CLXV
Textos sobre Filosofia
A Expressão da Vontade

A Vontade é a máxima expressão da Alma Humana, e por meio do encarne da vontade, torna-se possível realizar a Grande Obra.
A Vontade é algo que poucas pessoas conhecem, temos em nós desejos e o desejo é um entrave para a manifestação da vontade.

Todos os defeitos que carregamos são certamente inversos a expressão da Vontade, Vontade é uma força perene que é emanada constantemente de nossa Alma e que só cessa seu estímulo ao atingir sua meta.

O Desejo é o impulso do Obstinado, igualmente pode que se o desejo seja forte, mas o desejo ao atingir sua meta, perde sua força e logo surge outro desejo que muitas vezes é inverso ao primeiro e somos levados com o vento para um lado e para outro, sem cristalizações autênticas, espirituais.
Desejo é um impulso gerado pelo ego para alguma realização que ele queira, como somos plurais, no sentido de defeitos, hora queremos uma coisa, hora queremos outra coisa.

Há pessoas que tem desejo em realizar a Obra, há pessoas que desenvolveram Vontade para com a Obra.

Claro que a Vontade em sua máxima expressão se refere ao corpo da vontade e a Cristificação do veículo da vontade.
Muitas das práticas que os Mestres nos entregam, são exatamente para exercitar e desenvolver a vontade.
Acorde todos os dias, cinco horas da manhã, e faça tais práticas, dizem os Mestres, isto certamente é um agente mágico muito corretamente ensinado para desenvolver esta vontade consciente.

A Magia, o exercício de milagres, e de prodígios, é certamente uma Obra originada da fé e da vontade.
A Fé, como reconhecimento consciente de algo e a suprema Vontade em cristalizar algo, é o que faz possível o impossível.


Somente uma pessoa terá poderes, quando não desejar mais tê-los, porque o desejo é um entrave para a vontade e os poderes são a cristalização da vontade, no caminho santo, crístico.
Então que o exercício da magia, o exercício do domínio do oculto, depende de que vençamos cada elemento em seu próprio terreno.
Somos senhores de tudo aquilo a que não nos submetemos.

O Temor, o medo, é outro grande entrave para a Magia, pois o temor indica a falta de Fé.


O Desejo é estar submisso a algo. Vontade é domínio, de si mesmo antes de mais nada.
Crer é acreditar, supor que seja algo seja real. Fé é saber, ainda que por sentidos internos.

A Vontade é algo inabalável, porque está mais além de desejos, e de qualquer teoria da mente, o que a vontade determina é um fato, indiferente a vitórias ou a derrotas, isto não existe para a vontade.


Por isto estes ensinamentos dos Mestres quanto ao domínio destes desejos. A Preguiça, dentre outros, é um entrave fatal para a expressão da vontade.
A Pessoa que não domine a si mesma, não tem qualquer domínio sobre a natureza, porque a natureza está submetendo esta pessoa e ela é escrava tanto da natureza exterior como interior.

Quem não manifeste constantemente uma vontade, não pode cristalizar tal vontade. Por isto que a vontade só pode atuar quando desintegramos os desejos.
Da Renúncia as coisas do mundo, esta abdicação das coisas materiais, surge a vontade e os dons espirituais.

Não quer dizer que o Mago não tenha o que precise, mas ele precisa ser realmente indiferente frente as suas posses de todo tipo. Porque ao gerar sofrimento a ausência de algo, ou ter de passar por algo na vida, já demonstra sua escravidão, falta de Consciência, Vontade e Fé.


Sempre os Santos Mestres em algum momento de sua Obra, imprimiam sua vontade sob a forma de um signo, um selo mágico cuja simples observação fosse uma constante lembrança e símbolo de sua vontade, para com a Grande Obra.

Para os Cristãos, todos nós, talvez o maior símbolo da expressão da vontade-consciente, seja a Cruz, uma constante relembrança de nosso caminho e de nosso auto-sacrifício, seja psicológico, seja alquímico ou seja para com a humanidade.
No Gnosticismo há o Pentagrama Esotérico, há enfim muitos signos e símbolos que nos assinalam a Grande Obra.

Para os Maçons temos o Esquadro e o Compasso como símbolo da perfeita integração do Espírito e da Matéria, auto-realizados.
Assim, os símbolos sejam como formas, sejam como princípios, atuam como parte importante da expressão de nossa perene vontade, para com esta Grande Obra, que cabe a cada um de nós realizar.


"O Pentagrama, chamado nas Escolas Gnósticas a Estrela Flamígera, é o Símbolo da Omnipotência Mágica." - Pistis Sophia Desvelada, Samael Aun Weor.

Paz Inverencial!

17/04/13