados estamos.
Não dizemos que o outro caminho inverso não teria consequências, realmente teria e tem para muitos que solitários trilham esta também Terrível Jornada, mas ao menos se fusionariam com sua Natureza Superior e se ergueriam sobre todas as Trevas que fazem sofrer e consomem as multidões.

Tudo isto que vemos na Medicina de tentar paliativamente resolver os problemas das pessoas, é o que verdadeiramente impede a humanidade de ver em fatos o caminho tenebroso que tomou. Nós somos ensinados todos os dias por nossa atual sociedade a ignorar os sinais da natureza e seguir em passos firmes até uma natureza cada vez mais obscura e Tenebrosa, a qual infelizmente não tem retorno. Pelo menos não da maneira que muitos imaginam, ou gostariam...

Necessitamos realmente aprender a ver o mundo com nossos próprios olhos e avaliar com firmeza cada passo que damos em nosso caminho e entender as consequências de cada decisão, de cada ação que realizamos em nossa Jornada.

07/06/2018