CLXV
Textos sobre Filosofia
Ética Espiritual

Se Observamos o trabalho de reintegração com nossa Divindade Interior, vamos notar que o trabalho não se resume simplesmente a eliminação dos defeitos.
Claro estamos nos referindo apenas a um fator, mas dentro do que é a eliminação dos defeitos, há defeitos que são negativos mas há defeitos que são positivos.

Há uma cátedra do Mestre Samael que comenta a questão da responsabilidade. Há o caso de um carrasco que tem a responsabilidade em executar as ordens de um juiz. Responsabilidade sabemos é algo bom, mas quantos inocentes executou este carrasco?

Na Vida há muitas questões que fazemos com a melhor das boas intenções, mas por detrás destas intenções, se esconde a inconsciência e o próprio delito.


Mesmo as virtudes, cada uma delas, quando surgem dentro da pessoa, surgem tal qual uma pessoa nasce no mundo, pequena, desamparada.
A Virtude necessita de alimento, de estímulo, de atenção, e claro desenvolve-se dentro do que seja a sua natureza, sua razão espiritual de existir.

O Que queremos reafirmar, é que mesmo as virtudes, temos que aprender a manejar.
Há muitas virtudes que parecem-se com defeitos, e que só se diferenciam dos defeitos, pela simples questão de que sabemos que é a própria consciência atuando dentro do que lhe cabe atuar.

Vemos que há muitos Mestres que falam em algum momento em tom severo, e até crítico... e se não comprendeesemos que esta severidade é um dom de Deus, poderiamos facilmente cair no erro de atribuir esta ação a algum elemento de ira.


O Pai que repreende seu filho para educá-lo, pode fazer por amor, sem qualquer identificação com o fato, ou tomado por raiva, por rancor.
Então que nossas ações devem sempre brotar da consciência, mas não podemos estar presos a uma única virtude, pois cada virtude tem seu momento de atuar.

Quando observamos as virtudes atuando em uma pessoa, se vemos uma a uma realizando suas ações, seus afazeres... podemos, se observamos com delicadeza, escutar um doce som, tal qual uma melodia celeste, que é a nota que corresponde a cada uma destas virtudes ao atuar.

Tanto a Misericórdia como a Justiça são dons de Deus. Recordemos que o excesso de Misericórdia torna-se este apoio ao delito que se comete. Também seu oposto como uma Juistiça implacável, torna-se uma tirania cega e sem fim.

Por isto que esta questão das virtudes, não temos como intelectualizar ou simular, porque é algo que transcende o próprio entendimento que pode ter a mente e entra no campo aonde somente a compreensão por meio de consciência é capaz de atuar.


No caminho, vamos observar que existe uma Ética de tipo Espiritual.
Por mais que no fundo todos sejamos um, ainda que todas as formas religiosas emanem de um mesmo principio. Ainda que tudo no fundo seja diferentes cristalizações de um mesmo principio, existem mistérios que a uns são dados a conhecer e a outros não.

Quando despertamos a consciência a ponto de nos locomover conscientemente pelos mundos internos, temos condições por exemplo de atuar dentro do que seja O Raio Esotérico (ou Iniciático) ao qual pertencemos.
Isto como bem sabemos, refere-se a primeira instituição, ou a primeira forma a qual tomamos contato com os Mistérios e com o caminho, em alguma existência.

Dois Mestres que sejam de diferentes instituições (internas), jamais trocariam segredos de suas ordens, porque violariam éticas de tipo espiritual.

A Própria Iniciação (Processo de reintegração com o Ser) tem mistérios que jamais são revelados, a não ser em fatos, no decorrer da vivência de cada um.


19/07/13