CLXV
Textos sobre Filosofia
A Fé, as Teorias e a Consciência

Vemos com grande preocupação nos dias atuais, a quantidade de teorias que abundam por toda a parte.

Teorias são teorias porque são informações intelectuais baseadas na dedução e na suposição do que não são fatos.

Fatos são fatos, sejam eles físicos ou espirituais. No caso da consciência, temos como comprovar a verdade fazendo uso destas capacidades internas que temos para verificar a verdade.

As Teorias são um emaranhado complexo de jogos intelectuais que só afastam mais e mais as pessoas da verdade.
Qualquer intelectual torna-se por este motivo cada vez mais impossibilitado de comprovar os fatos, seja por vivência, seja por consciência.


Hoje em dia é raro quem consiga desenvolver os dons do coração e da consciência e isto se dá exatamente pela extrema mecanicidade da vida, do gosto desmedido pelos prazeres e pela intelectualidade.

A Mecanicidade é o resultado da repetição inconsciente dos eventos.
Os fatos sempre recorrem, dia após dia, nos deitamos, nos levantamos, fazemos repetidas ações indispensáveis e repetidamente, dia após dia.
Quando fazemos isto de maneira automática e inconsciente, dizemos que estamos atuando mecanicamente.

Como uma engrenagem que move outra e move outra, sem qualquer possibilidade da consciência atuar, senão a repetição dos fatos.

Viver cada um destes processos conscientemente é necessário para que possamos reconhecer nossas falhas no dia a dia, e dar a ação certa para cada evento que surja. Cada dia que nasce, é um novo dia, e um momento único a ser vivido. Nossos defeitos, nossas falhas, constantemente justificam sua existência na mecanicidade, no que ontem fizemos, no que hoje temos que fazer e amanhã novamente teremos.

A Vida força esta mecanicidade, porque impõe muitos afazeres, muitos compromissos e com isto as pessoas tendem a agir mecanicamente, como se isto fosse lhes poupar tempo, lhes causar algum benefício.
Não é por acaso que vemos tantos acidentes e tantos crimes, não apenas contra leis humanas, mas divinas, acontecendo dia após dia.


O Prazer é algo que nunca foi negado ao homem, é natural sentirmos sensações agradáveis ao nos alimentarmos, nas ações do dia adia, em tomar um banho e sentir-nos limpos da sujeira e das impurezas que nos cercam. Também claro nos é licito o prazer sexual e tantos outros prazeres que são inerentes a vida.

Nisto tudo ocorre que a humanidade por agir mecanicamente, entra em uma espiral involutiva, negativa. Dizer involutivo, ou negativo, refere-se sempre a ações e fatos que nos afastam, nos divorciam de nosso Íntimo, nosso Real Ser, nosso Cristo interior.

Tudo no mundo nos é permitido, porque temos o livre arbítrio e realmente podemos fazer a escolha que queiramos, mas destas ações sempre temos que prestar contas.
Não é problema errar, a questão é que por agirmos mecanicamente, erramos e não percebemos o erro e por isto recorremos nos mesmos erros, sempre agravando mais e mais a cada repetição do erro.
Porque estas recorrências que ocorrem em nossa vida, estas repetições de fatos, elas sempre são somadas ao resultado da anterior, seja positivo ou negativo o resultado.

Então que nunca foi negado ao Homem o direito ao ato sexual, há um prazer natural nisto, não apenas humano, mas divino. Há um êxtase místico que envolve a prática sexual, que o animal humano desconhece, porque se limita ao prazer físico e carnal deste contato.
Claro que isto são percepções que não nascem da noite para o dia, mas é natural que ocorra, se não agimos mecanicamente e se vivemos dentro destes dois mundos que são este exterior que andamos e do interior que vivemos.

Se uma pessoa que chega ao orgasmo, realmente analisasse a fundo, livre de qualquer teoria, livre de qualquer conceito, os fatos que são ocasionados pelo orgasmo, se daria conta que não é um prazer que isto causa, mas uma dor, tanto física como espiritual.

Claro que já entramos neste terceiro ponto que são as teorias.


As Teorias são a maior antítese que temos à consciência. Porque a teoria é como a nuvem que tapa o Sol.
As Pessoas vivem em trevas, porque carregam em seu intelecto milhares de teorias, conceitos, pré-conceitos, e tudo isto obstaculiza a expressão de sua consciência.

Não é uma questão de não saber ler, não saber escrever, não ter uma profissão. É Uma questão de sermos práticos e de sabermos observar a vida livre em seu movimento.
Teorias são teorias porque são geradas por uma imaginação corrompida por nossos defeitos.
Esta interpretação errada dos sinais externos é porque não os vemos como são, mas como gostariamos que fossem, ou até como não gostaríamos que fossem. Pois o medo e a repulsa à algo, também deforma esta visão espiritual.

A Algumas pessoas lhes encantam fazer poses, e falar bonito, enquanto deixam de lado o que é a realidade.
Vemos muitas pessoas falarem de fraternidade, de amor, de consciência, e são meramente palavras intelectuais, porque são fraternidades fingidas, amores condicionais e uma consciência corrompida por seus conceitos equivocados e desejos.


A Verdade é algo simples, muito simples... tão simples que se explicamos como é, ninguém é capaz de compreender ou de executar, porque estão acostumados a muitas palavras como é o normal nas teorias.


Falta Fé as pessoas, e claro falta fé porque não tem esta comprovação, esta percepção da verdade que é um dom espiritual.
As pessoas tem crenças, e acreditam que esta crença é uma fé. Crer é acreditar, fé é saber, ainda que por meio destas capacidades espirituais que temos.


Algumas vezes as teorias realmente se mostram paralelas a verdade, mas acreditem, importa mais o meio do que o resultado.
Se uma pessoa erra por consciência, pode ter certeza que é um erro que ela cometeu apenas uma vez, não se repetirá.
Uma pessoa pode acertar por intelectualismos, por conceitos, e é algo que também não se repetirá, porque o método é falho.

Então na vida, sinceramente vemos que o único que tem algum valor, é esta integração com nossa consciência, com nosso Íntimo.

Vão as palavras e ficam os fatos. Palavras são fatos, mas palavras provindas do intelecto, são como nuvens que se deformam e se desfazem com o tempo.


Temos que ler menos, e viver mais. Mas não viver a vida como nos ensinam que deve ser, e sim como entendemos que devemos, em base ao que nos impulsiona nossa consciência.

25/07/13