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Textos sobre Filosofia
Diplomacia

Anteriormente falávamos acerca do Ultimato, deste processo final quando todo diálogo ação comum se tornou irrelevante para ambas, ou alguma das partes envolvidas em um conflito.

Hoje falaremos acerca da Diplomacia, a qual é uma ferramenta que busca evitar um Ultimato, também o que deve reger as relações uma vez o ultimato seja cumprido.

A Diplomacia é um instrumento de inter-relação pacífica na qual duas unidades de forma amistosa chegam ao consenso sobre diversos assuntos inerentes ao seu convívio.
Geralmente vemos a Diplomacia ser referida no emprego do contato entre Nações por meio de certos representantes, mas ainda assim toda unidade, seja um indivíduo, seja uma família, uma empresa ou o que for, pode fazer o emprego deste meio para suas relações.

O Contrário da Diplomacia é a disputa, a guerra, a intolerância, e tantas ações que geram conflito e destruição mútua. Porque em uma guerra, sempre há danos severos, mesmo ao lado vencedor. Assim que o conflito sempre deve ser mediado pela Diplomacia e deve ser regido pela Diplomacia uma vez um Ultimato ter sido aceito.


A Diplomacia não é algo fácil, isto porque estamos acostumados a pensar de maneira egoísta, ou seja, sempre visando o bem de nossa unidade (pessoa, família, empresa, estado, país), e com isto tornamos os demais inimigos, principalmente quando vão contra interesses que tem nosso núcleo menor.
É Dito pelos Veneráveis Mestres que um mundo consciente não teria disputas ou guerras, isto porque a Diplomacia é uma ferramenta da própria consciência para um convívio harmônico entre os Povos, entre as pessoas.

Temos de entender que mesmo quando não haja um conflito físico, por vezes mesmo uma guerra verbal, ou até mesmo uma guerra silenciosa gera emanações e influências as quais são venenos que são igualmente jogados de um lado a outro prejudicando todos os envolvidos.
Seja levando em conta apenas o estado físico e as situações visíveis para os sentidos ordinários, o conflito deve sempre ser evitado a todo custo.
Se observamos o resultado interno destas desavenças, o que é emanado e o dano que causa na harmonia e na vida de cada um este tipo de situação, então sim chegamos a conclusão definitiva que seja um Ultimato, seja a disposição para uma Guerra, somente poderia ser exercido em casos realmente, absolutamente extremos.

Dizemos isto porque qualquer pessoa violenta pode dar ultimatos sem antes ter explorado todas as possibilidades e ter calculado todas estas consequências e resultados de suas ações bem como as ações dos demais nestes processos.


Não é sem razão que é dito que cada indivíduo é um mundo próprio, pois muitas criaturas ainda que vivendo em certa época, certa cultura, acabam distanciando-se do que é comum, seja porque sua psicologia é elevada e superior, seja porque não acompanhou os costumes por debilidades interiores. Isto tudo faz com que cada indivíduo tenha seus próprios conceitos do que é certo, do que é errado, do que é justo e do que não é.
Por isto que existem as Leis Humanas, para se padronizar o que em consenso, em uma época, é justo e não é, é certo ou não é, dado o momento que vive a humanidade atual, e em tal ou qual região.

A Diplomacia entra exatamente como mediadora entre as diferentes variações existentes entre dois seres, dois povos. Pois ainda que por vezes alguém tenha a razão no sentido humano, não tem no espiritual, e ainda que tenha razão no espiritual não tem no sentido do momento que vive tal ou qual humanidade e no reflexo de suas leis.

Mudanças sempre ocorrerão e sempre haverão disputas e até mesmo guerras em momentos específicos das humanidades, no entanto, o razoável, é que tenhamos plena Consciência de que batalhas devem ser lutadas e que batalhas devem ser evitadas.
Uma Revolta que se inicie em um momento aonde as forças são favoráveis e tal evento é necessário, certamente triunfará, no entanto se algo assim ocorre antes de que se chegue ao seu limite, antes de que seja tal Revolução um benefício em vez de um dano, será certamente frustrada, e possivelmente piorará a situação e ainda adiará uma resolução definitiva.

Assim que não há fórmulas para prever o tempo exato para cada coisa, senão que é necessário observar claramente os ânimos, os eflúvios, as leis de extremos, as leis de equilíbrio e assim tantas coisas que regem e influenciam a todos nós, de maneira a saber o que necessita ser aplicado a cada momento.


Vemos que muitas oposições em determinados momentos da humanidade foram as forças que geraram a devida reflexão e o devido impulso para que muitas revoluções fossem colocadas em marcha. No entanto muitos conflitos foram apenas prejudiciais e inúteis... Ainda que pareça ao acaso tais resultados, afirmamos definitivamente que não é ao acaso.

19/09/2018