CLXV
Textos sobre Filosofia
Trabalhos e Cargos

No caminho já encontramos muitas pessoas que buscavam posições, cargos para que pudessem realizar trabalhos e projetos em beneficio de outras pessoas.
Infelizmente há uma mentalidade equivocada de quem tenha cargos e posições, é quem tem por função realizar algo e na verdade é o inverso.

Estes cargos existem para quem já está trabalhando, quem está realizando esta função, possa simplesmente ser nomeada e possa executar com melhor suporte estas funções que já realizava.

Certa época me recordo de comentar com um dirigente de certa instituição gnóstica exatamente isto, de que os cargos não foram feitos para as pessoas trabalharem, e sim para que quem estivesse trabalhando pudesse exercer isto perfeitamente, com todo o suporte necessário, através destes cargos.


Não precisamos de nomeações nem cargos para trabalhar, podemos realmente ajudar, indiferente a posições ou cargos, que possamos ter.
E Vale a redundância de que os cargos existem para que quem esteja realmente trabalhando possa ter uma condição melhor de auxiliar aos demais.

Vemos com muita tristeza que mesmo a caridade, os que a fazem, fazem mecanicamente, sem qualquer expressão de consciência ou amor.
Não fazem este ato para com o próximo, por uma simples intenção de ajudar, de lhe beneficiar, senão que atuam porque querem promover uma sigla, porque querem reconhecimento, enfim, uma série de coisas totalmente, absolutamente, contrárias a virtude, ao amor, e a caridade.

Há sempre uma segunda intenção, há sempre um porque, detrás destas ações, coisas infelizmente naturais nos tempos atuais.


E o mais triste nisto tudo é que sem isto nós não estamos cumprindo sequer com o primeiro mandamento da lei de Deus, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo, como a nós mesmos.


Quem queira ajudar não depende de ninguém para ajudar, senão de sua própria vontade, de seu próprio anelo e estímulo espiritual que tenha para com o próximo.
Claro que devemos conscientemente verificar a necessidade e a conseqüência de nossas ações, e realmente ajudar aonde nos cabe, aonde nos seja possível, como nos seja possível.

"Saiba que obras de caridade são as obras de misericórdia: dar a comer ao faminto, dar de beber ao sedento, vestir o desnudo, ensinar o que não sabe, curar os enfermos, etc.
Poderia me dizer quando devo fazer uma obra de caridade, quando não e a quem?
Ninguém é juiz para julgar, ademais a caridade não precisa de juiz. Isto faz parte do bom senso. Dar de comer ao faminto e algo bastante humano porque até aos presos se lhes dá de comer, senão morreriam de fome. Dar de beber ao sedento é algo lógico, já que seria demasiado cruel se negar um copo com água com alguém com sede. Presentear com uma camisa o mal vestido é natural, consolar um aflito é humano; para isso não se precisa de juizes. Contudo seria absurdo dar-se álcool a um bêbado ou emprestar armas a um assassino. Amor é lei, porém amor consciente.
" - Mais Além da Morte, Samael Aun Weor.

"Irmãs, por Deus, ânimo! Cada uma de vocês é uma Mãe Cósmica. É uma Mãe Stella Maris, é uma Mãe Kundalini; não defraudem esse Eterno Femenino; coloquem-se em seus lugares, sejam educadas; eduquem seu verbo; não façam reuniões para fofocar. Quando em suas Comunidades ocorra algo, reúnam-se para resolver o problema, não para destruir uma pessoa, porque isso é fazer o papel desses infames que deram látegos ao Cristo em sua Via Crucis. Esse é um Cristo que está passando por uma situação perversa. O Pai Interno dessa pessoa o quer levantar; a Mãe Kundalini o quer levantar e muitas pessoas chegam e dão patadas nesse pobrezinho que necessita nesse momento de caridade, que necessita nesse momento de amor para que vejam que pode, pode e vale a pena dedicar os esforços. Não creiam que o mundo se compõe à força, o mundo se transforma com Amor. Isso é o que temos que fazer!" - As Jóias do Dragão Amarelo - Tomo III, V.M. Lakhsmi Daimon

20/04/13