CLXV
Textos sobre Filosofia
A Consciência da Guerra

É muito interessante observar como se expressa a consciência, já que esta por si só é capaz de ver mais além do que estamos acostumados a observar. Conhecer a origem de cada evento, sua consequência é algo muito natural a consciência e é o que nos permite fazer escolhas adequadas a cada momento de nossa vida.

Boa parte de nossa consciência não se encontra desperta, sabemos que temos esta virtude, este poder da Luz, preso em meio a conceitos, preconceitos, ideais, formas mortas e sem luz que nos conduzem ao erro, ao delito.


Diz o V.M. Samael que se a humanidade como um todo tivesse dez por cento de consciência livre, inevitavelmente já não haveriam mais guerras.
E é compreensível, dentro do contexto desta compreensão dos eventos e de suas consequências, que uma vez tendo a compreensão dos impulsos que nos levam a uma disputa deste gênero, o trágico evento que é uma guerra, as consequências deste nefasto evento, fica óbvio que do ponto de vista da consciência, da luz, não há sentido em tal evento.

Claro que em tudo há exceções, porque diz também o próprio Mestre Samael, que seria mais delituoso um pai de família abençoar os bandidos que violentam sua esposa e suas filhas do que claro lutar, até a morte, pelo bem estar destes seres que estão sob sua responsabilidade. Também diz o Mestre Samael, que se militares se opusessem a lutar para defender seu país, imaginando uma horda de invasores que venham para saquear e destruir sua região, seria igualmente delituoso.
Por isto que se faz tão indispensável, tão realmente inadiável, encarnarmos isto que se chama consciência, para que possamos saber a hora de falar, a hora de calar, a hora de lutar e a hora de não lutar...
Dois eventos idênticos em momentos diferentes, podem ser divinos ou diabólicos, ainda que sendo um mesmo evento, e fisicamente aparentemente sendo iguais.

Este é o motivo de que não podemos ter dogmas, conceitos formais de certo ou de errado. Temos de aprender a ver o mundo, do ponto de vista da consciência, realmente tê-la encarnada, para que nossas ações sejam sempre equivalentes a natureza divina que nos corresponde encarnar.


Só há uma verdade, e esta é o desconhecido, que se processa de momento a momento. Somente encarnando a verdade podemos ver a realidade.


Assim que se na vida prevemos os maus resultados, evitamos os eventos. Se nossas ações tem um fim negativo, porque realizaríamos tais ações?
Já dissemos e podemos assegurar sem nenhuma dúvida, que todas nossas ações nos trazem consequências equivalentes. Todo mau causado de alguma maneira nos retorna, assim como toda boa ação realizada. Segundo a semente temos a planta, segundo a planta temos seus frutos.


Quem semeia erros, é óbvio que será cobrado por seus delitos, ainda que não tenha consciência para perceber que ele mesmo é o causador de sua tragédia.


27/10/14