CLXV
Textos sobre Filosofia
O Rei dos Animais

A Natureza como um todo sobrevive em base do devorar e ser devorado, este "Trogo Autoegocrático Cósmico Comum" como lei natural, prevê esta mútua alimentação das espécies. Assim vemos um ecosistema perfeito aonde comumente se sobresaem algumas espécies as quais não são "devoradas" e se encontram no topo de suas respectivas cadeias alimentares.

Este é o caso do Leão, da Água, do próprio Chacal dentre outros animais similares como o Gavião-Real, o Tigre, o Tubarão, o Chachalote são bons exemplos de topos de cadeia alimentar, que normalmente somente com a morte natural servem de adubo mais uma vez para a natureza.

Nos parece interessante ver, que grande parte destes animais acabam sendo solitários.
O Tubarão é um bom exemplo de solitário caçador, este predador dos mares é visto solitário na maior parte do tempo, claro que como todas as espécies se une para o acasalamento ou em cardumes para ocasiões muito raras e especiais.

A Águia e o Gavião-Real são igualmente exemplos de solidão, afinal todas estas criaturas que não tem predador, que são de certa forma "Reis" em seu habitat, tendem a ser solitários pois são auto-suficientes e o momento que vivem em sociedade, é por um instinto superior de conservação do outro, como no caso da criação de seus filhotes ou da reprodução da espécie.

Mas mesmo nisto há excessões como o Leão que pela dificuldade em caçar suas presas, depende do bando (comumente pequeno) para estratégicamente caçar e alimentar-se.


Dentre todos os animais citados, apesar de que no reino animal propriamente dito, não tenham predador (a não ser entre eles algumas raras vezes que se encontram), tem todos eles um único predador em comum... este claro é o animal intelectual, o homem.

"Quem é solitário pode ser um Monstro ou um Deus". - Aristóteles


No reino humano vemos quase uma réplica do que acontece com os animais, os que tem dificuldade em alimentar-se (seja físicamente ou metafísicamente) agrupam-se em bandos (cidades, grupos, instituições) de forma a tornar mais propícia esta busca por alimento humano ou espiritual.
Não estamos dizendo que seja errado este agrupamento, pelo contrário, já dissemos que isto faz parte da natureza como um todo, afinal é uma necessidade natural de uns e é importante que existam estes agrupamentos para auxiliar e ajudar àqueles que necessitam deste auxílio.

Mas mesmo vivendo em "bandos", temos de aprender a "voar" tão alto como a Águia e também sermos tão independentes como o Tubarão, também tão sociáveis quanto o Leão...
Porque infelizmente as pessoas tendem a se tornarem réplicas dos demais quando em bando, tendem a misturar-se de forma a não ter mais qualquer individualidade e particularidades que muitas vezes sequer são humanas mas Divinas dentro da pessoa.

Um detalhe interessante é que tanto a genialidade e a espiritualidade avançada, podem individualizar a pessoa, como também uma maldade maior do que "o comum" e que "o normal" podem também fazer um humano tornar-se só, no sentido de ser único e isto é o que Aristóteles se referia.

Há pontos específicos em qualquer escala humana em que inevitavelmente uma pessoa está só, e ali desde aquele ponto ela realmente ou age Divinamente expressando sua Consciência e seu Ser, ou agirá Diabólicamente por meio de suas falhas e delitos psicológicos.
Se observarmos o que foram os antigos Reis, saberemos que cada um destes reis, apesar de cercados de conselheiros, cavaleiros e demais "eiros", estavam sempre sós em suas decisões e guiaturas de um povo... assim como hoje em dia ainda ocorre não somente no aspecto social mas espiritual.

Esta troca de "estados" que faz com que um "ande só", ou "se alimente só", ocorre por conta de uma troca psicológica, de um impulso muito especial que a nível de consciência já não encontra "alimentos" aonde outros sim encontram e então este tem de buscar por si mesmo aquilo que lhe cabe alimentar-se.
Há os que buscam conhecimento nos livros, os que procuram em instrutores, também há os que escalam dimensões e mundos em busca daquilo que lhes cabe alimentar-se... Benditas sejam as águias rebeldes.

18/02/14