CLXV
Textos sobre Filosofia
Adaptação do Ensinamento

Como mudaram os tempos... se observamos a luz da consciência o mundo como era na época do Mestre Jesus, na época dos Mestres que seguiram a este, um a um, mesmo o que foi o mundo antes disto, vemos como drásticamente mudou a humanidade e tudo quanto ocorre, também a forma como isto ocorre sobre a face da terra.

Este é o motivo pelo qual a mensagem tem sempre de ser renovada, adaptada, ensinada dentro dos padrões existentes em um momento dado.

Se tomamos os ensinamentos dos Veneráveis Mestres, não apenas dos tão bem conhecidos, mas daqueles que cumpriram alguma Missão para a Loja Branca no decorrer das humanidades, vemos que estes ensinamentos precisam sempre de uma adaptação, de uma adequação ao momento que vivemos.

Muitas coisas que hoje existem antes não existiam, muito do que antes existia hoje não existe. Muitos Mestres deram ensinamentos atemporais e falaram de forma a combater o mal e não a maldade. Ou seja, instruiram acerca do principio, da origem e não da manifestação física.

As alegorias, as parábolas, os símbolos, são formas atemporais de se dar um ensinamento.


Se não fosse esta particularidade de cada povo, de cada época, poderíamos dar um ensinamento a todos mas não é assim.
Também as pessoas acostumam-se com o ensinamento, acostumam-se a estes sistemas de regeneração e por atuarem mecânicamente dentro do que não é mecânico, existe a necessidade de recriar mais uma vez as formas religiosas.

Uma grande verdade é que a Religião, uma Filosofia não pode ser uma jaula. A Pessoa não tem de ser uma melhor pessoa porque ela participa de algo, porque pertence a tal ou qual religião, pois a religião, o ensinamento que nos dá, é algo que devemos buscar compreender e encarnar.
Assim mesmo que venhamos a desencarnar e retornar a este mundo físico, levamos isto solidamente estabelecido na Alma.

Dizemos isto porque muitas pessoas usam a religião, usam uma filosofia como uma forma de conter o mal, como se o mal pudesse ser contido. Tão logo afastam-se destas correntes recorrem nos crimes mais terríveis.

A Religião não foi entregue a humanidade como método de contenção do mal, nem para colaborar com as forças Gerativas ou Degenerativas.
A Religião é a ferramenta de Regeneração que temos. São as sabedorias importais dos Grandes Mestres que voltaram a criar, que recriaram-se a si mesmos, com ajuda de sua Divindade interior.
Uma religião podemos dizer é fundada cada vez que um homem restabelece este elo permanente com sua divindade. Pois a religião são os ensinamentos desta metodologia religação, que realizou esta pessoa.

Por isto falamos de adaptação, porque cada momento exige uma expressão específica da consciência e não temos como estas presos em "belas frases" mas que não correspondem ao atual momento que vivemos.
Muitas pessoas estão presas a belos ideais e sublimes ideias mas que não guardam qualquer concordância com o momento que esta vive e por isto não faz parte do processo regenerativo desta pessoa.


Sempre indicamos e certamente sempre indicaremos que as pessoas estudem os livros sagrados das grandes religiões, assim como todas estas obras escritas pelos Veneráveis Mestres, mas vemos que se não há uma constante revalorização, uma constante readaptação do ensinamento, as pessoas leem a letra morta, não conseguem estabelecer este elo entre o ensinamento que deu o Mestre e suas próprias vidas, o momento que vivem, que todos vivemos.


A Verdade é algo que não está escrito, não encontramos em nenhum livro, em nenhuma máxima ocultista, senão que dentro de nós.
A Verdade dizemos que há de buscar, mas ao mesmo tempo dizemos que não há como ser buscada.
Há que buscar porque depende de esforço, mas não há como ser buscada porque o esforço não é por ir de encontro a ela, mas de nos preparar para recebê-la.

Ao eliminar em nós a maldade, o erro, a mentira, por exemplo, já que é o contrário da verdade, eliminamos em nós o que impede que se manifeste a verdade, o Verbo Divino. Assim é como regenera-se, é como ocorre esta segunda criação no homem.

A Religião é de certa maneira uma Geração, uma criação, e como tudo passa em certos momentos por processos Degenerativos.
Muitas Religiões sublimes do passado, hoje na terra encontramos somente formas degeneradas daquilo que já foram.

Claro que muitas pessoas aproveitaram estes ensinamentos, esta guiatura, para executar em sí estes trabalhos de Revolulção da Consciência, tão bem explicados e sintetizados no Morrer, Nascer e Sacrifício pela Humanidade, denominados Fatores da Revolução da Consciência.


Algo que não podemos deixar ocorrer é que nos tornemos Fariseus dentro destes ensinamentos. Porque como já dissemos muitos entram dentro de uma mecânica negativa e continuam vivendo uma vida degenerada e vivem da aparências, de imagens que não são a realidade do que está se processando com a pessoa.
Uma verdadeira Fraude...

Muitos não rezam porque sentem o chamado espiritual de conversar com Deus, senão que rezam para que outros o vejam rezando, vão aos templos para que os outros pensem desta o melhor. Isto são degenerações do sentido religioso. Isto é o que Jesus chamava de Fariseus.

Nós todos temos três tipos de percepções, e esta postura do "Eu Fariseu" corresponde a uma percepção intermediária, aonde não se leva em consideração simplesmente o aspecto material e físico, mas sustenta-se em crenças e dogmas.

Necessitamos romper esta barreira, retirar mais este véu e penetrar nas regiões da consciência, realmente sentir, ver, tocar todas estas realidades espirituais que se abrem para aquele que se dá a tarefa de conquistá-las.

19/05/14