CLXV
Textos sobre Filosofia
A Grandeza não está em fazer grandes coisas

Nos mundos internos, ou até no físico, quando chegamos até um Ser mais exaltado, o principal que percebemos é que esta exaltação que ele tem, é exatamente psicológica. Não estamos falando de intelecto ou de psicologia convencional, mas na capacidade de entendimento e de consciência que este Ser expressa.

Houveram na terra, homens, realmente homens autênticos, que pouca coisa fizeram no sentido de amplitude, ou de tamanho, mas mesmo com uma pequena obra em aparência, mudaram o rumo de muitas pessoas e até o destino da humanidade.


Todos nós necessitamos realizar nossa própria Obra, algo realmente particular e individual que corresponde ao Ser de cada um realizar.
Houveram Mestres que sua única missão pública em toda existência foi escrever um único livro, livro este que consumiu toda sua vida e ao terminá-lo teve sua vida humana ceifada como a espiga que está pronta em seu desenvolvimento.


Assim como o Milho tem como meta máxima trazer a vida a Espiga com seus grãos, cada pessoa tem no mundo, de acordo com sua natureza, uma Obra a realizar.
Não podemos querer comparar o que um faz com o que o outro faz, porque cada um deve fazer o que lhe corresponde, de acordo com o impulso que dá a Consciência o Ser e com o que permite a Loja Branca.

A Própria escolha do atual Avatara, é algo que comoveu na época muitos Mestres mais exaltados que o V.M. Samael, pois enquanto o Ser deste Mestre estava em certo processo, outros já estavam muito mais a frente e entendiam que cabiam a eles estas missões.
Então que para cada particularidade, para cada compreensão e desenvolvimento que tenhamos no caminho, surgem trabalhos e missões, por assim dizer, relativas ao que temos encarnado, como virtudes, sabedoria, etc.


Realmente a grandeza de um Ser não está no tamanho das obras que ele realizou, mas também na sabedoria que ele empregou para realizar estas Obras e o resultado delas.

Há Mestres que na terra talvez no decorrer de todas as humanidades, não tiveram mais de dez discípulos, no entanto todos hoje são Mestres auto-realizados.
Há outros que tiveram centenas de milhares de discípulos ao longo das eras, e não se chegou perto da metade deste primeiro.


Então vemos que nem sempre o esforço extremo é o que dá resultados, e sim o esforço necessário, exato, preciso.

A Planta não morre só por falta de água, mas pelo excesso. Assim o mesmo com a luz, a planta necessita de uma quantidade exata de luz, se lhe falta, ou se a luz lhe é excessiva, lhe causa a morte.


Então que claro, há espaço para os que tem por missão muito a dizer, e há espaço para os que tem que dizer umas poucas palavras. Há palavras curtas e simples que ecoam pelos séculos e há longos tomos que desapareceram em poucos anos de publicidade.
A Questão é identificarmos, por meio do impulso da consciência, o que em vida, nos cabe fazer.

Já dissemos e não é delito repetir que desta vocação espiritual que temos, desta entrega ao que sabemos fazer por um dom do espírito, encontramos as ferramentas de nossa auto-realização.

Nem todos tem por vocação o Sacerdócio, nem todos tem por vocação ensinar. Mas toda a pessoa que se integre com o espírito, claro pode exercer o Sacerdócio ou ensinar, principalmente hoje em dia aonde grande parte das vocações não tem espaço em meio aos delitos do mundo.


Nosso aprendizado tem que ser algo prático. Hoje temos pessoas que querem ensinar teorias, lêem e querem repetir o que leram, bem, talvez seja o começo, realmente creio que todos os que vivem nos atuais tempos e ensinam os mistérios fizeram desta forma.
Mas realmente precisamos levar a prática e ter a ciência da realidade de cada um destes temas.

Há pessoas que vemos sentem-se realmente iluminados, mas em duas ou três palavras, já demonstram a falta de capacidade de comprovar o mais básico do que é a realidade.


Hoje temos uma grande quantidade de velhos iniciados com corpo físico, muitos Bodhisatwas, devas, enfim, uma grande variedade de Almas Humanas já integradas e inseridas nos mistérios.
É Muito difícil de demonstrar o caminho mais uma vez a estas almas, se nós não ensinamos com propriedade e se não temos vivência em fatos disto.

Temos muitos iniciados que hoje trabalham ou não trabalham afastados das instituições tradicionais, grande parte queixam-se de que lá há problemas, de que lá não se trabalha realmente, mas não entendem que talvez eles próprios sejam aqueles que deveriam consertar isto.
Não um conserto forçoso ou imposto, mas por um exemplo e por uma convivência... realmente uma demonstração de que é possível trabalhar e ser indiferente a estes problemas e situações negativas que impõe a mente e os centros inferiores.


Hoje vivemos um daqueles momentos de atividade e de luta, principalmente interna, entre potências da Luz e das Trevas. Nesta luta cada pessoa, cada alma, acaba tendo uma função que é o que cabe a seu Ser.
Há uma sabedoria, um sentir que tem uma pessoa e não é que ela deva escrever ou ensinar isto com palavras, muitas vezes a missão desta pessoa é simplesmente ensinar com o exemplo e disto cumpre com o que espera a Loja Branca e o Ser.

Grandes Mestres já foram apenas bons pais, bons amigos, bons esposos, bons cidadãos, bons profissionais, e deste constante exemplo da virtude e da vida se expressando por meio deles, realizaram o que lhe impulsionava o Ser.
Hoje temos um pouco a mais para fazer, e que cada um encontre seu caminho.

Paz Inverencial!

04/04/13