CLXV
Textos sobre Filosofia
Quês e Porquês

Vivemos uma época de transição, vivemos momentos de uma transformação e de uma mudança muito grande no processo geral que vive esta humanidade.

Primeiramente vivemos sob a base do instinto, logo este instinto se transformou-se em razão e agora deve transformar-se em intuição. A Era da razão foi um degrau a mais na escala humana que deve ser superado.

O Instinto nos permitiu agir dentro do que foi a natureza animal, a razão nos permitiu atuar dentro dos preceitos da vida humana, nestes momentos necessitamos chegar ao grau Intuitivo, que é o que nos conduz até nossa Divindade interior.


Se observarmos a natureza do instinto, veremos que se baseia em premissas gravadas no mais profundo do que é o indivíduo. Toda criatura vem com estes impulsos instintivos do que fazer, de como fazer, do que lhe causa benefício, do que lhe causa dano.
É por este instinto que as plantas buscam o sol, ou que os pintinhos buscam o conforto sob a proteção das asas de suas mães. Também é por este instinto natural que o sanguinário predador busca sua presa, e por este mesmo instinto que a presa sabe qual é o seu predador.

A Razão é esta lógica que regeu e ainda rege de certa maneira a humanidade, aonde nos baseamos no entendimento das verdades aparentes.

A Intuição é a capacidade de compreensão sem ter de passar pelo processo raciocinativo, é o estágio final que está destinada esta humanidade da Era de Aquário que atualmente vivemos.

O Raciocínio não nos permite compreender a natureza espiritual de tudo que nos rodeia, não nos permite ver, compreender, dialogar com as potências que são as Almas dos Planetas, ou dos animais, nem nos permite realizar tudo aquilo que seja da natureza Espiritual em seu sentido mais divino.


A Intuição, de certa maneira podemos dizer que é um "instinto espiritual", pois se formos observar atua de maneira muito similar ao que obtemos pelo instinto, mas sendo este relativo ao espiritual.

Por isto que dizem os Mestres que o Instinto é a versão negativa da Intuição e que a intuição é a versão positiva do Instinto. A Razão foi o elo entre um e outro, nada mais.


Em relação a Quês e Porquês... entra isto que até aqui falamos.
Uma pessoa poderia agir e esta realização é o que ela realizou, o porque entra de onde vem este impulso que o fez realizar tal ação. Naturalmente poderia esta criatura agir por instinto, por razão ou por intuição.

Assim que muitas ações na vida se repetem, vemos pessoas passando por situações parecidas, mas guiadas por diferentes impulsos, o que torna estas ações ainda que parecidas em sua superficialidade, completamente diferentes em sua real natureza.

Quando falávamos anteriormente em outro texto, das expressões ou formas do Cristo, citávamos o caso de que aqueles que perseguiam o Cristo eram igualmente crucificados, no entanto que estes não tinham direito a ressurreição. E isto nos demonstra quanto os fatos podem ser parecidos em aparência, mas completamente diferentes em sua origem e resultados.


10/12/14