CLXV
Textos sobre Filosofia
[CLXV] A Obra Silenciosa

Neste caminho que não existe, pois é algo muito dinâmico e de muitas possibilidades dentro daquilo que seja a execução da Grande Obra, há infinitas possibilidades de ações, sem claro violar os princípios básicos do caminho e os processos que claro são muito bem marcados, ainda que vividos de forma diferente por cada pessoa, e cujas soluções para estes enigmas da vida, também são infinitas.

Nós como pessoas temos a tendência de sermos seres sensoriais, vivemos em base as percepções dos cinco sentidos e agimos quase sempre em resposta ao que percebemos sensorialmente.

No caminho também costuma-se ter este impulso, tendo em base percepções sensoriais, como apoio, aplausos, reconhecimento... e claro isto é muito delicado pois no caminho vamos algumas vezes a favor do vento mas em outros momentos contra todos os ventos, e aí é que esta "pessoa sensorial" se vê perdida porque não tem estes estímulos os quais se apoiava.

O Verdadeiro trabalho se fundamenta em um impulso interior, um trabalho silencioso, sem aplausos, sem reconhecimentos, sem estímulos externos, senão uma resposta que é dada pela Consciência e o Ser de cada um de nós. Claro que para isto acontecer temos de já haver liberado estas frações de nossa Alma e com ela conquistado estas percepções internas que são relativas a estes dons mais além dos sentidos físicos.

Por isto que se diz que o iniciado tem de passar mais além do bem e do mal, em outras palavras também significa estar mais acima dos elogios e das ofensas, de ser compreendido ou incompreendido, de ser aceito ou não aceito... pois é um caminho que temos de atravessar profundos abismos e subir até regiões aonde muitos não podem ir... em fim, vamos em nosso caminho e é natural que em um momento nos aceitem e em outro não; Que em um momento nos aceitem, nos elogiem e em outro nos rejeitem e vituperem.. isto faz parte e é inerente a iniciação. Vimos no decorrer do caminho muitos iniciados sendo considerados "persona non grata" por conta dos processos que tiveram de viver.

"IO, também é a Swástica, Fohat ou a eletricidade sexual transcendente que são representados com a cruz dentro do círculo e símbolo da Terra sobre cujo tema poderia se escrever um livro. Está escrito com letras de fogo no livro da vida, que tal símbolo da Swática, em forma de coordenadora matemática, existiu em todos os países da Terra desde a noite dos séculos." - As Três Montanhas, Samael Aun Weor

Se fôssemos descrever e explicar a totalidade de cada detalhe do que sejam as correlações ao que estamos falando textualmente com o simbolismo dentro do Símbolo CLXV, certamente aborreceria os leitores e também não lhes seria útil, mas a verdade é que como principio gerador, tudo que aqui é dito, é de forma bastante objetiva ligado a estes mistérios do fogo e da luz primordial da vida.

Diz o V.M. Samael em seu livro As Três Montanhas que sobre este símbolo da Terra, poderíamos escrever um livro, e é isto que representa este site, um livro que vamos escrevendo e complementando a cada momento que nos é oportuno.

Não é difícil imaginar a correlação entre o Símbolo CLXV e este círculo com uma cruz ao centro e claro deixamos a imaginação criadora de cada um, compor a solução deste enigma.

Mas há alguns detalhes que não recordo de ter tido comentado senão que feito anotações a respeito, que gostaria de compartilhar neste momento. Que são algumas correspondências destes mistérios com símbolos e alegorias que tanto estudamos.

Se observarmos a mão em sinal de passe (paz inverencial), veremos que nitidamente encontramos o símbolo CLXV ali expressado.

A Própria suástica, que antes de ser mal usada e tomada como um símbolo "negro", sempre foi conhecido em todas as eras como simbolizando a energia sexual em movimento, tanto é por isto que tais personagens que tanto mal fizeram a humanidade tomaram este símbolo por escudo (pelo poder que este representava e continha como símbolo).

Mas o que queremos nos referir é que no Símbolo CLXV encontramos a Suástica, basta ver a direção da linha do 6 e do 9 e do simbolismo que representa o 1 e o 0.

A Linha do 1 corre para a direita pois é positiva, a linha do zero corre para esquerda pois é negativa, representando e explicando a suástica como símbolo CLXV.

Há um Mantram dado pelo V.M. Samael que é relativo a transmutação que mostra uma progressão numérica interessante que vale a pena meditar a respeito:

DI ON IS IO

01 08 18 10

Vemos que o 01, torna-se IO ou 10. E o 8 é o enlace desta inversão do 01 por 10. IO é nossa Bendita Mãe Kundalini, o Terceiro Logos em nós.

E Falando em grafias interessantes, como estamos citando diversas percepções até então não comentadas e que não vemos porque nos aprofundar além destes comentários, para cada um estude dentro do seu interesse e anelo, nos vem a memória comentar o fato de que dxv (DXV), nos recorda a junção do cl em "d", quando unem-se estes dois princípios de uma mesma coisa, estes dois Cristos, o Branco e o Negro. O Daimon, XV.

Há algum tempo atrás também um irmão fazia um comentário relativo a uma percepção que teve de observar a questão do Kundalini estar enroscado três vezes e meia no cóccix, este dizia muito acertadamente e sabiamente que via este IAO na forma apresentada pelo kundalini enroscado.

Ou seja, estas três vezes e meia como IAO, 180.

A Primeira volta como 0, as outras duas voltas como 8, e meia volta como 1.

Meu adendo é o lógico, que o 69 é a força capaz de despertar e o kundalini, pois é a força do amor e do sexo. Então este 180, ao receber o estimulo perene e presente do 69 (6, Amor; 9, Sexo), forma-se o símbolo CLXV e inicia-se esta Alma nos processos das iniciações maiores e na conquista e domínio da Luz e do Fogo.

07/03/14