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CLXV
Textos sobre Filosofia
As Estações da Vida

A Dualidade está em todas as partes, homem-mulher, dia-noite, luz-trevas, verão-inverno e assim uma interminável lista de extremos os quais estão sempre interligados por uma força que conduz, que translada-se entre um e outro, um terceiro princípio de ligação.

No Fundo, como já dissemos em outra oportunidade, só existem duas estações o verão e o inverno, a primavera e o outono nada mais são do que o processo de intercâmbio entre um e outro. É Claro que como estações existem, mas como desdobramento de duas forças, que se intercalam por meio de uma terceira força que acaba se mostrando com diferentes faces de acordo com o rumo que toma em determinado momento.

Se Observamos as estações, suas particularidades na natureza, veremos que muitas plantas, muitos animais tem diferentes processos ao longo destas épocas. Há plantas que somente conseguem nascer e florescer na Primavera, também há plantas que tem seu processo ápice ou mesmo de florescimento apenas no verão. Também há plantas que o Outono se mostra mais propício para sua natureza, bem como por vezes o rigoroso inverno.
As estações, na natureza servem para atender antes de mais nada a particularidade de cada coisa, também de purificar, de diversificar a natureza como um todo.

Vejam que muitas pessoas ao longo de um período destes acabam desenvolvendo hábitos e maneiras específicas, que as vezes são o resultado de reflexões, de grandes esforços, mas ao mudar a estação, mudam as circunstâncias e os hábitos por vezes se perdem, tendo o indivíduo de revalorizar seu entendimento e reforçar uma adaptação a atual realidade.
As Estações mexem profundamente em nossa psicologia, em nossos hábitos. Quando as estações mudam, somos forçados a sair dos costumes já adquiridos, nos readaptar. Isto faz com que se reforce o que realmente somos, ou mesmo que façamos mudanças de acordo com nossa atual psicologia.

Não estamos dizendo que ao longo das estações deveríamos agir da mesma forma, apenas que é natural que hajam adaptações para atender a cada época, mas também que nisto de ter de mudar, acabamos tendo de observar de outro ângulo e até mesmo submeter novamente os mesmos assuntos a análise.

Estas estações não ocorrem apenas na Natureza, a Humanidade tem estações próprias, no sentido de seu desenvolvimento Moral, de seu desenvolvimento Científico, de seu desenvolvimento Espiritual.
Nós passamos como Humanidade por diversas épocas distintas, períodos que correspondem ao ápice, e também períodos que correspondem ao pior cenário possível nestes aspectos.
Hoje vivemos por exemplo um Ápice Científico a nível de Humanidade, um revés tremendo, tanto Moral como Espiritual, sem dúvida.

No entanto as Almas, os Íntimos, necessitam tanto das épocas de Luz como das épocas de Trevas. Há um propósito para as forças Divinas Triunfarem em certos momentos, também há propósito para as forças Tenebrosas Vencerem em certos períodos. Assim como falávamos dos Animais, das Plantas, há Almas e Almas, há Íntimos e Íntimos... E isto significa que este alvorecer do processo de Espiritualização de cada um, também depende de certos momentos aonde é propício o trabalho.

Assim podemos afirmar que há criaturas que se sentiriam levados pela imensa luz que lhe rodeia por todos os lados e subiria os degraus da espiritualidade, mas também há outros aonde somente seriam capazes de reconhecer a Luz em meio as profundas Trevas e somente se ergueriam porque não suportam ver uma Humanidade sofrendo em meio a tão terríveis processos.

Há criaturas que precisam que outros lhes guiem e lhes ensinem, mas também há os que necessitam aprender por si mesmos, e por isto as estações Espirituais, Morais, Sociais, Econômicas, Tecnológicas e assim por diante.

Claro que uma vez que se inicie esta jornada, este despertar, temos de aprender a sobreviver aos demais momentos, às demais estações que sobrevenham. Nem que a solução seja manter-se imóvel como faz o urso durante o inverno.

Mas isto tudo reforça a questão de que temos de aprender a nos adaptar as diferentes situações da vida e claro fazer o que nos corresponda a cada etapa e a cada momento destas constantes transformações que sofre a natureza em seu percurso.

Muitas pessoas viveriam em paz em épocas de superioridade Social, mas se desfariam em tristeza e desânimo no revés Social, há pessoas que tem uma forte tendência moral quando em um revés econômico mas se perdem em vícios e em desprezo em épocas pessoais de elevação econômica ou mesmo em épocas aonde a sociedade como um todo se eleva nestes processos.

Assim que a natureza nos sacode constantemente como o vento sopra as árvores, e testa não apenas sua resistência, mas sua maleabilidade. Afinal uma árvore que fosse rígida quebrar-se-ia em meio ao vento, por não saber dobrar-se minimamente para suportar tais processos.

25/06/2018