CLXV
Textos sobre Filosofia
Perdão e Absolvição dos Pecados

Dando continuidade ao nosso estudo que diz respeito ao Bode Expiatório e o Bode Emissário, temos de explicar que no Bode Expiatório encontramos o Perdão dos Pecados, o pagamento pelos mesmos, e no Bode Emissário encontramos a Absolvição, o esquecimento dos Pecados.

Isto são citações bíblicas que se referem a algo muito além de um antigo ritual, pois é um processo que ocorre na vida de todas as pessoas, e que o Cristo vez ou outra executa para com toda a humanidade.

Falar do Bode Expiatório é referir-nos ao Cristo Redentor, e falar sobre o Bode Emissário é referir-nos ao Cristo Penitente...


Uma pessoa que cometa faltas, se encontra diante destas duas possibilidades:
- Realiza boas ações e paga o que é devido ou paga com dor e sofrimento (Bode Expiatório);
- Elimina dentro de si a origem da emanação do delito (O Eu Psicológico que cometeu o delito), e por consequência seu delito é esquecido, fica absolvido da culpa já que não há possibilidade que cometa novamente, e o causador do delito não existe mais dentro da pessoa.


O Cristo em seu processo de Cristificação, tem de pagar suas dívidas e por isto dizemos que atua tanto como Bode Expiatório como Bode Emissário, e não somente para consigo mesmo, mas para com um povo, ou uma humanidade.

Assim se entende porque na antiguidade se associava o Bode Expiatório ao Sacrifício, a morte... pois é um símbolo de Sacrifício, de dor, de resignação. Isto nos recorda claramente o Sacrifício pela Humanidade, o serviço desinteressado pelo bem comum de todos os seres, também nos recorda toda a dor que teve de viver o Cristo em sua marcha triunfal, ao longo de todas as expressões que teve. Eis o Cristo Redentor.

Quando falamos do Bode Emissário, àquele que é arrojado ao deserto, carregando simbolicamente os pecados do povo, estamos nos referindo ao processo do Cristo Penitente, àquele que vive os processos de eliminar dentro de si toda a raíz do mal e do erro, e por consequência tem seus delitos esquecidos, já que não se encontra mais acusação contra o mesmo.


O Cristo não é uma vítima da dor, ou da circunstância, é ele que por sua própria vontade, por sua consciência da necessidade, se deixa viver estes processos tão terríveis.

Há uma terceira forma do Cristo, que denominamos "Cristo Restaurador".
Podemos entender que esta terceira expressão do Cristo é o resultado de haver triunfado nos processos do Bode Expiatório e do Bode Emissário.
Afinal o Bode Expiatório simbolizando a morte, nos recorda os terríveis processos do Gólgota aonde o Cristo tem de enfrentar a morte e triunfar (Cristo Redentor). A Restauração da morte é a ressurreição.
O Bode Emissário simbolizando as tentações finais, e os processos após a ressurreição, aonde o iniciado passa por seu último Deserto, estão relacionados ao Cristo Restaurador como o fim deste deserto, desta penitência (Cristo Penitente).


"Ele havia ganhado o direito de morrer na Cruz, e havia ganhado o direito da Ressurreição. Os que o haviam perseguido e maltratado foram crucificados MAS SEM DIREITO A RESSURREIÇÃO." - O Ultimato, V.M Lakhsmi

03/12/14